No meu caso, sou um apreciador.

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Escrever meia dúzia de palermices é sempre muito fácil. Basta pegar numa ideia qualquer, que nos surja assim de repente, mas mesmo muito de repente mesmo, e começar a disparatar sobre a dita cuja.

É um bom exercício. Vale o que vale e, no meu caso, geralmente vale muito pouco. Ora, digo que vale pouco porque me permito a avaliar os resultados do que escrevo, isto é, quando chego ao final leio o que escrevi e, normalmente (tenho quarenta e sete anos, eu sei), acabo por concluir que não acrescentei nada à felicidade das pessoas.

Felicidade das pessoas. Ora aqui está um bom tema. As pessoas têm necessidade de serem felizes. Acho que é ponto assente. Todos nós andamos atrás da felicidade e quem disser o contrário e me disser que dá mais importância às ideias e posturas marginais, sem se importar com o seu cantinho de felicidade, está a mentir. Não é preciso ser melado, lamechas, ranhoso, cola ou outro qualquer adjectivo, para se procurar ardentemente a felicidade. Procurar a felicidade não é sinónimo de fraqueza. Já a forma como se procura a felicidade pode ter várias interpretações. Todos nós paramos para pensar. Todos nós pensamos no que queremos. Todos nós pensamos como vamos conseguir obter o que queremos. É aqui se faz a diferença, na forma como julgamos que podemos obter o que queremos.

Há muito boa gentinha que descamba, e eu já descambei muitas vezes e irei continuar a descambar, e segue por caminhos que acabam por se revelar estéreis, isto na melhor das hipóteses. Outros há que tomam as decisões certas, e eu já as tomei muitas vezes e irei continuar a tomá-las, e que no final ficam satisfeitos com os resultados. Ou seja, escolher o caminho é que é difícil. Escolher o que está correcto nem sempre coincide com as nossas necessidades e anseios, mas por vezes tem de ser mesmo  esse o caminho a ser seguido.

É por tudo isto, e mais alguma coisa, que eu gosto de escrever palermices, umas atrás das outras, porque assim corro sempre o  risco de nunca ser levado a sério.

Foi o Paulo C. que me enviou.

Freira e o taxista

Uma freira faz sinal para um táxi parar.

Ela entra e o taxista não pára de olhar para ela.

- Por que você me olha assim?

Ele explica:

- Tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofendida…

Ela responde:

- Meu filho,sou freira há muito tempo e já vi e ouvi de tudo.

Com certeza, não há nada que você possa me dizer ou pedir que eu ache ofensivo.

- Sabe, é que eu sempre tive na cabeça uma fantasia de ser beijado na boca por uma freira…

A freira:

- Bem, vamos ver o que é que eu posso fazer por você:

primeiro, você tem que ser solteiro, Sporting e também católico.

O taxista fica entusiasmado:

- Sim, sou solteiro, do Sporting desde criança  e até sou católico também!

A freira olha pela janela do táxi e diz:

- Então, pare o carro ali na próxima travessa.

O carro para na travessa e a freira satisfaz a velha fantasia do taxista com um belo beijo na boca.

Mas, quando continuam para o destino, o taxista começa a chorar.

- Meu filho,diz a freira, porque estas a chorar?

- Perdoe-me Irmã, mas confesso que menti: sou casado, do Benfica  e sou espírita.

A freira conforta-o:

- Não faz mal, estou a caminho de um baile de mascaras , chamo-me Alfredo e sou do Porto!

O w só me dá trabalho.

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Para além de ter tido um fim de semana agitado, tive que instalar tudo de novo no computador de secretária. Isto tudo porque tive a infeliz ideia de ligar o computador e na hora do arranque ter escolhido ir para o window$ porque queria instalar, imagine-se, o simcity… aquela coisa pediu-me para actualizar o sistema e eu, na boa vontade, disse que sim… a achar que ia só mexer na partição dele… quando reparei, já era tarde de mais pois limpou-me o disco todo… e fiquei mesmo a achar que sou mesmo tótó. Aquela trampa é do piorio e nunca mais instalo aquilo no meu computador. O que vale é que o Ubuntu (sim, passei do Kubuntu para o Ubuntu, grande diferença…) instala-se tudo direitinho e rapidamente e a chatice só tem mesmo que ver com as passwords que tinha já metidinhas e muitas fotografias que perdi… para colocar aqui no blogue. Mas isso é o menos, o que custou mesmo foi perder alguns marcadores que ainda não tinha guardado.

Se já não tinha muito apreço pelo tal sistema operativo, agora é que nunca mais lhe ponho as patitas em cima.

Já não me lembro da marca.

0Pois a mim parece-me que durantes os próximos dias não vou aparecer muito por aqui. Já é cíclico. Aproximam-se as avaliações finais e quero estar concentrado no trabalho. E não vai ser pouco. Então o preenchimento de papelada… até assusta.

