Sou um rapaz de sorte.

Provavelmente, que é uma palavra que costumo usar, algumas pessoas já tiverem este tipo de experiências (imediatas de segundo grau) que tive agorinha. Como toda a gente sabe, e eu também, a partir dos quarenta, quarenta e cinco, e por aí fora, o ser humano, de bigode ou sem bigode, tende a ficar com a vista cansada. Por falar em bigode, há sempre aqueles que começaram com o bigode muito cedo, novinhos, mesmo, mas isso também não interessa nada… o que eu estava a dizer é o seguinte: não sei se alguém se apercebeu, mas tenho estado a desenhar, e para que tal aconteça com sucesso, eu tenho de colocar uns óculos maravilhosos, de massa, pesadíssimos, mas que me ficam bem, favorecem-me, portanto, mas que me pesam. A conversa ia por aqui, na problemática dos óculos que ficam bem mas que pesam, mas isso, agora, de momento, não interessa mesmo nada. Eu ia na parte em que estava com os óculos e… vai daí, olho para a minha barriga. Fiquei chocado. Não com o tamanho da barriga, pois ainda não é aquela coisa, mas fiquei chocado, isso sim, com a quantidade de pêlos que tenho a nascerem do umbigo. Do umbigo para baixo. Dito assim parece mal. Do umbigo para baixo, francamente. Mas as coisas são mesmo assim. Devemos assumir as nossas limitações. E eu tenho as minhas. Claro que me custa assumir que tenho pêlos púbicos. Não gostaria de os ter. Não sou descendente daquele, o tal do pelinho especial. Não sou, pronto. Já não me bastava o aparecimento compulsivo de pêlos no nariz. E nos ouvidos??? Impossível de aguentar. Sorte a minha.

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