Arquivo mensal: Dezembro 2008

Vamos partilhar.

marm2Saber partilhar tem que se lhe diga. Geralmente gostamos mais que os outros partilhem do que de partilharmos nós. Sempre foi assim e sempre assim será. Por isso, e para que todos sejamos mais solidários, toca a partilhar. Isto tudo porque tenho estado com as minhocas, por casa (que o tempo não tem ajudado), e vou observando as brincadeiras delas. Volta e meia lá vem uma cena de “invejosice” e pegam-se forte e feio. Lá tenho eu de ir acudir, com aquela sensação estranha de que vou pregar aos peixes, mas é neste tipo de intervenções que vale a pena investir para que se mudem comportamentos. Mas que é difícil, lá isso é. Então cansativo, nem se fala. Mesmo assim, penso que sou um sortudo pois as minhas minhocas tiveram uma excelente aprendizagem no jardim escola que frequentaram e há coisas que ficam para toda a vida.

Entrem, mas entrem bem.

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Esta é das tais fotografias que podem originar mal entendidos ou bocas foleiras. Principalmente quando foi escolhida para desejar a todos os meus amigos e amigas umas boas entradas no ano que se avizinha mas, muito sinceramente, esqueçam o que pode ou não parecer mal e tenham, mesmo, umas boas entradas. De lado, de frente, de cabeça, às arrecuas, à mãozada, à pézada, à cúzada, como muito bem entenderem, mas tenham umas entradas centradas e concentradas na busca da felicidade. É só isso que desejo.

Balanço III.

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No balanço seguinte deveria abordar a restante família, e coisa e tal, mas não o vou fazer, apenas referir que está tudo bem, com as vidas a decorrerem com normalidade. Posto isto, passo directamente para mim, o que também não está mal.

Escolhi esta fotografia porque estou com ar de tótó, na praia é certo, mas com ar de tótó, mais concretamente de professor tótó, que é como eu me sinto. Como já deu para perceber, vou começar pelo meu lado profissional? e pelas vicessitudes da profissão que escolhi há quase vinte anos. Aviso já que não tenho pachorra para pessoas que acham que eu sou livre de procurar outra profissão se não estou satisfeito com a que tenho, são opiniões muito básicas e de quem não percebe nada do assunto, ponto final. Muito sinceramente, não estou muito incomodado com estas mudanças todas (quando digo incomodado, quero dizer que não deixo de dormir por causa disto, nem tão pouco me deixo enervar) apenas registo o facto de tudo isto não passar de uma autêntica e verdadeira encenação (como existem outras, noutros sectores da vida nacional). Não consigo deixar de salientar o elevado grau de profissionalismo de quem está à frente do markting do governo, pois conseguiu manipular a opinião pública contra uma classe profissional, como se fossem todos uma cambada, responsável por tudo o que de pior existe.

A única coisa que me desmotivou, ligeiramente, foi o facto de saber que nunca irei chegar ao topo da carreira, ou a professor titular, como agora se diz. Chateou-me o facto de dividirem a carreira em duas partes distintas, como forma de premiarem o bom desempenho, mas na prática é apenas uma forma de pouparem uns tostões e que pode originar grandes injustiças pelo facto de nem todos os bons professores conseguirem chegar ao topo da carreira.

De resto, o meu trabalho decorreu como sempre: tranquilo, com uma atitude positiva para com os alunos, sempre à procura de novas propostas de trabalho que agradem aos alunos. Nada de especial, portanto. Claro que tive dificuldades financeiras durante quase todo o ano porque fiquei no mesmo escalão remuneratório de há cinco anos, com perda de poder de compra e, como tal, deixei de investir em alguns materiais necessários para as minhas aulas. Mas isso parece-me plenamente normal.

Para o próximo ano parece-me que vem aí mais do mesmo e por isso vou continuar a viver a minha vidinha sem grandes stresses. Pode parecer uma atitude um pouco passiva (se calhar até é, e depois?) mas procuro estar informado e procuro construir uma opinião (no meio da confusão em que nos encontramos) e o máximo que me atrevi a participar colectivamente foi na greve dos professores que, apesar de não concordar com ela, achei que deveria ser solidário com todos os colegas de trabalho. Só por isso. Claro que gostaria de ver o assunto resolvido a contento de todos, mas parece-me que não vai ser assim.

Balanço II.

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Lá terá de ser. A seguir às minhocas, vem a mãe das minhocas. Que por acaso não é como as verdadeiras minhocas, ou seja, gosta mesmo é de estar estendida ao sol, a jiboiar. Que é que eu posso dizer da minha companheira? Que é realmente companheira? Bah, não chega. Ela é muito mais do que isso, embora ainda não o saiba, mas isso agora não interessa nada. Interessa sim é registar a nossa cumplicidade e a forma tranquila como estamos a construir uma família, com tudo o que ela implica. Apesar do trabalho lhe roubar muito do tempo, que poderia ser gasto nela e nas suas coisas, as funções que desempenha trazem-lhe alguma satisfação a nível profissional, já que está numa fase de aprendizagem e as coisas vão rolando. Mas esta é a minha visão das coisas que, muitas das vezes, não coincidem com as suas…

Claro que não  vou entrar aqui naqueles balanços mais íntimos, do género: é boa como o milho, leva-me às estrelas, gosta assim ou assado, nem outro tipo de observações disparatadas, mas sempre posso dizer que continua uma excelente companhia à volta (não, não é à volta da fogueira) de uma garrafa de tinto (só é pena eu ter deixado de fumar…) e quando temos oportunidade de viver um momento desses, conseguimos atingir um patamar de felicidade que me deixa sempre… sem palavras.

