Arquivo mensal: Outubro 2009

Pezinhos de lã.

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A nossa opinião sobre os mais variadíssimos assuntos, não passa disso mesmo, é a nossa opinião e não vale mais do que isso. Para isso é que serve este espaço. Para eu dar a minha opinião sobre o que bem me apetecer. Não sou propriamente o grande timoneiro e consigo, perfeitamente, reduzir-me à pequenez e insignificância deste blogue. Tenho trezentas visitas diárias (mais coisa, menos coisa),  quase todas de amigos, que me conhecem e que me visitam para irem mantendo o contacto. Quem me conhece, sabe que eu gosto de bufar para a fogueira, gosto de atiçar o fogo pronto,  e nada do que para aqui escrevo é para ser levado a sério. Correndo o risco de cair num dos meus estimáveis lugares comuns, posso concluir que não me levo muito a sério e que desconfio de quem se leva a sério. Um pouco repetitivo, é certo, mas está escrito para que as pessoas percebam que ninguém é dono da verdade.

Post de quem não tem nada que fazer, à tarde e com sol lá fora.

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Quando me ponho a pensar na vida, dá sempre para patinar. Não artisticamente mas antes para me esticar ao comprido. Por isso, mais vale não pensar nela e deixar correr. Não em sprint mas antes tranquilamente, saltando por cima dos obstáculos que vão surgindo e aguentando com o peso da idade. Sim, porque se trata de idade. Quanta mais vamos tendo, menos capazes nos vamos tornando. Que se há-de fazer? É a lei natural da vida. O que é uma chatice. E não me venham cá dizer que a experiência e tal, o savoir faire e tal… tretas. Tudo tretas. É por isso que, quando chegar a minha vez… vai ser um consolinho químico. Como se estivesse a voltar às experiências químicas da juventude… só que agora num outro patamar.

A Marquesa de bigode.

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O bigode é um adereço que me deixa um pouco nervoso. Pronto, confesso que não gosto, mas percebo que haja pessoas que gostem de o usar. Que seria do amarelo… mas isso não me faz deixar de pensar que há bigodes e bigodes, que há pessoas com bigode e pessoas com bigode. Assim à primeira vista pode parecer meio idiota o que estou para aqui a escrever (não seria a primeira vez) mas apenas quero com isto dizer que há pessoas que já são difíceis de tolerar, então se têm bigode, santa paciência, não as aguento. Então há uns que deixam crescer o bigode para ficarem parecidos com a mãe. Não se aguenta. E por falar em não se aguentar, quem é que ainda suporta a presença de um tal, de bigode, à frente dos sindicatos dos professores. Eu confesso que a minha aversão ao homem já não é de agora, agorinha, já vem de trás, mas seria razoável começar tudo de novo, Ministério, Sindicatos, Associações, Aglomerados e outro tipo de ajuntamentos de professores, com outras caras e com outras ideias. Ainda a tomada de posse foi na segunda feira passada e já se ouve o que se ouvia anteriormente…

Estava a minha rica senhora a comentar comigo que tudo isto parece algo semelhante a um patrão que reúne com os seus funcionários e lhes transmite quais os objectivos a serem atingidos nesse ano. Uns trabalham em função dos objectivos traçados, outros sabendo que o patrão veio com ideias que não passam de modernices, vão boicotando e fazendo como sempre fizeram. No final, o patrão vê as coisas mal paradas e resolve esquecer tudo o que tinha determinado anteriormente… alguém se fica a rir… daqueles que cumpriram com o que lhes foi exigido. Está-me a parecer que é isso que vai suceder por estas bandas da Educação, com o tal senhor do bigode pouco preocupado se houve professores que cumpriram com aquilo a que se propuseram, pois estes sempre foram considerados como elementos reaccionários e pouco dignos da classe docente.

Post familiar.

