Estou que nem posso!

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Caramba, que estes dias têm sido cansativos. Tenho andado num stress parvo (sim, parvo) por causa de ter que corrigir uma data de exames nacionais de História da Cultura e das Artes. Para além disso, e no que diz respeito ao trabalho, tenho uma data de coisas para fazer e, assim, conseguir terminar o ano lectivo de uma vez. Para isto tudo correr minimamente bem, deveria ter sossego. Mas não tenho. Duas adolescentes enfiadas em casa… é obra!

Nem tempo tenho para festejar a vitória de Portugal. Sim, é uma vitória. O facto de termos conseguido ficar em terceiro lugar no grupo de apuramento do Campeonato Europeu de Ciclismo, ups, Futebol é uma sensação indescritível e que todos os portugueses deverão sentir como sendo única. Não tenho palavras para descrever a emoção que me vai na alma…

Golo?

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Dá-me a impressão que anda meio Portugal completamente tresloucado com o futebol. Eu não sou rapaz de rupturas. Não gosto de ser desmancha prazeres. É uma coisa que me aborrece. Se as pessoas gostam disto ou daquilo e eu não gosto… que se há-de fazer? Eu não vou ser o ranhoso que vai achar que é mais do que os outros só porque não tenho nada a ver com o assunto. Não vou ser eu que vai alimentar a coisa… nem para o bem nem para o mal. Para ser sincero, quero lá saber do futebol nacional, ou mais concretamente, da selecção nacional. Não quero mesmo saber! Aliás, quero é que eles vão dar uma voltinha ao bilhar grande (de preferência àquele em que o fêcêpê foi campeão nacional…). E é muito fácil para mim sustentar esta ideia. A de que estamos a sobrevalorizar uma data de jogadores da bola que, basicamente, nunca ganharam nada e que têm a mania que são os reis e senhores deste belo país à beira mar plantado.

Não consigo perceber este histerismo todo à volta de vinte e três personagens, mais uma espécie de tecnológico que errou na profissão e uma verdadeira procissão de personagens que nunca souberam fazer mais nada…

E isto não rigorosamente nada que ver com o primeiro resultado dos rapazes portugueses que queriam dar uns chutos na bola. Não consigo compreender as entrevistas, os repórteres fora deles, as aberturas de telejornais, as continuadas capas de jornais, enfim, um exagero! E depois pensamos melhor no assunto e percebemos que os tipos da bola nunca ganharam nada. NADA! E depois continuamos a pensar sobre o assunto e percebemos que temos campeões no atletismo. ATLETISMO? Sim, é verdade, no atletismo! Todos nós sabemos que o atletismo é a modalidade desportiva em que Portugal obteve mais êxitos. Não tem a mínima comparação! E andamos nós (salvo seja, que eu não dou para este peditório…) a idolatrar futebolistas… dirigentes desportivos do gabarito de um João Pinto… ou seja lá o que for…

Não tenho paciência e quero que eles venham já para casa. Sempre ficam reduzidos à sua insignificância e… mais baratinhos ao país…

Estou a pensar em utilizar o ramo todo, de uma só vez!

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Há mais de um mês que não escrevo nada por estas bandas. Se não for um mês… é quase. Não é por nada mas nesta altura do ano costuma ser assim… muito cansaço e pouca energia para escrever seja lá o que for. E na parte do seja lá o que for eu estou à vontade, muito à vontadinha… pois o que escrevo nunca faz sentido com… nada.

Ah, como eu gostava de conseguir transformar este blogue num diário. Eheheheheh, sim, um diário! Depois de velho os diários ganham uma nova vida… A vida das pessoas mais velhas são engraçadas. As pessoas mais velhas têm taras e manias. Querem alguma coisa mais engraçada do que as taras e manias de uma pessoa mais velha?

