Arquivo mensal: Junho 2007

Como gosto.

Comi uma francesinha, cá em casa. Feita com muito amor e muito condimentada. Estou com uma sede que não posso. Adoro comê-las e ficar com esta secura a seguir. Obriga-me a ter de beber qualquer coisita, forte mas suave, como eu gosto. É assim a vida, feita de prazeres comezinhos (outra vez esta palavra…) que nos fazem sentir a nossa existência, feita de pequenos nadas.

Não há nada a fazer.

Fazer uma vigilância de exame é uma seca que não existe. Não se pode fazer nada. Rigorosamente nada para além de vigiar os alunos. São sempre dois professores para, quase sempre, poucos alunos. Desta última eram seis alunos e não há espaço de manobra para copianços. Mesmo assim somos obrigados a estar constantemente a olhar para os alunos, de pé. O tempo parece que nunca mais passa. Até aqui tudo normal, isto é, não parece que tenha dito nada que não seja já conhecido. O que me mete mais confusão é não poder tomar notas das ideias que me vão surgindo durante uma vigilância. Apesar de estar a olhar/vigiar os alunos “constantemente”, estou completamente distraído e a pensar noutras coisas que me interessam.
Com a idade, tenho vindo a constatar a necessidade de tomar notas, de não deixar escapar nada e assim conseguir organizar as ideias.
É estranho, mas cada vez sinto mais essa necessidade. Não é por isso que me consigo organizar melhor, mas tento, tento muito, mas acabo quase sempre por funcionar melhor quando improviso.

Pode ser que depois de amanhã já possa.

Ainda não vai ser hoje que aqui vou colocar as restantes cinco do meu TOP TEN INCONDICIONAL. Tenho de procurar as fotos e não tenho tido tempo para o fazer. Apetece-me antes ir para a praia, mas o tempo não ajuda, e pensando melhor, nem sequer é bem praia, é mais ficar de papo para o ar no quintal lá de casa. Adoro esticar-me lá, com uma musiquinha de fundo (sem ser fresca…) com os cães ao meu lado, na sorna, e os passarinhos que não se calam.
Normalmente não tenho vizinhos em casa, durante o dia, por isso, posso estar mesmo à vontade, a fazer o que me apetece.

Vou dormir.

Continuando na saga do prontos, prontos.
Aqui ficaram as primeiras cinco incondicionais do meu TOP TEN INCONDICIONAL.
Provavelmente amanhã volto cá. Eu digo provavelmente porque normalmente tenho 46 anos de idade, por isso, é de esperar que amanhã cá esteja novamente para revelar os restantes cinco elementos femininos? do meu TOP TEN INCONDICIONAL.

É para o lado que durmo melhor.


Esta senhora, de sua graça Juliette Binoche, é da minha idade, mais ou menos, e acompanha-me para todo o lado, é uma mania que ela tem. Já lhe tenho dito que não pode ser assim, já tenho tido alguns dissabores e mal entendidos por causa desta mania dela, mas que se há-de fazer?

O sucedâneo.


Já que não vou dormir e não, aqui fica a minha terceira aparição no TOP TEN INCONDICIONAL.
Sharon Stone de seu nome, é uma figura que convive e gravita pacificamente na minha cabeça. Também está perfeitamente ajustada à minha senhora, que vê nela um seu sucedâneo, loiro.

Pós-adolescente.


Eis que de repente surge a número dois. Esta é mesmo mesmo mesmo incondicional.
Cicciolina do meu contentamento. O folclore no seu expoente máximo, mas com piada.
Esta senhora apareceu na minha vida já eu era espigadote, e como andava a estudar em Belas Artes e a senhora se casou com um artista plástico, eu achei que a seguir poderia ser eu, mas ela não quis nada comigo. Uma pena, para mim, não para ela.

Na adolescência.


A minha senhora que me perdoe, mas vou dar início ao meu TOP TEN INCONDICIONAL.
Provavelmente a maioria não está a ver lá muito bem quem é esta senhora, que deve vir directa lá do baú. Lá no baú estava, mas também está no meu imaginário de adolescente e isso não há maneira de se conseguir apagar.
Esta senhora, de sua graça Rita Hayworth inaugura pois o meu TOP TEN INCONDICIONAL.

TOP TEN INCONDICIONAL.

Todos nós temos o nosso lado fraco, aquele em que nos babamos por outros, um lado manifestamente de admiração incondicional e não estou a falar daqueles que nos estão próximos, porque esses são um assunto à parte. Estou mesmo é a falar nos inatingíveis, naqueles que gostaríamos de conhecer pessoalmente, se é que me faço entender (aquela parte do sonho, novamente).
Ora vamos lá a ver se há por aí alguém interessado em revelar os seus pontos fracos. Eu confesso que a minha lista de TOP TEN INCONDICIONAL ainda está a ser pensada e elaborada, mas prometo que a vou colocar aqui mal esteja prontinha a sair.

Porque devemos dançar.

Estou a ouvir trance psicadélico. É uma experiência que recomendo a todo o bom pensante e “vivante”. É um tipo de música que possui uma energia imensa, que parece invadir o nosso, outrora belo, corpo. É contagiante e não consigo deixar de dançar. O sistema sensorial existe para ser explorado.
Aconselhável a maiores de 18.

Se.

Se estivesse bom tempo, estava na praia.
Se tivesse pachorra, estava a corrigir relatórios.
Se tivesse a minha senhora à mão, seria um sonho.
Se não tivesse que ir à escola à noite, seria magnífico.
Se eu fosse o genequine, tinha mais sortinha.
Se por acaso houvessem menos ses na minha vida, não tinha tanta piada.
Se por acaso lerem isto, estão a perder tempo.