Arquivo mensal: Setembro 2007

Gostei.

Pois foi. Ontem fui ter com o pessoal das maxi scooters, a Leiria. Adorei. Foi um passeio de Scarabeo muito agradável e depois, a conversa foi sempre muito agradável. À vinda para cá apanhamos uma molha monumental, esteve sempre a chover a potes desde que saímos de lá. Fiquei a saber como se conduz em auto estrada, de noite e com chuva, muita chuva. Não se vê quase nada e a maior parte do percurso foi feito com uma grande dose de instinto…
Cheguei a casa todo derretido e só tive força para arrumar a tralha e fui a correr para a cama.
A minha sorte foi que as filhotas tiveram um dia muito preenchido e quando cheguei já não estavam para grandes conversas… tal como a mãe delas que estava estourada… ufa.

A ver vamos.

Pois é, amanhã pelas seis da manhã, arranco na bela da Scarabeo para ir até Leiria, para comemorar o primeiro aniversário do forum do maxiscootersdeportugal.com. 
Gostei da ideia porque gostei das pessoas que frequentam o forum e, 
vai daí, toca a levantar cedo para me fazer ao caminho.

Acho que vai ser bem divertido.
Amanhã cá estarei para contar as novidades, se ainda me conseguir sentar pois palpita-me que vou cá chegar todo partidinho…

Quem faz parte da nossa vida?

Gostaria de saber agradecer. Não façamos confusões. Eu sei agradecer. Só não sei é agradecer do tamanho que acho que devo. Quando quero agradecer a quem devo, quero e desejo, nunca sei se o faço como deve ser. Espero que saibas que, para ti, é sempre do fundo do coração, meu itinerário louco.

Tem estado animado.

Amanhã é dia de Coro da Escola Secundária de Rocha Peixoto. Tenho ido sempre. Estou a gostar de me integrar numa actividade realizada em grupo. Digo isto porque nunca fui lá muito de actividades desenvolvidas em grupo. Para mim, grupo, no máximo, são duas pessoas e mesmo assim já dá muito trabalho. Mas estou a gostar. É mais difícil na parte em que cantamos estrangeiro… custa-me um bocadinho…

Ufa.

Avançando na noite, posso finalmente relaxar um pouquinho. Foi um dia difícil. De expectativa. Fui dar aulas só à tarde, mas até às duas horas estive preocupado com o resultado do exame que a minha princezinha mais velha fez. Durante três anos andou a fazer um tratamento diário e com este exame iria saber se deu resultado ou, se pelo contrário, teria de ser sujeita a uma cirurgia. Felizmente tudo acabou bem e ficamos todos mais aliviados. A minha extremosa, que só tem feito asneiras por andar nervosa, até parece que ressuscitou, envolta numa auréola e pronta para a vida…

A ver vamos.

A partir da próxima semana, as minhas alunas vão começar um blog individual, obrigatoriamente, onde irão colocar as suas reflexões sobre o trabalho que irá ser desenvolvido ao longo do ano. Pensei que iriam torcer o nariz à ideia, mas não. Não consegui vislumbrar um interesse excessivo, mas também não detectei nenhuma má vontade. Enfim, vamos ver como resulta.

Aos meus tesouros.

Embora nunca o tenha confessado e, igualmente também, sempre tenha demonstrado o contrário, nunca me deixei sofrer por antecipação. No caso, bem presente e actual, tenho mesmo a certeza de que não só não devo como não vou ter de sofrer.
Por ela e por vós fica o meu peito pronto a albergar a dor, sempre.

Tinha de ser cor de metal.

Quando ando de mota (tirando a passada terça feira em que dei 160 para poder ir ver o fêcêpê) costumo recrear o espírito. Gosto de andar calmamente. As ideias surgem muito facilmente e sou capaz de fazer uma viagem para o trabalho a desenvolver mentalmente uma ideia qualquer. O problema vem a seguir. Pouso a bela da Scarabeo e fico a repetir, algumas vezes (para não dizer muitas) a ideia que tive para depois amadurecer. Acontece que depois, sim, depois, esqueço-me do que andei a pensar anteriormente.
Eu sempre fui muito precoce. Lembro-me de em adolescente só gostar de conviver com pessoas mais velhas e de conseguir manter o nível de conversação. E é isso que me vem à cabeça. A precocidade mantém-se e a esclorose está-me a bater à porta. Só pode. Ou então arranjo um sistema de gravação de voz e passo a ditar tudo para um gravador.
Tinha a sua piada. Andar nos corredores da escola a falar para um gravador e ninguém perceber nada do que se estava a passar. Era moderno.

Daqueles dias.


Esta foi mesmo para a fotografia. Tinha de ficar registado o meu primeiro dia de Coro da Escola Secundária de Rocha Peixoto. É daquelas verdades que não parecem verdades. Vá-se lá saber porquê. Nunca cantei na minha vida, nem sei muito bem se vou dar conta do recado, mas senti o apelo e não fui capaz de resistir.
Sinceramente, sinceramente assim muito sinceramente, mesmo sinceramente, acho que fui para o Coro da Escola para que as minhas filhas me irem ver cantar.
Esta coisa de ser avô, perdão, pai mexe mesmo com as pessoas e acabo por constatar de que sou capaz das maiores barbaridades só para as fazer felizes.

Cansado mas feliz.


Com este ar, não há milagres. Tinha sido um dia muito cansativo e a frescura já não era muita.
Mas, com camisa rosa ou menos rosa, lá tenho ido eu trabalhar, feliz, apesar dos contratempos que têm surgido com as minhas meninas e que estão já ultrapassados.
Estou a gostar de dar aulas ao décimo segundo ano pois é outra pedalada, apesar de tudo.

Já o devia ter escrito ontem, mas a emoção…


Adivinhem lá. É difícil? Não me parece… Claro que só podia ser no Estádio do Dragão!
Foi a minha primeira vez. E logo com um jogo internacional! ADOREI. Tirando o lado clubístico da coisa, não podia deixar de ver, rever e tornar a ver o lado estético da coisa. Não há dúvida nenhuma em poder considerar uma obra prima de arquitectura aquele magnífico estádio. Aquele ambiente parecia um autêntico desenho animado, a relvinha parecia um tapete, igual ao que eu costumo comprar para simular a relva nas minhas construcções modelísticas (comboios, diga-se).
Depois há o resto, o ambiente frenético, eléctrico, excitante, de quem assiste a um jogo naquele estádio. Gritei, bati palmas, não disse palavrões porque estava na companhia de uma senhora, mas vibrei com o espectáculo.
Outra curiosidade, a quantidade de mulheres que vão ver futebol naquele estádio é surpreendente, tendo ultrapassado largamente as minhas expectativas.
Só tenho mesmo é de agradecer, do fundo do coração, à Marisol, por me ter proporcionado este momento inesquecível.