Arquivo mensal: Junho 2008

Eles comem tudo.

Parece repetitivo, mas não é. É mesmo assim. O blogue ainda continua, visualmente falando, muito fraquinho pois tenho tido mais que fazer e o que me vale são estas amigas que tenho espalhadas por esse mundo fora.

Isto tudo para quê? Para dizer que fiquei chocado com uma reportagem que vi no telejornal. Dizia o apresentador que os serviços religiosos iam encarecer. Do género de um serviço (do qual não sei o nome, nem me interessa) irá passar de sete euros para trinta euros, porque o custo de vida está pela hora da morte.

Claro que nós temos jornalistas fantásticos e peças jornalísticas ainda mais fantásticas e vai daí, fazem uma reportagem de rua, a perguntarem às pessoas o que é que achavam de um aumento de mais de trezentos por cento para a celebração de “cenas” religiosas. E aqui é que eu fiquei chocado. Não é que as pessoas estavam todas de acordo com o aumento, pois a vida está muito cara e a igreja, coitadinha, não tem dinheiro para sustentar todos os padres e afins. São estas pessoas que depois vão protestar por causa do aumento da gasolina, e que bloqueiam as estradas. Claro que devo estar a exagerar, mas fico de boca aberta com a facilidade com que as pessoas aceitam custear a vida faustosa de quem menos precisa. Ou por outro lado, só precisa mesmo é de um audi ou mercedes do último modelo.

Não há nada como ter amigas assim, sempre nos ajudam a ultrapassar as nossas dificuldades.

Pela saúde.

Isto tem andado meio parado, eu sei, mas tenho tido umas últimas experiências escolares… que estão mesmo quase a acabar, mas são o suficiente para me deixarem sem cabeça para escrever seja o que for.

Ainda assim, aqui estão, para mostrar a minha solidariedade, mais uma vez, com as mobilidades alternativas.

Eu bem que precisava de uma mobilidade alternativa, para desgastar os exageros deste sábado. Fui a um baptizado, em Chaves, e comi como um senhor, mas um senhor tão grande, que nem sequer consegui jantar. Então o vinho, de Valpaços, que acompanhou o repasto… já me deixou saudades.

Enfim, cá estou de novo, na minha rica casinha, pronto para mais dois dias de responsabilidades assumidas e depois, só devo ter exames, mas isso faz-se com uma perna às costas, digo eu.

Tem noites.

Bem, hoje foi uma noite daquelas…

As minhocas tiveram ontem a festa do infantário, que se faz sempre no final do ano. Até aqui tudo bem e ver as crianças a desempenharem as suas tarefas em palco, é sempre um momento muito ternurento e quando aparecem as nossas minhocas… então aí a coisa toma uma proporção descontrolada… coisa de pai já a ficar velhote, mas adiante, que isso agora não interessa nada…

A festinha correu mesmo muito bem e até a actuação dos pais foi divertida, pois ninguém notou que aquilo que fizemos não tinha nada que ver com aquilo que andamos a ensaiar… a nossa dose de improvisação superou todas as expectativas e acabou por ser engraçado.

Em casa, de noite, em pleno sono, ouço um barulho daqueles, tipo, um corpo a cair no chão. Acordo sobressaltado e já estava a minhoca mais pequena a berrar porque tinha caído da cama abaixo (tiramos as protecções da cama dela há dois meses, por isso tinha de acontecer… um dia) lá acendi a luz do quarto para ver se não tinha um dente partido ou qualquer outra parte do corpo magoada. Népias, estava tudo bem. Claro que tive de ficar na cama dela para a adormecer. Coisa para quinze minutos, porque ficou agitada. Venho novamente para a minha cama, agora para ler o jornal pois o sono já era. Quando já estava cansado dos olhos, apaguei a luz e comecei a dormir. Todas as pessoas já passaram por aquela sensação de estar a começar a dormir bem e, de repente, acorda-se atarantado com alguém aos berros. Neste caso foi novamente a minhoca mais nova que berrava. Desta vez foi a minha senhora que se levantou para ir ver o que se passava, para logo de seguida chamar por mim. Lá fui eu de rajada, pois a coisa tinha ar de ser séria. Entrei no quarto para ver o que era e deparei com uma cena (não era dantesca, mas quase…) daquelas que temos de respirar fundo para conseguirmos fazer qualquer coisita. A minhoca pequenita tinha acabado de vomitar tudo: cama, almofadas, pijama, cabelos… tudo. Foi pegar nela e levá-la direitinha para o chuveiro e agarrar na outra minhoca que já estava a tapar o nariz e aos arranques.

