Money makes the world all around…

Annex - Ankers, Evelyn (Ghost of Frankenstein, The)_01

O que tem de bom a vida? Neste caso, o plural. São as surpresas! Se não fossem as surpresas que a vida nos reserva, o que seria de nós? Sim, de nós. A vida seria, concerteza, bem mais desinteressante e sem sabor. Claro que há diversos tipos de surpresas. Há aquele tipo de surpresas em que no final da noite se repara que afinal ela… é um ele. Pode ser uma surpresa agradável ou desagradável, depende. Depende de muitas coisas, aliás. Tem outro tipo de surpresas comestíveis. A quem não sucedeu já, ter ido a um restaurante, muito conceituado na praça, e ter saído de lá com uma sensação (não, não é pelo corpo todo) de ter sido enganado? Provavelmente a muito boa gente. Mas esse tipo de surpresas são perfeitamente aceitáveis, digo eu. O que eu já não digo, como sendo normal, entenda-se, são aquele tipo de surpresas mais íntimas. Aquelas que nos deixam desbaratinados por… serem mesmo surpresas? Essas é que custam a engolir (não, a Maitê cospe, não engole) e, normalmente deixam-me triste. Voltando atrás, não consigo dizer que fico triste se acordar de manhã com uma ela que é um ele. Ponto. Nem se a posta à Mirandesa for daqui da Trofa e pareça borracha. Ponto. Fico mais aborrecido com coisinhas miudinhas, materiais e que revelem uma pequenez sufocante. Não consigo lidar com pessoas que só mostram as garras quando lhes mexem no mais íntimo dos interesses. Normalmente esses interesses estão relacionados com o dinheiro. A relação com o dinheiro é difícil. Reconheço. Como também sei e reconheço que posso não ter uma relação com ele muito escorreita. Escorreita no sentido de não o respeitar, ou seja, não quero saber dele, gosto de o pôr a andar. Se será esta a melhor forma de lidar com ele? É discutível. Tal como muitas outras formas de lidar com o dito cujo. Todas são discutíveis. O que eu não aguento mesmo é aquele tipo de relação fingida, em que se diz hoje uma coisa e se constrói uma imagem e depois se revela a verdadeira face. Fico chateado, concerteza.

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