Arquivo mensal: Janeiro 2011

Avaliação dos do Padre Inácio.

Suponho, e este suponho ainda está para ser melhor avaliado, que a minha vida profissional vá entrar em total colapso. Hoje tive uma ligeiríssima amostra daquilo que me espera para a segunda metade do ano lectivo. Vem aí uma avaliação de desempenho docente e só de pensar na quantidade astronómica de papelada que vou ter de apresentar… fico esgotado. É um processo extremamente burocrático e dispendioso, porque são centenas de folhas que tenho de apresentar… em papel… logo eu que tenho um portefólio electrónico que funciona às mil maravilhas. Mas assim querem os arautos do progresso e defensores das novas tecnologias. Enfim. No meio disto tudo, a única parte divertida acaba por ser o facto de ter aulas assistidas. O resto é puramente cretinice, com evidências para a frente, evidências para trás, justificações para tudo e mais alguma coisa, reflexões sobre o trabalho desenvolvido e eu sei lá sobre que mais. Ainda não me apercebi da totalidade do problema que vou ter de resolver, mas lá chegarei e das duas uma: ou fico tolinho ou mando tudo à merda. A ver vamos.

Presidente da República.

Não devemos aproveitar as dificuldades dos outros para tirar partido de determinadas situações. Por outras palavras: não devemos utilizar os defeitos dos outros para gozarmos com eles. Parece pacífico que assim seja. Mas, há sempre um mas. Quando o personagem é alguém que nos tira do sério tudo se torna diferente. No caso, o personagem, é o PR, reeleito com a menor maioria de sempre, após o 25 de Abril. Quando o senhor aparece na televisão até me dão “ouras” e instantaneamente lembro-me do bolo rei e daquela dificuldade em pronunciar determinadas palavras. Depois acalmo e penso na sorte que nos calhou, que neste caso é mais azar. Mário Soares classificou o discurso de vitória da Cavaco Silva como sendo rancoroso. Ora nem mais. Foi um discurso vergonhoso mas ao nível de quem o fez e já não é a primeira vez que tal acontece. É um padrão da personalidade do senhor. As pessoas são livres de escolherem quem muito bem entenderem. Ponto. Mas, francamente, levar com este senhor por mais cinco anos… vai doer… numa altura em que o país precisa de mudar mentalidades e de formas de actuação, o povo português vai logo escolher a personagem que está intimamente ligada a tudo aquilo que de pior existe na sociedade portuguesa. Para além de tudo isto, é um personagem sem mundo, com um discurso limitado e adorava saber quem é que gostaria de ir jantar com ele, se tivesse oportunidade disso. Eu não era, com toda a certeza!

Alterando a ordem. Por agora é tudo.

Estive a ler este post. Vai-se lá saber porquê. Esta minha vida é feita de universos paralelos. Não daqueles de Pedras Salgadas, mas antes de verdadeiros acessos de ternura. Ternura essa que me leva para outro universo. Mas essa, essa era outra conversa. Agora tenho mesmo de descer à terra. Para ir buscar as minhocas à escola. E a seguir. Logo a seguir. Corrigir o monte de testes que tenho mesmo aqui ao meu lado.

Mulheres nuas. São aos montes.

Como hoje não vou fazer mais nada a não ser navegar (palavrinha azeiteira, eu sei…) pela net, vou fazer com que a coisa me dê algum prazer. Não, não vai ser daquele prazer do tipo em que vou passar as mãozinhas por este belo corpinho e autosatisfazer-me… já não vai por aí há um bom par de anos. Cansei-me disso. Agora é mais um processo mental. Digo mental porque foi o que me veio à cabeça, mas podia perfeitamente dizer Glenmorangie (viva a Né). Ia dar ao mesmo. Mas voltando à parte da prancha, só consigo encontrar sites de mulheres nuas. É incrível a quantidade de mulheres que se despem para se mostrarem na internet. A internet é o demo, mais conhecido por diabo. É um autêntico diabo que leva todas estas jovens e menos jovens a despirem-se para que homens as observem. São mulheres de costas, com sorrisos estranhos. São mulheres com gatos ao colo. São mulheres com os olhos revirados. São mulheres a fazer o pino. São mulheres sem nada para dizer. Enfim, são tantas mulheres a quererem mostrar mais alguma coisinha que as outras não têm que só me lembro mesmo é que o fim do mundo vem aí. Claro que se eu fosse moralista, ia querer que quando o mundo acabasse, estas mulheres todas estivessem mais compostinhas, com uma bela lingerie ou, pelo menos, sem os gatos.

