Arquivo mensal: Novembro 2008

Eu tenho vida própria, mas…

20081113-87732-1Tenho acompanhado esta coisa dos professores como se estivesse dentro de um aquário. Quero com isto dizer que, do meu aquário, vejo muita confusão cá fora, muita agitação e até já senti alguns encontrões que quase entornavam a água toda. Vi até algumas caras coladas ao vidro do meu aquário, deixando-o cheiinho de gordura misturada com pasta de maquilhagem, que me deixaram com vontade de lhes bater pela figurinha que estavam a fazer. Enfim, já vi muita coisa e ouvi algumas barbaridades mas continuei sempre a nadar tranquilamente nas águas do meu aquário, tentando não me deixar abalar pelo que se estava a passar lá fora. Continuei com a minha vida, a fazer o que sempre fiz, com algumas alterações que me foram pedidas, mas que não me afectaram.

Não gosto pois de sindicalistas. Nem tão pouco do seu discurso. Não me revejo minimamente naquelas criaturas. Tenho tanta legitimidade em dizer isto, como eles terão a deles. A maior parte dos sindicalistas que temos são professores titulares? Não terão dificuldades financeiras? Será que as greves os afectam? Onde estavam eles quando foi aprovado o novo estatuto da carreira docente? Aí é que deviam ter sido intransigentes. Mas não foram. Criou-se uma verdadeira divisão entre professores, meramente administrativa, com muitos incompetentes nos lugares cimeiros. Pode parecer inveja, mas não é, apenas a constatação de uma evidência. Apenas a constatação de que, como eu, milhares de professores foram deliberadamente prejudicados nas suas vidas. E agora este barulho todo por causa de uma avaliação idiota? Que é realmente idiota, mas que é a consequência do que foi aprovado anteriormente. O Ministério tem uma máquina de markting por trás e não será nunca com o amadorismo dos sindicalistas que o rumo será invertido, apesar de hoje ter vislumbrado o primeiro sinal de inteligência quando o homem do bigode, parecido com a mãe, abandonou a reunião com a ministra. Pela primeira vez, são eles que estão zangados e vão ter que correr atrás dos sindicatos para tentarem chegar a algum lado. Claro que tudo isto são pormenores de uma guerrinha que à maioria dos professores não interessa, mas pelo menos significa que com esta história toda, alguma coisa podem ter aprendido.

Pois. Acontece.

att00096Bem. Dois sustos em dois dias. No mesmo sítio. Qualquer dia é dia e vou mesmo ao tapete, provar o belo do alcatrão. Hoje, quando vinha na bela da Scarabeo, who else? descansadinho, sinto uma vibração no bolso das calças (sim,eu também tenho um telemóvel que vibra) e àquela hora só podia ser a minha rica senhora com novidades, daquelas que não são boas de ouvir. Pensei eu, porque não dá para ver, pelo menos enquanto não tiver um sistema de comunicação no capacete (o que não vai acontecer, pois são muito caros para as minhas posses…) e quando assim é, fico um bocadito desnorteado, acelero e esqueci-me que a p… da rotunda tem areia… andei outra vez aos papeis e quando consigo endireitar a bela da Scarabeo dou por mim quase a levar com um camião tir, sem carga, que entrou na rotunda com um gás… fora do normal e que se pôs a travar muito tardiamente, ficando eu a escassos centímetros dele. Fiquei tão abananado que me pus a agradecer ao homem por não me ter matado ali. Ao que isto chegou.

De vez em quando sai uma anedota.

agui

Diz-se que quando Deus criou o mundo para que os Homens prosperassem, concedeu-lhes 2 virtudes:

a) Aos Suíços, fê-los ordenados e cumpridores da lei;

b) Aos Ingleses, fê-los persistentes e estudiosos;

c) Aos Japoneses, fê-los trabalhadores e pacientes

d) Aos Italianos, alegres e românticos;

e) Aos Franceses, fê-los cultos e refinados.

