A vida está difícil.

Neste final de ano lectivo, como é costume, o cansaço e a saturação são o pão nosso de cada dia. Por várias razões, mas a principal está relacionada com a enorme burocracia que é necessário finalizar para que a cabeça e o corpo possam, finalmente, relaxar. No meio desta confusão toda, vou perdendo a capacidade de ir acompanhando as novidades que vão surgindo no sector da educação. Apenas me limito a espreitar aqui e ali, vou ouvindo uns noticiários e pouco mais. Não que seja um incondicional, fervoroso mesmo, interveniente no que diz respeito à minha profissão. Tento formar as minhas opiniões através do que me chega ao conhecimento, como me parece óbvio, e bem ou mal lá vou tendo as minhas ideias. Isto tudo porque me parece que vai haver uma revolução nas escolas. Revolução pode parecer uma palavra demasiado forte, mas é disso que se trata. A criação dos mega-agrupamentos vai mudar muita coisa e as reacções não se têm feito esperar. São reacções muito focalizadas nos directores das escolas que vão ser “chupadas” pelas maiores e que vão deixar de o ser. Fala-se de mil lugares de director e adjunto que se extinguirão, ou seja de muitos milhões que não serão necessários pagar. Os representantes dos directores já manifestaram o seu desagrado, os professores não mexem uma palhinha, por ressabiamento para com eles devido às suas posições do passado. O homem do bigode vem com a treta da pedagogia que sai prejudicada no meio desta fusão que se prepara. Como ainda não tenho cabeça para me concentrar nisto tudo, fico a aguardar o desenrolar dos próximos capítulos…

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