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De ontem para hoje, foi para esquecer… a minhoca mais pequenita começou a chorar ao fim da tarde de ontem… ouvido esquerdo a doer. Uhmm, ela nunca se queixa de nada, por isso é mesmo para valer: otite, quase de certeza. Lá tomou o Brufen da ordem, para lhe aliviar as dores, como não tinha febre decidimos esperar até de manhã, para ver como paravam as modas. Dormiu tranquila e acordou sem dores. Tornou a tomar Brufen, por precaução, e lá fui eu com ela para a Pediatra. Hoje calhou-me a mim ter de faltar, depois de avaliados os efeitos colaterais, os meus alunos ficavam a perder menos do que os da minha rica senhora, por isso fiquei eu com a minhoca toda a tarde. Claro que está a tomar antibiótico, mas isso ela até gosta do sabor… ao contrário da irmã, que só faz fitas quando lhe calha em sorte ter de o tomar. Foi uma tarde tranquila mas que não deu para conseguir trabalhar. Agora seguem-se dez dias, com três tomas diárias, uma delas à meia noite e meia hora em temos de acordar a minhoca para abrir a boca e tomar o antibiótico. Mais dez dias a parecer um zombie… o que, a somar ao mau aspecto que tenho tido… dá para quem me encontrar numa esquina tenha um susto daqueles…

Há dias e dias.

Isto de estar na escola a matar tempo tem que se lhe diga. Matar tempo é aquela expressão para quem está mais do que aborrecido por ter que ficar na escola, sem nada para fazer durante umas… quatro horas. Dá vontade de esganar alguém, mas é a vidinha e os horários estão feitos como estão, não há mais nada a fazer. Por isso virei-me para o portátil, mas não tenho fotografias nenhumas e isso também me aborrece. Nada corre bem, hoje, porque nos outros dias corre maravilhosamente. Ponto. Mas hoje é que interessa… por isso pego no ipod e ouço o quê? O que lá tenho, como é evidente, mas o que lá tenho também me aborrece… o que é uma pena, porque fui eu que lá pus o raio das músicas. Isto promete. Promete um dia aborrecido. E como já estou aborrecido não consigo escrever mais nada porque não tenho um raio de uma imagem… nem tenho um raio de uma música de termos…

Money makes the world all around…

Annex - Ankers, Evelyn (Ghost of Frankenstein, The)_01

O que tem de bom a vida? Neste caso, o plural. São as surpresas! Se não fossem as surpresas que a vida nos reserva, o que seria de nós? Sim, de nós. A vida seria, concerteza, bem mais desinteressante e sem sabor. Claro que há diversos tipos de surpresas. Há aquele tipo de surpresas em que no final da noite se repara que afinal ela… é um ele. Pode ser uma surpresa agradável ou desagradável, depende. Depende de muitas coisas, aliás. Tem outro tipo de surpresas comestíveis. A quem não sucedeu já, ter ido a um restaurante, muito conceituado na praça, e ter saído de lá com uma sensação (não, não é pelo corpo todo) de ter sido enganado? Provavelmente a muito boa gente. Mas esse tipo de surpresas são perfeitamente aceitáveis, digo eu. O que eu já não digo, como sendo normal, entenda-se, são aquele tipo de surpresas mais íntimas. Aquelas que nos deixam desbaratinados por… serem mesmo surpresas? Essas é que custam a engolir (não, a Maitê cospe, não engole) e, normalmente deixam-me triste. Voltando atrás, não consigo dizer que fico triste se acordar de manhã com uma ela que é um ele. Ponto. Nem se a posta à Mirandesa for daqui da Trofa e pareça borracha. Ponto. Fico mais aborrecido com coisinhas miudinhas, materiais e que revelem uma pequenez sufocante. Não consigo lidar com pessoas que só mostram as garras quando lhes mexem no mais íntimo dos interesses. Normalmente esses interesses estão relacionados com o dinheiro. A relação com o dinheiro é difícil. Reconheço. Como também sei e reconheço que posso não ter uma relação com ele muito escorreita. Escorreita no sentido de não o respeitar, ou seja, não quero saber dele, gosto de o pôr a andar. Se será esta a melhor forma de lidar com ele? É discutível. Tal como muitas outras formas de lidar com o dito cujo. Todas são discutíveis. O que eu não aguento mesmo é aquele tipo de relação fingida, em que se diz hoje uma coisa e se constrói uma imagem e depois se revela a verdadeira face. Fico chateado, concerteza.

