Arquivo mensal: Março 2008

A primavera.

Ainda não falei com o meu mano. Já chegou das suas maravilhosas férias em Itália, ggggrrrr, que inveja. Deve estar a recuperar… e deixá-lo estar, pois amanhã começam as aulinhas e o pequeno tem de colocar a cabeça no sítio.
Eu também tenho de me preparar para começar novamente a dar aulas, tenho alguma papelada para acabar de tratar referente ao estágio que as minhas alunas vão iniciar amanhã, de resto não há mais nada com que me preocupar.
Tal como a primavera, vou ter um terceiro período tranquilo e risonho… e com os bolsos mais cheios, graças à descida de um por cento, no iva… mas isso não interessa mesmo nada, desde que tenha saudinha…

Hot note.

Estas pequenas férias foram uma pequena seca. Mas ontem, foi engraçado. Fomos buscar as minhocas a Chaves, pois passaram lá uma semana, e para despedida das férias fomos os dois jantar mais outras duas pessoas amigas, de lá. Claro que tínhamos de ir ao Casino de Chaves pois ainda não conhecíamos e a curiosidade estava lá.
Foi muito agradável o jantar. O espaço é amplo e mesmo que esteja cheio (que não foi mesmo nada o caso) não se fica em cima de ninguém, apertado, incomodado. O menu foi interessante e não vou estar aqui a descrevê-lo, até porque não me lembro dos nomes das coisas. Foi bem regado, oh, se foi… e tivemos sempre música de fundo, tocada por uma pequena banda cubana. Depois veio o espectáculo, um musical, que não sendo nada do outro mundo, estava muito bem conseguido, dentro do género, e que nos deixou muito animados, a par do tinto de Serradaires (perece que é assim que se escreve…) e estavamos tão animados que no final veio uma senhora bailarina, directamente do palco, buscar duas pessoas para irem para lá dançar… imaginem quem foi, eu claro está. Já estive em palco várias vezes, mas nunca assim, com uma música disco a rasgar e uma barreira de luz que não me deixou ver nada nem ninguém, tamanha era a intensidade, só via mesmo as bailarinas que estavam à minha volta… e eram todas grandes e falavam estrangeiro. Depois do jantar ainda fomos espreitar às máquinas, mas aquilo não dá entusiasmo nenhum e viemos para casa descansar, recolhendo-nos de seguida aos nossos aposentos.
Já tinha saudades de sair um bocadinho.

Eles que me desculpem a ousadia.

Não consegui resistir. Aqui estão eles, na bela Itália. O meu mano na companhia da bela Gaia (Cici) e com um ar de felicidade. Imagino as férias que eles estão a ter…
Dá para reparar no pormenor do mano estar sentado numa Scarabeo? É uma Scarabeo pequenina, mas linda na mesma. Será que o mano se converteu, finalmente, às vantagens de andar de scooter? Espero bem que sim e, pelo menos desta vez, siga as pisadas aqui do velhote.
Já agora, essas férias nunca mais acabam??? Sortudo.
DIVIRTAM-SE.

Que seca.

Sinto-me um bocadito frustrado. Estas férias estão a ser uma seca. O tempo chato como está tira-me a possibilidade de fazer uma data de coisas que já tinha programado fazer. Mesmo que não quisesse fazer nada e ir para um café ler uns livros (que saudades) não dá vontadinha nenhuma… e pelo andar da carruagem, amanhã parece que vai continuar assim. Eu bem sei que o país estava tecnicamente em seca, mas tinha de chover nas férias?

Adília Lopes

“Era uma vez uma mulher sem sombra que encontrou uma sombra de homem sem homem. Isto encheu-a de tristeza. Começou a chorar por não ter sombra própria nem homem propriamente dito, homem de carne e osso. Então as lágrimas da mulher deixaram pegadas no chão e o homem pôde encontrar a sua sombra com a sua mulher porque seguiu o rasto deixado pelas lágrimas da mulher. A mulher deixou de se preocupar com a sua sombra. Está contente. Nada lhe falta. Nem a sombra que não tem.”

Ricas férias.

Cansado, cansado, cansado… mas que se pode fazer? A minha rica senhora achou por bem pintar o quarto… e mainada… toca a pintar que se faz tarde. De início não estava a achar piada à cor, mas depois de pronto, ficou muito agradável. Claro que esta foto não é fiel à cor, mas depois ponho aqui outra, tirada com mais luz.

Que me desculpem, mas eu sou um ser humano.

Um Tripeiro da Constituição abre uma loja na baixa de Lisboa, em pleno Rossio e põe na montra o seguinte reclame: ‘ LOJA DO TEM TUDO ‘. Um Alfacinha que passava pela rua, ao lêr o que estava escrito no reclame, resolve entrar na loja, chega-se ao balcão e pede: – Dê-me uma garrafa de vinho do Porto Vintage, de 1930. O Tripeiro procura nas prateleiras, vai ao armazém e traz a garrafa pretendida. No dia seguinte, o Lisboeta resolve voltar à loja para tramar o Portuense. – Bom dia, dê-me 1/2 dúzia de ovos de avestruz. O Tripeiro vai ao armazém e traz-lhe os seis ovos de avestruz. O Lisboeta paga, e sai da loja dizendo para si mesmo: Amanhã é que vou tramar este gajo, palavra de Alfacinha. No dia seguinte lá voltou à loja. – Bom dia amigo, hoje preciso de 1/2 litro de esperma. O Tripeiro pensa com os seus botões, **olha, olha este Morcom** e sem se desmanchar, pergunta-lhe: – O amigo trouxe o Basilhame ou Bai levar no cú…?

Necessidades.

Continuo sem perceber o porquê das pessoas não aderirem às Scooters. A gasolina está continuamente a subir. As nossas estradas são uma valente bosta, de tão entupidas estarem, com carros (vulgo enlatados) por tudo o que é sítio, sem lugar para estacionar, ou então a pagar… pessoas histéricas com o trânsito e proferirem constantemente palavrões agressivos (se ao menos não fossem agressivos) e tudo podia ser mais razoável. Isto tudo porquê? Porque o MANO CONTINUA EM ITÁLIA que é onde há mais quê? Scooters! Ele anda aparvalhado com uma data de coisas… compreensivo, mas uma delas (pelo menos daquelas que se podem contar) é a mobilidade que existe nas cidades italianas e isso fica a dever-se a quê? Scooters! Não é mania minha, é apenas uma constatação de uma realidade que só não vê quem não quer ver. E só de me lembrar da não aplicação da directiva europeia que permite que os possuidores de carta de automóvel possam conduzir uma 125 cc, não é cá aplicada porque os senhores políticos gostam mais de andar de mercedes (passe a publicidade) até fico nervoso. Fico tão nervoso… que pego na minha bela Scarabeo e vou dar uma volta até ao supermercado, comprar uma hortaliça.