Por exemplo:

O meu drama diário (e a palavra drama está aqui com toda a intencionalidade) está centrado na forma como hei-de resolver a falta de azeitonas para acompanhar o bacalhau à bráz que vou fazer para o jantar. A resposta pode parecer fácil. Do género: mete o rabinho no carrinho e vai fazer as comprinhas. Fácil, não é? Pois! Mas a mim não me apetece ir às comprinhas. Estou há quinze dias a ouvir os Abba nos poucos tempos livres que vou tendo e não me apetece nada mesmo parar com esta maluqueira revivalista. Não me apetece, pronto!

Ok, e as azeitonas?

Não quero saber! Ontem comprei um raminho de salsa enorme, já a pensar no bacalhau à bráz que vou fazer hoje. Podia ter comprado as azeitonas, ao mesmo tempo. Podia. Mas tenho a mania (dá para perceber a mania…?) de comprar as azeitonas no próprio dia em que faço o raio do bacalhau à bráz… e agora deu nisto… Recuso-me a sair de casa para ir comprar as insignificantes das azeitonas.

E é isto!

É nisto que eu quero tornar o meu blogue!

Porquê?

Porque eu quero!

Afinal já são nove anos a escrever aquilo que os outros querem ler…

E não, não vou deixar de colar umas fotografias menos próprias… (essa é uma das taras, já que as manias são outras…!).

Um texto que se repete, anualmente…

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Estamos em Maio. Um mês estranho. Pelo menos na cidade do Porto. É o mês da queima das fitas. Não sei muito bem porquê mas começam a aparecer uma data de fotografias de pessoas que viveram essa época há muitos anos.

Confesso que fico apreensivo. Aliás, confesso que fico apreensivo todos os anos. Quando chega a Maio. Fico mesmo apreensivo. Nunca fui capaz de perceber qual o significado da queima das fitas para a grande maioria das pessoas que aparecem nas fotografias. Será que é o grande momento das suas vidas? Não creio. Nem quero crer pois seria muito limitativo. Mas o que é certo é que as pessoas atribuem um valor sentimental enorme à queima das fitas. Eu não acho nada disso. Respeito até o lado religioso de toda a encenação. Não poderia deixar de respeitar o lado religioso… porque faz parte de mim respeitar tudo o que é religioso… Mas depois acho que a maior parte das pessoas que aparecem nas fotografias da queima das fitas devem ter um lado oculto… Só pode ser ocultismo… Devem ter vivido qualquer uma situação qualquer paranormal… que as levou à construção de uma ideia muito rebuscada da vida… Quando, na realidade, um curso superior e a vida académica não é mais do que… mais uma experiência… de vida!

Confesso, já que de confissões se trata o texto de hoje, que tenho um preconceito enorme contra as pessoas que acham que a queima das fitas, a praxe e mais não sei lá muito bem o quê são o mais importante na vida académica (e vou mais longe… porque a palavra académica me deixa com calafrios… espirituais…). Não consigo (eu bem que tento, mas não consigo) perceber qual é o tipo de excitação sexual que advém do facto de ser licenciado. E eu acho muito bem que as pessoas estudem e consigam atingir os seus objectivos! Só que não consigo perceber o que é que isso tem de mais?

E depois ponho-me a pensar nas pessoas que conheço.

E de quem gosto.

E…

Hoje vou ouvir umas musiquinhas.

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Começar a escrever a ouvir Bee Gees é muito estranho. Metade já morreram. Resta um, que se vai arrastando conforme pode. E eu ouço Bee Gees. Porquê? Claro está, porque marcaram uma época. E eu gosto de épocas…

Consigo perceber todas as épocas. Não percebo lá muito bem porquê… mas o que é certo é que consigo perceber todas as épocas… Tanto se me faz que esta época seja pior ou melhor do que uma outra época. Não quero saber. Basta-me percebê-la e… ia dizer disfrutar… mas é… tipo… qualquer coisa… e o melhor é ficar por aqui.

A vontade é como as unhas. Crescem todos os dias!

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Cinco cinco.

Foi há uns dias que entrei nos cinco cinco.

