Arquivo mensal: Julho 2010

Boas férias, boas férias mais boas férias.

Pois estou de férias, finalmente. E estou muito bem. Não tenho vontade de fazer seja o que for. Então de pensar… nem quero pensar. Vou ver se consigo descansar este belo corpinho e esta pobre cabecita que, daqui a trinta e quatro dias, começo um novo ano lectivo… É verdade, vai recomeçar tudo de novo e o próximo vai ser de arromba, com aulas assistidas, quatro níveis diferentes (com disciplinas que eu nunca dei…) e uma série de papeladas que vão ter de ser preenchidas. Até lá vou fazer o possível para não me lembrar do que aí vem, depois logo se verá.

Entretanto, vou ver se consigo vir aqui escarrapachar as novidades das férias, mas vai ser a um ritmo muito lento e por isso a coisa vai andar meia aos caídos…

Só queria desejar a todos umas boas férias e muito descanso, sorna, praia, patuscadas, leituras e muita conversa, mais a brincadeira (no meu caso com as minhocas, que com a minha rica senhora a brincadeira é outra) para que em Setembro as baterias voltem carregadinhas de energia positiva.

Descubra você mesmo.

“Fui com um colega a um clube privado fazer sauna. No meio da sessão, um rapaz meteu conversa e acabou por fazer-me sexo oral. Fiquei um bocado espantado, mas agora não consigo deixar de pensar naqueles momentos sem me sentir excitado. Pior, namoro já há ano e meio e, desde esse dia, comecei a achar o meu namoro muito pouco excitante. Serei homossexual sem o saber?”

in Maria.

Já não se aguenta.

Passados três ou quatro dias sobre um acontecimento qualquer, é sempre a melhor altura para o comentar. Porquê? Porque passamos a ter uma visão mais distanciada do assunto. Parece-me claro que assim seja. Pelo menos comigo funciona melhor quando durmo sobre o assunto. É que já basta a minha impulsividade natural, que por vezes me deixa alguns amargos de boca. No caso presente, nem era necessário pensar muito e já tenho opinião formada há uns bons anos. Por isso, mais vale ir directo ao assunto. Ouvi (entre muitas interrupções das minhocas) um senhor bispo (penso que da Guarda, mas não tenho a certeza) a insurgir-se contra o facto dos políticos não mexerem no bolso deles (dos políticos) e deu como sugestão um abaixamento de vinte por cento dos respectivos salários, alegando que o país está com sérias dificuldades e que o exemplo deveria vir dos nossos governantes. Ora aqui está uma verdade consensual. Não acredito que haja um português (excepto os tais políticos profissionais) que discorde de uma medida deste género (os Espanhóis fizeram-no) e, muito provavelmente, se o fizessem estariam a contribuir para um “reacreditar” na classe política. Pronto. Este blabla funciona sempre, o povo gosta. O que o senhor bispo se esqueceu de referir, na formal entrevista que deu, dentro do seu belo fato (provavelmente Armani), é que a igreja tem uma data de benesses fiscais, uma data de riqueza que podia/devia distribuir pelos mais necessitados e, também como forma de exemplo para a sociedade, descontar mais vinte por cento nos ordenados de todos os membros da igreja, porque as restantes mordomias são impossíveis de quantificar, logo impossíveis de serem taxadas. São estes pequenos pormenores que me deixam de boca aberta.

Levamos panadinhos, bola de carne e muito mais.

Hoje foi um dia em cheio. Fomos a Amarante, aos escorregas aquáticos. Em boa companhia e com muita miudagem para animar a festa, e a festa foi tanta que eu até já trocava os olhinhos com tanto movimento e excitação. Foi um dia em que a miudagem andou enfiada na água, a saltar, a nadar e a rir. Foi mesmo muito agradável. Chegamos estourados e as minhocas caíram redondas na cama. Para o ano há mais que aquilo em Agosto… é de fugir.

Stop Making Sense – PsychoKiller

 

O músico. O músico constitui um factor de reflexão. Não de reflexão do músico. Digamos, do próprio músico. Antes de quem tem de conviver com o músico. Deve ser uma coisa difícil, conviver com um músico. O músico é um ser que tem uma imagem desgraçada. Desgraçada quer dizer o quê? Má? Foleira? Ligado às drogas? Alcoólico? Se calhar é tudo isso e mais alguma coisa. Não sei muito bem porque nunca vivi com nenhum músico. Se gostava de ter vivido com algum? Também não sei. Nem quero saber. O que eu sei ( e eu sou um ser pequenino) é que não tenho pachorra para a onda rockandroleira dos músicos.

Incorrigível.

O belo do tinto faz-me sonhar. Sonhar que a vida é bela. Que a vida pode ser tudo aquilo que nós quisermos. Que a vida pode, até, ser tudo o que os outros quiserem… que está tudo bem. É claro que depois do tinto vem sempre mais qualquer coisa. E a vida toma outro rumo. Pior? Não, de certeza absoluta. Muito pelo contrário.

Hilário.

Hoje chegou a hora do Hilário partir. O Hilário era o meu Fox Terrier meiguinho. Estava doente há uns tempos, internado e com um quadro clínico muito difícil. Não havia mais nada que se pudesse fazer e foi preciso tomar a decisão de o poupar a um sofrimento desnecessário. São decisões difíceis de serem tomadas em qualquer circunstância, principalmente para um companheiro que esteve sempre ao meu lado durante catorze anos. Vai-me deixar muitas saudades.

Dedicado ao meu amigo Telmo.

“É o oposto do avarento. O pai pródigo é riquíssimo em filhos. A fortuna do pai pródigo consiste nos filhos. Está sempre a fazer filhos como as plantas gordas. Mesmo na barriga da mãe, como todos nós, fez um filho que é ele mesmo. Dá esperma, muito esperma, muitas vezes, para vários bancos de esperma (o esperma do pai pródigo não cabe todo num banco só). Fica com os filhos todos para ele e simultaneamente está sempre a dar os filhos todos a toda a gente e a tudo. O pai pródigo nunca se afasta dos filhos. Há sempre prendas para todos e muita comida, tanto slow food como fast food. É sempre festa, sempre Natal, sem que ninguém se suicide ou tenha vontade de se suicidar no dia de Natal. Ao pé do pai pródigo é sempre Natal. Um Natal e pêras em calda.”

in Obra, Adília Lopes.