
Depois da tempestade vem a bonança. Já estou mais descansadito. Já não me deixo influenciar pela minha incapacidade em resolver problemas informáticos. Quero que eles se desmanchem todos.
Não, não é por isso que estou mais bem disposto. O que me levou a ver a luz brilhante foi saber que o nosso amigo se vai manter como presidente das gaivotas. Cheguei a ter medo que o homem não pudesse concorrer. A sério que tive medo, muito medo. Mas, pelos vistos, a coisa voltou à normalidade e já posso respirar de contentamento, muito contentamento porque cada um tem o que merece e mais não digo porque depois do que se passou durante estes dias, não há mais palavras para definir aquela criatura. Um grande bem haja à criatura.

Podia estar bem disposto. Podia mas não estou. Afinal de contas estou de fim de semana, o trabalho mais chato já foi despachado e tenho tudo a meu favor para estar bem disposto. Mas não estou. Não estou porque sou torrão. Torrão nas coisas que quero, a toda a força conseguir realizar. Não, não ando mal com a minha vida, não é nada disso… é mais um problemazinho com a instalação de um servidor, base de dados e aplicação específica. Não gosto de não conseguir fazer as coisas direitinhas. Não nasci para a informática, da parte do teclado… e fico roído quando não consigo trabalhar com as ferramentas que quero. Pior ainda fico quando me explicam tudo e, quando chego a casa ou me esqueço ou me aparece um outro problema diferente. Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Isto tudo porque quero começar a trabalhar, à viva força, num projecto de portefólios electrónicos que achei muito interessante e que vou desenvolver com o meu colega JCRamboia, que já tem a parte da instalação feita, pois claro, e eu não. Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Vou ter de esperar todo o fim de semana para recomeçar na segunda. Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.

“Ao fim de quase 25 anos de casamento, o meu marido teima em inovar. Agora vem falar em fazer sexo fora do quarto ou mesmo em ter sexo anal. Vou dizendo que já não temos idade para experiências, mas ele anda tão empolgado que não sei…”
in Maria.

“O kit Gueisha Hiroko, custa 59.95 euros e contém três brinquedos eróticos: um estimulador ergonómico com revestimento, uma pluma marabu vermelha e um óleo de massagem com aroma oriental e madeira”
in uma revista qualquer.

Era esta a imagem que eu gostaria de ter conseguido colocar num post de há dois dias atrás. Uma verdadeira ternura.

“Trabalhadores da Autoeuropa perdem mais em dez dias de lay-off do que a trabalhar seis sábados até 2011″
in Público
Este título já tem uns dias, no jornal Público. Só agora tive tempo de ir repescar a notícia. Para mim, é perfeitamente sintomático do papel dos sindicatos portugueses: pouco preparados, com um discurso do século passado e, acima de tudo, preocupados com guerrinhas pessoais e sem quererem saber dos reais interesses dos trabalhadores. Não vou reproduzir aqui a notícia toda porque me parece abusivo e quem quiser dar-se ao trabalho de a ler pode fazê-lo aqui, no entanto, reitero a minha opinião de que os sindicatos, por vezes passam a ser parte do problema e não parte da solução, veja-se o caso dos professores.

Hoje de manhã, quando estava a dar uma vista de olhos pela imprensa desportiva, reparei que no site de um dos diários estava uma foto ilustrativa, aliás mais do que ilustrativa, conclusiva diria mesmo, do papel do actual presidente do Sbordem. A foto tinha o Senhor Presidente cabisbaixo e com o chefe da claque juve leo a olhar para ele (provavelmente a dizer-lhe qualquer coisita interessante) e com a mão, imagine-se, no cachaço do Presidente. Tenho pena de não conseguir colocar aqui a imagem pois seria bom que as pessoas começassem a perceber a real dimensão do poder que estes tipos das claques, sobretudo a do Sbordem, têm sobre os dirigentes dos clubes, ou sads. Tenho bem presente na minha memória a invasão de campo (já no estádio novo e a única até à presente data…) que alguns rapazinhos de coro fizeram, um bocadinho aos tombos, é certo, tal era a quantidade de substâncias ingeridas, e a imagem do actual Presidente do Sbordem a correr pelo campo fora para os enxotar… nunca mais me vou esquecer do ridículo de tudo aquilo. O que é certo é que nada lhes aconteceu, nem multas, nem interdições, nem processos disciplinares, nada, absolutamente nada. Palpita-me que desta vez, depois da pancadaria generalizada num jogo de juniores… a coisa se vai repetir e os responsáveis por actos desta natureza nunca irão ser devidamente punidos. Tanta câmera de filmar, tantas medidas no papel e depois… nada, não acontece nada.
Só para meter nojo, apetece-me dizer que os marqueses e os outros da capital, têm a mania de repetir que os do Porto é que são uns arruaceiros (o que não deixa de ser verdade) e esquecem-se que as grandes confusões que se registaram em Portugal (mortes, incêndios, vandalismo sem limites e outras coisas mais…) sempre tiveram como protagonistas as claques de Lisboa. Claro que isso também não interessa nada e lá estarão os meios de comunicação social para branquear toda a situação, o que é uma pena, pois os espectadores (ao que parece estavam lá famílias inteiras) mereciam mais respeito, isto para já não falar dos miúdos que estavam a jogar e que se viram no meio de uma confusão de todo o tamanho.

