Arquivo mensal: Abril 2010

A quatro patas.

Que noite mal passada. Já não me lembrava como era passar uma noite mal assim. A minhoca mais pequena esteve cheia de febre e entre xaropes, toalhas molhadas e alguma agitação da minhoca, lá fui conseguindo dormir, de olho meio fechado e meio aberto. Depois de ter andado no jardim e ainda não ter recuperado eis a cereja em cima do bolo. Mas, claro está, isto não interessa nada e o importante mesmo é que a minha linda minhoca já está a ficar melhor. Teve de tomar antibiótico e, durante sete dias, vou ter mais umas noites com horários forçados por causa das tomas, mas isso, não interessa nada.

Tentações.

Apesar da saga do jardim, a minha vida continua. Por vezes rotineiramente, outras vezes mais movimentada e surpreendente. E é por falar em surpreendente que eu estou a aqui a escrever. Gosto de me surpreender… e faço por isso, geralmente ao contrário daquilo que é esperado… portanto. Neste caso, tive uma experiência que me fez lembrar outros tempos, mais idos e também deliciosos. Quando peguei no carro (porque eu também ando de carro, por vezes) decidi puxar de um cigarro e fui a conduzir e a fumar. Palermice para uns e ridículo para outros, mas para mim foi um prazer relembrado, ao fim de sete sem fumar, ir a fumar e a conduzir, de braço de fora… à bimbo, mesmo. Adorei. Não satisfeito, decidi fumar um outro cigarro, só que desta vez a conduzir a minha bela Scarabeo, que tem um vidro alto e me protege do vento e aqui, foi realmente uma experiência inovadora, pois nunca tinha fumado a andar de mota. Claro que toda esta brincadeira, mais umas quantas, me fazem pensar no meu vício e no quanto me esforcei para o conseguir largar. Lá vou eu à consulta de acupunctura para deixar de fumar, é que desde a Páscoa já fumei umas mais do que valentes cigarradas.

Amanhã há mais.

Estou completamente estourado. Depois de dois dias a puxar por este pobre corpo… estou derreado. Como tivemos umas visitas indesejadas no nosso jardim das traseiras… decidimos arrasar com tudo o que pudesse servir de refúgio para as pequenas criaturas se esconderem. Foram cortados três cedros, as eras todas arrancadas, o lago dos peixes também dançou, os montes de pedras foram retiradas e aquelas tralhas todas que se vão guardando… foram para o lixo. Foi a primeira fase da transfiguração do nosso jardim e deu para ficar com as costas num oito e com as mão num estado lastimável (já nem falo das unhacas pretas, cheinhas de terra…), agora falta a parte de assentar uma data de lajes que irão cobrir grande parte do jardim. Apenas vamos deixar um quadrado com relva, para o Hilário e a Vanessa (os dois fox velhotes cá de casa) lá irem mastigar um pouco de relva e junto às cinco árvores de fruto também vamos deixar uma abertura. Para já, o espaço parece que duplicou e não estou arrependido, apesar de ter sido sempre contra esta decisão admito que foi a melhor solução. Ah, esquecia-me de referir que os peixes estão num aquário até ao próximo domingo, dia em os irei levar para um lago existente no parque de Avioso. Um dia destes tiro umas fotografias do jardim.

Way out, way in.

O ser humano tem coisas engraçadas. Aliás somos todos um bando de engraçadinhos. Cada um é engraçado à sua maneira. Claro que quando digo engraçado, quero dizer que todos nós somos, aqui e ali, uns verdadeiros cromos. Quem consegue afirmar a pés juntos que nunca fez o papel de verdadeiro cromo? Quem? Ah, bem me parecia. Eu, pelo menos, posso afirmar que já me senti muitas vezes um verdadeiro cromo. Em situações diversas. Faz parte. Como também faz parte não falar delas. É assim a vidinha. Mas gosto de falar dos outros, quando fazem o papel de verdadeiros cromos. Também faz parte.