É como em tudo na vida. São opções.

Miss coxas 2010. 2010? Sim, é do ano passado, mas não deixam de ser coxas. Acabei de ver um concurso de Miss coxas aqui. Como este, devem ser realizados milhares de concursos sobre coxas. E isto tudo em 2010, porque 2011 promete. E promete porquê? Porque estamos em crise e, quando a crise aperta, o ser humano tende sempre a ser muito mais imaginativo, se é que um concurso de coxas consegue ser imaginativo. Mas partindo do princípio de que o é, como muitas outras coisas, tenho de estar preparado para uma verdadeira avalanche de entretenimento consensual. Daquele tipo de entretenimento que não nos vai fazer puxar muito pela pequena percentagem de massa encefálica que existe? nestas gloriosas cabeças. Afinal, temos que manter um certo equilíbrio e mais vale um belo de um concurso de coxas do que uma pequena caixa de biodiazepinas, azuis, verdes ou amarelas.

Como não se consegue ganhar um concurso de escrita criativa. Recordando.

Já não me lembrava deste post, de 29 de Abril de 2008. Foi no tempo em que ainda me dava ao trabalho de concorrer para perder:)
Esta coisa dos concursos, tem muito que se lhe diga. De início é difícil perceber o que se é pretendido, que é o primeiro item da lista, depois há aquela dificuldade em se conseguir chegar ao que épretendido, mais para a frente surge a convicção de que não se está a fazer nada do que épretendido, olhando para o lado se calhar o mais acertado é não fazer nada do que é pretendido, e andamos nisto, até que se chega à conclusão de que: seja o que deus quiser, se for o que é pretendido, tudo bem, se não for o que é pretendido, tudo bem na mesma.
Afirmar, portanto, que tudo isto não passa de um mero equilíbrio… será cair num lugar comum.
O que até não está nada mal. Dá é um arzinho um pouco palerma à coisa, o que, convenhamos, nesta altura do concurso, não será muito aconselhável. Porque já se perdeu uma data de tempo a pensar… a escrever… a salivar com os prémios, e tudo isso não é de desperdiçar.
Assim sendo, passa-se ao segundo item da lista: a escolha do tema. Utilizando novamente a palavra claro, a escolha não poderia deixar de ser, claro, a pior baboseira. E baboseira porquê? Porque muito sinceramente não interessa mesmo nada, pois isto trata-se de fazer a escolha de um tema para um concurso de escrita criativa, certo? Daí ser certo e seguro que tanto faz falar disto ou daquilo.

