Arquivo mensal: Agosto 2010

Dia trinta e um de Agosto de 2010.

Tinha tanta coisa para vir aqui dizer e agora esqueci-me de tudo. Coisas da idade ou do descanso absoluto a que fui sujeito durante este mês de Agosto. Sim, não pensei em chatices nenhumas e fiquei com esta pobre cabecita limpa e leve, como um passarinho, que me deixa meio perplexo com a ideia de que amanhã vou ter de apresentar ao serviço. Mas isso depois vê-se.

Durante as férias acabei dois livros e comecei um outro, maravilhoso e que me deixa sem vontade de parar (O primeiro homem de Roma – seis volumes, sendo alguns de mil páginas – da COLLEEN MCCULLOUGH). Passamos uma semana em Vilamoura literalmente enfiados na água e de papo para o ar. As minhocas já nadam sozinhas, como uns peixinhos e foi um consolo andar a nadar com elas. Foram umas boas férias mas acabaram.

Vamos lá ver se agora tenho mais inspiração, que este post foi um bocadinho frouxo…

By the way.

Ainda cheguei a ter esperanças de que iria recomeçar a escrever qualquer coisa de jeito. Mas foi apenas um gás, um ligeiro gás que se me deu. Estou mesmo de férias. Em banho maria e sem muita esperança de conseguir inverter o rumo dos acontecimentos. Ao fim e ao cabo faltam-me apenas treze dias para acabar com o bendito descanso. Por isso, depois, logo se vê. Apenas queria deixar claro que, apesar de quase dois anos após o seu lançamento em Portugal, eu vi e comprei a primeira Kimmidoll. Linda. É a da sorte. Vai ser uma colecção demorada porque são mesmo muitas, mas acho que vou adorar.

Chega um homem a casa, para dar com isto.

A coisa do Barnabéu. Não conhecem o Barnabéu? Nem eu! Depois de uma bela semana de férias, em Chaves, na engorda do porco, que é como eu me sinto, chego a casa, arrumo as tralhas, tento ver o que me rodeia, tento mais uma vez equilibrar a minha vida e dou com quê? Com o Barnabéu. Sabem quem é? Não? Nem eu! Se eu passar a explicar talvez, eu disse talvez, alguém encontre uma réstia de esperança e perceba quem é o Barnabéu. Tudo aconteceu quando estava a ver o telejornal das oito, na sic,  e, assim muito de repente, começam a dar uma reportagem sobre os jovens católicos surfistas. Sim jovens, católicos e surfistas. Pareceu-me que o fim do mundo estava para chegar. A sério. Vi as coisas mal paradas e achei mesmo que ia acabar o mundo. Por falar em mundo, como vai este mundo que faz notícia, numa reportagem alargada, dos jovens católicos que fazem surf. Eu percebo que à falta de melhor, possam sempre pegar num qualquer jovem, cheio de vontade em aparecer, que gosta de rezar uns pais nossos e até vai ver como o padre está vestido aos domingos e que, acima de tudo, é um verdadeiro amante da natureza e convive com ela, em cima de uma prancha. Tudo isto pode ser muito válido (e eu acredito, porque dizia a verdadeira repórter, que existem em Portugal 20 (vinte) destes exemplares) mas eu tenho mais que fazer (uma sopa de legumes para passar) do que estar preocupado com a dinâmica do surfista católico, que ainda por cima teima em ser um falso jovem (tinham todos para cima de trinta anos).

Hip Hip ao meu mano Pedro.

Finalmente. Quase ao fim do dia, lá arranjei um tempinho para vir aqui desejar ao meu mano um feliz dia de aniversário. São vinte e nove aninhos, menos vinte do que eu… está naquela idade das transições. Já as começou e a sua mudança para Itália foi uma grande reviravolta, corajosa e muito arrojada. As coisas por lá vão indo, devagarinho, que a crise toca a todos, mas lá vai fazendo o que pode. Acredito que vai conseguir fazer aquilo que quer e o meu desejo é que o consiga, a seu tempo, com a estrutura montada para que fique tranquilo e feliz. Um beijo ao mano.

Dois dias muito bons.

Ai-ai, ai-ai, ai-ai, ai-ai. Começaram as férias e começou o descontrolo. A continuar assim vou chegar a Setembro e não vou conseguir colocar aqui nenhuma fotografia minha… porque não vou caber no buraquinho onde se espreita para tirar a dita cuja, só se for muito ao longe…

Foi um fim de semana muito agradável, em muito boa companhia e cheio de actividade. Com muita conversa, muita piscina, mar, comida, bebida, mais conversa, mais piscina, mais de tudo. Foi um fim de semana muito activo e chegamos cansaditos a casa, mas valeu a pena. Entretanto, a minha rica senhora anda doida com a sua bela máquina fotográfica e não pára de fazer uso dela. Conclusão: vou ter de comprar um disco externo para começar a guardar tudo muito direitinho, tal é a quantidade de fotografias que já temos. Aqui ficam algumas: