Arquivo mensal: Outubro 2007

Natureza.

Vá-se lá saber porquê, mas ainda continuo a ficar ansioso em determinadas situações. Digo ansioso, mas não sei se é esse o termo mais apropriado ou adequado, pois tem a ver com uma necessidade interior muito grande em resolver rapidamente e bem determinados assuntos. Eu acho, muito sinceramente, que não devo ser muito diferente dos demais seres humanos que me rodeiam, mas tenho esta coisa… e não consigo ter sossego mental enquanto não resolver certos assuntos, que não são todos, só os de natureza pessoal.

Bendito

O Trance Psicadélico é realmente um tipo de música que mexe muito comigo. Há quem não o suporte. Eu adoro-o. Vai-me buscar a energia toda e, quando reparo, já estou a mil, mentalmente falando, claro, porque o belo do corpinho, esse, já anda cansadote. E isto tudo sem drogas, o que é notável.
Ouvir os poucos, infelizmente, cds de que disponho, é sempre uma viagem agradável e muito retemperadora dos humores.

Era o que eu queria.

Pois é. Estou sem internet em casa e, mais grave, com o meu sistema todo estourado. Na actualização, que ocorre de seis em seis meses, devo ter feito alguma asneirita… e só de me lembrar que tenho lá tudo, mas tudo, nem consigo dormir direito. Só queria conseguir entrar no disco e sacar os dados todos… vamos lá ver se o meu amigo Plácido me consegue dar uma ajuda.

A experiência tem sido…

Aquele discurso estafado do menino que tem quarenta e seis anos mas que não os sente, que acha que tem espírito jovem, é uma treta. Eu sinto-os. Não falo dos pormenores de querer levantar uma perna para dar uma biqueirada em qualquer coisa e ter medo que a perna saia do sítio. Não é bem isso. Isso são pormenores. É mais relacionado com a falta de pachorra para o discurso? do jovem. Ser jovem em Portugal implica ser desprovido de conteúdo. Mais grave. Implica ser desprovido de irreverência. A irreverência é muito simplesmente confundida com má educação. Cada vez mais dão menos luta, são cada vez mais… desinteressantes.
Puxa cara, tu tá doidão. Tá exigindo muito dos minino. Vai com calma.

Já estou como o urso tripeiro.

Ter filhos é uma coisa do outro mundo. Mas outro mundo mesmo.
O outro, anterior, já era.
Deparado com o cenário, o que nos apraz dizer?
Concerteza nada que nenhum pai de família já não tenha dito, mas fica sempre bem dizer algumas palavras.
No entanto, não as consigo pronunciar. São de outro mundo.


Não podia deixar de “meter” esta foto aqui.
Porquê? Porque foi a primeira foto que a minha filha Rita tirou sozinha.
Foi no passado sábado, em Leça da Palmeira, pela manhazinha, antes da otite que eu vi/espreitei hoje pelo aparelhinho da pediatra.

Ontem foi para esquecer III

Claro que, depois de um dia cansativo e cheio de emoções, tinha de vir uma noite daquelas…
Pela noitinha, muito noitinha, veio a minha filha mais velha a chorar, com dores num dos ouvidos. É nestas situações que nos deparamos com a nossa incapacidade para resolver determinados assuntos.
Ir ao hospital, sujeita a apanhar outra coisa qualquer? Não me pareceu boa ideia. Não tinha febre, a garganta nem sequer estava inflamada. Dei um inflamatório em xarope e fiquei à espera. As dores passaram. à tarde vamos à pediatra.
Eram cinco da manhã quando olhei para o despertador pela última vez.

Ontem foi para esquecer II

É engraçado pensar na proporção e na dimensão que determinadas coisas ou situações tomam na nossa vida, ou de quem gostamos, e, depois de “bem vistas as coisas”, se revestem de uma simplicidade que surpreende. Digo isto porque ontem tive uma experiência assim. Fomos buscar as filhas ao Infantário e, à saída da sala de uma delas, foi-nos sugerido, com a discreção qb, que deveríamos comprar um champoozinho especial para prevenir eventuais problemas, pois uma das crianças da sala tinha vindo do fim de semana com uns amiguinhos especiais.
Entrei em estado de choque. Fomos a correr comprar o tal champoo. Enquanto não cheguei a casa, ia sentindo as comichões a aumentar, a aumentar, e já via o quadro negro, a casa infestada, uma empresa especializada a ir lá a casa, enfim, o cenário estava cada vez pior.
Depois de todos termos tomado banho, com dez minutos de aplicação e as roupas para lavar, comecei a ficar mais descansado.
Jantamos com calma e nunca mais me lembrei do assunto…

Ontem foi para esquecer.

Detesto.
Detesto quando alguém fala comigo com sobranceria.
Com aquele ar.
Como se eu lhe devesse dinheiro.
Não consigo tolerar que as pessoas falem comigo assim, simplesmente porque não o faço com ninguém.
Então, chegar ao trabalho e levar logo com uma dose dessas, é obra. Fico com o dia todo estragado.
Dá-me vontade de ser mau.
Fico sempre com aquela vontade de esconder o colar de pérolas.

Inté.

Vou poder dormir uma soneca. Adoro uma soneca de meia horita. Fico como novo.
Vem aí o fim de semana, logo, equivale a dizer que vem aí dose. Mas eu adoro. Estar com as minhas filhas vinte e quatro horas sobre vinte e quatro horas é o melhor que me podem dar.
Um bom fim de semana.