Monthly Archives: Novembro 2007
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Puxa, cara, qui lindo.
Não tem remédio.
Provavelmente somos todos iguais. A mim acontece-me muito. Esqueço-me de tomar nota, num papelinho, bloco ou caderninho, das ideias que vou desenvolvendo ao longo do dia. Aos anos que isto se vem repetindo e aos anos que eu repito para moi memme que tenho de começar a tomar notas. Tenho vários blocos e caderninhos, papelinhos nem se fala, e o resultado era sempre o mesmo, até que eu vi a luz. Vi um caderno de linhas que é um trambolho, grande e que, para andar com ele, tenho de o meter na pasta. Dito e feito. A maior parte das sagradas escrituras foram registadas primeiro nele e só depois transcritas para aqui, sempre com ligeiras alterações, mas respeitando o essencial. Claro que a pasta nem sempre está à beirinha e, por isso mesmo, continuo a deixar escapar muita informação, mas que se há-de fazer?
Vai.
Amanhã vou começar a minha busca. Já ando atrás de um fato brilhante há muito tempo. Adoro aquele tcharam… do brilho e, é verdade, não tem nada a ver com qualquer coisa mal resolvida. Simplesmente adoro aquele brilho e acho que tem tudo para me ficar bem. Por isso vou dar umas voltas, vou a umas lojas de roupa usada.
Se por acaso alguém tiver ideia/visto/souber onde existem, mi liga, vai.
Vai-se.
Aborrece-me ter a consciência de que estou a ficar velho. Como é que eu cheguei a esta brilhante conclusão? É simples. Quando se começa a tomar medicamentos para uma constipação, uma gripe ou uma inflamação pulmonar, porque não passa, aí sim, está tudo dito. Vai-se para velho.
Vamos ver.
Esta semana de trabalho que está prestes a terminar, foi a última de relativo sossego. Daqui para a frente começa a confusão das avaliações finais do período: Alguns trabalhos foram já avaliados, mas faltam as apresentações finais, os blogues das alunas, o preenchimento da papelada do costume para estar pronta antes dos Conselhos de Turma. Por isto tudo, palpita-me, que vou ter menos tempo para aqui vir escrever meia dúzia de barbaridades, o que, se calhar, até é bom.
e mainada.
A depressão acaba amanhã, dia 23. Um número lindo. Que faz sentir bem, pelo menos até ao dia 24. Depois, bem, depois torna-se penoso, até ao próximo dia 23, que volta a ser lindo.
E andamos nisto e pouca treta.
Estado de graça.
Sempre que acordo tenho aquela sensação de quem vai inventar qualquer coisa. Acordo sempre com uma energia positiva muito forte e, se me derem um bocadinho de atenção, a coisa pode-se tornar insuportável. Infelizmente, ou não, sou sempre o primeiro a acordar lá em casa e a única que me acompanha é o ser humano de reduzidas dimensões, de seu nome Rita, que também acorda neste estado e com as pilhas todas.