Vou-me ficar por aqui. Por hoje…

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Um blogue serve para muita coisa. Por vezes serve para vir aqui partilhar o que de bom me vai acontecendo na vida. Outras vezes serve para destilar o que de mau me vai acontecendo na vida. Penso que será assim com toda a gente que gosta de blogar. Tirando aqueles blogues muito técnicos, ou então comerciais e os que defendem isto e aquilo, tirando esses, os que restam são mesmo para cada um dizer o que lhe dá na gana. Pelo menos é dessa forma que eu entendo. Se me puser a pensar se será essa a melhor forma, talvez chegue facilmente à conclusão que não me deveria expor tanto. Conheço algumas pessoas que me criticaram por isso mesmo… que não devia identificar-me, que me devia resguardar mais… essas coisas assim. Não concordo nada. Acho que nunca aqui vim explicar os pormenores sórdidos da minha intimidade, da minha sexualidade e afins… simplesmente porque devem parecer desinteressantes para o comum dos mortais. Aceito isso. Como tal não devo, não quero e não estou autorizado para vir aqui encher a moleirinha das pessoas com os meus problemazinhos. Claro que tratá-los carinhosamente de problemazinhos… só se forem na cabeça dos outros porque na minha são um problemão.

Com uma cesta de cenouras.

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Por falar em cavalos, há uns tempos atrás escrevi sobre o meu amigo Ricardo Guimarães. Amigo de longa data e que, apesar das vidas diferentes que levamos, sempre mantivemos contacto, umas vezes mais constante outras mais afastados. Pois muito bem, fica aqui o reparo por me ter esquecido de deixar o link da sua coudelaria , para quem quiser ir espreitar os cavalos maravilhosos que ele tem. Um dia destes, sem chuva, vamos lá todos fazer-lhe uma visita, para arrancarmos as saudades.

É como tomar um café.

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Hoje comprei um animal, lindo de morrer. Não, não foi um cavalo. Não foi um cavalo porque não tenho onde o meter nem saberia tratar dele, muito embora pudesse aprender. Mas foi um outro animal, também ele lindo. Está mesmo aqui a olhar para mim. É um tigre. De plástico, mas é um tigre e lindo de morrer pois estas reproduções são de qualidade. É sabido, pelo menos cá em casa, que eu compro um animal todos os meses. Só um, para me controlar, mas às vezes a coisa descamba e acabo por comprar mais do que um. Também já deve ter dado para perceber que hoje é o famigerado dia vinte e três (esta coisa de escrever os números por extenso está relacionada com as centenas de actas que tenho feito lá na escolinha…), por isso lá cumpri o meu ritual de ir comprar um animal, que é sempre desta colecção.

Que me doí, lá isso doí.

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A natureza tem destas coisas. Há pouco, quando estava a rapar as folhas das árvores do quintal (são cinco num quintal minúsculo…), já vergado ao peso da idade, e com um monte de folhas caídas aos pés, sinto uma picadela numa perna. Porra, que me doeu. Levantei a calça e vejo a sair uma abelha. Fiquei com a dor e com a preocupação. Faz anos que não levo uma ferradela de uma abelha. Não sei, portanto, se desenvolvi uma alergia à picada da abelhinha querida. Preocupado, faço queixinha à minha rica senhora, que ainda se encontrava em casa e prestes a arrancar para o trabalho. Ai, e tal, doí-me a perna. Será que vou fazer alergia? Já puseste uma faca em cima da picadela? Pergunta a minha rica senhora, cheia de boas intenções. Que não, respondo eu. Mas isto vai ficar como? Se ficar muito inchado e arrocheado é porque estás a ter uma alergia daquelas em que vais ter de ir para o hospital. Ah, pronto, não me parece, mas vou ficar atento.