Arquivo mensal: Março 2010

Ricky Martin.

Podia falar da entrevista de ontem, da de Pinto da Costa que a outra palpita-me que não deve ter tido interesse nenhum. Podia também falar da gaffe da entrevistadora Judite de Sousa, que chamou analfabeto ao presidente do clube das gaivotas. Poder podia, mas não vou. Vou antes falar do R.Martin. Finalmente assumiu publicamente aquilo que já se sabia há muito. Claro que não tinha que assumir nada pois os heterossexuais também não andam aí pelas esquinas a informarem toda a gente que o são. Mas, infelizmente, ainda há muita discriminação de género e, também infelizmente, ainda são necessárias algumas medidas artificiais para descomplicar a cabecinha de muito boa gentinha. Faz-me sempre lembrar a queima dos soutiens que as mulheres fizeram, nos anos sessenta, para afirmarem a sua individualidade face ao domínio masculino. Ainda hoje continuam a ser discriminadas e são precisas quotas para que determinados lugares de responsabilidade sejam ocupados por mulheres. Tudo isto tem um certo ar de ridículo, é certo, mas é a realidade que temos e também é por causa desta realidade que não me choca nada este tipo de posições públicas de figuras mediáticas. Mas que me faz pensar que ainda perdemos tempo com mesquinhices, lá isso faz.

É tudo tão longínquo.

De repente reparo que as pessoas com quem vou convivendo mais assiduamente são todas casadas e com filhos. Eu sei que é fruto das circunstâncias, pelo menos no meu caso é pois não vejo nesse estado civil qualquer tipo de benefício ou prejuízo. Simplesmente acabei por conhecer pessoas que, por uma razão ou outra, estavam ligadas à escolinha das minhocas e as relações foram-se cimentando, muitas vezes a pretexto de uma qualquer actividade da canalha. Ainda bem que assim foi e hoje tenho novas amizades que muito prezo. Ora, nada disto invalida tudo o resto. Quando falo do resto falo do outro tipo de vida que antigamente… muito antigamente… tinha, com outros amigos, que também muito prezo, mas com quem fui perdendo o contacto, devido às tais circunstâncias da vida No entanto, e apesar do menor contacto, são amizades sólidas. O contacto é que é irregular.

Esta conversa toda vem a propósito de hoje ter almoçado com um amigo, mais recente, mas um amigo que não tem nada que ver com esta coisa da família, com filhos. É da ramboia, mesmo. E hoje, ao entrar na sua nova casa, casa de gaijo, portanto, confortável e prática, fiquei a pensar no assunto. Não que me sinta frustrado ou arrependido, muito pelo contrário, mas cheio de saudadinhas de poder acordar às quinhentas, virar-me para o lado e dar uns amassos na minha rica senhora, abrir uma bela garrafa de tinto, tornar a dar uns amassos, depenicar qualquer coisita, voltar a dar uns amassos… and so on… and on…

Post de quem está sem fazer nada.

Depois de um dia de sol como o de ontem, nada pior do que acordar com uma tempestade daquelas, chuva a potes, tão a potes que nem sequer me atrevi a pegar na minha bela Scarabeo, principalmente depois do dia de ontem. Estou um pouco quebrado dos trezentos e cinquenta quilómetros que fiz e, apesar de terem sido de puro prazer, já não tenho cabedal para sair incólume deste tipo de aventuras. Vai daí, vim de carro, de Micra, e facilmente cheguei à conclusão de que já não tenho vocação para andar de enlatado. Não é de agora, mas sinto que a minha apetência (que nunca foi muita) para andar a conduzir viaturas de quatro rodas a desaparecer a olhos vistos. Tem alturas que até me esqueço de meter as mudanças, tal é a desabituação, e dou por mim a meter uma quinta velocidade já muito depois da altura certa e devida… o que vale é que o carro é japonês… e aguenta com tudo… (sendo má língua, acrescentaria que é um modelo concebido primordialmente para o público feminino…).

Estafadinho de todo.

