Arquivo mensal: Outubro 2009

Ai Saramago, Saramago. Só me faz gastar dinheiro.

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Confesso a minha ignorância. Confesso que nunca li a Bíblia, pronto. Também confesso que nunca me senti curioso em ler a tal de Bíblia. Porquê? Porque sempre fui acompanhando as tomadas de posição, das autoridades religiosas, sobre variadíssimos assuntos do mundo e sempre achei que, para além de serem uma entidade político partidária (no sentido da luta pelo poder e dos interesses corporativistas), sempre tiveram atitudes/posições/acções em que fizeram valer os seus interesses, de uma forma calculista, fria, hipócrita e, muitas vezes, contrária aos valores por si apregoados. A minha opinião vale o que vale, como a de Saramago (embora num outro patamar de sabedoria e mediatização), mas lá vou eu ter de comprar mais dois livros: a Bíblia e o de Saramago, Caim. Só não sei por qual hei-de começar…

Fêcêpê. Mais uma vitória.

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Acabamos o jogo com as calças na mão. Não havia necessidade nenhuma disso. Se tivessem sido mais eficazes, a coisa teria sido diferente. Por falar em diferente, convém relembrar os mais incautos e distraídos que a nossa imprensa desportiva continua a passar ao lado do Fêcêpê. Ontem quase não falaram da competição mais importante do futebol de clubes, hoje dão total importância às gaivotas. Continuem assim que estão no caminho certo.

Assim de repente (já não digo, muito de repente… porque cá em casa não gostam), pode parecer que este blogue é dedicado ao futebol. Não é. Sou só doente do Fêcêpê e custa-me, sempre, quando reparo que, mais uma vez, não lhe é dado o devido valor, por isso faço questão de vir aqui relembrar a grandeza e a qualidade deste clube de futebol.

Temos noção de que isto acontecia noutros tempos, certo?

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Sinto-me aborrecido quando vejo um filme (pequeno, é certo) de cariz pornográfico, em que as moças (jovens ou menos jovens) têm uns seios que mais parecem uns misseis iranianos terra-terra. Não é que me chateie muito que as moças façam esse tipo de intervenções no seu próprio corpo. Cada um é livre de fazer o que mais lhe apetecer e convir. Ponto. E se lhes apetecer desenvolver um projecto de um amigo clitóris com três polegadas de pretenso diâmetro, para mim também está bem. Eu gosto de pensar que trabalho com conceitos, por isso, tudo é possível. Ponto. O que me chateia mesmo é que quando as tais moças se deitam (num sofá, numa pele de animal esquartejado em frente à lareira, ou no que quer que seja) aqueles belos mamilos fiquem irreconhecíveis e percam o fulgor que nos fizeram acreditar que tinham. Ponto.

Mas eu lembro-me…

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Por falar nele. Ele há coisas levadas da breca. Passo a explicar duas coisas. A primeira é que eu nunca pensei que os power points que me enviavam tivessem uma música assim. Quando eu digo assim, quer dizer, de fugir. De fugir, mesmo. São chorosas, cheias de ranho e baba e de um extremo mau gosto. Porque é que me lembrei de vir dizer isto agora? Logo no dia em que o Fêcêpê joga? Porque hoje passei a ver os ditos cujos com música. É que eu uso Ubuntu, com OpenOffice, que sempre tiveram algumas incompatibilidades com os documentos da micro$oft e, por alma do senhor encarregue da manutenção do programa, decidiram que era a hora de tudo ficar compatível. Acho mal. Principalmente depois de ver o resultado. A outra coisa que eu vinha aqui explicar, esqueci-me, mas de certezinha absoluta que não era tão importante como a outra.

É da moda, é branquinha.

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Então é assim. Acabei agorinha de elaborar um teste, com duas versões, de História e Cultura das Artes, aquela disciplina maravilhosa que eu tanto gosto. Cansado, ponho-me a ver motas. Não são bem motas, porque já se sabe que eu não me dou ao trabalho de ver motas, e reparo nesta bela scooter. O meu conceito de beleza nas scooters fica pelo lado do não convencional, isto é, ou são linhas muito futuristas ou são linhas que não têm nada a ver com rigorosamente nada. Que saem dos padrões normais, portanto. Não é pelo facto de serem diferentes, porque há muita coisinha para aí que é diferente e eu não consigo achar piada. E lá está, piada é o termo certo. A esta eu acho piada. Só tem um pequeno problema. Anda demais para o meu gosto. São duzentos e tal e para isso tinha de andar sempre com as unhas arranjadas e eu não estou para aí virado. Mas que tem piada, lá isso tem.

