Donna Tartt. O Pintassilgo.

Outro grande livro que comecei nas férias, ao mesmo tempo que lia  “Guerras sujas” e que gostei muito. Já tinha lido o primeiro livro desta escritora e fiquei na expectativa do segundo… Foram 900 páginas que valeram bem a pena.
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SINOPSE

Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.

Jeremy Scahill. Guerras Sujas – O Mundo é um Campo de Batalha.

Adorei ler. Comecei nas férias e só o acabei agora mas valeu a pena. Foram 800 páginas com muita informação desconhecida mas reveladora do mundo em que vivemos.

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“Através de um relato corajoso, Jeremy Scahill revela a verdadeira natureza das guerras sujas que o Governo dos Estados Unidos se esforça por ocultar. Do Afeganistão ao lémen, à Somália e mais além, Scahill traz-nos um relato da linha da frente, numa investigação de alto risco que explora as profundezas da máquina assassina global da América.

Enquanto os líderes dos EUA arrastam o país, cada vez mais, para conflitos em todo o planeta, criando terreno fértil para uma enorme desestabilização e para a retaliação, não só os Americanos enfrentam um risco maior como a própria nação está a mudar.

Em Guerras Sujas – O Mundo é Um Campo de Batalha, Jeremy Scahill desmascara os guerreiros das trevas que travam estas guerras secretas. Dá também um rosto humano às baixas causadas por uma violência pela qual ninguém se responsabiliza, e que é, hoje, a política oficial: vítimas de ataques noturnos, prisões secretas, ataques com mísseis de cruzeiro e drones, e grupos inteiros de pessoas consideradas “suspeitas de extremismo.

E a novidade é… um saltinho até ali e volto já… (e não, não é o interior do Panda)

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Pois é! Escrever um texto sobre um sonho meu é difícil! Tão difícil que até tive a necessidade de o escrever a lápis, ao contrário do que habitualmente faço. E não o podia fazer com um lápis qualquer. Tinha que ser um lápis fino e duro. Aliás, eu não consigo escrever o que quer que seja com um lápis rombudo, daqueles que me fazem a letra sair toda tortinha… Não gosto!

Tirando esta pequena mania… sim, porque há manias bem piores… lá comecei a escrever sobre um sonho que me persegue há muito tempo. Que me desculpem todos aqueles que acham que os sonhos dos outros não são para serem contados (eu também acho isso e acrescento que se me contarem filmes ainda fico pior…) mas podem sempre acabar com a leitura AGORA.. Bem vistas as coisas, a palavra sonho é uma pirosada. Utilizando o senso comum, quando falamos em sonho, somos sempre levados para situações, locais ou experiências boas, agradáveis e que qualquer pessoa gostaria de vivênciar. Ora bem, o meu sonho não tem nada de agradável.

Pelo contrário.

Se conseguir concretizar o projecto em que me vou meter acho que, quando lá chegar, baba e ranho não vão faltar. E por todos os poros.

Quem me conhece, como se costuma dizer, que me compre! Eu reconheço que tenho um bocadinho a mania que faço e aconteço. É uma outra mania que se tem vindo a instalar, cada vez com mais força. Deve ser da idade… Começo a achar que o tempo se está a esgotar e que ainda tenho tanta coisa para fazer…

Também do conhecimento daqueles que me vão conhecendo… que eu sou um maluquinho por tudo o que diz respeito à Segunda Grande Guerra Mundial. Sou só um bocadinho maluquito…

Basicamente, tento ver e ler tudo o que me aparece à frente sobre este tema.

Vá-se lá perceber porquê! Já cheguei a pensar que numa outra encarnação fui um belo soldado alemão, de olhos azuis e bem apessoado… mas essa seria uma outra conversa, que daria pano para mangas, com toda a certeza…

Quando aparece um livrito sobre este tema, lá ando eu a contar os tostões (sim, sou antigo e do tempo dos tostões, porquê?) para o conseguir comprar. Tenho dezenas de livros sobre esta maluqueira. Até tenho três livros autografados por um soldado alemão, que combateu na Rússia… e que veio cá a Portugal, ao lançamento dos seus livros (Europa América) e que o meu pai comprou e, muitos anos mais tarde, teve a amabilidade de mos oferecer por saber que eu arrastava a asa para estas coisas da Segunda Guerra.