Não tenho tido descanso. Apesar de não estar de férias, as actividades lúdicas têm surgido em verdadeira catadupa. Ontem passei um belo dia no golfe, sim, no golfe. É a segunda vez que vou com vários professores dar as tais ditas cujas das tacadas, aquelas que eu já não dava há um ano. Jogou-se que foi um espectáculo e o repasto que se seguiu foi igualmente bom, por isso é para repetir. Pela noite, ao jantar, fomos todos a um outro repasto, este mais cerimonioso, mas igualmente agradável. Hoje, fomos passar um dia a umas piscinas, em Amarante, com túneis para escorregar e mais uma data de coisas daquelas que costuma haver no Algarve. Confesso que nunca tinha andado naquilo, por preguiça, e hoje estive tentado para tornar a não experimentar, mas depois a pequenada insistiu e eu, como sou um fraco, lá fui. Claro que acabei por gostar daquilo e fiz umas quantas descidas em alta velocidade, o que me leva a pensar que nasci para os desportos radicais… Mas enfim, foi um dia muito bem passado, na companhia de amigos, com muita boa disposição e nem sequer demos conta que fomos todos com crianças, tal era a autonomia que a canalhada evidenciou:)

Eu não sou muito chegado a revistas de moças nuas. Não sou, pronto. Gosto mais de ver filmes pornôôô. Não sei explicar o porquê, nunca soube aliás, e não vai ser agora que vou descobrir. Pontofinal. Mas esta coisa das revistas com moças nuas tem vindo a tomar uma importância acima daquilo que eu considero normal. Provavelmente é uma estratégia de markting e, como tal, está a surtir efeito. Refiro-me, como é evidente, à playboy portuguesa. Se o primeiro número foi perfeitamente inócuo, o segundo mexeu com as consciências e tornou a Cláudia Jacques num verdadeiro ícone das mulheres com a sua idade, e com razão pois a senhora está muito bem. Depois veio o terceiro número, com um ser humano de reduzidas dimensões e perfeitamente indescritível mas que, vá-se lá saber porquê, mexe com o íntimo do homem português. Mais não digo porque não há mais nada para dizer.
Agora, para espanto meu, a capa do número quatro vai ser feita pela Rita Mendes ( e acreditem que só lhe escrevo o nome porque tenho uma filha Rita e eu sou Mendes…). Por acaso, só muito por acaso, alguém já assistiu a um programazeco do AXN que esta moça apresenta? Não? Bem me parecia. É uma treta qualquer sobre Hollywood e mete dó assistir à apresentação feita pela moça (tudo bem, é um trabalho honesto e como tal deve ser respeitado…). A apresentação é construída numa base de lugares comuns , expressões feitas e ainda por cima está sempre muito mal vestida (não, não é bichice minha, é mesmo assim), o que, associado ao pezinho para a frente e para trás e com as mãozinhas em pose, dá um boneco muito fraquinho.
Nem fazendo um grande esforço eu consigo imaginar como será a moçoila (é a única coisa que ela consegue concretizar, porque já não é nenhuma moçoila…) toda nua, com o rabo ao léu e as mãozitas juntas, debaixo do queixo. Não quero nem ver.