Trabalho.

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Depois de um fim de semana fora, mais concretamente na terra dos chouriços, presuntos e afins, cá estou eu de novo, em casa e pronto para uma longa noite de trabalho, muito trabalho. Como será facilmente perceptível, sinto-me esmagado perante tamanha dimensão e só espero conseguir terminar tudo hoje para amanhã poder acordar tranquilo para outra jornada de trabalho intenso. Não parece, mas eu também tenho jornadas de trabalho intenso, pelo menos à segunda feira… eu acho que são e nem sequer tenho tempo de vir almoçar a casa…

Que galo.

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Está-me cá a parecer que ultimamente os meus posts têm vindo a cair de produção e de qualidade (esta da qualidade é… duvidosa…). Estava eu em frente ao monitor, a pensar no que iria escrever (tal e qual há dois dias atrás), quando dou por mim a acordar com uma valente cabeçada no tampo da secretária. Adormeci. Adormeci a pensar no que ia escrever. Isto não é normal. Mas pelo menos teve uma coisa boa. Parece que acordei para a vida.

Maitê quê?

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Fiquei espantado com a reacção que houve, por parte de muitos portugueses, a um vídeo apresentado por uma actriz brasileira. O raio do vídeo é um misto de piada de mau gosto, misturado com alguma falta de conhecimento histórico. Não passa disso. A senhora nem sequer deve ter pensado muito bem nas consequências daquilo que fez. Pela minha parte, aquilo não me aquece nem me arrefece. Não achei grande piada, mas também não achei nada de insultuoso e capaz de abalar as relações institucionais entre os dois países. Acho, portanto, um perfeito exagero, e totalmente disparatada, toda esta reacção dos portugueses que se acharam insultados com o raio do video. Não percebo. Aliás, a senhora nunca deve ter sido tão falada em Portugal como depois deste episódio, que parece de novela brasileira. Já andei a dar uma vista de olhos pelo que se vai escrevendo na web e fiquei de boca aberta com algumas barbaridades que se escreveram, algumas delas a roçarem a má educação, mas também adorei algumas pérolas, como esta: “Quando, no final, do vídeo cospe, ficamos a saber que deita fora, em vez de engolir…”

Que é que eu posso fazer?

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O José Cid nasceu para a música. Eu acho que nasci para a praia. Acho que faz mais o meu género, pronto. Também não tenho culpa que a coisa ande a puxar por mim. Não é normal o que se está a passar. Está um tempo do… fim do mundo. Desde que foram à Lua, que o mundo nunca mais foi o mesmo. Passam-se coisas muito estranhas, que demoram o seu tempo a perceber, por isso, eu fico pelo meu cantinho, sossegadito, a apanhar um solito na moleirinha, até entrar em transe.

Era bom, não era? Que assim fosse. Mas hoje não posso mesmo. Vou ter um dia muito complicado e só estou a prever chegar a casa lá para as dez da noite, já com as minhocas deitadas. Pode ser que amanhã…

Ricardo Guimarães.

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Tem dias que é assim. Aliás tem sido assim há vários dias. Abro a página do blogue e ponho-me a pensar no que vou escrever e… népias. Não me vem nada à cabeça (já nem digo nada de interessante…). Passo para a página das fotografias e corro-as quase todas, à procura de uma qualquer ideia, por muito mirabolante que seja, se surgir mesmo, eu aproveito. Não foi o caso de hoje.

Peguei neste belo cavalo (parece-me a mim que é um Puro Sangue Árabe) porque me lembrei que já andei num, em pêlo (do cavalo, não eu…), numa voltinha pequenina e cheio de mêdo porque, mesmo estes Árabes, são altos e o tombo lá de cima deixa marcas. Andamos todos, as minhocas e a minha rica senhora, quando fomos visitar o nosso amigo Ricardo Guimarães, que é criador de cavalos e tem sempre a paciência para nos atirar para cima de um cavalo. Tenho saudades de estar com ele e de ouvir as suas histórias.

F.C. da Foz.

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Ontem foi um dia de recordações. Recordações dos meus tempos de adolescente e de jovem imberbe. Todos os anos isto acontece e todos os anos me repito. Mas gosto de estar com aquela malta toda que praticou comigo atletismo desde 1974. Foi há muito tempo, eu sei, e muitos dos meus amigos e conhecidos ainda não eram nascidos ou tinham acabado de nascer… mas eu já cá andava e sempre a correr. Ver fotografias desse tempo fez-me sorrir. Foi um belo de um repasto, no Centro Hípico de Leça (passe a publicidade) com muitos cavalos aos saltos e muita conversa. Para o ano há mais.