A única coisa que eu posso mesmo sugerir, para os aficionados suprimirem a minha falta e ausência, é este belo massajador facial, que pode ser usado de muitas maneiras. O que é preciso é terem uma resma de pilhas e a felicidade será total e plena. Por isso, sempre que vierem aqui ao blogue e não houver qualquer tipo de novidades, não desesperem, peguem no vosso belo massajador facial e experimentem as delícias do mundo do conhecimento.

Estou a passar ao lado.

ruiSim, sou eu. Para variar um pouco das minhas amigas maravilhosas, que estão sempre a aparecer por cá. Sim, também eu gosto de protagonismo. Que se há-de fazer? Por vezes acabo por perder a coerência que me resta… sempre achei que as pessoas que repetem muito a mesma coisa, normalmente, é para se auto-convencerem de que são isto ou aquilo, ou que pensam isto ou aquilo. Desconfio sempre das opiniões de pessoas assim. É palermice minha, eu sei, mas ainda sou do tempo da pedra e ainda penso que as pessoas não precisam de dizer o que são para o serem. Coisas de antiquado com a mania que tem mais valor por ser assim… Mas continuando com o protagonismo, que hoje me calhou, a mim, Rui Manuel, por vezes o nosso ego tem de ser massajado. Não digo que tenha de ser com uma massagem violenta, que me deixe com falta de ar (que isto da idade tem que se lhe diga) mas uma massagem tranquila, cúmplice, que sabe onde deve tocar e como tocar. Digamos que uma massagem desse calibre me deixaria plenamente recuperado, pronto para o que der e vier e com vontade de deixar este protagonismo de lado porque, muito sinceramente, não faz mesmo nada o meu género…

A bela Scarabeo.

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Faz amanhã uma semana que eu não ponho as minhas delicadas mãos na mais delicada ainda Scarabeo. Está no mecânico. Padece de qualquer coisa que ninguém consegue descobrir. Já fez uma data de testes e, pelos vistos, vai continuar a fazê-los até conseguirem um diagnóstico. Tem feito muita falta. Muita falta ao meu sossego. Muita falta ao meu prazer. Habituei-me a ela e, praticamente todos os dias, fazia uns kilómetros valentes, com sol ou com chuva. Hoje estive em casa todo o dia, sem conseguir sair, apesar de ter o carrinho novo à disposição, e não fui capaz de sair de casa. A continuar assim… não sei não… a vida não tem o mesmo sabor. Só espero que ela volte rapidamente para as minhas mãos, plena de pujança e com vontade de ir até ao fim do mundo.

Raínha Rania.

queen_raniaIndependentemente de achar, ou não, que é uma mulher bonita, pois os gostos são sempre tão particulares que não adianta muito estar para aqui a discutir o assunto, uma coisa não posso negar: é uma mulher com uma postura muito fora do normal para os parâmetros das sociedades do Norte de África, maioritariamente muçulmanas. São maneiras de estar, pensar e agir, muito diferentes das sociedades ocidentais e que, neste contexto, me levam a pensar que as críticas e as exigências de estatutos semelhantes para as mulheres, podem vir a ser muito mal encaradas pelos dirigentes religiosos daqueles países. Oxalá eu me engane e esta mulher possa continuar o seu caminho sem ser vítima da intolerância.

Por outro lado, as mulheres árabes têm um tipo de beleza (apesar de pouco visto e conhecido…) que, pelas suas características físicas, poderiam ditar cartas no mundo feminino, para além de que a sua postura reservada, por força das circunstâncias, lhes deve ter dado uma sabedoria muito própria de quem apenas observa o mundo que as rodeia.

Viva a Raínha Rania.

Que pamonha.

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Que me desculpem os mais sensíveis e os adeptos da personagem. Paulo Portas é uma coisa que eu não consigo qualificar. Tem tudo aquilo que eu acho que uma pessoa não deve ser excepto a inteligência. Apesar de não suportar a cretinice do homem, tenho que reconhecer que o tipo é inteligente. A forma como usa a sua inteligência… isso é outra coisa. Duas linhas gastas com este personagem já me começa a fazer comichão… isto tudo porque, ainda por cima, tive de concordar com uma proposta deste personagem. Ontem ouvi na televisão o homem a dizer que os crimes contra a integridade física dos professores devem ser exemplarmente punidos, pela razão de que, actualmente, não há respeito pela autoridade e que essa falta de respeito começa nas escolas. Custa-me ter de concordar com o personagem, mas desta vez tenho de reconhecer que é verdade, que o homem tem razão. Claro que já toda a gente sabe disto só que ninguém quer tomar a iniciativa de propor medidas nesta área. Também é claro que esta declaração do personagem foi feita imediatamente a seguir à notícia que dava conta de mais uma agressão (ao murro e ao pontapé) de uma aluna de treze anos a uma professora. Eu não sou nenhum extremista da autoridade, mas concordo que ela exista, que ela seja exercida por quem de direito, por forma a que, no futuro, possamos ser melhores indivíduos, melhores seres humanos e respeitadores da liberdade individual. Não basta ao min-edu exigir, exigir, exigir dos professores tudo e mais alguma coisa, fazendo passar a imagem de que somos uma classe profissional de verdadeiros malfeitores e depois não proporcionar as condições de trabalho e segurança necessárias para que a educação seja um sucesso, isto para já não falar da recente legislação que visa o sucesso escolar à lei da bala… mas isso, fica para outro dia.

