Arquivo mensal: Janeiro 2010

Acho um miminho.

Este mês, e se calhar nos próximos… desisti de comprar este belo exemplar, que a fotografia documenta. Trata-se de um telemóvel que tem tudo aquilo que eu preciso. De seu nome HTC-Magic, tem tudo integrado, desde o gps, mp3, câmera fotográfica, wireless, bluetooth, a tralha toda para navegar na net e mais uma data de funções que eu vou sempre ter dificuldade em explorar…

Gostava muito de o ter mas nada como ter pensamento positivo e pensar nos livros que poderei comprar (um de cada vez…) com o guito que gastaria no miminho.

Somos diferentes.

Como hoje é dia de comentar as fotografias, aqui vai. Eu podia ser como esta senhora da fotografia. Podia, mas não sou. Apenas tenho algumas tatuagens, como ela, mas como não tinha maminhas nem um pipizinho onde as gravar, achei que me ficavam melhor nos braços.

É que somos mesmo, mesmo, parecidos.

É raro comentar as fotografias que por aqui vou colando. Neste caso é só para dizer que eu podia ser perfeitamente aquele maluco que está aos saltos, dentro do estabelecimento comercial. Tem algumas parecenças comigo. É cota. Não tem bigode. Gosta de blusões desportivos e calças radicais. Não me parece que trabalhe nas obras. Salta e gesticula muito. Não tem a noção do ridículo. É querido entre os seus pares. O cabelo está ficar branco. De resto, dá para perceber que gosta daquilo.

Começo a perder-me nas infindáveis teias que existem na floresta.

Esta semana tem sido sempre mais do mesmo, e eu estou igual. Mais uma vez o futebol a ocupar lugar de destaque, o orçamento que vá dar uma curva. Afinal, e assim como assim, como vou receber zero de aumento e vou, portanto tenho coisas mais importantes em que pensar. Em corrigir os testes de História de Arte, por exemplo? Mas também isso me aborrece e, como ainda tenho tempo, vou deixar para mais logo. Agora, o que aqui me trás, é o futebol. Tenho acompanhado o que se vai fazendo e registo, com visível satisfação, que a dita comunicação social se virou agora para o Braga. Já não é o fêcêpê, porque esse já está arrumado, e o facto dos jogadores suspensos, do presidente novamente suspenso, do autocarro apedrejado, do carro do presidente também apedrejado, da dualidade de critérios na aplicação das penas e do infindável rol de trapalhices mal disfarçadas, tudo isso é culpa do fêcêpê que, como foi afirmado por uma criatura de baixa estatura e de cabelo aos caracóis brilhantes, merece este tipo de “castigos” porque tem uma atitude provocatória. Palavras para quê? Ou é de mim, ou vamos assistir à derrocada do Braga por cansaço, mas cansaço das trapalhadas de que vão ser vítimas. A ver vamos.

Quanto ao fêcêpê, dá-me a impressão que este ano vamos lerpar. Ainda não estamos perdidos, mas manifestamente abaixo daquilo que é costume. Continuo a pensar que temos excelentes jogadores, comandados por um excelente treinador, que não tem carisma mas que sabe o que faz (comprovado pelos três campeonatos seguidos), a equipa tarda a encontrar coesão (isto de ter de vender jogadores influentes tem os seus custos, mas que se há-de fazer?) e vamos acabar por não ganhar nada. Oxalá eu me engane porque gostava de lá ver, por mais um ano, o professor Jesualdo a continuar a lançar bons jogadores, para depois serem vendidos e, com isso, gerar o habitual lucro financeiro. As contas do fêcêpê são muito fáceis de fazer. O clube não tem os seis milhões, que agora já são cinco milhões, de adeptos. Somos pequeninos. É certo que os pequeninos são dançarinos e já demos provas de que sabemos dançar o tango como ninguém e isso, nunca se esquece.

A meio da tarde e sem querer ser mauzinho.

Não sei se saia ou se fique em casa. Estou com vontade de sair, sinto-me mesmo inclinado para a porta, mas depois, depois olho para a lareira, a playstation ali mesmo à mão (e eu preciso mesmo de exercitar as mãozitas por causa das artroses) e não sei não… ainda por cima o puro malte aconchega-me o espírito. São raros estes momentos de sossego desassossegado e é por serem raros que tenho de os aproveitar.