E, quando chegou aos portugueses…, portugueses, voltou-se para o anjo que tomava notas e disse:

– Os portugueses vão ser inteligentes, boas pessoas e vão ser do Benfica.

Quando acabou de criar o mundo, o anjo disse a Deus:
– ‘Senhor, deste a todos os povos duas virtudes e aos portugueses três. Isto fará com que prevaleçam sobre todos os demais’

Então Deus reflectiu e disse:

– ‘É pá!… Tens razão…Bom como as virtudes divinas não se podem tirar… que os portugueses, a partir de agora, possam ter qualquer das três, mas que a mesma pessoa não possa ter mais do que duas virtudes de cada vez.

Assim seja que:

1. Português que seja do Benfica e boa pessoa, não pode ser inteligente.

2. O que é inteligente e do Benfica, não pode ser boa pessoa.

3. E o que é inteligente e boa pessoa, não pode ser do Benfica.

Palavra de DEUS

Vermelho, vermelhinho, vermelhão.

20081111-87537-4O que está a dar é o vermelho. Os jornais desportivos mais vendidos, fazem capas e mais capas pintadas a vermelho. Factos e mais factos pintados a vermelho. Aquilo é uma autêntica avalanche de notícias vermelhas. Pelos vistos vai ser o ano vermelho e eles vão ganhar tudo, tudinho, pelo menos assim o entendem os respectivos directores desses tais jornais. A mim aborrece-me o facto de serem pessoas iluminadas que estão à frente dos ditos jornais e que não conseguem perceber que estão a arruinar um negócio (um jornal é um negócio, pois pertence a alguém que quer ter lucro…) com a sua falta de imparcialidade e implica a descrença daquilo que escrevem. Faz-me lembrar a M.M.Guedes que se intitula de jornalista e já vendeu detergentes, já foi deputada e ainda quer que as pessoas acreditem que é isenta… acredita quem quiser, eu é que não estou para isso.

Por falar em vermelho, foram presos não sei quantos elementos de uma claque. Não tive ainda tempo para me informar sobre quais as acusações, mas uma coisa já deu para perceber: afinal não somos só nós, aqui do norte, que somos uns rufiões, uns vândalos e uns energúmenos, pelos vistos também os há na capital do país. A ver vamos.

Vai virar.

Estou a pensar mudar algumas coisas, aqui no blogue. Não queria mudar para uma estrutura muito rígida, porque eu não sou rígido, mas gostaria de ter um fio condutor. soa muito a petulância? Se calhar soa, mas a minha intenção é apenas ordenar um pouco mais a minha forma de expressão. Expressão poderá ser um termo um pouco desajustado, à primeira vista, mas só à primeira vista, porque, e isto pode parecer ainda mais petulante, tudo em mim é expressão. Para mim (e o mim começa a aparecer demasiadas vezes…) a coisa é simples: aquilo que eu digo ou escrevo tem a ver comigo, com a minha maneira de ver a vida e isso, quer queiramos quer não, é a expressão das nossas vivências.
Em breve “boto” notícias.

Dizem que um dia… acontece.

Hoje apanhei um susto, daqueles. Saí de casa atrasado (o relógio deve estar a ficar sem pilha… atrasou-se quinze minutos, assim de repente) e tive de pegar na bela da Scarabeo, arrancar a todo o gás e vir a abrir todo o caminho. Antes de entrar na A28, tenho de passar por uma rotunda que tem sempre areia, por causa de uns camiões que entram e saem de um armazém de contentores. Todos os dias entro na rotunda com muita cautela, mas hoje, como ia atrasado e na passada sexta feira meti um pneu novo na roda de trás, achei que podia entrar mais rapidinho. Conclusão: a bela da Scarabeo parecia uma bailarina, e ela pesa 234Kg a sêco… andei completamente aos papeis e achei, mesmo, que ia cair. Se calhar foi mesmo o pneu novo que me safou. Tive de continuar o caminho, com a pulsação a mil…  mas lá cheguei são e salvo.

