Arquivo mensal: Agosto 2008

Eu sei, está na hora da caminha…

Como a coisa está a correr mal, vou-me deitar, mas nem vou de loira nem de ruiva, vou com o cabelo descolorado, mas sempre amigo da natureza e com muita vontade de pedalar, por esse mundo fora (estive quase para escrever “pela natureza fora”, mas achei que era demais…). Claro que quem estiver a ler tudo isto desde o princípio, vai perceber tudo, quem assim não o fizer, não vai, mas eu também não tenho culpa. Já nasci assim e acho que vou morrer assim, de amarelo.

São onze e vinte e ela começou a cair, pelo menos no Porto.

Ainda há bem pouco tempo me sentia loira. De repente, deu-me para me sentir ruiva, puxadinha, mas ruiva. Palavras para quê? Hoje estou inconstante, muito inconstante, eu diria. Mas sempre amante da natureza, sempre em contacto com a natureza e tudo o que de bom ela nos oferece.

Foi uma semana diferente.

Pois sim. Nunca na minha vida. Não me lembro de me ter acontecido tal coisa. Mau tempo, em Agosto, em Chaves??? Nunca! Já estive muitas vezes em Chaves, sempre por inerência… mas nunca apanhei um Agosto assim. Foi uma pena e não consegui carregar as baterias, que só aquelas idas à piscina proporcionam, mas fizemos outras coisas que também valeram a pena.

Já sinto a falta dela.

Não, eu não nasci para a música. Acho mesmo que nasci para ser um homem rã, homem peixe, escamudo, ou qualquer outro tipo de homem ligado à água. Quem me conhece deve estar a pensar: lá está ele a armar-se em giro, agora deu-lhe para gostar da água, logo ele que para se enfiar na água é um castigo. Pois a esses eu digo, nanananana. Eu sou mesmo um amante da água, apesar de ser humano. Eu adoro estar metido na água e, depois de lá estar enfiado, sou capaz de ficar horas. O problema mesmo é a motivação. Não gosto mesmo nada quando me atiro para as águas e vou com qualquer tipo de preocupação, do género, deixa-me dar dois mergulhitos antes de ter de ir para casa fazer o almoço. Aquela história do homem abandonado numa ilha seria inteiramente adequada para mim pois passaria o tempo todo enfiado na água, não para encontrar uma qualquer sereia, mas antes para encontrar o sossego que só quem gosta e se enfia na água percebe.

P… Q.. O. P….

De regresso ao passado.

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. Por muito que me custe perceber (também está bem), ele há coisas que são mesmo evidentes. Não há mesmo nada a fazer. São coisas da vida. Digo isto porque andei pelo Andanças, aquele festival de dança, o tal onde eu estive no passado fim de semana, e onde tive oportunidade de ficar sentado nos diversos palcos que existiam. Mas isso também não interessa nada. O que me interessa, isso sim, é saber que as coisas não mudaram mesmo nada, desde a minha última manifestação juvenil. Fui freack, no tempo dos freacks. Mas a coisa era diferente. Havia uma dose de ingenuidade que já não existe. Apesar dessa ingenuidade existir, nessa altura, eu nunca gostei muito de saber que as pessoas eram todas iguais (moiinclusivéééé), que andavam todas atrás do mesmo, mais modernas, menos modernas, com o cabelo mais para cima ou mais para baixo, andavam todas atrás do mesmo. Sempre me custou perceber o estatuto adquirido através dos cabelos, dos piercings, das tatuagens, ou do riso alarve. Não consigo ver pessoas que se posicionam perante os outros numa nice, yeah, tens um cigarro, paz, amor, e que, mal viram costas têm um olhar frio e calculista. Foi disto que me apareceu no fim de semana. Perfeitamente abominável. As posturas daquela gente eram uma massa. Os cabelos eram todos a la… as calças eram todas a la… as abordagens eram todas a la… foi uma canseira daquelas.

Eu não acho nada, mesmo nada, que tenha a mania de que sou bom. Ponto final. Só não tenho pachorra para pessoas que se arrogam de especiais, só porque têm isto ou aquilo agarrado aos testículos, só para não dizer uma expressão muito comum aqui no norte do país, sim porque no norte do país se dizem umas caralhadas valentes.

Fim de semana muito agradável.

Regresso ao futuro.

Chegamos de um fim de semana no Andanças. Para os mais distraídos, como eu, o Andanças é um festival de danças, todo o tipo de danças. A foto foi tirada dentro de uma das tendas (com soalho e tudo) onde são dadas as aulas das diversas danças. Neste caso eram Castelhanas. Ainda não estava lá mais ninguém, excepto nós… à espera da hora que estava marcada para o início. Aquilo tinha um palco, onde eu estava sentado e onde me mantive durante todo o tempo, sentado…

Claro que este tipo de eventos não têm muito a ver comigo, pois não consigo decorar/fixar/executar qualquer tipo de passo de dança. É superior às minhas forças. Mas gostei de ver e, acima de tudo, gostei de ter ido com as minhocas, apesar delas serem um bocadinho morconas, pelo menos no início… mas viram uma data de gente diferente e, surpresa das surpresas, não fizeram qualquer tipo de comentário sobre os diversos espécimes que povoaram aquela pacata localidade durante uma semana, pelo contrário, estavam como se nada fosse.