De vez em quando aliás, muito de vez em quando, lá vou eu dar uma volta na bela Scarabeo, na companhia dum pessoal impecável que também gosta de scooters. Desta vez fomos até à Régua. Foi uma viagem muito bonita de se ver e de se fazer. Fomos junto ao rio Douro, com a linha do comboio do outro lado, numa estradinha deliciosa, cheia de curvas e praticamente sem movimento. Foi um consolo dar aquelas curvas todas em cima da bela Scarabeo. Chegados à Régua fomos almoçar, tranquilamente e fomos ficando na treta até nos enxotarem… Partimos em direcção a Lamego e fomos ao Senhor dos Remédios, onde pude contemplar toda aquela escadaria em pedra. Pedra que foi oferecida pelo meu bisavô, quando ainda era abastado… e só de imaginar como teria sido bom se a sua fortuna não tivesse sido desbaratinada…

Seguiu-se o regresso ao Porto e cheguei a casa todo partidinho mas consolado e com vontade de repetir.

Jorge Jesus – a má educação do costume.

Saber reconhecer o valor do trabalho dos outros é uma questão de inteligência e, em última análise, de educação. Ora, educação é coisa que o nosso amigo não tem. Pode ter uma auto-estima elevadíssima, que a tem, pode ter aquele ar de bimbo, que o tem, pode ainda ter aquela postura de chico-esperto, que só pode ter, mas educação não tem. Temos pena, mas não tem educaçãozinha nenhuma. É um verdadeiro troglodita e está muito bem onde está. Claro que não quero com isto dizer que os adeptos do clube das gaivotas são todos assim, trogloditas, muito pelo contrário, já assistimos a imensas manifestações de ternura e carinho pelo clube por parte de ilustríssimas figuras de Portugal. Portanto, não convém mesmo nada confundir uma instituição desportiva, merecedora de todo o respeito, com a gentinha que por lá anda neste momento. Não é caso virgem aparecerem por lá uns personagens estranhos, alguns até são condenados, outros conseguem malabarismos fantásticos. Assim foi e assim será. Mas adiante. O que me levou a escrever esta rebuscada prosa foi esta pérola de JJ “Braga justifica o segundo lugar. Tem quinze jogadores escolhidos por mim e pelo Carlos Freitas.”. Ora digam lá que o homem não é um espectáculo? Provavelmente muitos dos adeptos das gaivotas acham mesmo que ele é um espectáculo, mas convém lembrar que o treinador do Braga é o Domingos Paciência, que tem demonstrado ter muita paciência para aturar este tipo. Ah, já agora, convém também lembrar que antes do JJ ir para Braga, quem lá esteve a revolucionar e a estruturar o clube foi precisamente o professor Jesualdo Ferreira.

Posto isto, não posso deixar de expressar a minha vontade que o Braga ganhe o jogo de logo à noite. Vontades leva-os o vento, é certo, mas que gostava que o Braga ganhasse, lá isso gostava. Sempre tornava o campeonato mais interessante e disputado até ao final. Infelizmente tenho cá para mim que não vai ser essa a vontade dos deuses, que são tendenciosos e tendem sempre para o lado dos seus.

Podia, podia ir mais longe, mas não me apetece.

Tenho um ligeiro pressentimento. Ligeiro, é certo, mas não deixa de ser um pressentimento. Esta coisa do facebook é uma cena parecida ao hi5, mas só que para adultos. Certo? Acho que não estou a exagerar. Há por aquelas bandas muito boa gentinha que quer. Quer daquilo com se fazem os fósforos, as acendalhas, as pedrinhas a chisparem umas nas outras. Aquilo, por assim dizer. Chegados a este ponto, só tenho a acrescentar que não tenho nada contra. É a vidinha. Neste caso, a vidinha de quem quer ter esta vidinha. Ponto. Final. Copos de cristal fazem tchiiiiiiiiiiiiiiiim.

Chegamos novamente a um outro patamar. Um patamar mais colorido, corderosinha, diria mesmo. Cheio de brilho e com muitas luzinhas a piscar. provavelmente deveria ter dito a piscarem, no plural, mas como isso agora também não interessa nada, fico-me pelas luzinhas, que estavam a piscar. (bem, assim, ninguém tem pachorra par ler esta treta). Vamos abreviar. É o seguinte. Porque é que os donos do facebook não disponobolizam um farmville pornográfico? Já deu para reparar que o farmville tem muitos aficionados, tal como nas touradas, por isso era só fazer um upgrade para o pornôôô. Sempre podiam pedir uma tábua para dar nas nalgas, em vez de construírem um celeiro. Ou, por ventura, espetarem um prego com toda a delicadeza numa superfície rosada e em perfeitas condições. And so on, and on, and on…