Arquivo mensal: Maio 2010

Fui tomar café a casa de uns amigos, e voltei.

Voltando ao normal. Normal é uma forma de dizer porque as teclas não estão bem no sítio. No sítio delas, por assim dizer. Teimo em encontrá-las, e quando as encontro, tenho medo, muito medo, de as pressionar, de lhes tocar, de as sentir  sob as minhas impressões digitais. Tirando isso, que é sempre um momento de verdadeiro equilíbrio, é um consolo. Posso também dizer que consolo é uma palavra do meu agrado. E agrado é, também, uma palavra simpática, uma daquelas palavras que nos percorre o corpo, com uma sensação de verdadeiro bem-estar. Bem-estar não foi, desta vez, uma daquelas palavras que deu erro, erro no dicionário. O bem-estar é sempre o objectivo (objectivo é sempre uma palavra palerma e cheia de deformações profissionais…) do normal dos comuns. Por falar em comuns, vou dormir.

Home, sweet home.

Já que a maré é familiar, hoje vou  ter um dia dedicado à casa, ao lar, doce lar. Pois é, as benditas obras no jardim continuam. Vem cá um senhor cimentar os canteiros (que vão passar a ter vasos com plantas…), aliás, já cá está há muito tempo a trabalhar e eu vou vendo como se faz… As minhocas foram bem cedo para uma festa ao ar livre, das escolas do concelho, e só devem retornar por volta do meio-dia, cheias de fome e, imagino, em que estado…

Post familiar.

Dois dias para esquecer. Dois dias com as minhocas doentes. Uma de cada vez. As duas com a mesma coisa: garganta inflamada, febre e antibiótico. Adivinhava-se, com este tempo desnorteado de todo, outra coisa não seria de esperar. Custa-me sempre vê-las doentinhas e, apesar de não ser nada preocupante, fico sempre alterado. Pai velho tem destas coisas e por vezes é necessário refrear as preocupações…

Hoje, depois da ida ao médico com a minhoca mais pequena, vim para casa e por aqui fiquei. Até agora não consigui fazer nada daquilo que planeei e desconfio que vai ser assim o resto do dia. Ainda arrumei umas papeladas, rasguei outras e fiquei a olhar para muitas mais, sem vontade de lhes mexer…

E não é que não consigo escrever mais nada?

Adorei!

No fim de semana passado, a família prudêncio teve uma experiência nova. Fomos de malas aviadas para a Eurodisney. Foi divertidíssimo. Mas também muito cansativo. Aquilo é enorme, mas enorme, mesmo. Vimos muita coisa e experimentamos algumas emoções fortes… como a montanha do Indiana Jones a uma velocidade alucinante… o Hotel Hollywood com o elevador a cair repentinamente e a subir logo de seguida… mas também vimos a casa do Pinóquio, a casa dos Piratas, a casa Assombrada e a casa do Peter Pan… aquilo mexeu com o imaginário dos pais das minhocas… porque para as minhocas foi verdadeiramente mágico. Elas adoraram. Levaram umas maquinetas de fotografias (daquelas que se deitam fora) e estou mortinho por ver as fotografias que elas tiraram, ou seja, uma perspectiva diferente daquilo que fomos vendo…

Sem dúvida que foi um esforço financeiro mas valeu a pena pois é uma experiência única que vai ficar sempre na memória das minhocas. Quem puder fazer uma viagem destas não hesite porque é mesmo uma delícia. Apesar de ser um parque muito extenso, ter filas para as entradas e andarem por lá vários milhares de pessoas, tem uma estrutura muito bem montada, tem muita qualidade nos espectáculos, nas “construcções”, nos cenários, nos bonecos e depois são super simpáticos na abordagem ou pedidos de informação. E as lojas… bem as lojas são caras mas dá para perder a cabeça com tanta oferta…

Resumindo e concluindo, foi muito bom termos tido a oportunidade de fazer esta viagem. Talvez um dia lá voltemos, com as minhocas já adolescentes e eu já de cadeirinha de rodas e surdo de todo…

Post de transição, porque a vida continua.

Continuo sem conseguir recuperar os posts desaparecidos. É uma pena. Sinto-me como se estivesse sem uma parte de mim. Seis meses de posts dá mais ou menos um braço. Estou, portanto, maneta. Mas há vida para lá do desconsolo de me sentir maneta. Vou ter de reaprender a viver sem uma parte de mim. Para começar bem, logo pela manhãzinha, carreguei com quinhentos quilos de lajes do carro para o jardim, o que não foi pêra doce. Ainda vou ter umas jornadas valentes a metê-las no sítio e para o conseguir vou precisar mesmo dos dois bracinhos por isso já me passou o desconsolo. Mais logo venho cá contar como foi o meu fim de semana (ai, que isto mais parece uma telenovela mexicana… por capítulos…) para depois me sentir mais rotinado no blogue.

Há quase uma semana. Grrrrrrrrrrrr.

Isto tem sido um desconsolo. Tenho estado às voltas com a asneirada que (mais uma vez…) fiz nas tralhas do blogue. Quem me manda a mim mexer no que está quieto. É bem verdade que quando não se sabe da poda, não se deve podar. O que aconteceu foi que me pus a limpar uns backups e acho que limpei de mais. É a mania das limpezas, é o que é. Agora faltam-me seis meses de publicações e estou chateado. E eu não gosto de andar chateado. O que me vale é que ainda tenho uns amigos que me vão resolvendo os sarilhos em que me meto… só que desta vez não sei se vai dar para resolver tudo. Aliás, estou a escrever este texto e não sei se vou conseguir publicá-lo. A ver vamos. Mas que me deixou desconsolado… lá isso deixou