Arquivo mensal: Julho 2008

Há coisas que ficam para sempre.

Estes dias que se avizinham vão ser difíceis. A minhoca mais velhinha vai terminar um ciclo da vida dela. Vai deixar os amiguinhos do infantário, as professoras dela, e todo um mundo em que viveu durante estes três anos. Ela adorou e nós também. Vai sair de lá mais enriquecida e mais bem preparada para enfrentar um novo ciclo que se avizinha. Quem a acompanhou durante estes três anos sabe que o nosso agradecimento é sentido e que perdurará na nossa memória.

Mas se tudo isto já é difícil, a coisa complicou-se quando tivemos de tomar outra decisão relacionada com a escola das minhocas. A minhoca mais pequenina também vai sair do infantário onde andou durante três anos e vai para o infantário da escola onde a mana vai frequentar a primeira classe. Foi uma decisão que tivemos de tomar ontem, muito ponderada, mas muito difícil de tomar. Pode parecer cruel, à primeira vista, interromper um ciclo de aprendizagem mas penso que esse corte iria suceder no próximo ano, uma vez que teríamos de a matricular na mesma na escola da mana, sob pena de não arranjarmos vaga para ela na primária. Não quisemos correr esse risco. Depois há o lado financeiro da coisa, que pesou imenso nesta decisão, para não dizer que foi essa a única razão. É uma diferença abismal. Os tempos estão difíceis para muita gente e nós não somos excepção, por isso tivemos de tomar esta decisão.

A nossa minhoca mais pequenina quando entrou para o infantário era um bocadinho bichinho do mato, muito fechada e introvertida. É vê-la hoje em dia para perceberem o bem que lhe fez lá andar e como souberam despontar nela uma energia e uma alegria de viver contagiantes. Também para quem a acompanhou, mimou e a fez crescer, o nosso especial agradecimento, na certeza de que iremos ser compreendidos nesta nossa decisão.

Pronto, foi difícil, até para escrever.

Já chega.

Há outra coisa que me faz aquele tipo espécie, aquela espécie que só se diz a esta hora. Não consigo achar piada nenhuma, mesmo piadinha, a músicos. Aquela coisa do artista. O tal, artista. Não consigo. Eu sei que isto deve ser muito pessoal, que provavelmente muito boa (boa mesmo) gente, deve conviver pacificamente com músicos. Só tenho de lhes tirar o chapéu. Claro que, se formos a ver, deverá ser um chapéu com plumas, como alguns músicos acham que devem usar, por ser extravagante. Aliás, o termo extravagante, vai de encontro àquilo que eu quero dizer: lavagante. Tem umas patinhas gostosas. Que costumam estar pintaditas com verniz, às cores, cores garridas como convém. Fashionable.

Acho que me vou deitar, que se faz tarde.

Se ainda fosse qualquer coisa relacionada com chatos!

Engraçado. Nesta coisa dos blogues e das tretas inerentes, acabo por verificar que a postagem mais procurada aqui no blogue é uma tal de “irritação na vulva”. Anda tudo com irritações/comichões na vulva? Isto é curioso e leva-me a pensar que apesar da crise que os portugueses estão a viver, actualmente, o interesse na coisa continua lá. Vallha-nos isso, senhor.

Sou um rapaz de sorte.

Provavelmente, que é uma palavra que costumo usar, algumas pessoas já tiverem este tipo de experiências (imediatas de segundo grau) que tive agorinha. Como toda a gente sabe, e eu também, a partir dos quarenta, quarenta e cinco, e por aí fora, o ser humano, de bigode ou sem bigode, tende a ficar com a vista cansada. Por falar em bigode, há sempre aqueles que começaram com o bigode muito cedo, novinhos, mesmo, mas isso também não interessa nada… o que eu estava a dizer é o seguinte: não sei se alguém se apercebeu, mas tenho estado a desenhar, e para que tal aconteça com sucesso, eu tenho de colocar uns óculos maravilhosos, de massa, pesadíssimos, mas que me ficam bem, favorecem-me, portanto, mas que me pesam. A conversa ia por aqui, na problemática dos óculos que ficam bem mas que pesam, mas isso, agora, de momento, não interessa mesmo nada. Eu ia na parte em que estava com os óculos e… vai daí, olho para a minha barriga. Fiquei chocado. Não com o tamanho da barriga, pois ainda não é aquela coisa, mas fiquei chocado, isso sim, com a quantidade de pêlos que tenho a nascerem do umbigo. Do umbigo para baixo. Dito assim parece mal. Do umbigo para baixo, francamente. Mas as coisas são mesmo assim. Devemos assumir as nossas limitações. E eu tenho as minhas. Claro que me custa assumir que tenho pêlos púbicos. Não gostaria de os ter. Não sou descendente daquele, o tal do pelinho especial. Não sou, pronto. Já não me bastava o aparecimento compulsivo de pêlos no nariz. E nos ouvidos??? Impossível de aguentar. Sorte a minha.

Este é para a A.P.S.

Nunca soube muito bem como se faz, e parece-me que não vai ser agora que vou aprender, por isso, fica assim: Muito obrigado. Pela generosidade. Pela vontade. E, acima de tudo, por teres posto, colocado, como queiras, este velho coiro a mexer. Eu diria que a bulir, mas isso soa a muito nortenho e, de nortenho, já eu tenho muito no meu projecto.

Tirando tudo isto que eu disse, convém dizer-te que mil novecentos e sessenta e um é, realmente, um ano de eleitos ou, por outras palavras, um ano muito especial, e como tal apenas deves ser aquilo que és. Por isso, benzinho, sê! Como deves ter percebido, esta mensagem não tem nada de subliminar, pois isso seria muito cansativo e difícil para mim, por isso apenas quero dizer que, apesar de não sermos (íntimos é pesado) amigos fraternos, eu estou cá para te ouvir (aos berros ,porque eu sou meio surdo).

Bom trabalho.

Ai, ai, ai, ai, ai.

Tudo bem, são onze da noite, podia estar a fazer qualquer coisita mais interessante, mas não, vim para aqui escrever meia dúzia de palermices. É mais um intervalo, pois estou a desenhar e os meus olhinhos já pedem descanso, mas como esta hora é sempre a melhor, tenho de aproveitar. O acto de desenhar, para mim, e acho que já o tinha dito, é altamente terapeutico, faz-me pensar numa data de coisas. Boas, más e assim assim. Desta vez estava para aqui a pensar como era incapaz de viver numa cidade estudantil. Sempre tive aversão a estudantes, convívios de estudantes, vestimentas de estudantes, coisas de estudantes, associações de estudantes. Qualquer coisinha que tenha a ver com estudantes, mexe comigo, quase sempre de uma forma negativa e nem mesmo as jovens estudantes em suas mini saias me despertam o encanto. Decididamente não gosto da cultura estudantil.

Sim, eu sei, também andei a estudar, mas posso garantir que passei completamente ao lado dessa “cultura” estudantil. Não digo isto por ser quadrado (se calhar até sou) digo isto porque a dita irreverência da classe estudantil é um logro. Não existe e todo o estudante se acha irreverente, mas não é. Isto é como em tudo na vida, aqueles que dizem que fazem isto e aquilo, normalmente não o fazem. São mais do género: normalmente tenho vinte e cinco anos.

Digamos que é confrangedora a falta de discurso, já nem digo crítico, mas minimamente articulado, do jovem estudante. Sim, porque jovem e estudante estão associados e, nestas alturas lembro-me sempre do Herman, ou Hermano, José, que tão bem conseguiu imortalizar o jovem, só que o dele não era estudante, mas é como se fosse…

Quase me esqueço que existo.

Há uma data de coisas curiosas. Foi para mim curioso receber um mail, da minha escola, com o recibo do vencimento, como aliás recebo sempre, e até aqui nada de especial. O curioso mesmo é não me lembrar que hoje são vinte e dois, aquele número anterior ao número mágico. Pela primeira vez em muitos meses não estive desesperado à espera do tal, o do gostinho especial, e ando tão despreocupado que nem me lembrei, sequer, do assunto. Eu sei que isto é sol de pouca dura, mas enquanto dura, e dura, “deixai-de-me” gozar e, já agora, “deslargai-de-me”.

Verdadeiramente agradável.

É verdade que existem diversos tipos de terapia, mas a minha, neste momento, está mais virada para o trabalho que tenho estado a fazer. Esta coisa de estar horas a desenhar não tem comparação com nadinha, mesmo. Já tinha saudades destes momentos tão bons, tão relaxantes e tão intensos. Parece contradição, mas não é. A minha cabeça não consegue parar, o que é bom, pois dá para compensar os momentos em que fica parada e às moscas. A única coisa que me aborrece, mas só um bocadinho, é o facto de não dar muito jeito parar de desenhar para anotar uma qualquer ideia que surja, para depois a desenvolver e colocar aqui no blogue. E aborrece-me porquê? Porque depois esqueço-me! É triste, eu sei, mas já não dá para mais. Afinal de contas tenho quase cinquenta anos e o mundo já não é nada do que era.

Ufa, que canseira, tanta coisa para se fazer.

“Já está a par das zonas erógenas femininas? Se nunca se deu ao trabalho de testá-las, aqui fica uma ajudinha: Orelhas, língua, palma das mãos, aréola do mamilo, barriga, parte interna das coxas, dedos dos pés, nuca, costas e, principalmente, o clitóris. Agora que já sabe, não arranje desculpas, divirta-se e deixe-a a implorar por mais.”

in Maria.