Vamos partilhar.

marm2Saber partilhar tem que se lhe diga. Geralmente gostamos mais que os outros partilhem do que de partilharmos nós. Sempre foi assim e sempre assim será. Por isso, e para que todos sejamos mais solidários, toca a partilhar. Isto tudo porque tenho estado com as minhocas, por casa (que o tempo não tem ajudado), e vou observando as brincadeiras delas. Volta e meia lá vem uma cena de “invejosice” e pegam-se forte e feio. Lá tenho eu de ir acudir, com aquela sensação estranha de que vou pregar aos peixes, mas é neste tipo de intervenções que vale a pena investir para que se mudem comportamentos. Mas que é difícil, lá isso é. Então cansativo, nem se fala. Mesmo assim, penso que sou um sortudo pois as minhas minhocas tiveram uma excelente aprendizagem no jardim escola que frequentaram e há coisas que ficam para toda a vida.

Entrem, mas entrem bem.

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Esta é das tais fotografias que podem originar mal entendidos ou bocas foleiras. Principalmente quando foi escolhida para desejar a todos os meus amigos e amigas umas boas entradas no ano que se avizinha mas, muito sinceramente, esqueçam o que pode ou não parecer mal e tenham, mesmo, umas boas entradas. De lado, de frente, de cabeça, às arrecuas, à mãozada, à pézada, à cúzada, como muito bem entenderem, mas tenham umas entradas centradas e concentradas na busca da felicidade. É só isso que desejo.

Balanço III.

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No balanço seguinte deveria abordar a restante família, e coisa e tal, mas não o vou fazer, apenas referir que está tudo bem, com as vidas a decorrerem com normalidade. Posto isto, passo directamente para mim, o que também não está mal.

Escolhi esta fotografia porque estou com ar de tótó, na praia é certo, mas com ar de tótó, mais concretamente de professor tótó, que é como eu me sinto. Como já deu para perceber, vou começar pelo meu lado profissional? e pelas vicessitudes da profissão que escolhi há quase vinte anos. Aviso já que não tenho pachorra para pessoas que acham que eu sou livre de procurar outra profissão se não estou satisfeito com a que tenho, são opiniões muito básicas e de quem não percebe nada do assunto, ponto final. Muito sinceramente, não estou muito incomodado com estas mudanças todas (quando digo incomodado, quero dizer que não deixo de dormir por causa disto, nem tão pouco me deixo enervar) apenas registo o facto de tudo isto não passar de uma autêntica e verdadeira encenação (como existem outras, noutros sectores da vida nacional). Não consigo deixar de salientar o elevado grau de profissionalismo de quem está à frente do markting do governo, pois conseguiu manipular a opinião pública contra uma classe profissional, como se fossem todos uma cambada, responsável por tudo o que de pior existe.

A única coisa que me desmotivou, ligeiramente, foi o facto de saber que nunca irei chegar ao topo da carreira, ou a professor titular, como agora se diz. Chateou-me o facto de dividirem a carreira em duas partes distintas, como forma de premiarem o bom desempenho, mas na prática é apenas uma forma de pouparem uns tostões e que pode originar grandes injustiças pelo facto de nem todos os bons professores conseguirem chegar ao topo da carreira.

De resto, o meu trabalho decorreu como sempre: tranquilo, com uma atitude positiva para com os alunos, sempre à procura de novas propostas de trabalho que agradem aos alunos. Nada de especial, portanto. Claro que tive dificuldades financeiras durante quase todo o ano porque fiquei no mesmo escalão remuneratório de há cinco anos, com perda de poder de compra e, como tal, deixei de investir em alguns materiais necessários para as minhas aulas. Mas isso parece-me plenamente normal.

Para o próximo ano parece-me que vem aí mais do mesmo e por isso vou continuar a viver a minha vidinha sem grandes stresses. Pode parecer uma atitude um pouco passiva (se calhar até é, e depois?) mas procuro estar informado e procuro construir uma opinião (no meio da confusão em que nos encontramos) e o máximo que me atrevi a participar colectivamente foi na greve dos professores que, apesar de não concordar com ela, achei que deveria ser solidário com todos os colegas de trabalho. Só por isso. Claro que gostaria de ver o assunto resolvido a contento de todos, mas parece-me que não vai ser assim.

Balanço II.

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Lá terá de ser. A seguir às minhocas, vem a mãe das minhocas. Que por acaso não é como as verdadeiras minhocas, ou seja, gosta mesmo é de estar estendida ao sol, a jiboiar. Que é que eu posso dizer da minha companheira? Que é realmente companheira? Bah, não chega. Ela é muito mais do que isso, embora ainda não o saiba, mas isso agora não interessa nada. Interessa sim é registar a nossa cumplicidade e a forma tranquila como estamos a construir uma família, com tudo o que ela implica. Apesar do trabalho lhe roubar muito do tempo, que poderia ser gasto nela e nas suas coisas, as funções que desempenha trazem-lhe alguma satisfação a nível profissional, já que está numa fase de aprendizagem e as coisas vão rolando. Mas esta é a minha visão das coisas que, muitas das vezes, não coincidem com as suas…

Claro que não  vou entrar aqui naqueles balanços mais íntimos, do género: é boa como o milho, leva-me às estrelas, gosta assim ou assado, nem outro tipo de observações disparatadas, mas sempre posso dizer que continua uma excelente companhia à volta (não, não é à volta da fogueira) de uma garrafa de tinto (só é pena eu ter deixado de fumar…) e quando temos oportunidade de viver um momento desses, conseguimos atingir um patamar de felicidade que me deixa sempre… sem palavras.

Foi, apesar das dificuldades logísticas… um bom ano, que passou a correr. Tenho a certeza que o próximo ano será ainda melhor por isso, Rosinha minha felôôre, prepara-te para o viveres intensamente.

Nota: A fotografia foi mudada porque a minha senhora não gostava da outra…

Quase que era a segunda parte.

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Pois eu estava com vontadinha de fazer o Balanço II, mas não vou conseguir fazê-lo. Estou com uma terrível dor de costas. Daquelas que dão direito a ter de tomar medicação, e logo eu que detesto ter de tomar químicos normais, se ainda fossem dos anormais. Mas foi aquela viagem de carro, que fizemos ontem. O micra é muito queridinho… mas dá-me cabo das costas. Pode ser que amanhã a coisa já esteja melhor e a disposição seja outra.