Arquivo mensal: Março 2007

Escuta Zé Ninguém

O grande homem é, pois, aquele que reconhece quando e em que é pequeno.
O homem pequeno é aquele que não reconhece a sua pequenez e teme reconhecê-la; que procura mascarar a sua tacanhez e estreiteza de vistas com ilusões de força e grandeza, força e grandeza alheias. Que se orgulha dos seus grandes generais mas não de si próprio. Que admira as ideias que não teve mas nunca as que teve. Que acredita mais arreigadamente nas coisas que menos entende, e que não acredita no que quer que lhe pareça fácil de assimilar.”

Wilhelm Reich

Dica da semana

“A imensa maioria dos especialistas canónicos falam do prazer feminino como «resposta sexual» e situam o orgasmo como a sua «culminação». Nesse processo, o corpo feminino é afectado pela vasocongestão (as veias dilatam-se e enchem-se de sangue, especialmente na pélvis e na vulva) e pela miotonia (contracção dos músculos). O orgasmo libertará essa congestão pélvica e a tensão muscular. Apesar de, segundo os especialistas, cada orgasmo repetir os mesmos modelos fisiológicos, cada mulher sente-o especificamente. A manifestação do orgasmo vai desde o leve estremecimento até ao êxtase com perda momentânea de consciência.
Masters e Johnson dividiram o processo de «resposta sexual» em quatro fases consecutivas: excitação, plataforma, orgasmo e resolução. Na excitação a vagina lubrifica-se (os vasos sanguíneos dilatados segregam uma espécie de «suor» nas paredes vaginais) e expande-se (os dois terços internos duplicam o seu diâmetro); os lábios internos incham; o clitóris (motor da excitação) endurece e fica sensível ao tacto; o útero aumenta e eleva-se dentro da cavidade pélvica; a respiração acelera e os músculos da zona genital contraem-se. Na plataforma a excitação aumenta até alcançar os níveis máximos para que o orgasmo se efectue. O orgasmo tem início, em geral, com uma contracção de dois a quatro segundos que se repete ritmicamente (entre três e quinze vezes) em intervalos de maior duração (oito segundos), afectando os músculos em redor do terço exterior da vagina. Também o útero e o recto se contraem, provocando o fluir do sangue retido nas veias da pélvis. A resolução consistiria no paulatino regresso ao sossego da não excitação. Este processo, sancionado cientificamente, exclui o mito da divisão de orgasmos em clitoridianos e vaginais.”

in “Cunnus – Repressão e insubmissões do sexo feminino”

Quando eu era pequenino.

Quando eu era pequenino, no meu bairro, tinha a alcunha de “O sonhador”, isto porque passava a vida a brincar sozinho e com umas histórias mirabolantes. Não que fosse bicho do mato, isolado dos outros, muito pelo contrário, andava com eles a roubar fruta, andava à guna nos eléctricos, fazia tudo o que havia para fazer, só que vinha sempre com umas histórias que saiam um bocadinho do contexto deles, porque do meu não.
Por falar em contexto, convém esclarecer que eu cresci num dito “Bairro social”, feito pelo arquitecto Távora e que ainda hoje é objecto de estudo pelos aspirantes a arquitectos. Não quero com isto hierarquizar os Bairros Sociais do Porto, mas o meu era mesmo diferente, na construcção, no ambiente e, apesar de que todos os que lá viviam serem de origem humilde, não havia casos de miséria ou casos sociais graves. Eramos todos remediados e com a noção do valor das coisas, mas sem complexos.
Isto tudo para dizer o quê? Que as realidades de cada um não impediam a harmonia do todo. Eu era o sonhador porque o meu pai sempre teve imensos livros e, tanto eu como a minha mana desde cedo começamos a ler, daí o imaginário ser diferente. Mas naquele grupo de amigos havia de tudo (menos gajas): O Nelo aparecia sempre com umas roupas diferentes, porque os pais eram decoradores; O Gabilas tinha pista de carros porque o pai era director de uma empresa e era o que tinha mais dinheiro, por isso fizemos grandes campeonatos numa pista que saía de um armário (os quartos eram pequenos): O Vilhena era o que tinha mais rotação e o mais maluco; O Cavalão era o da treta, engatatão sempre aprumadinho; O Salvador era o do gamanço, roubava tudo o que um adolescente precisava; O Quinzinho era o artista da bola (o pai era o Vitor Hugo, massagista do Fêcêpê); O Filó e o Calinas eram dois irmãos de rir, que só diziam calinadas, embora o mais novo fosse o mais exuberante; O Lode era o porreiraço que gostava de comer; O Roque era mais reservado mas alinhava em tudo; O Macó tinha sempre fisgas de borrachas virgens; O Vitor tinha os irmãos mais velhos e contava-nos as histórias deles lá no bairro; O Pulhecas era mais novito e alinhava na bola.
Formávamos um grupo muito coeso e aquelas férias grandes de três meses eram passadas na rua, literalmente, só iamos a casa para comer e dormir. Foi muito bom. Uma escola de aprendizagem da vida que muito me ajudou e da qual me orgulho. Só tenho pena de não saber de muitos deles.

Eu sei, mas ela merece.

Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?

I could be wholesome
I could be loathsome
I guess Im a little bit shy
Why dont you like me?
Why dont you like me without making me try?

I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
Ive gone identity mad!

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!

How can I help it
How can I help it
How can I help what you think?
Hello my baby
Hello my baby
Putting my life on the brink
Why dont yo like me
[ these lyrics found on http://www.completealbumlyrics.com ]
Why dont you like me
Why dont you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on the shelf?

I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
Ive gone identity mad!

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!

Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!

Relaxado.

Gostava de ter uma atitude perante a vida mais relaxada. Levo tudo muito a sério.
Independentemente da capacidade, ou falta dela, para abordar determinadas situações, o que me causa apreensão é o stress em que me deixo envolver.
Ser clarividente é saber isolar os ruídos, e o stress é isso mesmo, um ruído.
Um ruído que nos impede de tirar o máximo gozo, de usufruir da plenitude.
Gostava mesmo de ser mais relaxado.