Depois de tudo em ordem, lá fomos os quatro para a cama grande… escusado será dizer que não dormi mais… ainda tentei, assim de lado… mas népias.

Já peguei na máquina.

Eu tenho consciência de que já coloquei aqui esta foto, ou seja, ainda não estou senil de todo. Só que, por vezes gosto de repetir algumas fotos, e esta é uma delas. Acho que agora o bom tempo vem de vez, e assim sendo, vai começar a época das fotografias, vai ser sempre a abrir, como é costume cá em casa, tirando as vezes em que me esqueço de carregar a máquina, mas isso também não interessa nada.

Guernica.

Quando vi, pela primeira vez ao vivo, a Guernica, do Picasso, fiquei esmagado com a sua força. Depois, aquilo estava numa sala própria, com um enorme vidro à prova de bala e as pessoas tinham imenso espaço para recuarem e observarem bem a sua grandeza. Passados estes anos todos, recebo um mail, que se calhar já muita gente recebeu, de um amigo Mirandês, com uma visão diferente da Guernica, mas que reforça ainda mais a sua grandeza. Para espreitar é aqui.

Ao amor.

Podemos ser todos muito malucos, muito extravagantes, muito prafrentex, ou o que raio queisermos chamar, mas na hora da verdade somos todos iguais. Todos nós procuramos as mesmas coisas. Todos nós procuramos ser equilibrados; todos nós procuramos evoluir mentalmente e psicologicamente; todos nós procuramos ser reconhecidos pelos outros; todos nós procuramos ser boas pessoas; todos nós procuramos amar e todos nós procuramos ser amados. Sem isto, a nossa existência seria, sem dúvida alguma, muito mais pequenina e muito mais insignificante. Por isso eu digo: Estou feliz com a vida que tenho e espero poder proporcionar alguma felicidade àqueles que me rodeiam e que eu muito estimo. Só me falta mesmo dizer: um grande bem hajam.

Muito gosto de saber.

Sinal dos tempos. Quem não tem um telemóvel que precisa de ser carregado? Ou uma máquina fotográfica? Ou até umas colunas para o ipod? Tudo isto faz parte do nosso dia a dia e tornou-se um gesto quase mecânico colocar um aparelho a carregar. Agora também temos autênticos aparelhos do prazer que já não são a pilhas, mas sim de bateria, a tal que é de carregar. Está sempre no descanso, mas a carregar, e quando é necessário, lá está ele, pronto para as curvas. Claro que tudo pode depender das curvas, mas isso é outra conversa.

Quando ia trabalhar, pus-me a pensar.

Eu não me posso queixar da vida que levo. Posso mesmo afirmar que levo uma bela de uma vida. Não quero ser injusto com as outras pessoas, principalmente as que conheço pessoalmente, mas que a minha vida é a mais bela de todas, lá isso é. Posso nunca ter guito, porque não tenho mesmo, mas tenho umas belas filhas saudáveis, uma bela de uma senhora que não pára de me surpreender, uma bela de uma família que gosta de mim, umas amigas belas e uns amigos belos. Por tudo isto já me poderia considerar o mais sortudo, mas ainda há mais. Posso sempre pegar na bela da Scarabeo, meter os belos dos phones do belo do ipod e arrancar para o trabalho a fazer o que? A ouvir os belos dos Depeche Mode. Eu sei, são um pouco antigos, mais são intemporais.

Com tudo isto de belo, de que é que eu me posso queixar?