Arquivo mensal: Fevereiro 2007

Fêcêpê

Eu nunca gostei de jogar futebol, aliás, nem me lembro de jogar quando era miúdo. Era mais de desportos individuais. Pratiquei atletismo durante catorze anos, mas isso é para outra conversa.
No entanto, gostava de ver futebol e ia com o meu pai ao antigo estádio das Antas porque eramos ambos sócios. Isto antes do Pinto da Costa, no tempo em que não ganhavamos nada.
Eram tempos difíceis para esta região. Felizmente o 25 de Abril veio mudar muita coisa. As pessoas não têm noção da alavanca que foi o fêcêpê para o desenvolvimento desta região.
Salvaguardando as devidas proporções, o mesmo sucedeu com o Barcelona e a região da Catalunha. A máxima (ainda actual) era “Lisboa é a capital e o resto é paisagem”. Está mais esbatida esta diferença abismal de condições de vida, mas continuamos a ser descriminados em todos os aspectos e, os inúmeros êxitos desta região ou deste clube, nunca são devidamente valorizados ou reconhecidos.
Tenho pena.

Esta coisa.

Esta coisa das tatuagens tem que se lhe diga. Depois de se fazer a primeira, vem a vontade de fazer outra e depois outra e mais outra. Felizmente que o guito não é muito, senão desconfio que já tinha uma data delas, assim contento-me com quatro, mas que ando com uma vontadinha… lá isso ando.
Esta coisa das tatuagens, para mim, não tem nada a ver com o pessoal das tatuagens, como também não tem nada a ver com motoqueiros e eu adoro andar de mota e tenho uma mota.
São coisas…

Sinal

O sinal pertence sempre a um sistema de comunicação próprio, isto é, a um código, daí o receptor dever estar apto (dentro do sistema) para entender o significado da mensagem transmitida pelo sinal.
O receptor possui todo o sistema de possíveis significados, mas tem de eliminar, por não serem correctos, aqueles que não se acomodem ao sinal transmitido.
É básico que em toda a comunicação haja, pelo menos, duas possibilidades de escolha.

Cinema

Muito gostava eu de ir ao cinema. Digo gostava porque já não vou ao cinema há uns anos largos, mais propriamente desde que a Rita nasceu. Perde-se por um lado, ganha-se por outro, mas tenho pena porque o cinema que me ficou gravado na memória foi aquele das emoções em conjunto na sala grande, de sentir alegria, tristeza, angústia, euforia, e que, quando se acendem as luzes, fica aquela sensação de cumplicidade. Penso que muita gente sente a mesmíssima coisa.
De há uns tempos para cá (pelo menos até há quatro anos atrás) o cinema é diferente, há muito ruído extra, muita pipoca, muita coca-cola, muita gente que come de boca aberta e a quem só falta o palito no final. Irritava-me um bocadinho, mas como também já não vou, não sinto nada…
Mas tenho saudades. Por muito que acompanhe, nos jornais, na televisão, as novidades que vão saindo e com os DVDs que vou conseguindo comprar (poucos) nada se compara àquela sensação de estar numa sala grande, em conjunto com outras pessoas, a ver um bom filme.
Eu sei que nos tempos que correm é um bocadinho palerma comungar sensações e emoções com outras pessoas, mas eu cresci nesse tempo dos cinemas do Porto (que já não existem…) em que uma ida ao cinema tinha o seu quê de mágico.

Até que enfim

Parece que aquela coisa da Madeira pediu finalmente a demissão do Governo Regional.
Já não era sem tempo, apesar de me parecer que tudo isto não passa de uma manobra e que a coisa se vai voltar a candidatar, o que é uma pena, pois vamos continuar a ter que ouvir aquela boçalidade com pernas.
Nunca percebi muito bem o porquê de tanto protagonismo, como também nunca percebi porque é que não se dá a independência à Madeira. Eles parecem felizes, vivem bem e bastante acima da média nacional, a sua indústria hoteleira vai de vento em pôpa, não precisam do continente para nada, por isso, porque não? Eu achava bem.