Quem? Eu? Eu? Eu? Eu?

“A idade faz amadurecer as mulheres, mas os homens nunca deixam de ser rapazes. Tenho inveja deles, da sua capacidade de serem tolos e imaturos, coisa que também ambiciono ser. No entanto, isso pode ser chato quando se é obrigada a aturar constantemente a imaturidade deles.”

in Porno, de Irvine Welsh

Pablo, Pablito Aimar.

Quem anda atento a estas coisas, consegue topar as diferenças de tratamento que a imprensa desportiva dá a situações idênticas, mas protagonizadas por personagens de diferentes cores. Quando falo em cores, não quero dizer coloridas, o que eu quero mesmo dizer são as cores das camisolas.  Quem continuar atento vai-se lembrar de um castigo que foi aplicado a um jogador do fêcêpê, de seu nome Lisandro, por ter simulado um penalty e que foi apelidado de tudo, desde batoteiro até a paradigma, mas ao contrário, de modelo de jogador que não seria digno desse nome. A quem coube esse papel? Aos suspeitos do costume: a bola e o record, jornais da nossa praça e que são sobejamente conhecidos por manobras deste género. Enfim, nada que não se soubesse que pudesse acontecer (frase complicadinha de ler…) mas que se confirma com a reacção que tiveram após o castigo que o Pablo Aimar teve por uma outra simulação. Claro que a diferença não é só dos ditos jornais, pois ela começa logo numa tal comissão de disciplina que apenas lhe aplicou uma multa pecuniária e se esqueceu de o suspender da prática desportiva, como tinha feito ao jogador do fêcêpê… critérios… mas o espantoso é que não surgiu nenhum insulto nos jornais ao jogador da cor do regime. Porque será? Será que simular um penalty deixou de ser batota? Será que o cabelo comprido pode fazer a diferença? Inventem o que quiserem, a coisa mais estapafúrdia, palerma, esfarrapada, seja o que for, mas da dualidade de critérios  e da falta de honestidade intelectual nunca se vão livrar. Já todos percebemos que o clube das gaivotas vai mesmo ter de ganhar o campeonato, custe o que custar e doa a quem doer e, para se conseguir tal façanha, vale tudo.

Um beijo ao mano, que parte amanhã.

 

Era inevitável. O mano vai viver para Itália. A bela Gaia está à sua espera. Vai tentar a sua sorte pelas terras romanas. Só lhe posso desejar toda a sorte do mundo e, com uma pitadinha de amor, ele vai ser feliz. Claro que agora a comunicação vai ser mais espaçada, via skipe ou email, mas ambos sabemos que continuamos presentes nas nossas vidas. Vamos ver o que a vida lhe reserva.

Porno, de Irvine Welsh

Este vai ser o livro que vou começar a ler.

Sinopse

Sick Boy, protagonista desta narrativa construída a várias vozes (em cada capítulo uma das personagens narra na primeira pessoa), procura a todo o custo reinventar-se como empresário de sucesso do novo milénio, e alcançar finalmente a glória que parece fugir-lhe. O objectivo: conquistar um lugar de peso na indústria da pornografia. Não sendo a sua alcunha digna de um génio do cinema, é sob o seu verdadeiro nome, Simon DavisWilliamson, que Sick Boy envereda pela dura tarefa de recrutar autores, argumentistas, etc. O reaparecimento de Mike Renton é, naturalmente, problemático, uma vez que pairam sobre ele a traição com o negócio de heroína e a revigorada fúria de Begbie, cuja psicopatia se agravou com o tempo que passou na prisão. Sobre Spud recai o talento de Welsh para descrever a pobreza, a solidão e a autodestruição.

Miguel Bombarda.

 

Ontem, quebrei o deserto cultural animal que estava instalado na minha vida. Não tinha contacto visual com a vida cultural do Porto há muito tempo. Não tinha contacto com a fauna animal há muito muito tempo. E gostei de relembrar aquele ambiente da Miguel Bombarda, com pessoal conhecido faz muitos anos e que, também há muitos anos, não via. Fomos com as minhocas, que estiveram muito bem e pareciam habitués naquelas andanças. Só foi pena a chuva intensa que começou a cair quando a coisa estava a começar a aquecer. Sem guarda-chuvas e com duas minhocas viscosas… não deu para ficar mais tempo e acabamos por chegar ao carro completamente molhados. Mas valeu a pena.