Esta coisa dos gunas está muito mal explicada. Não sei muito bem quem começou a chamar gunas àqueles espécimens que para aí andam de chapeuzinho na tola, meio puxado para a frente, que só gostam de armar confusão e que são do piorio.
Realmente não sei quem foi que os baptizou assim, mas sei a origem da palavra porque foi inventada no meu tempo de criança e que durou até à adolescência. Andar à guna, queria dizer andar pendurado nos eléctricos (lembram-se dos eléctricos?), agarrados ao farol de trás ou nas portas do lado oposto à entrada e à saída. Sempre bem agarrados, porque o tombo era violento e sempre à cuca do pica que, regra geral, não era lá muito delicado quando nos apanhava a viajar à borla.
Foi assim que o nome nasceu e depois morreu, como morreram os eléctricos. Quem é da minha geração, ou mais velho, e se lembra dos eléctricos na cidade do Porto, concerteza que se lembra de bandos de rapazitos à guna nos ditos cujos.
Monthly Archives: Maio 2007
Top seven… feminino
Na continuação, faço agora uma selecção, também ela difícil, de algumas escritoras que me marcaram positivamente, na minha forma de ver o mundo, sim, porque elas têm uma visão muito diferente da dos homens…
Adília Lopes – “A Obra”
Patricia Highsmith – Quase todos
Oriana Fallci – “Entrevista com a História” e “Inchallah”
Donna Tartt – “A História Secreta”
Donna Woolfolk Cross – “A Papisa Joana”
Susan Sontag – “Na América”
Margurite Yourcenar – “Memórias de Adriano”
Como facilmente se constata, este não é propriamente um top ten, é antes um top seven…
Mas já remexi a livralhada toda e, assim marcante mesmo mesmo, não encontro mais nenhuma mulher. Não é descriminação, é mais, interesse por outro tipo de temáticas, que as mulheres não costumam abordar… não sei porquê.
Da mesma massa.
Nas minhas leituras matinais dos blogs que costumo visitar, não resisti a isto
Somos todos feitos da mesma massa.
Pode ser
Esta coisa das scooters mexe com uma pessoa. Agora que tenho ido semanalmente para Chaves de scooter dou comigo a sonhar, novamente, com a Scarabeo.
Esta coisa do primeiro amor, que dizem que nunca mais se esquece, é bem verdade. A minha scooter é bem porreira, porta-se muito bem e foi em conta, por isso não merece que eu ande só a pensar na outra… mas que se há-de fazer, é mais forte do que eu.
Hoje tive uma proposta fantástica de um stand de Vila Real, vejam bem a minha procura… mas primeiro precisava de vender a minha, o que se avizinha difícil…
Também não interessa nada
Nestas coisas do futebol, nunca devemos fazer alarde das nossas vitórias, mas não consigo deixar de mencionar mais uma do Fêcêpê. Embora sofrida, foi mais do que justa e só quem for mesmo muito tendencioso não consegue reconhecer a superioridade deste clube.
Se eu fosse o PC diria que o Konpensan esgotou mesmo, mas como não sou, limito-me a dizer que temos muita pena e que para o ano há mais.
Top ten… masculino
Há escritores que me marcaram na adolescência, outros na juventude e ainda outros que marcam agora, já mais velhote.
É sempre difícil fazer uma escolha, mas resolvi fazer uma, a dos dez mais marcantes:
Wilhelm Reich – “Escuta Zé Ninguém”
Gabriel Garcia Marquez – “Cem anos de solidão” e outros mais
Salman Rushdie – “Os Filhos da Meia Noite” e outros mais
Tolkien – “O Senhor dos Aneis” e outros mais
Peter Berling – “Os Filhos do Graal”
Umberto Eco – “O Nome da Rosa” e outros mais
John Le Carré – “O espião perfeito” e outros mais
Philip K Dick – Li tudo dele
Philip Roth – “Pastoral Americana” e outros mais
Tom Wolfe – “Um Homem em Cheio” e outros mais
Claro que outros mereciam estar neste top ten… masculino, mas neste momento são estes os eleitos…
Na afirmação.
De repente, lembrei-me do mano.
O mano tem menos vinte anos do que eu.
Neste momento, só tenho elogios para lhe dar.
É bom menino, tem o feitio dele, como eu tenho o meu.
Se mantiver o norte, como até aqui, e seguir aquela luzinha, lá ao fundo, vai ser feliz.
Que mais se pode desejar a um mano?
Aquilo do sabor, fica para outra altura.
Introspecção.
A minha vida tem sido saboreada. Não será uma afirmação bombástica e, provavelmente, muito boa gentinha sente o mesmo em relação às suas vidas. Mas, muito sinceramente, não quero nada saber da vidinha das outras pessoas ( foi o meu amigo Glen Turner que me disse para hoje não pensar nas outras vidas), só quero mesmo saber de mim. Faz-me lembrar um grande amigo meu que, numa fase perturbada da vida, só conseguia falar da vida dele (eu, eu, eu, eu…), mas era tão genuíno que eu próprio me deixei enlear e ouvia-o sem parar.
Soltos ao vento.
Os meus cabelos brancos estão por todo o lado.
Fiquei surpreso. Não estava nada à espera. Fizeram-me uma espera, e não me deram hipóteses.
Agora, quando olho para eles, penso assim: “prontos” estes já cá cantam e o que é que vem a seguir? Não me digas que é novamente o Glen Turner? Por favor, deixa-me recompor.
Ai, tão cansado que eu fico.
Porque o anterior era triste.
Pausa.
O meu amigo, Glen Turner, está de olho em mim. Eu como sou um fraco, pisco-lhe o olho.
A terra de onde ele vem é fria, montanhosa e os homens andam de kilt, mas eu não quero saber, pisco-lhe o outro olho.
Claro que esta coisa de andar para aqui a piscar os olhos, cansa, porque cansa mesmo.