Que post de chacha…

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Hoje podia, novamente, começar o dia a escrever sobre futebol… há tanta coisinha para se dizer, mas não, não vou escrever sobre coisinhas sem importância. Também não estou com muita vontade de escrever sobre coisas importantes. Portanto, nem oito nem oitenta. Vou escrever sobre a minha vidinha. Isto não é maneira de se começar a escrever qualquer texto sobre a nossa vida e, no mínimo, deveria afirmar que a minha vida está nos oitentas… mas não vou começar por aí, é mesmo uma questão de feitio, não faz o meu género… Também sei que há quem ache que eu deveria ser mais aguerrido, por assim dizer, que me deveria fazer mais ao piso, que me deveria afirmar mais perante os outros… mas eu lá continuo tranquilo e com a convicção de que nada disso é importante. O importante mesmo é eu saber o que quero e fazer aquilo que quero. Eu sei que poderá não ser muito perceptível para quem convive comigo perceber o meu modo de funcionamento (não entendo porquê… mas) e por vezes sei que tenho algumas dificuldades de comunicação. Se me puser a pensar bem no assunto, facilmente chego à conclusão de que os problemas de comunicação que posso, eventualmente, ter se devem ao facto de não me adaptar facilmente a novas realidades, novas situações e novas vivências, com a rapidez necessária. Não sou quadradão ao ponto de achar que só a minha vidinha é que está certa e que assim é que deveria ser. Não é por aí. Mas gosto de perceber o que me rodeia, tenho necessidade de pensar no assunto para poder assimilar outros mundos. Pode parecer um pouco ridículo tudo isto, mas sempre foi assim e não foi por isso que deixei de viver intensamente a minha vida, pelo contrário, sempre me ajudou nas decisões que fui tomando e que não foram poucas.

Por vezes, convém lembrar os mais esquecidos.

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É curioso. Começar uma segunda feira, logo pela manhã, a falar de futebol, pode parecer fastidioso e sinónimo de quem não tem mais nada para fazer. É certo que o futebol tem a importância que tem, mais nada, mas não consegui evitar esta tentação de escrever umas tretas sobre futebol. Também é saudável, pelo menos para mim, admitir a minha limitação nesta àrea, isto é, não sei fazer uma análise dos processos de jogo, tácticas, desempenho individual. Sei o mais básico e chega. O que eu gosto mesmo é da envolvente do futebol e acabo por cair na clubite. É assim a vida, não sou perfeito, que se há-de fazer?

Esta treta toda porque hoje de manhã, quando dava a minha volta pelas capas dos jornais, deparei com uma notícia que me deixou de boca aberta e que é a seguinte: “Ameaçados de morte” era o título principal do jornal, a bola. A ameaça era dirigida a dirigentes, jogadores e treinador do Sbordem, através de uma carta… isto na sequência das manifestações de desagrado que ocorreram durante a semana passada, com insultos, paredes pintadas e não sei bem que mais. Aquele tipo de coisas que os adeptos gostam de fazer…

Mas a piada disto tudo, se é para ter piada, está no facto de este género de ocorrências acontecerem no clube dos marqueses. Marqueses esses que sempre pugnaram pela afirmação da sua diferença em relação aos demais clubes, que sempre fizeram questão de afirmar que eram um clube diferente e que só era do clube quem podia e não quem queria. Nada disto me surpreende e relembro uma invasão de campo, já no estádio/quartodebanho, que foi protagonizada por um bando de adeptos alcoolizados e charrados que deram uma triste imagem do clube dos marqueses e a quem, por sinal, nada sucedeu… coisas da capital, do poder instalado. Este tipo de situações são sempre evidenciadas e tornadas catastróficas quando são protagonizadas (termo bonito) pelos adeptos do fêcêpê, então se for pelo famoso macaco, a coisa toma proporções inimagináveis, mas convém lembrar que as claques são todas iguais e quando dá para o torto, não passam de um bando de arruaceiros, sejam eles marqueses, bebedolas, meninos da mamã ou trabalhadores do comércio.

Pronto já me alonguei demasiado, já dei importância a mais a este assunto, mas nunca é de mais lembrar que no dia em que o fêcêpê aumenta a sua vantagem e fica mais perto de voltar a ganhar o campeonato, ninguém lhe dê a devida importância…