Arquivo mensal: Outubro 2010

Cheguei agora, tarde, mas cheguei.

Tirando a dificuldade natural de chegar a casa após um jantar, fora de casa. Ponto. Tudo o resto correu pelas sétimas maravilhas. Estive para escrever maravilhas com um b, mas depois achei que não me iam levar a sério. Cheguei a casa. Com ou sem dificuldade, cheguei.

Estive a jantar com antigos alunos meus. Adultos, por assim dizer. Tudo correu pelas sétimas maravilhas. Novamente a pensar no b, mas passou-me rapidamente. Tirando os devaneios de linguagem, vou directo ao assunto. Há sempre umas realidades diferentes das nossas. Quando pensamos que já vivemos muito, e se calhar é verdade, já vivemos demais. Mas depois  deparamos com outras realidades. E aí reduzimos-nos à nossa insignificância. Ponto. Constatamos que existem outras personagens , com vidas totalmente diversas, mas que possuem aquele clic que as torna especiais. Isto tudo para dizer o seguinte. Fui jantar com um grupo (e grupo é bom) de ex-alunos, já todos adultos, e adorei saber da vida deles. Estar do outro lado, portanto. Foi uma experiência enriquecedora. Mais uma vez ponto.

Et voilá!

Depois das avarias, segue-se a bonança. Já consigo publicar fotografias, o que me dá sempre jeito, pois acho que o blogue funciona melhor com umas imagens que são a minha cara. Cara não será bem o termo, porque não tenho cara de selim, embora às vezes não fosse mal de todo. Por assim dizer, as fotografias estão cá para acrescentar não uma, não duas, não três, mas sim cinco necessidades básicas da minha existência como ser humano. A primeira é comunicar com amor. A segunda é comunicar com sentimento. A terceira é comunicar com sentimento. As outras duas não são para aqui chamadas.

Ideias peregrinas…

De vez em quando lá venho eu para aqui falar de futebol. Faz parte. Desta vez é muito rápido. Quem viu o jogo de ontem do fêcêpê, ou pelo menos o resumo, ficou com a noção clara que foi mais uma grande exibição da equipa e que podíamos ter ganho por muitos mais, não tivesse estado o árbitro “distraído”. E quando digo distraído, quero mesmo dizer despassarado de todo e sem a mínima categoria para dirigir um jogo daquele calibre. Penso que está na altura do nosso Presidente tomar medidas duras. Árbitros destes nunca mais os queremos ver ou então vamos boicotar os jogos no estrangeiro. Que nenhum adepto portista assista ao jogos realizados no estrangeiro. E queremos ser recebidos pelo Presidente do Parlamento Europeu. E vamos fazer uma petição pública para que a uefa nos dê uma avião blindado, à prova de pedras. And so on…

Este governo escreve-se com letra muito pequenina.

Tenho lido vários blogues sobre estes “descontos” forçados que o pessoal da função pública vai sofrer a partir de Janeiro e, num deles, li uma coisa que me deixou admirado. Não que a ideia seja executável (só se o ministro das finanças andasse atento ao que se escreve por aí…), mas antes pela sua justeza. É o seguinte: os ditos “descontos” iriam para um fundo, gerido pelo estado, e só na altura da reforma é que poderiam ser levantados. Seria pois mais justo que, em vez de ficarem definitivamente sem o dinheiro, o pudessem vir a levantar quando fossem para a reforma. Não me parece que seja uma ideia estapafúrdia, muito pelo contrário, e só não consigo entender como é que aquelas mentes luminosas que estão no poder não foram capazes de equacionar uma solução deste tipo. Parece-me que é mais fácil lesar directamente as pessoas, para não lhe chamar outra coisa.

Lingerie ou dieta.

