Arquivo mensal: Fevereiro 2010

Nova categoria para me entreter.

Vou começar uma nova categoria, aqui do wordpress. Vou-lhe chamar “Conhecidos e menos conhecidos” e será sempre para escrever umas coisas sobre essas pessoas. Claro que não vou escrever os seus nomes. Não me parece bem, mas acho que cada um vai perceber quando lhe tocar a vez. Isto tudo partindo do princípio que vou ter o pessoal a vir cá ler… que é a parte mais difícil. Não ainda não vou começar hoje. Tem de ser uma coisa bem pensada e como estou ressacado dos excessos de ontem, não seria boa política escrever alguma coisa desleixada sobre as pessoas que me rodeiam. Temos tempo.

Super Blog Awards.

Há coisas que chegam até nós por bem. Neste caso, a coisa é o Super blog awards. Por sugestão de um outro blogger decidi inscrever-me, conforme dá para perceber no lado direito… Até aqui, nada de especial. Este tipo de concursos são a tentação secreta da afirmação de quem escreve em blogues. Pode parecer meio palerma mas o número de visitas é um dado importante para quem escreve. No meu caso, tenho consciência disso e não posso dizer que fico triste quando o número de visitas aumenta, mas também tenho consciência da minha pequenez no mundo da blogosfera. É tentador, mas não me esforço para aumentar o ranking. Eu sei que é fácil ficar por aqui e, muito provavelmente, se  me esforçasse era capaz de ficar ainda pior, por isso, está bem assim e vai continuar assim. No meio disto tudo, no dito concurso, recebi um voto com o respectivo comentário via email de um outro concorrente que eu não conhecia de lado nenhum. Claro que fiquei contente, pois era elogioso e simpático. Enviou-me também o link para o blogue dele, que é temático e está muito bem feito. Vou ficar mais atento aos concorrentes do concurso porque está-me a parecer que andam por lá coisas boas de se verem.

Sábado à tarde.

Ora expliquem lá o que se pode fazer com duas crianças enfiadas em casa, sem energia eléctrica durante três horas e com um temporal desgraçado lá fora? Eu pus-me a dormir e não quis saber de mais nada… e alguma coisa devem ter feito… digo eu, que não reparei.

Tenham um bom fim de semana.

Finalmente consegui uma aberta para assentar dez lajes no jardim. Fiquei com as minhas ricas costas num oito feito dezoito mas contente. O resto fica para a semana. Dizem que vem bom tempo. Agora, agora mesmo vou pegar no belo livro que ando a ler, esticar o coirão no sofá e ficar por lá até acabar o sossego (vulgo seres humanos de reduzidas dimensões). Para quem ainda está a trabalhar, só posso desejar que tenham um resto de dia tranquilo porque está quase… e já agora vão ao Carteiro, que pelos vistos é um restaurante, que eu não faço a mínima ideia onde é, mas pelo que eu sei faz um rico folhado:))

Acho que vou enfiar os dedinhos no cu e rasgar, a ver se passa.

Às vezes sinto-me uma maria vai com todas. Não no sentido abichanado da coisa mas antes pelo facto de perder muito do meu tempo com os outros. Perder é uma palavra ambígua porque eu nunca perco, aliás (e há leões) eu ganho sempre. Mas por vezes fico cansado. Cansado da energia que vou despendendo no tratamento das minhas relações (as relações no seu geral e não no particular – convém referir senão a minha rica senhora pode ficar a achar que…) e por vezes não consigo achar o caminho (não, não tem nada que ver com a religião – também convém referir senão a minha rica senhora sai-me de casa…). Tudo isto não pareceria tão melodramático se eu fosse directo ao assunto. O que eu preciso mesmo é de me dedicar mais a mim. Àquilo que quero mesmo fazer em termos pessoais e em termos de trabalho. Ando exausto pelo facto de não receber o feedback que quero. Pode parecer contraditório com o início mas não é. E não é porque eu não pretendo reconhecimento. Apenas pretendo alguma luta. Tesão é muito utilizado pelos nossos amigos brasileiros, aqui é mais visto como qualquer coisa foleira, pelo menos para se escrever, mas é o que eu sinto falta. Estou farto de me limitar a ser professor. Começo a pensar ininterruptamente no assunto e, quando assim é, geralmente acontece qualquer coisa.