Ficamos numa quinta de turismo rural muito agradável, com a incontornável piscina, que as minhocas adoraram e nós também, que nos proporcionou o descanso que estavamos mesmo a precisar. Até me esqueci do Andanças… mas, no sábado, lá fui chamado à realidade e lá tive que ir…

O passeio em si foi agradável, como está a ser agradável estar aqui a escrever sobre ele. Foi tudo muito direitinho e, lá mais para o Outono, gostariamos de repetir pois sentimos que as minhocas precisam mesmo de sair de casa e de lidar com novas realidades, e não estarem sempre confinadas aos avós, perdão pais…

Será da Volvo?

Para não começar a frase pela palavra claro, eu diria, é evidente que amanhã me vai custar a levantar. As minhocas vão começar o dia bem cedinho, como de costume, e eu vou ter de me arrastar até à praia, estar ao sol, ir ao banho, vir para casa, etc, etc, toda aquela lenga lenga. Mas isso é o menos. O que me preocupa mesmo é o facto de eu estar aqui a estas horas. Sim, porque é quase uma da manhã e eu aqui. Eu também me pergunto: onde está a bela da senhora? Que me deixa aqui plantado? Coitada, continua a trabalhar. Sim a trabalhar. E eu nem me atrevo a aparecer.

Por vezes, fico desorientado.

Há coisas engraçadas. Aliás, o que há mais são coisas engraçadas. Eu tenho o meu desktop cheiinho de imagens. Vou guardando as imagens que vou apanhando e que acho piada. Não vou estar agora a desenvolver uma teoria sobre as imagens que poderia usar em determinados contextos. Seria muito chato. Vou antes falar das imagens que não consigo utilizar, apesar dos contextos. É evidente que isso poderia levar a muita discussão e eu sinto que hoje não vou chegar lá porque me está a faltar um “vocadinho” assimmmm. Adiante.

Eu tenho imagens de autênticas senhoras nuas, daquelas de fazer corar um menino de coro (se é que ainda há meninos de coro…) mas depois começo a olhar para aquilo e é do género: uma Maria qualquer de Leiria (que não é nada de Leiria, mas enfim) que aparece numas fotos super produzidas, com um tratamento de imagem de meter dó e por aí fora… e fico realmente a olhar para aquilo, a pensar, será que vou achar piada a publicar uma imagem destas? A resposta, quando me dou ao trabalho de pensar numa solução engraçada, demora um bocadito, mas quando estou plenamente consciente das minhas faculdades, a coisa não demora muito.

Mais uma vez chego à tal encruzilhada: isto tudo para quê? Para dizer que não acho muito apelativo colocar aqui imagens de autênticas senhoras nuas, ponto final.

Lembro-me de cada uma.

Às vezes, mas só às vezes, gostava de ter nascido mulher. Podia ser como esta senhora, para muitos desconhecida, mas uma bela senhora, nascida numa época longínqua (não que eu seja dessa época…) em que estas posturas tinham o seu peso. Como facilmente se constata, o peso da senhora está no charme que dela emana, não tem propriamente as pernas à mostra e muito menos um ou outro seio ao léu, muito pelo contrário, a beleza e o encantamento tinham rituais muito distantes da actual realidade. Sem querer ser cruel com os meus amigos de bigode (sim, também eu tenho alguns amigos de bigode!) continuo a achar que elas são bem melhores do que nós (mesmo aqueles que não têm bigode, como eu!) em quase tudo. São muito menos mariquinhas na altura em que a coisa doi (excepto naquilo que a gente sabe) e, apesar de parecerem muito complicadas, acabam sempre por resolver as coisas de uma forma que não faz parte do universo masculino.

Esta treta toda para quê? Para chegar ao fim e dizer que gostava de ser mulher porque gostava de ter um cabelo assim, longo, loiro e ondulado? Francamente.

Fica para a próxima.

Hoje sinto-me azul. Não sei porquê, mas sinto-me mesmo azul. Não tem nada que ver com o futebol, embora eu seja um adepto convicto do azul às risquinhas brancas (esta das risquinhas foi um bocadinho abichanado, mas que se há-de fazer?), não tenho andado muito a par com o que se passa no meu clube. Não é que esteja desinteressado do futebol, mas, como estou de férias, não tenho tido muitas oportunidades de ir aos sítios buscar a informação que, normalmente, é sonegada pelos orgãos de informação ditos normais e mais divulgados. De maneira que só sei que a vida azul continua sossegada, em trabalho e em plena preparação da nova época e isso basta-me, apesar de ouvir uns zumzums acerca do Quaresma (que nunca mais desampara a loja…) nada que se compare às novelas que se vivem intensamente há pelo um mês pelos lados da segunda circular lisboeta, sim, porque Lisboa tem uma segunda circular (na minha ignorância, não sei onde fica a primeira circular).

Acabei por só falar de futebol quando a minha intenção era falar do azul e do quanto eu me sinto azul, pelo menos hoje, o que foi uma pena.