Ele há coisas engraçadas. Quando faço uma pausa, pequena é certo, do trabalho (sim, estou a desenhar) resolvo sempre espreitar os meus blogues preferidos, ou seja, aqueles que costumo ler mais assiduamente. Acabo sempre por me deparar com assuntos que não lembram ao diabo (e o diabo é meu amigo, imagine-se se não fosse) e não resisto a reflectir. Hoje a reflexão está mais virada para a lingerie, ou estará para a dieta? Não sei muito bem para onde me virar. Li dois posts sobre estes dois temas e, apesar de não os ir comentar, fizeram-me pensar no assunto. É que eu gosto de pensar em assuntos. Faz parte de mim. Começo por achar que a lingerie está mais de acordo com o espírito que faz mover montanhas e fico a pensar na razão que leva as mulheres a vestirem lingerie vermelha. Eu percebo que o vermelho é uma cor quente, a cor do fogo… está bem, é elementar, mas haverá pessoal que acha piada à lingerie vermelha? Pelos vistos, parece bem que sim. Eu, muito sinceramente, não acho. Gosto muito do branco. Será sinal de pureza? Será um sinal divino? Ou será mais um sinal de evidência das formas? Podia responder qualquer coisa do género: venha o diabo e escolha, mas não consigo porque o diabo é meu amigo e essa responsabilidade eu não quero fazer pesar sobre os seus ombros. Por isso escolho a evidência das formas, uma vez que não sou crente. E não é que desgoste do preto. Muito pelo contrário. Só que tem de ser em determinadas circunstâncias. Passo a explicar. No dia a dia, e de dia mesmo, gosto do branco. Se for de noite, com copos, música e afins, gosto do preto. Só pode mesmo ser preto.

Posto isto, ainda fiquei a magicar no outro assunto. O das dietas. Faz-me confusão (também tudo me faz confusão…) saber que muita gente vive obcecada com a dieta. Eu entendo (também tenho a mania que entendo tudo…) que as pessoas se devem sentir bem com o seu corpo (ia a dizer com o seu próprio corpo… mas achei que era demais), por uma questão de saúde devem ter uma alimentação correcta e fazer algum exercício, mas não consigo perceber a obsessão por um corpo perfeito, vindo das imagens das revistas e das televisões. O corpo perfeito não existe. E depois, o que adianta ter um corpo perfeito se o resto não tem interesse? É como ter uma pila monstruosa que não entra metade, senão faz doi-doi. Não interessa nada. Custa muito as pessoas as pessoas tentarem ser felizes com aquilo que têm?

Isto acabou assim meio para o foleiro, mas tenho de continuar o desenho.

 

Visto deste prisma.

As Harley são um ícone para a maior parte dos motoqueiros. Não é coisa que aprecie. Faz-me um pouco de confusão aquele ar easy rider dos anos sessenta. Já passou. Mas há quem teime em insistir na mesma tecla. Não percebo muito bem porquê e eu nunca compraria uma mota daquelas. Deverá ter os seus encantos, lá isso deve, mas não faz o género.

Facebook. Não havia necessidade.

Parece-me a mim que a liberdade de opinião não é lá muito bem tolerada. Tudo certo que todos nós devemos saber o que dizemos e como nos comportamos, principalmente quando estamos na casa dos outros, mas o facto de haver pessoas discordantes da opinião reinante não pode ser motivo de penalização. Digo eu. As ditas redes sociais são o melhor exemplo disso. Eu faço uso de uma rede social. O facebook. Sei bem para o que me serve. Ou seja. Permitiu-me encontrar muita gente que já não via há séculos. Permite-me também manter um leve contacto com as pessoas que me dizem alguma coisa (embora tenha “amigos” que nem sequer conheço) e com as quais não consigo estar fisicamente presente. Também acho útil ficar a par de algumas novidades “institucionais”. É para isto e pouco mais que eu uso o facebook. Mas percebo que outras pessoas o usem para o engate, para divulgação do seu ego querido, para propagandearem o tamanho do seu rico pénis e por aí fora. Nem sequer tenho o chat activado. Não sou nenhuma púdica angelical e quero lá bem saber do que as pessoas andam à procura no facebook. Não quero, pronto. Mas aborrece-me saber que as pessoas podem ser banidas, e com as respectivas contas canceladas, só porque lá puseram uma treta qualquer. Ainda percebo se o conteúdo for pornográfico… e explícito. Mas já não entendo quando os conteúdos são pessoais e perfeitamente dentro dos padrões exigidos. Isto tudo porque uma “amiga” do facebook, que não conheço pessoalmente, foi banida e já não vou poder continuar a ser “amigo” dela. Não que não possa continuar a seguir o blogue dela, porque é dela e ninguém o pode apagar, mas o facebook era a única possibilidade de comentar os seus posts, já que não tem os comentários activados. Não é nada do outro mundo, e muito provavelmente não será caso único, mas é chato.