Passados três ou quatro dias sobre um acontecimento qualquer, é sempre a melhor altura para o comentar. Porquê? Porque passamos a ter uma visão mais distanciada do assunto. Parece-me claro que assim seja. Pelo menos comigo funciona melhor quando durmo sobre o assunto. É que já basta a minha impulsividade natural, que por vezes me deixa alguns amargos de boca. No caso presente, nem era necessário pensar muito e já tenho opinião formada há uns bons anos. Por isso, mais vale ir directo ao assunto. Ouvi (entre muitas interrupções das minhocas) um senhor bispo (penso que da Guarda, mas não tenho a certeza) a insurgir-se contra o facto dos políticos não mexerem no bolso deles (dos políticos) e deu como sugestão um abaixamento de vinte por cento dos respectivos salários, alegando que o país está com sérias dificuldades e que o exemplo deveria vir dos nossos governantes. Ora aqui está uma verdade consensual. Não acredito que haja um português (excepto os tais políticos profissionais) que discorde de uma medida deste género (os Espanhóis fizeram-no) e, muito provavelmente, se o fizessem estariam a contribuir para um “reacreditar” na classe política. Pronto. Este blabla funciona sempre, o povo gosta. O que o senhor bispo se esqueceu de referir, na formal entrevista que deu, dentro do seu belo fato (provavelmente Armani), é que a igreja tem uma data de benesses fiscais, uma data de riqueza que podia/devia distribuir pelos mais necessitados e, também como forma de exemplo para a sociedade, descontar mais vinte por cento nos ordenados de todos os membros da igreja, porque as restantes mordomias são impossíveis de quantificar, logo impossíveis de serem taxadas. São estes pequenos pormenores que me deixam de boca aberta.
Aqui dentro está quentinho, lá fora não sei.
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E se os 20% a menos na classe política funcionariam como um “reacreditar” nos políticos, o exemplo de autruísmo que a igreja desse serviria como um “reacreditar” no clero …