Arquivo mensal: Fevereiro 2011

Quatro anos de blogue.

Está a terminar o mês de Fevereiro. Mês que deveria ser do Carnaval, mas que não o foi… É também o mês que me lembra o início deste blogue, em 2007 e que me leva a pensar nas horas que por aqui passei a escrever, a ler e a reler todas as baboseiras que me deram na gana. Por isso, e todos os anos a história se repete, lá venho eu para aqui louvar as virtudes de ter este blogue. De outra maneira não poderia ser pois gosto de manter este espaço e acho mesmo que o vou alimentar por muitos e muitos anos. Já faz parte do meu equilíbrio e desta forma não tenho de me esforçar muito para conseguir andar minimamente equilibrado. Confuso? Ora vejamos. Independentemente da quantidade de visitas diárias que o blogue recebe (na sua maioria dos fieis amigos, que são uns fofinhos) tenho aqui o espaço perfeito para me expressar, de uma forma pacífica, sem grandes ondas e, acima de tudo, sem me chatear. Se tivesse que fazer tudo isso diariamente, como muita gente teima em fazer, iria ser uma canseira enorme para quem me tivesse de ouvir. Assim sendo, ficamos por aqui, que ficamos muito bem e todos amigos.

Cigarro electrónico. Sobre o dito cujo.

São oito da manhã e aqui estou eu a escrever sobre o cigarro electrónico. Não me parece normal. Como também não me pareceu normal a noite que passei. Foi um “sono” completamente obsessivo compulsivo… intermitente e sempre que despertava vinha dar ao mesmo assunto (não o vou revelar porque é íntimo, pessoal e intransmissível…) e devo ter dormido à volta de três horas. É fim de semana, porra, não havia necessidade disto. Agora, que não há mais nada a fazer, vamos ao cigarro electrónico. Sim, porque foi ele o causador de tudo isto. Para os que desconhecem como a coisa funciona, passo a explicar (os outros passem à frente): o kit vem com dois cilindros brancos, a imitarem o a parte onde está o tabaco, no cigarro normal. Esses dois cilindros mais não são do que duas baterias que se carregam, numa ficha de electricidade ou, imagine-se o cómodo que é, no portátil via usb. Aquilo traz uma caixinha com filtros, que têm diversos graus de nicotina, e que se vão acoplar (sim, é parecido…) no cilindro. Quando se mete aquilo tudo à boca e se puxa, o resultado é a bateria produzir um aquecimento no filtro que envia vapor de água, misturado com nicotina, para os pulmões. Aqui reside a grande vantagem, pois os belos dos pulmões deixam de receber, de braços abertos, o alcatrão, cianeto e todos os outros componentes que fazem parte dos cigarros tradicionais. Até aqui parece-me tudo muito bem. Agora, tudo isto padece de um período de habituação. Ao dar umas passas neste tipo de cigarro, não se sente aquele esticão tradicional e parece que não estamos a meter nada cá para dentro. Mas estamos. No caso, nicotina em estado bruto, acelerador nato dos neurónios, pelo menos dos meus. E é aqui que se tem de ter cuidado para não haver exageros. Dar menos passas e comprar filtros light, muito light. De resto, só encontro vantagens, pelo menos acordo sem aquela tosse de fumador, com o consequente espectáculo desolador que constitui a materialização dessa mesma tosse…

RTP = Espargos.

Eu até que gostava. Gostava de ser perfeito, pronto. Mas a dura realidade sussurra-me que não é bem assim. Uma pena, digo eu para o meu amigo invisível, porque bem merecia ser prefeito. Mas adiante, que os dias começam e acabam rapidamente, por isso, temos de os viver. Por falar em viver, li uma notícia sobre a debandada das principais “estrelas” da RTP, D. Judite de Sousa e Sr. José A. Carvalho para a TVI. Finalmente vão pregar para outra freguesia, fizeram pela vida e não estão para aturar os cortes nos ordenados. Eu se pudesse fazia a mesma coisa, tem lá algum jeito cortarem nos ordenados principescos que auferiam… Como é evidente, a culpa não é deles, mas sim de quem lhes andou a pagar aquelas somas escandalosas, durante todos estes anos, mas temos o país que temos e se fosse só a D. Judite e o Sr José a dar um rombo nas finanças públicas, eu até nem me importava muito… o pior é são aos molhos…

Talvez consiga jantar lá para as nove da noite.

Vou parar o que estava a fazer. Vou pegar, com toda a delicadeza, na minha bela Scarabeo e rumar à fábrica, que tenho uma reunião às 18.45H. Não vou ouvir nada, que não são horas de se começarem as reuniões. E mais. Vou fumar o meu cigarro electrónico na reunião, que é para isso que ele serve.

O corpinho que já foi belo.

Enquanto o mundo gira, eu vou vendo fotografias de gente gira. Ficou foleiro? Também achei, mas foi mais forte do que eu. Foi como que um apelo do ser violento que está dentro de mim. Pouca gente o conhece. Ao tal ser violento, mas eu conheço-o bem. É ele que me leva ao trabalho. Todos os dias acordo e penso naquilo que ele poderá estar a pensar. Trabalho e mais trabalho. Infelizmente acabo por tomar banho, vestir-me e vou para o emprego. Coisa mais chata. Por falar em coisas chatas. Lá vou vendo a gente gira. Gira da internet. Normalmente cenas de sexo. Sexo sem nexo. Para matar o tempo. E vou pensando que devo fazer uma tatuagem. Vou fazer um desenho para uma tatuagem, que isto de andar com desenhos dos outros no belo do corpinho… não está com nada.

ADD do meu contentamento.

A ouvir Barry, o branco que por estes dias manda cá em casa. Estou a trabalhar no dito cujo portefólio que irá presidir à minha avaliação de desempenho docente-ADD, para os que estão mais por fora, como eu, aliás. Tenho uma data de papeis para imprimir (na escola…) mas tenho muitos mais para escrever, mais concretamente, para evidenciar, que isto das evidências dá cá uma trabalheira… O que me vale são as ajudas. Continuo no Glenmorangie, que é esplêndido e relaxante sem nunca deixar de me aliciar para a vida. Depois tenho um cigarro electrónico. Sim, electrónico. Que se carrega via usb e vem com uns filtros de nicotina, que se atarracham (e esta palavra é preponderante) lá dentro. Do aparelho electrónico, claro está. O resto é muito complicado e só sei que sai vapor de água, o que possibilita fumar em muitos outros sítios. E, neste momento, estou a pensar nos aviões, que são nossos amigos e nos levam para longe. Longe destas coisas que nos obrigam a fazer. Por isso, e voltando às tais coisas horrorosas que me obrigam a fazer, só me apraz dizer que terei de me evidenciar ainda mais para conseguir dominar esta ânsia tão grande de viver noutra dimensão. De preferência vestido de preto, a ouvir o branco que é preto, mas sempre com vontade.

ARCO – Gostei muito.

O que é bom acaba sempre muito rapidamente. É um lugar comum, que se aplica. Uma viagem a Madrid é sempre curta, muito curta mas mesmo assim adorei ter lá estado durante este fim de semana. Fui numa visita de estudo, com os meus alunos, com a minha colega Isabel e com a minha rica senhora, a Rosinha dos limões. Correu tudo muito bem, fizemos uma bela de uma viagem de autocarro, demos umas voltinhas por Madrid e fomos, claro está, à ARCO. Já não ia à feira há mais de quinze anos e gostei muito de reviver aquele ambiente. Achei a feira muito diferente, não só pelo espaço em si mas, sobretudo, pelos trabalhos apresentados. Vi pouca pintura e muita fotografia, pelo menos em comparação com aquilo a que estava habituado… também já lá vão quinze anos… mas como estou a começar a gostar muito de fotografia, calhou bem. Tenho a sensação que os meus alunos e alunas gostaram desta experiência e que por lá ficariam mais tempo… se pudessem… mas não puderam, porque hoje há escolinha…

Se bem que eu acho que mereço outra coisa.

Quase sete anos depois, fui fazer análises ao sangue. Fui vigiar a minha saúde. Coisa que não faço, como já se percebeu, muito regularmente. Mas desta vez achei que estava na hora. Tenho alguns amigos que já estão cinquentões e que tudo lhes apareceu nesta idade. Não é que eu queira ficar atrás deles, mas como estou quase, quase a fazer cinquenta achei por bem fazer o raio dos exames. Também não será muito difícil perceber que os resultados foram animadores (se fossem arrasadores não estava aqui a escrever isto…) e por isso, quando cheguei a casa para almoçar, tratei logo de assar uma chouricinha (daquelas de Trás-os-Montes…) e consolei-me, que isto dos resultados serem animadores pode não durar eternamente… por isso, haja saúde e tudo o resto não tem importância. Por falar nisso, vou ter de começar a preparar a papelada para a minha avaliação de desempenho docente, aquela que só quem está por dentro percebe que é uma perfeita anormalidade. Anormalidade porque é apenas um processo burocrático (ainda por cima mal elaborado) e que não prestigia não só quem a elaborou, como também quem tem de a gramar. Até gostava de ver como seria se um médico tivesse um colega a assistir às suas consultas e se depois tivesse que passar por todo o processo burocrático, para legitimar o seu diagnóstico ou a sua prescrição. Havia de ser bonito. Ou então, um juiz que, do alto do seu pedestal, tivesse que gramar com outro colega a tomar notas sobre as suas intervenções ou sobre a sua interpretação da lei. Era o caralho, que é o que me apraz dizer. Mas, cada um tem o que merece, sempre foi o meu lema e por isso vou ter o que mereço.

Torrent. O princípio do fim.

Ao fim destes anos todos a saber da sua existência, nunca me deu para experimentar a sério esta modalidade… estou a ficar maravilhado com as coisas que vou conseguindo encontrar. Na música, e sem querer ser saudosista, vou para os lados dos oitentas, que marcou os meus vinte anos, e vou também para a segunda metade dos noventas, que marcaram os meus trinta anos. Pelo meio faço umas verdadeiras incursões no mundo pornôôô sem saber muito bem como lá vou parar. Sim, estou a ser verdadeiro. É que hoje, quando ia ver um filme que tinha como título Roma, julgando eu que seria um filme sobre os romanos, nas suas belas togas, sai-me uma pornochanchada hard core… digamos que não era bem aquilo que eu estava à espera…