Hoje, que não é de hoje mas de há uns dias atrás, reparei num pequeno pormenor num automóvel que me deixou com um sorriso de uma ponta à outra desta boca que a terra há-de comer. No meu caminho para o trabalho, tenho de passar por uma espécie de arrecadação mal amanhada de contentores, daqueles dos camiões, no meio de um eucaliptal e cujos carros dos funcionários ficam cá fora, na berma da estrada. Um deles, um Porche xpto (que muito provavelmente deve ser do empresário dono daquele estaminé, pois não estou a ver o operador das gruas a possuir uma máquina daquelas…) foi o que me chamou a atenção. No banco de trás, que é minúsculo e bem apertadinho, estava encaixada uma cadeirinha de bébé. Portanto, o feliz possuidor duma viatura daquelas é pai e cumpre as suas obrigações de pai, levando a criança pequenina ao infantário de Porche. Claro que tudo isto deve ter as suas vantagens e só de imaginar o esforço que o pobre progenitor deve fazer para conseguir enfiar a criancinha lá dentro, fico todo a suar como muito provavelmente o senhor ficará. Já não falo da questão da segurança pois se um carro daqueles capotar deve ser difícil conseguir sacar a criança cá para fora, mas pergunto-me se não haverá outro tipo de viaturas mais capazes e eficazes para desempenharem este tipo de tarefas? Mas como também já vi um potente BMW (que o deixou de ser…) movido a gás… já nada me espanta.

Belas contribuições.

No meu dia a dia vou perdendo/ganhando algum do meu tempo a ler outros blogues. Leio de tudo e todo o género, desde que tenham interesse e uma certa piada. Podia-me dar para outra coisa, mas deu-me para ler outros blogues. Às vezes vou colocando por aqui alguns links de posts que acho um piadão. Ou porque estão bem escritos, são pertinentes, interessantes, porque me fazem rir ou ainda porque despertam em mim aquele lado mais irreverente da coisa e me fazem lembrar outros tempos. Hoje deu-me para escolher este.

Deus me livre.

 

Consta-se, uhmm, cochicha-se, uhmm, diz-se por aí, uhmm, ouvi dizer que, uhmm, o próximo treinador do fêcêpê, uhmm, vai ser o homem com um dos mais ridículos cortes de cabelo que jamais se viu no futebol português. É que se ainda fosse o mais ridículo, mas não, tinha de ser um dos mais… Bem, se assim for, para além de discordar completamente com o afastamento do Professor Jesualdo, acho que vamos passar de cavalo para burro. Muito honestamente, acho o homem meio parado das ideias, quezilento e com falta de tarimba para estar à frente dum clube como o fêcêpê. Pinto da Costa sempre soube o devia fazer em situações críticas, não que estejamos numa situação crítica (não se pode considerar uma crise ganhar quatro campeonatos seguidos e perder este nas condições em que todos sabemos como o perdemos) mas espero que use de toda a sua sabedoria para resolver mais este imbróglio. Sim, porque para mim é um imbróglio tentar perceber porque raio de carga de água o nome do tal personagem foi falado para ser o nosso treinador. O fêcêpê teve (e tem?) um ciclo de polimento, de polimento de posturas e de saber falar de uma outra forma. Isto deve-se em parte à máquina bem oleada que é o fêcêpê, mas também, e em grande parte, a Jesualdo Ferreira que com o seu discurso ponderado, mas contundente, reflexivo e profundamente conhecedor do assunto, trouxe uma postura mais “internacional” e definitivamente muito acima da mentalidade dos actuais treinadores portugueses. Posto isto, uhmm, espero bem, uhmm, que pensem bem antes de sair asneira.

A cup of tea.

Por acaso até gostava de alargar o meu leque de conhecimentos sobre o chá. Gosto muito de chá. Todos os dias bebo chá. Gosto especialmente daqueles que me deixam activo, logo, não tenho muita paciência para o chá de cidreira, tília e afins, que nos acalmam. O meu local preferido para beber um chá é no meu confortável sofá, ao lado da lareira, a ler um bom livro. Ah, sensação maravilhosa. Adiante. Vou comprando chá ao peso, que é sempre mais interessante do que aqueles de pacote, pois estes são quase todos iguais. Mas gostava de saber mais, de experimentar outros sabores. Portanto, aceito sugestões e, se possível, acompanhadas dos locais de compra o que, desde já, muito agradeço. Parece uma circular duma qualquer repartição pública, mas a esta hora é o que se pode arranjar.