A greve.

Isto de se fazerem greves gerais tem que se lhe diga. Há muitas considerações a serem tomadas em conta. Cada um terá as suas. Ou seja, o que eu penso ou deixo de pensar, apenas a mim diz respeito. Se generalizarmos, fica tudo bem e esclarecido. Será assim tão difícil perceber isto? Se calhar é. Mas adiante. É que no meio disto tudo, há um aspecto que me faz alguma… impressão, por assim dizer. Tem que ver com o guito. Não que eu seja uma pessoa muito preocupada com o guito, ou em amealhar muito guito. Nunca estive para aí virado, e basta olhar para a minha vida para facilmente se perceber que o guito tem a importância que tem. Ponto. Mas faz-me confusão que haja tanta pressão, por parte dos sectores sindicais e associados… para que as pessoas façam greve. Numa altura em que o país está de rastos, em que as medidas que foram tomadas são irreversíveis e o que faz mesmo falta é gente a produzir riqueza, venham estas pressões ferozes para que as pessoas façam greve e abdiquem de não sei quantos euros. Este é um lado da questão, que está intimamente ligado com outro, que sempre me intrigou. Como todos sabemos, os dirigentes sindicais estão isentos do seu trabalho. Estão isentos de exercerem a sua profissão. Está na lei. Portanto, já não sabem o que é trabalhar, realmente, há muito tempo. Mas são precisamente estes dirigentes quem mais incentiva à greve. Sempre me questionei sobre o modo de funcionamento laboral destes dirigentes. Em caso de greve, o homem de bigode, que é parecido com a mãe, do sindicato dos professores desconta esse dia por qual entidade? Será que é pelo Ministério da Educação? Será que é por… não sei, não faço a mínima ideia. Mas uma coisa eu descobri. E não foi neste sindicato, foi o dos policias. Existem créditos sindicais, ou qualquer coisa assim do género, que lhes permitem fazer a tal greve sem descontarem um cêntimo que seja. Pelos vistos tem sido prática comum em todos eles… se eu fosse católico diria: Deus lhes perdoe…

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