Enfim! Cada maluco com a sua mania! Podia-me dar para pior! Mas lá que é estranho… lá isso é! A Segunda Guerra não foi propriamente um acontecimento mundial agradável. Muito pelo contrário. Foi tudo HORRÍVEL!

Mas eu não fui um interveniente directo. Não tive culpa de nada, apenas me deixo levar por esta vontade de saber tudo sobre o assunto.

E o sonho está relacionado com tudo isto, como já deve ter dado para perceber…

Agora pensem. Segunda Guerra. Local. Mau. Qual será?

Pois, é esse mesmo.

Auschwitz.

Sempre quis lá ir.

Agora vou dar um salto até lá…

Como um salto? Daqui até lá são três mil milhares de metros… por assim dizer… Todos sabemos que eu sou alto mas… não sou nenhuma torre, daquelas que me permitam abrir a perna e já está. Tenho de lá chegar de alguma maneira, certo?

Pensei muito sobre este assunto. Como chegar lá? Ouvi uma notícia, no telejornal, em que se dizia que no próximo ano iria começar uma nova rota aérea entre o Porto (sim, essa bela cidade que faz parte do meu imaginário) e Cracóvia. Ora bem, Cracóvia fica a sensivelmente cem milhares de metros de Auschwitz. Pensei para mim. Huhmmmm. Ora aqui está uma boa solução para realizar o meu sonho. Sim, esse sonho. O tal que iniciou todo este discurso que não deixa oportunidade aos outros interlocutores de intervirem. E sim, eu adoro monólogos.

Mas não era bem isso que eu queria.

O que eu queria mesmo era fazer uma viagem na minha bela Scarabeo. De minha casa até Auschwitz e voltar. Seria um sonho realizado, na perfeição. Alguém consegue imaginar o que é sair daqui da minha porta até um lugar daqueles e voltar? Na bela Scarabeo? Claro que vão aparecer uns quantos a perguntarem o que é uma bela Scarabeo. A esses nem sequer respondo. A todos os outros apenas lhes consigo transmitir que ela está cansada e que não estou certo que aguentasse uma estafadela daquele calibre. Já é muito boa a sua companhia para o trabalho. Mas fica o desconsolo.

Ultrapassado este dissabor, ponho-me a pensar noutras soluções. Trair a minha bela Scarabeo… huhummm, sou sincero. Fiz as contas e não dá mesmo para a trair… Fica muito caro e eu não sou administrador do meu fêcêpê… por isso decidi esquecer o assunto e partir para uma nova alternativa.

Qual?

Como qual?

Quem me conhece já está a perceber o que se vai passar, ou não?

Pois é. Qual bebé mimado, que berra pelas suas conquistas, eu vou fazer três mil milhares de metros enfiado no meu belo, grandioso e preenchedor do desejo, PANDA.

Sim, vou da porta da minha casa até Auschwitz no Panda que temos estacionado no nosso pedaço… e depois de lá chegar, adivinhem o que vai suceder?

Pois é, vou ter de regressar. Já perceberam como a vida é bela?

Se repararem (como se diz na minha terra), e se estiverem atentos, é de dois em dois.

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Ontem escrevi um textículo (mais parecido com um testículo) minúsculo numa rede social, a da moda dos cotas que a juventude nem sequer lá vai. Mas é a rede social que os mais velhos adoptaram. E eu sou o quê? Um jovem? Não me parece. Por isso acabo por escrever coisas na tal, dita cuja, rede social da moda. Também não posso afirmar que escreva muitas coisas. Não escrevo. Limito-me a partilhar algumas coisas que acho pertinentes ou engraçadas. Claro que o conceito de engraçado ou pertinente…varia muito…

Mas o que é certo é que escrevi.

Escrevi qualquer coisa sobre um personagem que disse uma alarvidade sobre leis e virgens, que é do conhecimento de todo o país.

Cometi um erro.

