
Tem sido um pouco recorrente, nestes últimos tempos, escrever sobre as minhas perspectivas profissionais. Provavelmente tenho tido um discurso um tanto redondo, principalmente porque acho que não devo abordar situações concretas do meu local de trabalho e, como tal, acabo sempre por não me fazer explicar como deve ser. É sempre um risco abordar estes temas. Não porque faça parte de mim vir lavar roupa suja (que é uma expressão nojenta) mas porque pode originar mal entendidos. Acho que já o referi noutras alturas, mas o grau de satisfação com a minha profissão é muito baixo e a minha motivação é a legalmente exigida, se assim posso dizer, pois limito-me a cumprir com as minhas obrigações. Tudo o quem vem para além disso… só se me apetecer. A carolice já não é para os tempos actuais e até consigo perceber que o grau de exigência profissional esteja sempre a subir, pois é assim em todas as profissões. O que eu não acho mesmo nada é que, ao mesmo tempo que exigem, não criem as condições necessárias para que as exigências possam ser concretizadas sem ser à custa da dignidade de quem por lá anda… eu não tenho muitas ilusões no que diz respeito às relações entre pares e calculo mesmo que o descalabro só agora se iniciou, as guerras, os ditos e os não ditos, a má língua, os jogos de bastidores, as traições, as invejas e tudo o que de mais perverso houver, vão ser utilizados como forma de arremesso para que alguns possam alcançar os seus objectivos. Eu já tive a minha conta e não vou falar mais disso , como também não vou fazer o papel de coitadinho. Aconteceu e pronto. Serviu para que eu ficasse com a plena consciência de que não vou levar o trabalho para casa e, a partir do momento em que meto a pasta na mala da bela Scarabeo e arranco pelo portão da escola, não me vou atormentar mais com o assunto. A escola já não será mais como era.