Feita, pois, a escolha, passemos ao desenvolvimento do assunto em si, que será o terceiro item da lista e que por sua vez pode, perfeitamente, ser enriquecido com uma verdadeira parafernália deferramentas. Claro está que a escolha irá recair sobre uma foto. Parece-me consensual que assim seja, até porque fica sempre bonitinho.Enriquecer um texto, quarto item da lista, com uma imagem, é sempre, mas sempre, difícil. Não queria usar novamente a palavra parafernália, porque me parece excessiva, mas há uma data de condicionantes que nos fazem recear pela escolha, por isso, o mais lógico, e neste caso, o mais correcto, é fazer uso de uma imagem que não tenha rigorosamente nada que ver com o tema, pois só assim se consegue obter o verdadeiro enriquecimento.
Chegado a este ponto, a coisa complica-se ainda mais, pois reparo que estou no quarto item da lista. Da lista do concurso de escrita criativa, obviamente. Bem vistas as coisas, está chegada a altura de proceder a um auto-elogio, que será o quinto item da lista. Fica sempre bem, é normal, e toda a gente acha que deve fazer parte e, acima de tudo, não dá grande trabalho, porque ninguém melhor do que nós próprios para nos gabarmos, por isso é imprescindível. É verdade que nem qualquer auto-elogio serve, mas um, assim jeitoso, que dê para as pessoas perceberem o carácter do autor, é o ideal.
Paremos para pensar.
Este é sempre o momento crucial. Ou para a frente ou para trás. Que fazer? Eis a verdadeira questão. Será que está a faltar qualquer coisita? Será que devemos enriquecer mais um pouquito o nosso trabalho? Uma foto engraçada? Com uma forte carga ideológica? Oh Jesus, ajuda neste momento difícil.
Passada a tormenta, devemos pensar em enviar o trabalho. Temos duas maneiras de o fazer. A engraçada e a outra. Como é óbvio, eu escolho a outra. Como sempre, seguirá no último momento, correndo o risco de não ser aceite, devido a dificuldades tecnológicas, que são sempre susceptíveis de suceder, ou por ter ultrapassado a data limite. Em caso de ter sido aceite no limite, corre-se outro risco: o do júri já não ter pachorra para analisar o conteúdo, o que também não está mal.
Posto isto…

Deves-te julgar, deves…

Porque será que as pessoas funcionam sempre em função das suas necessidades? Alguém me consegue explicar este mistério? É que eu não consigo perceber como funciona esta coisa do mundo girar à nossa volta. Também não consigo entender como é que eu (por vezes…) me deixo enredar nas teias do nacional girismo/centrismo/voltismo. Devo ser humano, digo eu. Mas custa-me assistir a situações deste género. No meu dia a dia, farto-me de lidar com situações destas, em que as pessoas perdem a noção da realidade, daquilo que as rodeia e do valor relativo que as coisas têm. Já nem falo daqueles que possuem características estranhas, do género uma auto-estima elevadíssima, porque esses são casos perdidos ou de difícil resolução. Não, nada disso. Estou mesmo a falar do comum dos mortais. Daqueles que pensam em função da aplicação prática ao seu universo, às suas necessidades imediatas e aos seus interesses. E é desses seres humanos que eu me canso. Não sei o que se passa comigo, mas tem sido assim. Será que é a andropausa a bater à porta? Tinha a sua piada, mas acho que ainda é cedo, apesar de eu ter sido sempre precoce…

«Sinto-me tratado injustamente» – Cristiano Ronaldo.

Por acaso, só por acaso, hoje deu-me para a bola. Pergunto-me, por diversas vezes, porque é que dou tanta importância a esta coisa da bola. Já começam a ser muitos minutos perdidos com esta treta, mas… depois… há tanto assunto interessante à volta da bola, que não consigo resistir. Acabei de ler um cabeçalho (que dá o título a este post) e não resisti. Nem sequer me dei ao trabalho de ler a “notícia” sobre o nosso Cristiano porque será sempre mais do mesmo e eu tenho os meus limites. Mas ficando pelo título, ponho-me a matutar em que é que o nosso Cristiano se sente injustiçado. O jovem jogador da bola (vamos ficar por aqui, que é suficiente) é tratado nas palminhas das mãos, tem sempre os halofotes da fama virados para si e tudo o que faça, “pense” ou diga, vira “notícia” rapidamente. Tem reconhecimento profissional, e não há dúvida que é um grande jogador da bola, tem fama, tem dinheiro e até já arranjou um filho, por isso não consigo entender essa necessidade claustrofóbica de mais e mais reconhecimento. Mas também não tenho nada que ver com a vida do jovem jogador da bola, não é verdade?