TPC.

3016793634_a79eee1990Estar ao lado da minhoca mais velha a fazer os deveres, da escolinha, é um momento muito especial. Normalmente é a mãe que a acompanha, muito simplesmente porque eu não sei estudar, nunca soube e acho que nunca virei a saber. Por isso, e porque achamos que é fundamental uma boa estrutura, é a mãe que a apoia, que sabe disso muito mais do que eu. Mas hoje calhou-me a mim. Foi muito engraçado porque quase que ouvia o barulhinho que a cabecita dela fazia quando estava a tentar ler, aquele esforço próprio de quem está a começar a aprender a juntar as letras. Depois deu para perceber que tenho uma minhoca distraidinha de todo quando é para ler, mas que se empenha muito na escrita e consegue copiar as palavras muito bem. Com os oculinhos fica um miminho.

É para toda a vida.

equi1Os fins de semana são sempre, ou quase sempre, momentos virados para as minhocas. Elas ocupam imenso espaço, não dão sossego e estão sempre a pedir a nossa atenção. Ainda bem que assim é, mas, muito francamente, por vezes torna-se muito cansativo ter que estar sempre disponível. Reconheço uma grande necessidade de desenvolver a minha ginástica mental… por forma a conseguir manter a calma. Nestas idades, os seres humanos de reduzidas dimensões, passam a vida a testar as nossas capacidades de resistência e, à mínima distracção, pimba. Estão logo a subverter o esquema todo. Claro que é esse o papel delas, e tem que se desenvolver o bom senso, mas antes de saberem aquilo que querem, têm de saber e fazer o que os pais querem e, no nosso caso, queremos apenas que elas cresçam como seres humanos viventes (não sei se existe o raio da palavra, mas achei a mais adequada) capazes de tomarem as suas decisões, conscientes do mundo que as rodeia e que procurem a sua felicidade.

Ficou tudo um bocadinho lamechas, mas não era minha intenção.

Benvenutta.

2989329242_468c9a1a74O meu mano está novamente na companhia da sua bela Cici, que veio passar uns dias nos braços do amado. Hoje em dia as coisas estão mais faceis para viajar e as tarifas aéreas são tão baixas, que permitem um namoro mais… enamorado. No meu tempo não era nada disto e não me podia dar ao luxo de ter uma namorada que vivesse noutro país pois, para além da dificuldade da viagem, ainda por cima tinha de ser por carta, se quisesse trocar umas palavrinhas mais românticas.

Quando passei em casa  do mano, no verão passado, e quando fomos almoçar, a bela Cici fez uma entrada de tomate, pão e alho, que adorei e que me despertou a vontade de desatar a comprar livros de receitas italianas… coisas minhas, que se há-de fazer…

Ecos tardios.

20081108-87186-0Recebi esta imagem que é de uma colega, que veio dos países nórdicos expressamente para se associar aos colegas portugueses na manif do passado dia oito. Como boa nórdica, adorou o nosso calor e a nossa hospitalidade, tendo já feito saber ao ministério do seu país que irá rescindir o seu vínculo contratual e passar a residir neste nosso Portugal.

Abordada sobre quais serão as suas expectativas em matéria laboral, ou seja, o que estava a pensar fazer no nosso país face às dificuldades que os professores portugueses atravessam, respondeu que iria mudar de profissão apesar de possuir uma autocaravana que lhe permitiria aligeirar as dificuldades que a colocação numa zona interior lhe trariam.  Acrescentou ainda que ficou bastante impressionada com os colegas portugueses de bigode, pois fizeram-na regressar a um tempo, já ido, em que tinha uma sexualidade activa e variada, quando esteve colocada numa escola duma região em que a população local era maioritariamente oriunda de Portugal.