Será da Volvo?

Para não começar a frase pela palavra claro, eu diria, é evidente que amanhã me vai custar a levantar. As minhocas vão começar o dia bem cedinho, como de costume, e eu vou ter de me arrastar até à praia, estar ao sol, ir ao banho, vir para casa, etc, etc, toda aquela lenga lenga. Mas isso é o menos. O que me preocupa mesmo é o facto de eu estar aqui a estas horas. Sim, porque é quase uma da manhã e eu aqui. Eu também me pergunto: onde está a bela da senhora? Que me deixa aqui plantado? Coitada, continua a trabalhar. Sim a trabalhar. E eu nem me atrevo a aparecer.

Por vezes, fico desorientado.

Há coisas engraçadas. Aliás, o que há mais são coisas engraçadas. Eu tenho o meu desktop cheiinho de imagens. Vou guardando as imagens que vou apanhando e que acho piada. Não vou estar agora a desenvolver uma teoria sobre as imagens que poderia usar em determinados contextos. Seria muito chato. Vou antes falar das imagens que não consigo utilizar, apesar dos contextos. É evidente que isso poderia levar a muita discussão e eu sinto que hoje não vou chegar lá porque me está a faltar um “vocadinho” assimmmm. Adiante.

Eu tenho imagens de autênticas senhoras nuas, daquelas de fazer corar um menino de coro (se é que ainda há meninos de coro…) mas depois começo a olhar para aquilo e é do género: uma Maria qualquer de Leiria (que não é nada de Leiria, mas enfim) que aparece numas fotos super produzidas, com um tratamento de imagem de meter dó e por aí fora… e fico realmente a olhar para aquilo, a pensar, será que vou achar piada a publicar uma imagem destas? A resposta, quando me dou ao trabalho de pensar numa solução engraçada, demora um bocadito, mas quando estou plenamente consciente das minhas faculdades, a coisa não demora muito.

Mais uma vez chego à tal encruzilhada: isto tudo para quê? Para dizer que não acho muito apelativo colocar aqui imagens de autênticas senhoras nuas, ponto final.

Lembro-me de cada uma.

Às vezes, mas só às vezes, gostava de ter nascido mulher. Podia ser como esta senhora, para muitos desconhecida, mas uma bela senhora, nascida numa época longínqua (não que eu seja dessa época…) em que estas posturas tinham o seu peso. Como facilmente se constata, o peso da senhora está no charme que dela emana, não tem propriamente as pernas à mostra e muito menos um ou outro seio ao léu, muito pelo contrário, a beleza e o encantamento tinham rituais muito distantes da actual realidade. Sem querer ser cruel com os meus amigos de bigode (sim, também eu tenho alguns amigos de bigode!) continuo a achar que elas são bem melhores do que nós (mesmo aqueles que não têm bigode, como eu!) em quase tudo. São muito menos mariquinhas na altura em que a coisa doi (excepto naquilo que a gente sabe) e, apesar de parecerem muito complicadas, acabam sempre por resolver as coisas de uma forma que não faz parte do universo masculino.

Esta treta toda para quê? Para chegar ao fim e dizer que gostava de ser mulher porque gostava de ter um cabelo assim, longo, loiro e ondulado? Francamente.

Fica para a próxima.

Hoje sinto-me azul. Não sei porquê, mas sinto-me mesmo azul. Não tem nada que ver com o futebol, embora eu seja um adepto convicto do azul às risquinhas brancas (esta das risquinhas foi um bocadinho abichanado, mas que se há-de fazer?), não tenho andado muito a par com o que se passa no meu clube. Não é que esteja desinteressado do futebol, mas, como estou de férias, não tenho tido muitas oportunidades de ir aos sítios buscar a informação que, normalmente, é sonegada pelos orgãos de informação ditos normais e mais divulgados. De maneira que só sei que a vida azul continua sossegada, em trabalho e em plena preparação da nova época e isso basta-me, apesar de ouvir uns zumzums acerca do Quaresma (que nunca mais desampara a loja…) nada que se compare às novelas que se vivem intensamente há pelo um mês pelos lados da segunda circular lisboeta, sim, porque Lisboa tem uma segunda circular (na minha ignorância, não sei onde fica a primeira circular).

Acabei por só falar de futebol quando a minha intenção era falar do azul e do quanto eu me sinto azul, pelo menos hoje, o que foi uma pena.

STOP!

Decididamente não consigo. Eu bem me esforço, mas não consigo, mesmo, deixar de pensar naquilo. Bem, aquilo não é bem aquilo que estão a pensar… aquilo, é mesmo o trabalho que tenho que desenvolver até fins de Outubro. Como estou de férias e em casa com as minhocas, as coisas estão mais pastelonas, por assim dizer, pois de manhãzinha vamos para a praia (tipo, nove e pouco já lá estamos…) depois regressamos a casa, o que implica banho, almoço, etc. Durante a tarde a coisa fica mais calma e tiro algum tempo para vir ver as minhas coisas… chega o fim da tarde e recomeça a confusão de fazer o jantar e receber a minha senhora nos braços (sim, ela continua a trabalhar…). Só depois de tomar café é que consigo ter um pouco de sossego, as minhocas deitam-se, a minha senhora despe-se e aí, eu começo a pensar naquilo. Mas aquilo já não é o que estão a pensar, é mesmo aquilo. E pronto, lá se vai o meu esforço…

Há males que vêm por bem.

Domingo é domingo. Como tal, fomos à praia. Parece impossível, mas é verdade, fomos mesmo à praia no domingo. Claro que chegamos à praia habitual… e andamos às voltas para conseguirmos estacionar a viatura (com crianças tem que se pegar mesmo no carro…) e de lugares vagos, népias. Como sou sempre obrigado a ir para a praia ao domingo, (nunca quero ir porque parece que adivinho…) começo a bufar por ter de andar às voltas. Que não, que não devo ser assim, que estou de férias, para não stressar, diz a minha estimada senhora, refastelada no banco da frente, com a janela aberta e com os seus delicados pezinhos de fora…

Conclusão, guinei para uma estrada qualquer, que me apareceu e fui dar a uma outra praia (passados uns kilómetrozitos…) bem melhor, cheia de rochedos e de pocinhas, com parque de estacionamento, sem confusões e com pouca gente. Não poderia querer melhor e ainda bem que passei por aquela experiência extra-sensorial anteriormente…

Parabéns.

O meu mano hoje faz vinte e sete anitos. São só menos vinte do que eu. Não se nota nada, mesmo nada, porque ele é muito maduro… Como está na companhia da sua bela e amada Gaia, mais conhecida por Cici, não poderia estar em melhor companhia, por isso nem sei muito bem o que lhe dizer… apenas que seja feliz e que saiba apreciar os momentos especiais que lhe vão surgindo na vida.

Podiam ser de ganso!

Já não me chegam os litros de Red Bull, o que eu estou mesmo a precisar são umas asas verdadeiras, para poder voar para muito, muito longe. Já não me sinto com forças. Já não consigo encarar as diversas situações, com que me deparo diariamente, com tranquilidade e estou em perda nítida. Eu sei que não se deve dizer isto, porque não fica nada bem, mas, neste momento, estou a precisar de umas férias das minhas filhas, de não as ver à frente durante uma semana, uma semanita bastava para eu conseguir recuperar. Como a vida é assim mesmo, vou ter um mês de férias, inteirinho, com elas em cima de mim, aos berros, a fazerem as asneiradas do costume… vou ter mesmo de as levar para a praia, que é a única maneira delas ficarem um bocadinho mais equilibradas.