Arquivo mensal: Março 2009

O verdadeiro homem galinha.

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Não o suporto. Não sei muito bem porquê, mas não o suporto. Não consigo imaginar uma amizade, sequer, com um homem galinha, quanto mais uma relação (cruzes, credo, canhoto) amorosa. Todos nós já nos cruzamos, num qualquer vão de escada, com um homem galinha. Todos nós já tivemos de lidar, numa qualquer situação absurda, com um homem galinha. Eu consigo topá-los à distância. É quase como aqueles pares que andam pelas portas, elas de saias largas às flores e eles de fato meio estranho, e mesmo que não estejam à porta de alguém, eu consigo topá-los a passear na rua. O homem galinha anda lá perto mas a religião dele é outra. Normalmente são modernos. Têm, portanto, um aspecto moderno. Cuidam do seu visual com uma data de acessórios e roupas de marca, preferencialmente identificadas com a moda jovem. Têm, portanto, um espírito jovem. Claro que, ter tudo isto, não será bem a realidade, é mais uma forma de expressão, como também será uma forma de expressão achar que o homem galinha está resolvido sexualmente. Aí é que está o verdadeiro busílis da questão. O homem galinha não está resolvido sexualmente. Se não fosse galinha, provavelmente conseguiria chegar à conclusão que não é imperioso alcançar uma conclusão e uma resolução definitiva nessa área do funcionamento humano. Mas não, como é galinha, vive em sobressalto, indisposto com a sua existência, infeliz com a felicidade dos outros. Vai daí assume toda a maldade. De uma forma reptícia, sempre, nunca declarada. Funciona por debaixo da mesa e, geralmente, sempre em conivência com uma personagem do sexo feminino que nunca poderá ser melhor do que ele, senão o caldo entorna e aí é que são elas. É por tudo isto que não suporto o homem galinha, por tudo isto e por mais algumas coisas.

Fim de semana em Viseu.

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Eu sei que vir para aqui escrever sobre o que se fez durante o fim de semana pode parecer de mau tom, mas mesmo assim aqui vai: fomos passar o fim de semana a Viseu. Fomos lá porque havia um encontro de scooters cinquentinhas e bastou o pretexto para pegar nas malas. Foi muito agradável, apesar do frio que se fez sentir. Estivemos para ir mesmo acampar, mas ainda bem que não o fizemos pois estavam dois graus à noite…

Valeu a pena termos ido, as miúdas precisam de sair mais vezes, para verem outras coisas e se tornarem menos agarradas aos progenitores… haja $tempo$ e lá estaremos nós a passear por esse país fora. Ficamos num hotel muito engraçado, com muitos anos, mas perfeitamente recuperado e funcional. O pessoal das scooters recebeu-nos muito bem e levou-nos a cometer alguns exageros gastronómicos. Eu já não ia a Viseu há muitos anos e gostei muito da cidade.

Záz, tráz, práz! Já Está!

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Já acabei as avaliações todas. Ufa. É sempre uma altura sensível e desgastante. Acho que não fui injusto, o que é muito importante, e as notas estão de acordo com os trabalhos realizados e apresentados. Claro que esta é a minha visão da coisa porque, claro está, a visão dos alunos pode ser ligeiramente diferente. Para esses, só tenho mesmo de lhes lembrar de que ainda têm mais um período e, se o trabalho desenvolvido for ainda melhor, cá estarei para os recompensar. Também não sei lá muito bem porque é que estou para aqui com estas tretas todas pois o trabalho deve ficar… no local de trabalho, mas desta vez apeteceu-me. Também não é grave que assim seja já que não há informação sensível e passível de melindrar seja quem for, por isso mesmo desejo a todos um óptimo início de Primavera. Eu sei, já foi há uns dias…

O que excita as mulheres… mas que elas escondem!

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” A pesquisadora (Meredith Chivers) reuniu 47 mulheres e 44 homens e submeteu-os a um teste: todos assistiram a oito filmes curtos sobre sexo, de temas variados, enquanto os seus orgãos genitais eram monitorizados por sensores capazes de medir a erecção masculina e a lubrificação feminina. Enquanto isso, todos eles indicavam, através de um sensor electrônico, quanto se sentiam excitados com cada cena que viam. À partida, descobriu que as mulheres se estimulavam com uma gama muito variada de cenas, enquanto os homens são mais limitados nas suas preferências. Elas ficavam excitadas ao ver um homem e uma mulher a fazerem sexo, como duas mulheres a praticarem-no ou mesmo dois homens. De facto, as mulheres analisadas até mostraram alguma excitação ao assistirem ao acasalamento de dois macacos ou a cenas de masturbação masculina ou feminina. Em todos estes exemplos, elas demonstraram alterações genitais, muito mais do que aconteceu com os homens que participaram no teste.”

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No meu caso, sou um apreciador.

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Escrever meia dúzia de palermices é sempre muito fácil. Basta pegar numa ideia qualquer, que nos surja assim de repente, mas mesmo muito de repente mesmo, e começar a disparatar sobre a dita cuja.

É um bom exercício. Vale o que vale e, no meu caso, geralmente vale muito pouco. Ora, digo que vale pouco porque me permito a avaliar os resultados do que escrevo, isto é, quando chego ao final leio o que escrevi e, normalmente (tenho quarenta e sete anos, eu sei), acabo por concluir que não acrescentei nada à felicidade das pessoas.