Dei demasiada importância ao sujeito. E como eu milhares de portugueses que expressaram a mesma indignação.

Esta espécie de gente não pode ter tanta importância porque são maus.

Mas eu cometo muitos erros.

Tenho que o assumir!

Erro por tudo e por nada.

Não sou perfeito, portanto!

Mas convivo bem com isso.

Acho mesmo que sou um verdadeiro exemplo para todas as pessoas que desejam passar a conviver bem com os seus erros!

E desta vez cometi outro erro. Foram dois, juntinhos, num mesmo textículo (mais parecido com um testículo) e que me valeram muitas críticas dos frequentadores da dita rede social da moda.

E qual foi o segundo erro?!

Pois. Essa parte custa muito. Ter que escrever o nosso erro custa muito. Aliás, custa escrever  a qualquer um dos comuns mortais…

Mas, mais vale ir directo ao erro!

Como sou um rapaz capaz, de tudo… associei o reles motorista de táxi ao clube da treta. Sim, aquele clube que tem muita gente.

E porque é que me daria vontade de associar o raio daquele clube a esta manifestação de pura alarvidade?!

Porque o raio do repórter só foi ter com o palerma do taxista porque o reconheceu da televisão e das suas incendárias manifestações de fervor clubístico ao nível de um senhor barbudo ou de um outro que deu uma chapadona num bandeirinha, como se dizia no meu tempo. Se este personagem não fosse conhecido por quem gosta de ouvir/ver as suas anormalidades, o desgraçadinho do repórter nunca teria ido ter com o sujeito para o ouvir?… ou o que quer que seja que uma pessoa deste calibre tenha para dizer…

E foi um erro?

Para me situar.

Claro que foi!

Não tenho nada que generalizar. Não tenho nada que achar que o homenzinho, só por ser daquele clube da treta, é mesmo má pessoa. Não posso dizer uma coisa dessas. Como também não posso dizer que noventa e cinco por cento dos taxistas portugueses são pessoas de má convivência.

Temos de ter dados!

Pois é. Quando o português não tem dados, o que faz?

Inventa!

Pois claro. E eu não fujo à regra. Gosto de pensar que tenho um espírito livre.

Ok. Não tenho!

E depois?

Invento!

Invento muito. Até consigo afirmar que todo o taxista é um potencial adepto do clube da treta…

É uma grande invenção. Infelizmente!

Porquê? Porque seria muito bom para mim saber que qualquer taxista seria um potencial admirador do clube da treta…

Mas a realidade é muito diferente!

Existem energúmenos (Por aqui chamamos-lhes grunhos) em todos os lados e em todos os locais deste belo país à beira mar plantado. E não, não são noventa e cinco por cento de pessoas que cospem para a rua, tenhem o carro num fedor que não se aguentam, falam dos seus problemas ou os do menino Jesus, homofóbicos, religiosos, reacionários, chulos, traficantes e tudo aquilo que sabemos… não, não são realmente novente e cinco por cento.

São noventa por cento!

Porque ainda existem uns desgraçados de uns dez por cento que teimam em ter algum brio e dignidade profissional (agora merecia um ponto de exclamação, mas não posso. Não está no tempo certo!).

E quanto à associação destes tipos com o clube da treta… fica para outro dia, que se faz tarde!

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Olá amiguinhos… bem alimentados… Já não apareço por estas bandas faz muito tempo. Este blogue foi criado para eu me divertir. Apenas isso. Não interessava o que eu escrevia nem o que as pessoas podiam pensar sobre isso… Não queria saber e ponto final. É ainda um espaço pago por mim e que não tem que obedecer às vontades alheias. Literalmente faço o que bem me dá na… ideia… para não escrever uma valente caralhada… Aliás, não sou rapaz para escrever muitas asneiras ou, como se diz na minha terra, muitas caralhadas… mas às vezes apetece-me escrever umas quantas. Não tem sido o caso pois ultimamente não me apetece escrever rigorosamente nada, quanto mais umas caralhadas. Ando meio trengo, sem vontade de escrever seja lá o que for. Faz sentido. Hoje em dia ninguém quer saber de ninguém. Canso-me a escrever porque ninguém quer saber daquilo que eu possa ou não escrever. Até acho justo. Porque raio de carga de água é que as pessoas têm que estar atentas àquilo que eu vou escrevendo? Não têm que ligar, ponto! Ainda por cima, não escrevo nada de especial e o único movimento que ainda ia tendo no blogue era motivado pela presença visual de umas certas personagens que praticamente aparecem sem roupa… assim, do género, sem roupa, com as volumetrias evidênciadas pela perspectiva e, por vezes, com uma acção inusitada. Foi essa imagem que foi valendo ao blogue e que sempre mostrou uns gráficos de visitas elevados.

