Arquivo mensal: Maio 2009

Há mulheres para tudo.

alarmes

Ele há coisas fantásticas. Acabei de ver um pequeno filme, na internet. Era uma moçoila que estava nua, no meio de um campo muito verde e já com florzinhas. Tinha uma máscara para não ser reconhecida, vá-se lá saber porquê? O cameraman (acho que é assim que se escreve) lá ia filmando à volta da moçoila, que de moçoila… enfim, já tinha trintas e… mas lá ia filmando a personagem, que por sua vez não parava de dançar, daquele tipo de dança em que se mostra que nunca soube dançar… levanta a perna para aqui, levanta a perna para acoli, sempre a esbracejar muito. De repente parou. E eu penso: alto, vai começar a acção! E não é que começou mesmo. Saca de um tupperware (também acho que é assim que se escreve) cheio de bolas de ping pong, branquinhas, muito branquinhas. Fiquei na dúvida! Não estava a perceber que raio de acção é que ia assistir. Respirei fundo e continuei a ver o filmezinho. A moçoila decide ser interventiva e começa a enfiar as bolas de ping pong, uma a uma, em seu lindo orifício anal. Não estava a acreditar no que via. É que as bolas de ping pong são maleáveis (moles é uma palavra desconsolada) e se ainda fossem umas bolas de golfe, durinhas, eu era capaz de aceitar melhor, agora assim… Mas o filme ainda ia a meio (estou a falar de 2m48s) e a moçoila decide começar a expulsar as ditas cujas lá de dentro. O cameraman posiciona-se mesmo em frente do tal orifício e aí eu julguei que a coisa ia animar. Será que vão sair como rajadas de metralhadora? Qual quê? Saíram sem aquele impacto sonoro e visual mas sempre a esbracejar, com movimentos muito artísticos…

Meus benditos 2 minutos e 48 segundos…

Barcelona.

att00093

Tirando os primeiros dez minutos, o Barcelona jogou sempre mais, muito mais. Aquilo é de outra galáxia e podiam ter saído de Roma com uma vitória mais expressiva. Sempre gostei do Barcelona, como clube e o que representa para aquelas pessoas, por isso fico super satisfeito com esta vitória e quero lá saber que na outra equipa esteja lá um português. Não gosto do Manchester e muito menos do Ronaldo. Não, não é estar ressabiado por ele ter metido um golo ao fêcêpê, porque se não fosse ele seria outro qualquer, mas o tipo não tem interesse para mim, nunca disse nada de interessante e muito provavelmente nunca irá dizer, por isso limito-me a apreciar as suas qualidades como jogador e nada mais. Por falar em algo mais, deu para reparar que o Barça faz publicidade nas camisolas à Unicef… não tenho a certeza mas ia quase jurar que a faz de borla. É um grande clube e mereceu esta taça, apesar de ter ultrapassado o fêcêpê em número de taças conquistadas. Mas estes, eu nem me importo.

Outra coisinha, que pode ter passado despercebida; o Mourinho deve-se estar a roer de inveja… já não bastava o Rafa Benitez do Liverpool ter melhor currículum, como agora aparece outro espanhol a fazer sombra… é que o Pepe Guardiola, na sua primeira grande equipa como treinador, ganhou o campeonato, a taça e agora esta taça, é obra.

Um post que não aquece nem arrefece.

20090522-106157-2

Acho que hoje não se fala noutra coisa. Está cá uma brasa… que já não era sem tempo. Infelizmente hoje não pude ir trabalhar montado na minha bela Scarabeo, não que esteja avariada novamente, mas porque tive de levar um material para a aula que não cabia nas malas… Uma pena, porque o tempo está finalmente fantástico para pegar nela e andar a passear, devagarinho, sem pensar em nada… só espero que amanhã esteja igual…

Ainda o espelho, neste caso, teu!

