Arquivo mensal: Fevereiro 2008

OBRIGADO. MESMO.

Pois é. Fui sair e voltei quase agorinha. Foi o tempo suficiente para ficar a saber que a minha colecção de discos em vinil já está vendida, o que me deixou muito feliz. Fica muito bem entregue e gostaria de agradecer, aqui e agora, esta compra relâmpago, que para mim foi indescritível.
A todos os que se mostraram interessados agradeço esse mesmo interesse mas já não há nada a fazer.

A venda da minha colecção de vinil. Preços.

Depois de ter dado uma valente vista de olhos por alguns mercados existentes, sem querer estar a sobre valorizar, mas também não querendo sub-valorizar, penso que encontrei o preço mais justo para todos, uma vez que se tratam de discos que não se encontram ao virar da esquina.
Os LPs encontram-se em bom estado, as capas apresentam as marcas do tempo, sem estarem danificadas. Todas elas estão direitinhas e apresentam, isso sim, algumas etiquetas de preço, em libras, muitas delas.
Então aqui vai:

Pacote -1 – 55 euros
Pacote -2 – 50 euros
Pacote -3 – 50 euros
Pacote -4 – 50 euros
Pacote -5 – 50 euros
Pacote -6 – 50 euros
Pacote -7 – 45 euros
Pacote -8 – 50 euros
Pacote -9 – 60 euros
Pacote-10 – 60 euros

Ui. ui, ui, ui.

“Se a ferida do ânus devesse ser considerada como possuidora das mesmas restrições que a ferida do virgo, e portanto se se tivesse de pôr em prática a desqualificação contra a cópula contra-natura, não se encontraria mulher nenhuma digna de se converter em mulher de um sacerdote, porque não existe nenhuma que não tenha sido ferida de alguma forma.”

in Cunnus

Concordo, mas também gosto.

“O obsceno é o fim de toda a cena pela dilatação da visibilidade até à aniquilação dos signos do real por um excesso de significante. Essas imagens de mulheres com a vulva totalmente aberta convidando-nos a ver o mais pequeno pormenor, o cromatismo variável das suas dobras, a aquosidade dos seus poros e a viscosidade dos seus fluxos, apesar de hiperreais não são necessários nem verosímeis, não acentuam o erotismo, anulam-no pela sobre-saturação dos seus signos.”

in Cunnus

Não vamos, não.

Curioso. Ontem fiquei até às tantas a ver, ouvir e sentir um debate com a ministra da educação e alguns professores. Não é normal em mim, pois nunca perdi muito tempo na minha vida com debates em que se discute o sexo dos anjos. Por falar em anjos, esta ministra parece-me ser um daqueles que os tem no sítio, nada de assexualidades. E é por isso que ela, no final do debate, sai mais do que vitoriosa. É muito acertiva e dá-se ao luxo de gozar com os professores, o que me parece evidente e que, se eu estivesse no lugar dela, faria igual ou bem pior. O que se passa é que os professores são vistos como uma cambada, que fazem uso de um discurso de cambada e que não conseguem ser objectivos nas suas críticas, o que me parece um contrasenso. O que se presenciou foi um certo histerismo (que se vem repetindo) nas críticas (muitas delas com evidente razão por parte dos professores) e para as quais o nosso anjo da guarda, com aquilo bem em riste, se limitou a bater umas bolas tranquilamente. Custa-me ver, na televisão e que chega a todo o país, espectáculos pouco conseguidos, para não dizer degradantes, em que uma classe profissional é completamente vulgarizada porque o discurso, a forma de comunicação, ou lá o que quiserem chamar, é completamente inadequada e ineficaz. Para toda esta ingenuidade, o anjo da guarda, que continua com aquilo bem em riste, riu-se, comeu uns amendoins, deu uma golada no fino, só não arrotou porque a educação é o seu forte, e de seguida diz duas ou três coisas completamente acertivas que não deixam margens para dúvidas de quem tem razão. Eu acho um piadão enorme à forma calma como responde às maiores barbaridades e, até, insultos. Tenho pena porque os professores, no seu dia-a-dia, conseguem ter uma postura que não condiz com certas manifestações públicas e, perante situações divergentes, ou até mesmo adversas, orientam o seu discurso para o debate das ideias. Mas nesta situação não conseguem controlar a raiva, e esse é o termo adequado quando vejo pessoas descontroladas, quase a espumarem, e a perderem uma oportunidade de ouro para poderem fazer passar uma imagem verdadeira daquilo que são.
Pessoalmente tenho alguma mágoa com estas reformas. Sinceramente acho que eram necessárias mudanças, mas não houve um período de transição, foi tudo feito à bruta, e a minha vida ficou seriamente prejudicada. Por outro lado, a coisa como foi feita à bruta, no caso com o anjinho à canzana, decidiu-se fazer um concurso para professores titulares – concurso, leram bem – e serão esses que não foram, sequer, sujeitos a uma avaliação que irão avaliar os outros. Parece-me evidente que esta situação é geradora de conflitos entre a classe docente, em que a tal raiva se vai acumulando e depois dá nisto, professores corados e esbaforidos, quase a arrancarem os cabelos, e uma “classe” sindical parada no tempo e no discurso, que está estafado, tal como quem conseguiu ler este texto até ao fim.
Assim não vamos lá!

Et voilá.

E pronto. Deu um bocado de trabalho, mas já estão os nomes dos autores e dos trabalhos…
Descobri que sempre me desviaram… durante a última mudança de casa, uma caixa com, sensivelmente metade dos que aqui pus. Eu achava que faltavam discos, mas só agora quando peguei neles é que comecei a dar mesmo pela falta de uns tantos… não vale a pena chorar, mas tenho pena de ter ficado sem eles. Enfim.

Terminou.

Pacote 10 –

Janis Joplin – Anthology (duplo álbum)

Otis Redding – The Best of (duplo álbum)

Chicago – At Carnegie Hall (caixa com 4 álbuns)

In the groove – (Caixa com 6 álbuns, Benny Goodman, Artie Shaw, Louis Armstrong…etc)

Está quase.

Pacote 8 –

The Monochrome Set – Strange boutique

Eric Clapton – Backless

Toy Dolls – dig that groove baby

Lou Reed – Transformer

Husker Du – Candy Apple Grey

Marillion – Script for a jester’s tear

Os 22 da Polystar

Virgin Prunes – over the rainbow