Eheheheheheheheh chegou a altura de dar uma valente gargalhada!

Porquê?

Porque temos, sempre, de nos rirmos de nós, da nossa vida, das nossas expectativas e dos nossos problemas.

E quando já não tivermos mais vontade de soltar uma nova gargalhada, então está na altura de retomarmos o nosso caminho.

Amanhã, ou depois de amanhã, venho contar uma novidade, uma grande novidade. Para mim, claro está!

Estou que nem posso!

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Caramba, que estes dias têm sido cansativos. Tenho andado num stress parvo (sim, parvo) por causa de ter que corrigir uma data de exames nacionais de História da Cultura e das Artes. Para além disso, e no que diz respeito ao trabalho, tenho uma data de coisas para fazer e, assim, conseguir terminar o ano lectivo de uma vez. Para isto tudo correr minimamente bem, deveria ter sossego. Mas não tenho. Duas adolescentes enfiadas em casa… é obra!

Nem tempo tenho para festejar a vitória de Portugal. Sim, é uma vitória. O facto de termos conseguido ficar em terceiro lugar no grupo de apuramento do Campeonato Europeu de Ciclismo, ups, Futebol é uma sensação indescritível e que todos os portugueses deverão sentir como sendo única. Não tenho palavras para descrever a emoção que me vai na alma…

Golo?

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Dá-me a impressão que anda meio Portugal completamente tresloucado com o futebol. Eu não sou rapaz de rupturas. Não gosto de ser desmancha prazeres. É uma coisa que me aborrece. Se as pessoas gostam disto ou daquilo e eu não gosto… que se há-de fazer? Eu não vou ser o ranhoso que vai achar que é mais do que os outros só porque não tenho nada a ver com o assunto. Não vou ser eu que vai alimentar a coisa… nem para o bem nem para o mal. Para ser sincero, quero lá saber do futebol nacional, ou mais concretamente, da selecção nacional. Não quero mesmo saber! Aliás, quero é que eles vão dar uma voltinha ao bilhar grande (de preferência àquele em que o fêcêpê foi campeão nacional…). E é muito fácil para mim sustentar esta ideia. A de que estamos a sobrevalorizar uma data de jogadores da bola que, basicamente, nunca ganharam nada e que têm a mania que são os reis e senhores deste belo país à beira mar plantado.

Não consigo perceber este histerismo todo à volta de vinte e três personagens, mais uma espécie de tecnológico que errou na profissão e uma verdadeira procissão de personagens que nunca souberam fazer mais nada…

E isto não rigorosamente nada que ver com o primeiro resultado dos rapazes portugueses que queriam dar uns chutos na bola. Não consigo compreender as entrevistas, os repórteres fora deles, as aberturas de telejornais, as continuadas capas de jornais, enfim, um exagero! E depois pensamos melhor no assunto e percebemos que os tipos da bola nunca ganharam nada. NADA! E depois continuamos a pensar sobre o assunto e percebemos que temos campeões no atletismo. ATLETISMO? Sim, é verdade, no atletismo! Todos nós sabemos que o atletismo é a modalidade desportiva em que Portugal obteve mais êxitos. Não tem a mínima comparação! E andamos nós (salvo seja, que eu não dou para este peditório…) a idolatrar futebolistas… dirigentes desportivos do gabarito de um João Pinto… ou seja lá o que for…

Não tenho paciência e quero que eles venham já para casa. Sempre ficam reduzidos à sua insignificância e… mais baratinhos ao país…

Estou a pensar em utilizar o ramo todo, de uma só vez!