Amanhã vou jogar golfe. Sim, é verdade, golfe. Já no ano transacto fui jogar e gostei de experimentar bater aquelas bolas todas. Foi uma agradável surpresa. Claro que este ano vai ser igual, pois nunca mais dei umas valentes tacadas. Estou, portanto, mais do que enferrujado, o que é uma pena. A seguir vamos almoçar por lá e, se mantiverem a qualidade do ano passado, vai ser excelente. A ver vamos.

Há uns tempos jurei que nunca mais vinha aqui falar do assunto. Pensei, pensei, pensei e decidi quebrar a promessa. Quando há uns tempos escrevi aqui sobre a forma como fui crucificado numa reunião geral de professores, fi-lo de uma forma amarga e muito desiludido com a maioria dos colegas que tenho, pois não foram capazes de aceitar que eu tinha uma posição diferente da deles, recorrendo mesmo ao insulto entredentes. Nunca mais falei do assunto e, apesar de ter demorado uns bons tempos, fiz o meu luto e acabei desprendido de qualquer tipo de relação com os ditos colegas. Apenas me vou relacionando, de uma forma carinhosa e aberta, com uns poucos que me merecem todo o respeito e reconhecimento. Com os restantes a forma que escolhi para lidar com eles é meramente institucional e, como tal, não vai além disso mesmo. Para quê estar a relembrar tudo isto? Boa pergunta. Agora que as coisas estavam calmas, mais valia deixá-las assim mesmo. Mas eu não sou perfeito, essa é que é essa. Não consigo resistir a uma boa alfinetada. Sim, porque não é mais do que isso, uma boa alfinetada. Eu não aguento saber que aqueles que mais me criticaram por eu ter decidido entregar os meus objectivos individuais agora estejam aflitinhos, mas aflitinhos mesmo, porque perceberam que não vão poder entregar a sua auto-avaliação , uma vez que não faz sentido entregar uma auto-avaliação se, antecipadamente, não tiverem sido entregues os objectivos individuais. Eu fiquei sempre com a ideia que os colegas queriam ir até às últimas consequências com o boicote à avaliação, tal foi o discurso inflamado e guerrilheiro na altura, no entanto, não é bem isso que está a suceder e o objectivo agora é conseguir apresentar a dita cuja auto-avaliação. É triste, muito triste, perceber que afinal era tudo uma grande treta e aqueles que foram os primeiros a insultarem são também agora os primeiros a fazer de conta que não é nada com eles e toca a resolver o assunto da melhor maneira, sem levantar muitas ondas…
É por isso que tenho cada vez menos paciência para aturar pessoas, principalmente pessoas armadas ao pingarelho, como se diz na minha terra.

Eu sei que não parece normal, mas hoje vou ter muito trabalhinho, mesmo. Tenho umas provas públicas, da parte da tarde, e acho mesmo que só vou conseguir sair da escola lá para as seis e meia o que, em dia de S.João, é sinónimo de muito trânsito e pessoal por todo o lado.

Se calhar, mas mesmo muito se calhar, vou-me repetir. Esta coisa de receber filmes pornôô por email tem muito que se lhe diga. Eu acabo por os ver todos, sem grandes falhas, e chego à conclusão de que se torna desolador ver uma cena daquelas hard em que o homem está de meias, de preferência de meias brancas. É um assunto mais do que debatido mas não consigo ficar indiferente a esta tendência que se tem vindo a generalizar. Será que a indústria pornôô também se rege pela moda? Neste caso dos acessórios. Sim, porque aquilo não serve para mais nada, a não ser embelezar a cena, digo eu. Estou a escrever isto tudo porque me sinto revoltado com esta situação toda. Aquilo distrai-me. Fico a olhar para o personagem com a meia branca, de algodão, desportiva, e acabo por perder os detalhes mais impotantes. Não é justo. Para compensar, tenho de ver segunda vez o mesmo filme e, mesmo assim, ainda me perco com o raio da meia branca. Com esta treta toda perco o dobro do tempo, ou seja fico com menos tempo para dedicar à minha senhora, às minhocas e a todas as actividades que desenvolvo, no geral.