Eu esforço-me, mas é difícil.

Ele há coisas esquisitas. Estranhas, mesmo. Por vezes dou-me conta de que posso ter comportamentos estranhos. A tendência que as pessoas têm em se agruparem, juntarem, arregimentarem, ou que se quiser chamar, por conjunto de interesses é muito estranho. É estranho mas acontece diariamente e a toda a gente. É mesmo comum dizermos que gostamos desta ou daquela pessoa porque tem os mesmos interesses que nós. É estranho, no mínimo. Dá-me sempre aquela sensação de só ouvirmos aquilo que queremos ouvir. Se calhar saltei um pouco no raciocínio, mas o que eu quero dizer é que quando as pessoas se juntam nos mesmos ideais fecham-se ao que vem de fora, que pode não ser propriamente mau, apenas peca por ser diferente daquilo que querem ouvir. Quem nunca teve esta sensação que atire a primeira pedra para o telhado do vizinho que é de vidro e quem não teme não deve. And so on.

 

Acordo ortográfico.

Estava eu descansadinho a almoçar com a minha rica senhora, em amena cavaqueira, portanto (forma simpática de expressar a minha tentativa de participar na conversa), quando veio à baila o novo acordo ortográfico. Uma coisa que quase ninguém sabe é que a minha rica senhora é professora de Língua Portuguesa, Latim e, pasme-se, de Grego e, como tal (digo tal como podia dizer ao contrário… apeteceu-me) não está nada de acordo com o tal “acordo ortográfico”. Eu também não estou, mas a mim passa-me ao lado e vou continuar a escrever tudo como até aqui, quero lá bem saber. Agora os futuros nados e criados neste rectângulo à beira mar plantado é que vão ter de gramar com o dito acordo. O almoço foi decorrendo, a conversa puxa conversa e chegamos os dois a uma mesma conclusão. Perde-se tanto tempo, em notícias, manifestações, artigos de opinião, aberturas de noticiários televisivos e por aí fora, com o raio do casamento gay, que não interfere em absolutamente nada nas vidas dos portugueses, só daqueles a que diz respeito e, por outro lado estamos a deixar passar em claro um assunto tão importante, do qual ainda não temos a plena consciência das verdadeiras implicações que o mesmo vai trazer para as nossas vidas. É caso para perguntar onde anda o nosso ilustre descendente do trono português. Será que só vai a determinadas manifestações para dar o seu apoio e esquece-se das outras? Mistério. Lá terminamos o nosso repasto, sem qualquer trocadilho luso-brasileiro, mas com a convicção de que maiize loguinho pudêmu vê uma transa legau na têvê, assim como ninguém quer a coisa, se pintá um clima, a gentchi topa.

Lugar comum: o mau tempo.

Chiça, que nunca julguei que iria cair neste terrível lugar comum que é falar do tempo. Mas desta vez vou mesmo. Preciso de asssentar umas lajes no jardim, para acabar com algumas clareiras de relva e não há maneira de ter um pouco de sossego com o tempo. Para além disso os meus belos fox terriers estão cheios de terra e não lhes posso cortar o pêlo  pois estão molhaditos… Depois tenho um pequeno inquilino no fundo do jardim, que tenho de apanhar mas não consigo porque se enfia nos buraquinhos mais recônditos e não lhe consigo dar uma sacholada na tola, e então com chuva é que não o vejo mesmo. Um dia inteiro sem aqui escrever nada e depois vir com uma treta destas… é mesmo deprimente e reflexo da falta de sol na moleirinha.

Eu, eu é mais bolos.

Ele há coisas fantásticas. Ver um filme pornô, com música brasileira pelo meio, uma brasileira mais parecida com a Fáfá de Belém (com a sua alegria contagiante… que não contagia ninguém), com aquela vozinha que tão bem conhecemos,  já com idade para ter juízo e a mexer-se com tanto speed que até dá canseira só de olhar, é uma coisa fantástica. Pelo menos alguém deve achar que é uma coisa fantástica e ainda bem senão ia ser uma chatice termos de gostar todos da mesma coisa.