Não foi doloroso porque a diferença entre os cinco quatro… não é assim muito grande.

Acho mesmo que o cinco seis vai ser mais doloroso. É o caminho para o seis zero…

Oh balhamedeus!

Mas essa é uma outra conversa.

O que me interessa agora é viver os cinco cinco.

Tenho andado meio desmoralizado.

Bem que tento animar a vida com uns amigos irlandeses.

Mas não está fácil.

E não, não estou a entrar naqueles crises da meia idade!

Apenas ando desmoralizado.

Com a falta de dinheiro. Ter de pensar sempre duas vezes antes de gastar um cêntimo, que seja. E eu nem sequer sou pessoa (sim, já sou uma pessoa e não um ser humano… vá-se lá saber porquê…) para pensar no dinheiro como primeira prioridade. Não sou. Podia ser, mas não sou! Conheço muitas pessoas que pensam que o dinheiro deve ser a primeira oportunidade e sou amigo delas. Não confundo a amizade com as opções das pessoas. Porque é que haveria de o fazer? A amizade passa por outros valôres.

Mas ando cansado e muito perto de tomar uma decisão radical. Apesar de gostar muito de ir para a minha escola todos os dias, acho que passo por lá muito tempo e que poderia fazer outras coisas.

Todos os dias eu penso no desenho. No meu desenho. Não quero saber daquilo que as pessoas pensam acerca do meu desenho. Não me interessa. Apenas queria desenhar. E não tenho tempo, nem sossego para desenhar. E eu não sou nada de especial a desenhar, mas gosto de desenhar. Que se vai fazer?

Tim, de Colleen Mccullough. Já o tinha há anos e ainda bem que peguei nele.

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“Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado.
Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afeto que lhe faltavam”.

Era suposto que o assunto fosse a religião…

Eu?

Estou a ouvir isto numas colunas fraquinhas. Não é muito importante mas gostava de poder ouvir o raio das musiquinhas num sonzaço a rasgar. Tal e qual ouço Goa Trance… mas não dá, o portátil é fraquinho, tal e qual eu. É o que se pode arranjar.

Mas isso não é importante.

O importante mesmo foi a minha rica senhora ter passado mais um nível… e agora podia-me dar para a sopeirice e acrescentar: um nível no caminho da vida… Era bonito, não era? Mas não faz o meu género… nem o da sopeira que há dentro de mim…

Hoje foi um dia potente.

Difícil.

Não podia acabar melhor.

Muita coisa ficou para trás.

Amanhã será um dia melhor, com toda a certeza!

É nestes momentos que percebemos como a vida é… puff… era… foi…

Felizmente não se foi (se estivesse a escrever numa qualquer rede social da coisa…meteria um sorrizinho à maneira…).

Ia escrever sobre religião mas acho que não vou conseguir.

É um assunto demasiado intimista e eu não consigo pensar nestes assuntos sem um tinto, do Douro, de preferência. Não é por nada. Eu até gosto dos vinhos das outras regiões de Portugal… mas todos nós temos as nossas taras e manias…

E se eu tivesse uma companheira que, hoje, substituísse a verdadeira companheira… até era rapazito para escrever umas coisas sobre religião.

Assim, a reserva que me calhou não vai dar para tanto.

E depois, amanhã, é outro dia e a reportagem que passou sobre as religiões vai deixar as suas marcas…

O espião que saiu do frio, de John le Carré. Oferecido pelas moçoilas cá de casa no meu aniversário.

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“O Espião que Saiu do Frio”, o terceiro romance do autor, é a história da perigosíssima missão de um agente que quer desesperadamente pôr termo à sua carreira de espião: sair do frio. Neste reconhecido clássico do suspense, o mestre John le Carré mudou as regras do jogo e viu-se catapultado para a fama mundial. Este livro foi adaptado ao cinema, num filme muito premiado de Martin Ritt, com Richard Burton e Claire Bloom nos principais papéis.