Sinto-me nas nuvens. Parece-me que a vida é uma flor. Uma flor que se cheira e que se sente. Digo isto porque tive, finalmente um cheirinho de verão. É incontornável chegar a este dia e escrever qualquer coisa sobre o verão. Como sou um ser humano pensante, mas normal, muito normal mesmo, achei que seria de bom tom escrever sobre a estação do calor, pelo menos por aqui, em Portugal. Ontem fizemos um picnic em Gaia, sim, eu disse Gaia. Quem diria? Aquele amontoado de prédios, que se chama cidade de Gaia, tem lá pelo meio um parque, da Lavandeira de seu nome, que é super agradável e muito apetecível. Tão apetecível é, que ficamos lá não sei quantas horas, com a miudagem toda de um lado para o outro e os mais crescidos esticadinhos na bela relva. Tão apetecível é que nem sequer é permitido levar bolas. Um paraíso, portanto.
Hoje de manhã, para completarmos o escaldão que já tínhamos apanhado há dois dias, fomos para a praia, das dez até ao meio-dia, com um vento leste quente, quente, que nos obrigou mesmo a sair de lá porque a coisa estava a ficar perigosa para as minhocas. Por falar em minhocas, elas gostam é destas andanças e ontem quando chegaram a casa foram direitinhas para a banheira, ficaram de molho a ver se a terra lhes saía das unhacas, tal era a camada de terra e matéria pegajosa que traziam agarradas.
Fazer uma vigilância de exames é chato, muito chato. São duas horas e meia enfiado numa sala, com outro/a colega e mais dez alunos, neste caso. São duas horas e meia em que é necessário manter um certo equilíbrio mental, sob pena de adormecer ou transmitir aos alunos qualquer tipo de relaxamento na nobre tarefa de vigiar. Sim, porque o nosso papel é vigiar. Vai daí, pus-me a observar os alunos. Para além de serem todos muito empenhados e de escreverem imenso, pude constatar duas coisas em função das circunstâncias. Como era uma sala com apenas dez alunos, dos quais um era rapaz, deixei o rapazinho de lado por motivos meramente estatísticos e pus-me a observar as raparigas. Pude constatar, assim a olho nú, que elas são, hoje em dia, muito mais mamalhudas do que no meu tempo e, por outro lado, calçam todas perto de quarenta, o que é surpreendente.
Não quero deixar aqui aquela ideia dum velho gaiteiro, que se começa a babar com umas miúdas novitas pois não faz o meu género, pelo contrário, continuo a achar piada às mais velhinhas, mas acho engradíssimo ver estas miúdas com umas big boobies, apoiadas na mesa para escreverem mais à vontade. Pelo menos para mim foi uma maneira agradável de passar o tempo.
Altiva e couraçada de desdém,
Vivo sozinha em meu castelo: a Dor!
Passa por ele a luz de todo o amor …
E nunca em meu castelo entrou alguém!
Castelã da Tristeza, vês? … A quem? …
– E o meu olhar é interrogador –
Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr …
Chora o silêncio … nada … ninguém vem …
Castelã da Tristeza, porque choras
Lendo, toda de branco, um livro de horas,
À sombra rendilhada dos vitrais? …
À noite, debruçada, plas ameias,
Porque rezas baixinho? … Porque anseias? …
Que sonho afagam tuas mãos reais? …
Florbela Espanca, in “Livro de Mágoas”

Tirando o pequeno pormenor deste meu belo corpinho estar com uma pequena semelhança com esta jovem moçoila do nordeste brasileiro, mais concretamente com marcas dos calções de praia (podia ser bikini, mas não é), tudo o resto não passa de uma tentativa de irradiar a felicidade que a cheirosinha evidencia. Gostava de ser assim, desprendido da realidade, sem me importar muito com o que os outros seres pensantes… pensam. Por vezes dou demasiada importância a quem me rodeia e acabo por deixar de fazer aquilo que me dá mais gozo.

Diazinho bacana. Daqueles que já não sabia muito bem como eram. Apesar de ter começado bem cedo… quando cheguei à escola para o exame, esperei, esperei, esperei e nada. O aluno não apareceu. Fiquei logo livre, sem estar a contar. Com um dia destes só deu mesmo para pensar em praia. Vim de imediato para casa, na bela Scarabeo, e lá fui com a minha senhora, que está de férias, para a praia. Ficamos lá quase quatro horas e estou que nem posso. Que nem posso estou eu, agora dá para imaginar como estará a minha senhora, transmontana de gema, que insiste em não espalhar um cremezito protector pelo corpo…
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