É tudo tão longínquo.

De repente reparo que as pessoas com quem vou convivendo mais assiduamente são todas casadas e com filhos. Eu sei que é fruto das circunstâncias, pelo menos no meu caso é pois não vejo nesse estado civil qualquer tipo de benefício ou prejuízo. Simplesmente acabei por conhecer pessoas que, por uma razão ou outra, estavam ligadas à escolinha das minhocas e as relações foram-se cimentando, muitas vezes a pretexto de uma qualquer actividade da canalha. Ainda bem que assim foi e hoje tenho novas amizades que muito prezo. Ora, nada disto invalida tudo o resto. Quando falo do resto falo do outro tipo de vida que antigamente… muito antigamente… tinha, com outros amigos, que também muito prezo, mas com quem fui perdendo o contacto, devido às tais circunstâncias da vida No entanto, e apesar do menor contacto, são amizades sólidas. O contacto é que é irregular.

Esta conversa toda vem a propósito de hoje ter almoçado com um amigo, mais recente, mas um amigo que não tem nada que ver com esta coisa da família, com filhos. É da ramboia, mesmo. E hoje, ao entrar na sua nova casa, casa de gaijo, portanto, confortável e prática, fiquei a pensar no assunto. Não que me sinta frustrado ou arrependido, muito pelo contrário, mas cheio de saudadinhas de poder acordar às quinhentas, virar-me para o lado e dar uns amassos na minha rica senhora, abrir uma bela garrafa de tinto, tornar a dar uns amassos, depenicar qualquer coisita, voltar a dar uns amassos… and so on… and on…

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