Ditos cujos.

Esta coisa dos gunas está muito mal explicada. Não sei muito bem quem começou a chamar gunas àqueles espécimens que para aí andam de chapeuzinho na tola, meio puxado para a frente, que só gostam de armar confusão e que são do piorio.
Realmente não sei quem foi que os baptizou assim, mas sei a origem da palavra porque foi inventada no meu tempo de criança e que durou até à adolescência. Andar à guna, queria dizer andar pendurado nos eléctricos (lembram-se dos eléctricos?), agarrados ao farol de trás ou nas portas do lado oposto à entrada e à saída. Sempre bem agarrados, porque o tombo era violento e sempre à cuca do pica que, regra geral, não era lá muito delicado quando nos apanhava a viajar à borla.
Foi assim que o nome nasceu e depois morreu, como morreram os eléctricos. Quem é da minha geração, ou mais velho, e se lembra dos eléctricos na cidade do Porto, concerteza que se lembra de bandos de rapazitos à guna nos ditos cujos.

5 thoughts on “Ditos cujos.

  1. manticora

    Não precisava de ir para a aldeia, porque já vivia numa aldeia… o Porto desses tempos era muito espaçado e à minha volta eram só bouças e quintas, cheiinhas de fruta… Claro que as barbas de milho eram um clássico:) que agora evoluíram para outras coisas, tal como a espécie…

  2. Pedrrinho

    Se calhar foram os gunas q acabaram com os electricos no porto!Voces devem ter pensado, se acabarmos com os electricos acabamos com os gunas!sao muito espertos!o problema é q a espécie evolui!

  3. boss

    Só mais uma perguntinha, inocente, inocente:
    Também ias prá aldeia, fazias cachimbos de cana-da-índia e fumavas barba de milho? Meus Deus, bota gimbrice nisto!

  4. manticora

    Lololi
    Eu lembro-me dos trolleys, mas nunca experimentei porque não vinham para a minha zona. Eu era mais Avenida da Boavista até ao Molhe… ver o pôr do sol…
    Mas a gunice, era bem mais inocente e bem mais simpática. Uma fruta aqui, uma espiga acolá e assim se passavam os dias…
    A gimbrice está a tomar conta de nós…

  5. boss

    Eu levanto o braço e assumo que também assim me aventurei – acresce outra forma de andar à guna, nos trolleys, aí pendurados no encaixe inferior dos “suspensórios” dos ditos.
    Bons tempos.
    Mas não seríamos, ao mesmo tempo, os gunas daquela época? Afinal, aí, tirando a meia dúzia que viva nas tutorias, os patifes não éramos nós? Parece-me bem que sim …
    Mas bateu-me cá uma saudade …

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