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Há mais de um mês que não escrevo nada por estas bandas. Se não for um mês… é quase. Não é por nada mas nesta altura do ano costuma ser assim… muito cansaço e pouca energia para escrever seja lá o que for. E na parte do seja lá o que for eu estou à vontade, muito à vontadinha… pois o que escrevo nunca faz sentido com… nada.

Ah, como eu gostava de conseguir transformar este blogue num diário. Eheheheheh, sim, um diário! Depois de velho os diários ganham uma nova vida… A vida das pessoas mais velhas são engraçadas. As pessoas mais velhas têm taras e manias. Querem alguma coisa mais engraçada do que as taras e manias de uma pessoa mais velha?

Por exemplo:

O meu drama diário (e a palavra drama está aqui com toda a intencionalidade) está centrado na forma como hei-de resolver a falta de azeitonas para acompanhar o bacalhau à bráz que vou fazer para o jantar. A resposta pode parecer fácil. Do género: mete o rabinho no carrinho e vai fazer as comprinhas. Fácil, não é? Pois! Mas a mim não me apetece ir às comprinhas. Estou há quinze dias a ouvir os Abba nos poucos tempos livres que vou tendo e não me apetece nada mesmo parar com esta maluqueira revivalista. Não me apetece, pronto!

Ok, e as azeitonas?

Não quero saber! Ontem comprei um raminho de salsa enorme, já a pensar no bacalhau à bráz que vou fazer hoje. Podia ter comprado as azeitonas, ao mesmo tempo. Podia. Mas tenho a mania (dá para perceber a mania…?) de comprar as azeitonas no próprio dia em que faço o raio do bacalhau à bráz… e agora deu nisto… Recuso-me a sair de casa para ir comprar as insignificantes das azeitonas.

E é isto!

É nisto que eu quero tornar o meu blogue!

Porquê?

Porque eu quero!

Afinal já são nove anos a escrever aquilo que os outros querem ler…

E não, não vou deixar de colar umas fotografias menos próprias… (essa é uma das taras, já que as manias são outras…!).

Um texto que se repete, anualmente…

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Estamos em Maio. Um mês estranho. Pelo menos na cidade do Porto. É o mês da queima das fitas. Não sei muito bem porquê mas começam a aparecer uma data de fotografias de pessoas que viveram essa época há muitos anos.

Confesso que fico apreensivo. Aliás, confesso que fico apreensivo todos os anos. Quando chega a Maio. Fico mesmo apreensivo. Nunca fui capaz de perceber qual o significado da queima das fitas para a grande maioria das pessoas que aparecem nas fotografias. Será que é o grande momento das suas vidas? Não creio. Nem quero crer pois seria muito limitativo. Mas o que é certo é que as pessoas atribuem um valor sentimental enorme à queima das fitas. Eu não acho nada disso. Respeito até o lado religioso de toda a encenação. Não poderia deixar de respeitar o lado religioso… porque faz parte de mim respeitar tudo o que é religioso… Mas depois acho que a maior parte das pessoas que aparecem nas fotografias da queima das fitas devem ter um lado oculto… Só pode ser ocultismo… Devem ter vivido qualquer uma situação qualquer paranormal… que as levou à construção de uma ideia muito rebuscada da vida… Quando, na realidade, um curso superior e a vida académica não é mais do que… mais uma experiência… de vida!

Confesso, já que de confissões se trata o texto de hoje, que tenho um preconceito enorme contra as pessoas que acham que a queima das fitas, a praxe e mais não sei lá muito bem o quê são o mais importante na vida académica (e vou mais longe… porque a palavra académica me deixa com calafrios… espirituais…). Não consigo (eu bem que tento, mas não consigo) perceber qual é o tipo de excitação sexual que advém do facto de ser licenciado. E eu acho muito bem que as pessoas estudem e consigam atingir os seus objectivos! Só que não consigo perceber o que é que isso tem de mais?

E depois ponho-me a pensar nas pessoas que conheço.

E de quem gosto.

E…