Tecas

A semana passada a Tecas fez anos, dia 15, como mais tarde vim a saber, e eu, pelo segundo ano consecutivo, achei que era no dia 16, o que foi um embaraço pois estive à espera do dia para telefonar e desejar-lhe um bom dia de aniversário. A Tecas agradece e diz-me que foi no dia anterior. Uma vergonha.
Provavelmente já aconteceu a mesma coisa a muito boa gente, mas eu não gosto mesmo nada quando me acontece a mim, principalmente com as pessoas de quem gosto e que são minhas amigas. Por isso, aqui fica o meu renovado pedido de desculpas e o meu desejo das maiores felicidades pessoais e para o novo projecto em que te vais envolver.
Para além disso, e voltando ao aniversário propriamente dito, estás quase lá… mas continuas muito bem, sempre.
Beijinhos

MaxiScooter

Eu tirei a carta de condução de mota primeiro do que a de carro. Sempre gostei de andar de mota.Tive uma MZ 250, daquelas que não lembra ao diabo, descomunalmente feia, com um depósito enorme, uma coisa de Leste nunca vista, mas eu adorava aquela mota e ia para todo o lado com ela.
Na altura, o dinheiro que eu tinha ia todo para gastar noutras coisas (coisas=borga) e o equipamento (capacete, luvas, fato de chuva) era muito fraco e acabei por me desfazer da mota porque já não aguentava com a chuva e frio que, aqui no Porto, não são pêra doce.
Agora, passados mais de vinte anos, sem nada o fazer prever, decidi comprar uma MaxiScooter e, com umas ajudas preciosas, fiquei completamente equipado para aguentar as condições de viagem que a minha idade exige, isto é, algum conforto, e nesse aspecto tem sido uma maravilha pois desde que a comprei, em Setembro do ano passado, já fiz 5000Km nas deslocações para a minha escola e mais umas voltitas…
Já só ando de carro para ir levar ou buscar as filhas ao infantário ou para ir fazer as compras volumosas do mês…
Sem querer parecer chatinho, acho que se houvessem mais motas a circular nos grandes centros, a poluição era bem menor e o trânsito não era assim intenso e irritante, mas isso são os políticos que não querem implementar algumas medidas simples mas que seriam eficazes, mas isso também é outra conversa que fica para outra altura.

De há uns tempos para cá.

Tem vindo a acontecer-me uma coisa curiosa. Quando, por algum motivo, acordo a meio da noite, depois para voltar a adormecer é o cabo dos trabalhos. Não percebo, porque o défice de sono, desde que elas nasceram, tem vindo a aumentar vertiginosamente e exponencialmente.
Resultado: sempre com olheiras (sem ser dos copos ou das noitadas) e os meus cabelos pretos já eram… uma autêntica desgraça.
Dá-me a impressão que qualquer dia estou como os velhotes que dizem que nunca dormem e quando o fazem estão apenas a descansar os olhos.
Mas o que será que me está a acontecer?

O post que deveria ter sido o primeiro.

Tenho andado numa roda viva com esta coisa do blog.
Já vi tantos, com tanto interesse, que nem sei bem posicionar-me em relação aos assuntos que devo abordar. Por isso, e como penso que devemos ser verdadeiros (sem o lado piroso da coisa), vou dar sempre a minha opinião sobre aquilo que me apetecer tratar.
Como será de bom tom, sur tom, não fico à espera que alguém se sinta ofendido, pois a minha opinião não passa disso mesmo e tem o valor que tem.
Embora tenha consciência de que a tendência de todo o ser humano é a de valorizar em excesso as suas ideias, eu tenho tido a sorte de ter uma estrelinha que, de vez em quando, me manda calar e me leva de volta à doce realidade. Mas se ela também estiver distraída, por favor, alguém me mande um bitaite porque eu detesto ser vaidoso.