14

As prioridades que as pessoas definem para as suas vidas são, no mínimo, discutíveis. Digo no mínimo para não magoar ninguém. Se nos pusermos a pensar bem no assunto, facilmente conseguiremos chegar à conclusão de que damos mais importância a tudo e a todos, menos àqueles que nos são mais próximos e queridos. Quantos vezes já se escaparam, fugiram de controle, foram para o espaço, assuntos da maior importância para um saudável relacionamente entre pessoas que se amam? Tantos, não é? E porque é que tal sucede? Porque a maioria das vezes andamos tão absorvidos com os nossos problemas (que são… zinhos) que nem sequer nos lembramos que existe outro universo… para além do nosso…

Na saga de espelho meu…

gatinho

Espelho meu. Este é o título do post que suplantou o campeão daqui do blogue: Dôr no ânus. Muito sinceramente prefiro o espelho ao dôr no ânus. Quer-me parecer que dores no ânus qualquer um pode ter e, mais grave ainda, originada por um qualquer motivo: prisão de ventre será a mais comum; mas temos uma introdução de objectos, que se pode revelar particularmente dolorosa; temos ainda uma micose, que em caso de negligência pode dar em coceira extrema; sexo anal com violência, que se tornou um clássico; ou ainda diarreias ácidas, que tornam um verdadeiro martírio uma ida à casinha. Já o espelho meu, é de outro planeta, tem mais identificação com o lado emocional. Não deve existir um único ser humano à face da terra que não conheça a expressão “Espelho meu, haverá alguém mais bonito do que eu?” É um verdadeiro clássico e sempre virado para a individualidade, como tal não poderia deixar de ser o meu preferido.

23andme

20090418-103224-7

Este fim de semana comprei um jornal. I, de seu nome. Tinha lá uma reportagem sobre o adn e tinha também um site que me chamou a atenção. Trata-se de um serviço em que o utilizador pode saber qual o seu adn e qual as doenças que pode vir a ter, etc. Claro que o produto não fica de graça, mais propriamente fica por 399 dólares. Se tivesse guito à fartazana comprava logo o serviço para saber o que vai ser de mim, se ainda vou mudar de sexo, se as maminhas me vão crescer ou se vou sofrer de elefantíase. Aqueles desejos mórbidos que todos gostamos de saber. Se bem que saber as barbaridades que se podem vir a revelar… nesta velha carcaça… pode fazer a diferença, para o bem e para o mal.

Agora, já mais calmo e com a certeza de que se tiver de mudar alguma coisa na minha vida não vou ser travesti mas sim transsexual, acho que vou começar a fazer umas poupanças para saber como vão crescer as minhas minhocas e como poderão contornar os obstáculos que a vida lhes vai trazer, neste caso o adn…

Era uma vez…

bicla-verde

Tem sido um pouco recorrente, nestes últimos tempos, escrever sobre as minhas perspectivas profissionais. Provavelmente tenho tido um discurso um tanto redondo, principalmente porque acho que não devo abordar situações concretas do meu local de trabalho e, como tal, acabo sempre por não me fazer explicar como deve ser. É sempre um risco abordar estes temas. Não porque faça parte de mim vir lavar roupa suja (que é uma expressão nojenta) mas porque pode originar mal entendidos. Acho que já o referi noutras alturas, mas o grau de satisfação com a minha profissão é muito baixo e a minha motivação é a legalmente exigida, se assim posso dizer, pois limito-me a cumprir com as minhas obrigações. Tudo o quem vem para além disso… só se me apetecer. A carolice já não é para os tempos actuais e até consigo perceber que o grau de exigência profissional esteja sempre a subir, pois é assim em todas as profissões. O que eu não acho mesmo nada é que, ao mesmo tempo que exigem, não criem as condições necessárias para que as exigências possam ser concretizadas sem ser à custa da dignidade de quem por lá anda… eu não tenho muitas ilusões no que diz respeito às relações entre pares e calculo mesmo que o descalabro só agora se iniciou, as guerras, os ditos e os não ditos, a má língua, os jogos de bastidores, as traições, as invejas e tudo o que de mais perverso houver, vão ser utilizados como forma de arremesso para que alguns possam alcançar os seus objectivos. Eu já tive a minha conta e não vou falar mais disso , como também não vou fazer o papel de coitadinho. Aconteceu e pronto. Serviu para que eu ficasse com a plena consciência de que não vou levar o trabalho para casa e, a partir do momento em que meto a pasta na mala da bela Scarabeo e arranco pelo portão da escola, não me vou atormentar mais com o assunto. A escola já não será mais como era.

