Arquivo mensal: Dezembro 2009

Como amanhã acaba o ano.

É um clássico. Desejar as maiores felicidades para o novo ano que se avizinha, a todos os meus amigos e amigas. Outro clássico. Deixar alguns desejos pessoais.  Embora seja difícil dissociar-me da família e do desejo de saúde para todos, amor e felicidade, acho que consigo pensar em algumas vontades que gostaria de realizar durante este ano. Assim, gostava de conseguir perceber o sentido da vida. Alguém já conseguiu? Depois gostava de mudar de vida, mas esta vou ter de passar pois a renda está caríssima e as minhocas ainda estão em crescimento. Também queria muito conseguir ter algum sossego para me concentrar nas minhas coisas. A seguir gostava mesmo de ir à Disney de Paris com as minhocas e a mãe das minhocas. De scooters novas nem me atrevo a falar porque ainda levo com uma panela na cabeça, apesar de ser eu a cozinhar cá em casa. Um pouco de mais destreza com os deditos (não, não é o que estão a pensar…) para poder jogar na playstation cá de casa (conseguem todos menos cá o gimbra…). O único desejo material, material, material, seria o 5800 da Nokia que tem gps e  mp3, dá para ligar ao capacete da mota e é um espectáculo, mas que vai ficar para outras núpcias. E por aqui me fico, com a sensação de dever cumprido.

Cházinho, de vez em quando.

 

Este é um daqueles posts que não interessam nem ao menino Jesus. E quando assim é, eu gosto de carregar na mesma tecla. No caso, é uma tecla bem grande, onde está inscrita a palavra fêcêpê. O curioso é que sempre que se carrega nesta tecla, alguém fica incomodado e isso, isso é bom sinal. Palermices à parte, o conselho de disciplina da liga de futebol divulgou os resultados relativos às suspensões atribuídas aos jogadores de futebol ao longo das últimas três épocas. Se já deve ter sido difícil perceber e aceitar os resultados em si, imagino a dificuldade que tiveram em torná-los públicos. É que, contrariamente à ideia vulgarmente difundida subliminarmente passada, o fêcêpê não foi, nem de longe nem de perto, a equipa mais castigada. Pelo contrário, foi considerada a equipa fair play, e teve vinte e cinco suspensões contra quarenta e duas do sbordem e quarenta e três das gaivotas. Pode parecer estranho, mas afinal os arruaceiros provincianos até são bem comportados.

Vários assuntos pendentes.

Primeiro. A melhor notícia. A minha minhoquinha foi à consulta com o cirurgião na segunda feira para o ouvir dizer que está tudo bem. O externo está a soldar muito bem. Vai ter de esperar mais um mês até poder fazer educação física na escolinha, por uma questão de precaução.

Segundo. A pior notícia. Hoje de manhã tomei uma decisão. Pesei-me e estou mais gordo dois quilos. Dois quilogramas. Dos autênticos. Daqueles cheios de rabanadas, queijos, vinhos, digestivos e tudo o que se come em exagero durante a época natalícia.

Terceiro. Vários esquecimentos. Com esta confusão toda, acabo sempre por esquecer de enviar ou responder a alguns sms e emails que me enviam a desejar bom natal. Acreditem que não é por mal e, para aqueles que estou em falta, peço desculpa. Também estou com a dispensa em crise. Nestas alturas acabo sempre por me ir esquecendo de ir às compras essenciais. Só consigo dar por ela quando me começa a faltar o vinho… o leite e os yogurtes das minhocas é secundário… Ainda não peguei num único livro e só tenho cabeça para ver umas séries e pouco mais. Estou a adiar o banho que tenho que dar aos meus fox terrier porque não pára de chover e eles gostam, amam, adoram andar à chuva… A máquina de secar roupa não pára e, a continuar este mau tempo, vou ter de lá enfiar a roupinha pimpinela que não pode nem deve ser lá enfiada.

Quarto. Vou ter de preparar alguns assuntos importantes. Aulas. Recurso da minha avaliação docente. Um concurso.

E assim vai a minha vidinha.

Porque é natal, estas coisas não deveriam acontecer.

É caso para se dizer: ufa, que canseira. Como foi possível que tivessem arranjado tão rapidamente, setenta e cinco mil assinaturas, para levarem o caso a discussão na Assembleia da República? Quem está à frente deste tipo de movimentos é, efectivamente, obstinado em conseguir os seus propósitos. Eu sabia que eram assim, pois já o foram noutras ocasiões, mas não tinha a noção de que gostavam tanto de dar prendas natalícias às minorias… O facto de obrigarem a Assembleia discutir o referendo sobre o casamento gay só demonstra que são maus perdedores, ressabiados e que não têm o sentido cívico que se dizem possuidores (possuidores é uma palavra de, não de dois, mas três bicos) e vão acabar por sair deste assunto com as orelhas e o cu a arder. Os direitos das minorias nunca devem ser referendados porque senão nunca vão ter direitos. Será muito difícil perceber isto?

O que eu preciso é de descanso e sopas de burro cansado.

 

Parece-me a mim que vou começar a descansar. Acabei todo o trabalho que tinha pendente. Custou mas foi. Agora vou ter outras tarefas, mas estas são natalícias e muito mais agradáveis, apesar de achar tudo um exagero, mas também  agora, com as minhocas, não se consegue deixar passar ao lado.

Vai começar a canseira do Natal.

 

Estou derreado. Foram cinco blocos de noventa minutos. Desde as oito e meia da manhã até às seis e meia da tarde. Estive a repôr as aulas a que faltei durante o período em que a minha minhoca esteve no hospital. Amanhã há mais, com umas reuniões à mistura. Agora vou ter um jantar de Natal, aqui na escola, e não estou com disposição nenhuma, por isso vou ter de fazer um esforço. Não gosto nada de fazer esforços destes. Lá fora está uma trovoada maluca, a escola abana por todos os lados e eu aqui, a pensar na minha rica caminha, quentinha e cheia de surpresas.

António José tem mel.

Não consigo compreender o que se passou. Aqui no blogue, está claro. Hoje publiquei alguns links que me foram enviados pelo meu amigo António José, de seu nome, e o número de visitas disparou. Será que o António José é mesmo famoso? Eu acho-o um talento desperdiçado mas achava que estava sozinho nesta minha convicção. Pelos vistos, enganei-me. Um grande bem haja para o António José.