Arquivo mensal: Junho 2009

Bonito bonito…

sumo

Ouvi dizer que houveram eleições para o parlamento europeu. Alguém ouviu falar de alguma coisa? Sobre o parlamento europeu, claro. Não? Também me pareceu que não. A campanha eleitoral ficou-se pela pela politiquinha portuguesinha pequenina. Estes resultados não querem dizer nada para aquilo que os partidos da oposição desejam pois ainda falta muito tempo para as legislativas. Eu não sou defensor, absolutamente, do nosso primeiro (espero que perca a maioria por cento e vinte mil votos…) mas fico consternado com as eventuais alternativas à governação… Manuela Ferreira Leite? Deus me livre! Rangel? Ran… quê? Óh valha-me Deus! São tão fraquinhos que acho mesmo que vamos acabar por ter de aturar o nosso primeiro por mais quatro anos seguidos… Vai ser bonito!

O belo tractor está de volta, devagarinho.

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Ainda não estou em pleno. Ainda não regressei à minha fase dos tractores, que tanto adoro. Mas consigo olhar para trás e ver que muita coisa melhorou e vai continuar a melhorar. Chateia-me um pouco escrever sobre as amarguras da vida quando esta tem tantas coisas doces. É para aí que devemos apontar a nossa energia. Também não sou apologista das energias positivas, dos momentos zen e por aí fora. Acho que a vida é feita de todos os momentos, sejam eles bons, maus ou assim assim. Devemos estar preparados para sabermos lidar com todos eles. É claro que se estiver em cima de um belo tractor, vou-me sentir mais seguro, sorridente e confiante para encarar a vida.

250 watts.

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A vida é mesmo como os interruptores. Ontem estava para baixo e às escuras, hoje está para cima e às claras, perfeitamente iluminada. Já deu para perceber que ultimamente não tenho estado muito estável, por outras palavras, tenho andado palerma de todo. Este estado de espírito tem-se reflectido no dia a dia e passo muito tempo às apalpadelas porque ando às escuras. Porém, ontem tive duas boas situações que me permitiram ver a luz, novamente. A primeira foi ter falado ao telefone com o especialista que viu e examinou a minha minhoca. Teve o cuidado de me explicar tudo novamente, mas mais detalhadamente, o que me deixou muito mais tranquilo, a mim e à minha rica senhora. A segunda situação teve o condão de me fazer regressar ao meu universo, de que eu tanto gosto e de que eu tanto preciso. Pronto, vamos ficar por aqui senão corro o risco de descambar e ainda é cedo…

Trava, trava, trava.

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Hoje passei grande parte da noite, para não dizer praticamente toda, sem conseguir dormir. Não, não estive a entrar em parafuso com as minhas preocupações de saúde  da minhoquinha, apesar de no início da noite ter sido assaltado por um medo incontrolável, acho que já consigo separar as coisas, pelo menos hoje é assim que eu penso. Como cheguei aqui foi muito simples. Lembrei-me do que a minha extremosa esposa me tinha contado acerca de uma amiga que não parava de se vitimizar com determinada situação que estava a viver e com quem teve de se “pegar” para que houvesse uma reação mais positiva da parte da sua amiga, e houve. Claro que são situações diferentes e não comparáveis, mas ambas merecedoras do mesmo tipo de reação.

As situações que vamos vivendo e experienciando vão-nos trazendo outras visões da vida. Foi com isso que eu estive às voltas durante boa parte da noite. Qual o sentido da minha vida? Difícil? Sem dúvida! Só consigo chegar a algumas conclusões, mas não todas! Só consigo perceber que não devo repetir alguns erros do passado, desses eu tenho consciência, dos outros já é mais difícil… Sei que vou ter de mudar a minha vida, mas isso agora é tão secundário que só posso mesmo é… continuar a pensar no assunto.

Tinha de escrever isto.

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A minha minhoca mais pequenina está com um problema de saúde. Não está doente porque tem uma vida normal e sem qualquer tipo de sintomas. Trata-se de uma situação que tem de ser corrigida para que, no futuro, não tenha qualquer tipo de problemas e vai ter que ser operada. Pronto. Tinha que escrever isto assim, secamente, para poder encarar esta situação com a calma que me tem faltado. Já estive mais desorientado, mas à medida que fui entendendo o que se passava e o tipo de resolução fui ficando mais tranquilo. Tranquilo é uma forma de expressão porque nunca vou ficar tranquilo e só de saber que ela vai ser operada fico logo cheio de medo. Nós não podemos escolher, e seria mais fácil se o pudessemos fazer pois trocava de lugar com ela sem pestanejar, mas a realidade é outra e temos de nos limitar a aceitá-la. Claro que o mais importante agora é dar os passos todos que devem ser dados, tranquilamente e de forma segura para que a minha minhoca  volte a ser aquilo que sempre foi, só que agora de forma definitiva.

A vida tem destas coisas e, apesar de não ser um problema grave, achamos logo que não merecemos passar por isto e questionámo-nos porque é que tinha de ser ela? Penso logo nas crianças que infelizmente têm problemas bem mais sérios e graves do que a minha minhoca mas que continuam a lutar pela vida, e nos dão lições de preseverança, optimismo e de força de vontade que eu não consigo entender onde vão elas buscar tanta energia positiva.

Este texto está desordenado, como desordenado tem estado o meu espírito e como tal tenho de me esforçar para voltar à normalidade, nem que seja aparente.

Equilíbrio. Preciso.

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Voltar a este meu espaço, está-se a tornar uma necessidade vital. Não para vir para aqui desabafar sobre a minha vida e sobre as partidas que a vida nos prega porque não é esse o objectivo deste blogue, nem eu me permito ter essa veleidade, mas pela necessidade de tentar levar uma vida normal, rotinada e mentalmente equilibrada. Quero com isto dizer que preciso vir aqui escrever as minhas parvoíces e tenho uma ligeira sensação de que as próximas escrituras… irão ser ainda mais parvas do que é costume… por isso, não estranhem.

Um amor incondicional.

Desejar a todas as crianças deste mundo um crescimento saudável e harmonioso é muito fácil, fica bem e todos nós o conseguimos dizer. Na realidade, apenas conseguimos interferir na vida das crianças que nos são próximas. São as nossas obrigações directas e é para elas que vai o meu sentimento de amor, com a certeza de que tudo farei para lhes proporcionar uma vida feliz.