A minhoca mais pequena está doente.

pict0288

Depois de duas noites muito mal dormidas, porque a minhoca mais pequenina esteve a arder em febre, lá fui eu à Pediatra. A pobre coitada da minhoca tem a garganta toda inflamada e vai mesmo ter de levar com antibiótico. É mais seguro e não fico muito preocupado pois não costuma estar muitas vezes doente e, como tal, não toma muitos antibióticos. Já não me lembrava como era ficar uma noite em sobressalto… achava mesmo que as minhas minhocas já tinham ultrapassado essa fase… nada disso… vai ser mesmo para toda a vida, convém não me esquecer.

Cansado, muito cansado.

est21

Por vezes tenho a certeza de que poderia aprofundar muito mais intensamente aquilo que faço ou digo. Já reparei que as pessoas que têm um discurso mais pausado e que explicam tudo muito bem explicadinho, são mais eficazes a fazerem passar o que pretendem. A comunicação, nos dias de hoje, é fundamental e torna-se necessário pensar no assunto. Este nosso governo, como toda a gente já reparou, esforça-se e consegue fazer passar aquilo que quer. No caso concreto dos professores conseguiu passar a ideia de que os professores eram todos uma cambada de preguiçosões e que não queriam ser avaliados. É claro que as pessoas acreditaram porque houve tristes exemplos que foram realçados pela imprensa e aproveitados pela máquina governativa para espezinhar toda uma classe profissional. Conseguiram mudar o sistema todo na educação, sem conseguirem no entanto perceber a dimensão da borrada que fizeram. Há aqui dois sentidos distintos na comunicação: conseguem comunicar com a opinião publica sobre determinada classe profissional, mas não conseguem comunicar com a mesma classe profissional. É um desajuste comunicacional.

Como elemento de uma classe profissional, não me compete a mim mobilizar ninguém, pois as pessoas são livres de pensarem no que muito bem entenderem, mas quer-me parecer que o nosso amigo vai perder a maioria absoluta por causa de cento e vinte mil votos…

Poderia ter saído melhor, mas não saiu!

bicicleta

Quando me ponho a pensar nas minhas qualidades… é sempre difícil chegar a uma conclusão. Não devo ser mais do que os outros. Tenho tendência a achar que sou bom. Não sei porquê. Se fosse pequenino e bailarino, eu até perceberia. Mas não, tenho um metro e oitenta, normal, portanto. Mas o que me leva a achar que sou bom? E aqui é que a porca torce o rabo. Tenho de dizer a coisa sem parecer muito jeitoso. Sou bom porque tenho sono e vou dormir. Fiquem bem.

A filha de uma outra senhora.

20080623-71297-11

Oh professor, fonha-se. Este fonha-se é um derivado que uma aluna minha acha consistente dizer porque, não é um palavrão. Eu consigo concordar e digo: FONHA-SE! Acabei de ver, numa reportagem da rtp, a filha da Fátima Felgueiras. Não consigo arranjar palavrinha melhor e mais arranjadinha para descrever a personagem: FONHA-SE. Apareceu a fazer a reportagem da rtp, que era sobre Damão e Diu (não vou explicar para quem não sabe) vestida com meio sari. Podia aparecer com um sari completo, mas não, tinha mesmo de vir com meio sari. Acho que era a parte de baixo. Digo acho, porque quando vejo a personagem a aparecer fico meio nervoso. Aquilo mexe comigo e começo a trocar tudo (desiludam-se os amigos que acham mesmo que eu fico excitado com a personagem: muito pelo contrário e nem que estivesse a acabar de cumprir uma pena de prisão de vinte anos eu ia ficar com os mamilos duros ao ver a personagem). É aquele tipo de personagem jornalista que tanto faz a reportagem da menina inglesa que desapareceu e esta que eu vi, da mesma maneira e feitio. Acha sempre que tem de ser agressiva e inteligente no que diz e não consegue medir o grau de ridículo em que se enfia. Torno a dizer: FONHA-SE!  Isto até  parece qualquer coisa pessoal. Mas não é. Apenas vejo um reflexo de qualquer coisa mais graúda, também ela insuportável.