Este é um dos trabalhos. Os outros estão aqui.
Começar o dia na maior…
Começar o dia às seis da manhã é bom. Tenho tempo para tudo. Começo por ler as notícias, esticadinho na cama, com o idevice e a minha caneta especial… que eu tenho os dedos muito grossos e não acerto onde mais desejo… Isto tudo antes da confusão geral se instalar cá por casa. Hoje é sábado, como já todos devem ter reparado, e não se trabalha por isso… é mais agitado. As minhocas hoje não vão à piscina. Vou levá-las a uma festinha de aniversário, mais propriamente do Zé e do Henrique, manos gémeos, e depois vou apanhar ar. Enquanto se vão preparando, ao ritmo delas, a minha rica senhora dorme, como se não houvesse amanhã, apesar de estar com um belo de um tecno aos berros… Nos entretantos, as minhocas vão-se vestindo, pegando, pintando, penteando e calçando, mas não necessariamente por esta ordem. Está na hora de arrancar e vão conforme estiverem. Espero que bem. Fui.
Início de sexta feira.
Com pouca ou quase nenhuma energia. Tem dias assim. E quando estes dias aparecem, de mansinho, o que é que podemos fazer? Desaparecer está fora de questão porque as minhocas iam gastar um dinheirão a telefonarem para toda a gente e eu acabaria por ser encontrado e depois tinha de pagar a conta do telefone. Não, essa está mesmo riscada. Abrir o meu coração pela treta? Também não me parece bem porque ia começar a falar por estes anos todos e depois acabava, quase de certeza absoluta, a falar sozinho e para as paredes e isso seria muito mais traumatizante. Outra que está mesmo riscada. Só me resta a alienação. Huumm. É bem mais tentadora…
Sinais dos tempos…
As pessoas são animais de hábitos. Habituam-se mais facilmente do que aquilo que julgam ser possível. Quando reparam já estão numa nova situação, completamente diversa da inicial, a que estavam habituados. Se conseguirmos transportar esta forma de estar para o nosso íntimo, facilmente conseguiremos fazer coisas que não julgávamos serem possíveis de concretizar. Quem não passou por situações que fizeram com que as suas vidas mudassem radicalmente? Muitas das vezes para muito melhor. Peguemos no consumismo. Vivemos numa numa sociedade consumista, certo? Não estarei a acrescentar nada de muito inteligente… mas também se consegue perceber que os tempos actuais em Portugal estão difíceis para o consumo. Quem é que não pensa duas vezes antes de comprar uma pilice que há uns tempos atrás compraria sem hesitar? Quem é que não começou a repensar a sua postura perante o consumismo desenfreado? Mesmo quem tem uma vida desafogada pensa duas vezes antes de multiplicar os bens de consumo. Sim, porque muitas das vezes compramos coisas de que não necessitamos porque já as temos… O que eu acho, e passando à frente esta pseudo teoria do consumismo, é que devemos valorizar as relações humanas, as relações com as pessoas de quem gostamos e amamos. Isso sim, apesar de não se poder comprar, deve ser preservado como o bem mais importante desta vida. E só temos uma.
Gostava de ver a cara do homenzinho…
Adorei ver o ajuntamento que se fez perto do palácio do nosso presidente (com letra pequena) da República. Houve um ajuntamento de pessoas, com moedas nas mãos, para serem entregues ao dito cujo, num belo dum saco plástico preto (daqueles do lixo) que o tipo não merece melhor. Aliás, ele merecia mais uma coisa para além das moedas e do arroz que iam no saco. Ora adivinhem lá o quê? Pois é isso mesmo! Uma potente fatia de bolo rei, cheia de frutas secas, com açúcar fininho por cima… acho que faz a cara do homem…
Andreas Preis.
Para variar. Carreguem aqui.
Adorei o fim de semana.
Pois é, três dias sem vir aqui escrever são para mim, claro está, uma verdadeira eternidade. Habituei-me a isto e agora não quero outra coisa. Mas desta vez foi por uma boa causa. Fui passar o fim de semana ao Douro, embora sem a minha rica senhora, estive sempre muito bem acompanhado. Fui para realizar um trabalho que não conseguiria fazer se fosse com as minhocas pois elas são muito chegadas a mim… e eu precisava de sossego… O trabalho decorreu da melhor forma possível, graças ao ambiente vivido e foi muito divertido. Assim dito assim feito e vim de lá mais cheiinho, com um quilo a mais, porque a diversão é sempre acompanhada com umas paparocas divinais e uns néctares inspiradores. Foi um fim de semana de excessos e, para ser perfeito, só faltou a minha rica senhora cair-me nestes braços musculados, sedenta de amor e paixão… mas pode ser que fique para uma outra oportunidade.
Nem para mim sou bom…
Há dias assim. Em que é tudo um pouco cinzento, para não dizer negro. Geralmente, nestes dias, não devemos tomar grandes decisões sobre assuntos importantes pois dá asneira, quase de certeza absoluta. Felizmente para mim, hoje não aconteceu nada de muito importante ou algo que exigisse de mim uma decisão. Foi um dia sem grandes sobressaltos, portanto. Excepto um episódio, que me roeu o juízo e me deixou aborrecido para o resto do dia. Como não podia deixar de ser, acabei por fazer asneira. Uma pequena asneira mas, para todos os efeitos, não deixo de a ver como uma asneira. Lá está, são as tais decisões que se tomam em alturas más. O assunto não interessa para aqui mas a asneira está bem vincada. Ora reparem lá na negatividade da fotografia que coloquei junto do título do blogue. Não é a cara deste blogue mas, por vezes é a minha cara, só que ninguém precisava de saber…
Ai que o Domingos anda com as calças na mão.
Não vi a entrevista toda. Aquilo que vi bastou para confirmar que o Domingos deu um passo maior do que a perna. O clube dos calimeros não é recomendável para tenrinhos e o Domingos ainda é tenrinho. Aliás, ele já é um autêntico calimero, já tem o discurso do desgraçadinho perfeitamente interiorizado. Também, e verdade seja dita, aquilo estava dentro dele e quando estava no Braga já se queixava muito… Mas daí até esta pequena entrevista vai uma grande distância. O homem desceu a um nível de auto-afirmação básico, passou o tempo todo a tentar afirmar-se através de exemplos mesquinhos e que só lhe ficam mal trazer para a praça pública. No fundo parecia aqueles miúdos que fazem queixinhas ao Director de Turma dos meninos que não gostam dele…
O Domingos foi um jogador de futebol. A formação dele é a de dar uns chutos na bola e conversar com os colegas que são iguais a ele. Acredito que tenha investido na sua formação como treinador, senão não tinha chegado onde chegou… mas ainda está muito verdinho e só espero que, quando chegar a vez dele ir para o fêcêpê, já esteja mais confiante das suas capacidades.
Andrey Yakovlev & Lili Aleeva.
Podem sempre espreitar aqui.