Foi, apesar das dificuldades logísticas… um bom ano, que passou a correr. Tenho a certeza que o próximo ano será ainda melhor por isso, Rosinha minha felôôre, prepara-te para o viveres intensamente.

Nota: A fotografia foi mudada porque a minha senhora não gostava da outra…

Quase que era a segunda parte.

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Pois eu estava com vontadinha de fazer o Balanço II, mas não vou conseguir fazê-lo. Estou com uma terrível dor de costas. Daquelas que dão direito a ter de tomar medicação, e logo eu que detesto ter de tomar químicos normais, se ainda fossem dos anormais. Mas foi aquela viagem de carro, que fizemos ontem. O micra é muito queridinho… mas dá-me cabo das costas. Pode ser que amanhã a coisa já esteja melhor e a disposição seja outra.

Balanço.

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Quando chegamos a esta altura do ano, pensamos sempre na parte positiva e na parte negativa do mesmo. Pode parecer um pouco palerma (já é recorrente…) mas não deixa de ser verdade que as pessoas fazem este tipo de balanços quando chega mais um final de ano. Eu sei que sou um ser humano muito especial, mas não deixo de descer à terra por causa disso e, como tal, também eu faço o meu balanço. Para a coisa não ficar muito extensa e fastidiosa, vou dividir o tal de balanço em vários assuntos.

Vou ter de começar pelas minhocas, como não poderia deixar de ser. Foi um ano de grandes mudanças. A Rita penica batata frita foi para a primeira classe (agora é primeiro ano…) para uma escola enorme, para um mundo completamente diferente daquele a que estava habituada. Penso que está perfeitamente adaptada ao ambiente e já é extremamente popular na escola pois continua a menina simpática e sorridente que sempre foi. Só um pequeno senão: passa a vida na conversa com os coleguinhas na sala de aula e, por diversas vezes, ficou de castigo…

A Renata tata bolacha de nata também mudou de escolinha e saiu do meio protegido em que estava para a mesma escola da mana. Uma mudança radical para ela, pois só tem quatro anitos, mas que está a resultar melhor do que estávamos à espera. Se ela já era muito desenrascada, agora ainda está mais, pois aqui são obrigatoriamente mais autónomos. Esta mudança foi muito ponderada, em vários factores, e acabamos por acertar na opção pois ela está feliz, tem a irmã por perto e garantiu a sua continuidade nesta escola.

A restante vida das minhocas decorre normalmente e tranquilamente, sempre tentando dar-lhes as rotinas necessárias ao seu pleno desenvolvimento (refeições a horas, idas para a cama a horas, cuidados nas guloseimas, essas coisas…) e sem terem tido doenças graves e que, só por isso, já valeu o ano todo.

Para fechar o ano.

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Hoje fomos passear de carro. Demos uma valente volta e acabamos por fazer cerca de quinhentos quilómetros. Almoçamos num restaurante que tem buffet, onde todos comemos lindamente, sossegadamente e saímos de lá com uma barriga de todo o tamanho. Gostava de poder fazer este tipo de coisas mais vezes, não estou a falar pela comida que, embora também seja importante, não é a primeira prioridade, mas é mais pelas minhocas. Elas precisam de sair mais de casa, de conhecer outras realidades e outros personagens. Estou crente, sim, eu também sou crente, que vai ser este ano que aí vem que vamos começar a dar umas voltitas. Hoje a minhoca mais pequenita já aguentou muito bem e assim torna-se tudo mais fácil. A ver vamos.

Ai o Natal.

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Sim, está bem, eu gosto muito de scooters, mas isso agora não interessa mesmo nada. Passou mais um Natal e mais uma vez fico com uma ligeiríssima impressão que não tenho nada, mas mesmo nada, que ver com a dita cuja da data. Por mim, acho que esta festa só se festeja por causa das crianças, daquela coisa das prendas e tal e coisa, senão hibernava para só acordar na véspera do Ano Novo, que também é outra daquelas festas que não há pachorra, mas essa, eu ainda vou estando de acordo.

O Natal está relacionado com a religião e eu, para o bem ou para o mal, não estou nem aí, meu chapa, para coisas da religião, ou pelo menos da religião cristã. Sem querer alongar muito a questão, apenas me apraz dizer que sempre que vejo, contacto ou conheço alguém que é muito católico, cada vez me convenço mais que esses são os piores, mas piores em tudo, mesmo. Eu não vivo obcecado com a treta da religião nem tão pouco com as figurinhas que circulam em redor, mas chateia-me constatar que há sempre uma versão oficial mas que, na prática, está muito longe da realidade. Lembro-me sempre da cena do Padrinho que mandou matar não sei bem quantas personagens enquanto assistia, muito calmamente, à missa.

Para além desta coisada toda, as minhas minhocas adoraram os presentes, fartaram-se de comer chocolates, sugos e porcarias do género, divertiram-se sempre dentro de casa, pois em Chaves estava um frio de rachar os c…… a um homem forte. E assim disse e assim me despeço.