Felicidade das pessoas. Ora aqui está um bom tema. As pessoas têm necessidade de serem felizes. Acho que é ponto assente. Todos nós andamos atrás da felicidade e quem disser o contrário e me disser que dá mais importância às ideias e posturas marginais, sem se importar com o seu cantinho de felicidade, está a mentir. Não é preciso ser melado, lamechas, ranhoso, cola ou outro qualquer adjectivo, para se procurar ardentemente a felicidade. Procurar a felicidade não é sinónimo de fraqueza. Já a forma como se procura a felicidade pode ter várias interpretações. Todos nós paramos para pensar. Todos nós pensamos no que queremos. Todos nós pensamos como vamos conseguir obter o que queremos. É aqui se faz a diferença, na forma como julgamos que podemos obter o que queremos.

Há muito boa gentinha que descamba, e eu já descambei muitas vezes e irei continuar a descambar, e segue por caminhos que acabam por se revelar estéreis, isto na melhor das hipóteses. Outros há que tomam as decisões certas, e eu já as tomei muitas vezes e irei continuar a tomá-las, e que no final ficam satisfeitos com os resultados. Ou seja, escolher o caminho é que é difícil. Escolher o que está correcto nem sempre coincide com as nossas necessidades e anseios, mas por vezes tem de ser mesmo  esse o caminho a ser seguido.

É por tudo isto, e mais alguma coisa, que eu gosto de escrever palermices, umas atrás das outras, porque assim corro sempre o  risco de nunca ser levado a sério.

Foi o Paulo C. que me enviou.

Freira e o taxista

Uma freira faz sinal para um táxi parar.

Ela entra e o taxista não pára de olhar para ela.

– Por que você me olha assim?

Ele explica:

– Tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofendida…

Ela responde:

– Meu filho,sou freira há muito tempo e já vi e ouvi de tudo.

Com certeza, não há nada que você possa me dizer ou pedir que eu ache ofensivo.

– Sabe, é que eu sempre tive na cabeça uma fantasia de ser beijado na boca por uma freira…

A freira:

– Bem, vamos ver o que é que eu posso fazer por você:

primeiro, você tem que ser solteiro, Sporting e também católico.

O taxista fica entusiasmado:

– Sim, sou solteiro, do Sporting desde criança  e até sou católico também!

A freira olha pela janela do táxi e diz:

– Então, pare o carro ali na próxima travessa.

O carro para na travessa e a freira satisfaz a velha fantasia do taxista com um belo beijo na boca.

Mas, quando continuam para o destino, o taxista começa a chorar.

– Meu filho,diz a freira, porque estas a chorar?

– Perdoe-me Irmã, mas confesso que menti: sou casado, do Benfica  e sou espírita.

A freira conforta-o:

– Não faz mal, estou a caminho de um baile de mascaras , chamo-me Alfredo e sou do Porto!

O w só me dá trabalho.

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Para além de ter tido um fim de semana agitado, tive que instalar tudo de novo no computador de secretária. Isto tudo porque tive a infeliz ideia de ligar o computador e na hora do arranque ter escolhido ir para o window$ porque queria instalar, imagine-se, o simcity… aquela coisa pediu-me para actualizar o sistema e eu, na boa vontade, disse que sim… a achar que ia só mexer na partição dele… quando reparei, já era tarde de mais pois limpou-me o disco todo… e fiquei mesmo a achar que sou mesmo tótó. Aquela trampa é do piorio e nunca mais instalo aquilo no meu computador. O que vale é que o Ubuntu (sim, passei do Kubuntu para o Ubuntu, grande diferença…) instala-se tudo direitinho e rapidamente e a chatice só tem mesmo que ver com as passwords que tinha já metidinhas e muitas fotografias que perdi… para colocar aqui no blogue. Mas isso é o menos, o que custou mesmo foi perder alguns marcadores que ainda não tinha guardado.

Se já não tinha muito apreço pelo tal sistema operativo, agora é que nunca mais lhe ponho as patitas em cima.

Já não me lembro da marca.

0Pois a mim parece-me que durantes os próximos dias não vou aparecer muito por aqui. Já é cíclico. Aproximam-se as avaliações finais e quero estar concentrado no trabalho. E não vai ser pouco. Então o preenchimento de papelada… até assusta.

A única coisa que eu posso mesmo sugerir, para os aficionados suprimirem a minha falta e ausência, é este belo massajador facial, que pode ser usado de muitas maneiras. O que é preciso é terem uma resma de pilhas e a felicidade será total e plena. Por isso, sempre que vierem aqui ao blogue e não houver qualquer tipo de novidades, não desesperem, peguem no vosso belo massajador facial e experimentem as delícias do mundo do conhecimento.

Estou a passar ao lado.

ruiSim, sou eu. Para variar um pouco das minhas amigas maravilhosas, que estão sempre a aparecer por cá. Sim, também eu gosto de protagonismo. Que se há-de fazer? Por vezes acabo por perder a coerência que me resta… sempre achei que as pessoas que repetem muito a mesma coisa, normalmente, é para se auto-convencerem de que são isto ou aquilo, ou que pensam isto ou aquilo. Desconfio sempre das opiniões de pessoas assim. É palermice minha, eu sei, mas ainda sou do tempo da pedra e ainda penso que as pessoas não precisam de dizer o que são para o serem. Coisas de antiquado com a mania que tem mais valor por ser assim… Mas continuando com o protagonismo, que hoje me calhou, a mim, Rui Manuel, por vezes o nosso ego tem de ser massajado. Não digo que tenha de ser com uma massagem violenta, que me deixe com falta de ar (que isto da idade tem que se lhe diga) mas uma massagem tranquila, cúmplice, que sabe onde deve tocar e como tocar. Digamos que uma massagem desse calibre me deixaria plenamente recuperado, pronto para o que der e vier e com vontade de deixar este protagonismo de lado porque, muito sinceramente, não faz mesmo nada o meu género…