Arquivo mensal: Outubro 2008

Continuando com o frio.

att111617Claro que eu era um adolescente inquieto, é o que se pode dizer, no mínimo, mas as grandes (literalmente) culpadas foram estas duas senhoras. Foram elas que despertaram em mim aquele sentimento de amor pelos climas mais agrestes, fustigados pela natureza.

Depois cresci, interiormente e exteriormente, tornei-me num ser humano heterossexual, que passou a gostar deste clima temperado e das suas indígenas, de longos cabelos negros, com seus peitos fartos, um bigode aqui e acolá, com belas coxas torneadas e bem depiladas, mas sempre com a consciência  de que estas nativas andam bem mais escondidas, apesar do clima, do que as outras, as frias, as altas, com pernas enormes, e ainda por cima loiras.

Vou levar um cachecol.

20080607-69577-0Hoje está frio. Pelo menos cá para o Norte do país, está um frio do caraças. Eu nem sou muito de me queixar do frio. Quando era menos avançado na idade, sempre quis ir viver para os países nórdicos, por outras razões, é certo, mas gostava daquele tipo de paisagem, cheia de neve, em que as pessoas andam todas enchouriçadas na rua mas que, mal chegam a casa, têm a casa tão aquecida e confortável que tiram logo a roupa toda, literalmente. Era disso que eu gostava.

Elas ainda não viram a luz.

20080629-71979-1Por falar nisso, porque será que as mulheres portuguesas não aderem lá muito entusiasticamente às duas rodas. Será porque são pequeninas? E ajeitadinhas? Será porque dá muito trabalho? Será porque são muito pirosas? Será que a bela da unhaca está primeiro? Nop. Nada disso. Eu acho mesmo é que elas ainda não se lembraram disso, porque quando repararem no sucesso que vão fazer ao estarem montadas numa bicla ou numa bela duma scooter, não vão querer outra coisinha. Eles que se cuidem.

Hoje são cerejas.

2493221181_d25c87cd48Não percebo lá muito bem porquê, mas ultimamente tem-me dado para publicar imagens de teor contabilístico. Contabilístico no sentido de pão, pão, queijo, queijo. É estranho porque eu não sou nada assim, ou pelo menos não me apercebo que sou assim (o que pode ser grave, pois se tivermos conhecimento daquilo que somos, já é um princípio) mas por outro lado, também não tenho muita pachorra para mensagens subliminares, parecidas ou afins. Por isso, o que vier, veio, e não se fala mais nisso.

Mp3 400 Lt

11-mp3-lt-250-copiaVai ser mesmo esta. Deve chegar cá a Portugal para o ano. Vai ser para a minha rica senhora ir trabalhar, de salto agulha e com as belas das pernocas enfiadas numa mini saia. Esta versão da Mp3 tem um travão de pé e mais umas coisitas pequenas, que permite às pessoas com carta de carro conduzirem sem terem de tirar a carta de mota. Acho que vai ser uma bela opção.

Contador.

15Saber quem vem aqui ler e quantos já cá vieram é, e será sempre, motivo de curiosidade. Não sou diferente dos comuns dos mortais. Sim, tenho pena, se alguém achava que eu era diferente, enganou-se redondamente. Essa curiosidade existe e é sólida, consistente. Mas como em tudo na vida, temos de saber contornar as adversidades e eu, para conseguir dormir descansado, optei por não querer meter aqui um contador de visitas. Já o tive, confesso, mas foi no início em que tudo era muito novidade para mim e eu adorava, também confesso, ver os números a crescer. O contador ia nos dez mil visitantes quando passei para o wordpress e ainda o meti lá, mas andei às voltas com o wordpress (ainda ando) e cansei, esgotei e contador dançou…

Local agradável.

farPor vezes, ou demasiadas vezes, estou para aqui sem saber muito bem sobre o que escrever. Vai daí, começo a vasculhar as imagens que tenho numa pasta (que vou acumulando, acumulando e acumulando) e lá me surge uma ideia. Normalmente o raio da ideia não tem nada que ver com a imagem propriamente dita. Isto é, não bate a bota com a perdigota. Neste caso não é bem assim… Quando vi esta imagem, achei logo que tinha tudo a ver comigo. Adorava viver num sítio destes. Ser um faroleiro. Claro que tenho outras imagens de faróis, em locais bem mais complicados do que este e para esses eu já não tinha a coragem necessária para lá estar em dias de tempestade, ui, ui, ui.

Vivam as scooters.

20081020-84858-3Este pessoal das scooters tem, efectivamente, uma vantagem em relação aos restantes comuns: andam sempre de um lado para o outro, montados nas suas belas scooters. Claro que devem ter outro tipo de cuidados: com o vento, com a chuva, com o frio, com as lombas ou mesmo com as curvas. Mas, nada disso é impeditivo de disfrutar um dos mais belos prazeres da vida, que é passear, observar a natureza e tudo o que nos rodeia.

Eu sei que não tem nada que ver com o assunto, mas, a partir de hoje, quem quiser ver melhor as fotos, tem de carregar nelas. As grandes ocupam muito espaço.

Sim, está bem.

Por vezes tenho a nítida sensação que esta vida é um verdadeiro desperdício. Preocupo-me com coisas que não merecem a importância que lhes dou. Chateio-me, arrelio-me, resmungo, dou por mim a ficar descrente e a acabar por ficar triste. Viver não é fácil, muito menos viver virado para um canto, à procura de um isolamento que só nos trás um sossego ilusório.

Claro que estes momentos fazem parte de um caminho que se percorre e que, felizmente, é muito acidentado, agitado e variado. Sim, felizmente´, é a palavra certa, porque se fosse tudo muito certinho e direitinho, esta vida não iria ter piadinha nenhuma. 

Um dia vão-me pedir.

pict0111

Dá-me a impressão que estas duas minhocas vão gostar de andar na bela da Scarabeo, quando forem mais velhinhas, claro está. A Rita já quer que eu a leve para a escolinha de scooter, pois tem uma coleguinha de sala que chega e parte numa cinquentinha, com a mamã dela a guiar. Com a desculpa de a minha ser um trambolho muito grande, lá a consegui convencer que a idade ideal é aos nove anos. Nove anos? Vá-se lá saber porquê, mas parece que ficou convencida. Vamos ver.

Deve ser visto.

ana_cristina_leite3_400

Ana Cristina Leite. Exposição na Cooperativa Árvore.

A inauguração foi na passada sexta feira. Aqui a família Prudêncio esteve para ir, em peso, à inauguração, mas uma ocorrência de última hora impediu-nos de nos deslocar-mos à “vernissage”. Foi pena porque gostava imenso de ver o seu trabalho, para além de poder rever uma amiga de longa data, mas outras oportunidades surgirão e só espero que a exposição tenha o sucesso que ela merece, não só pela qualidade do trabalho, como também pelo sua determinação.

Esteve um dia de sol e nós cá fora.

pict0081

Ontem foi dia de ar livre. Estive a trata da bela da Scarabeo, sempre com as duas minhocas à volta de mim. Depois foram andar de bicicleta, na rua, comigo a tomar conta… Depois fui cortar a relva do jardim e dar uma aparadela a alguns ramitos que estavam fora do sítio. Depois, como já estava a ficar frescote, recolhemo-nos aos nossos aposentos, quentinhos e fui fazer uma quiche, de espinafres com queijo, que fiquei a saber ser a única maneira em que as minhocas gostam de espinafres. Por isso, ganhei o dia.