Já parávamos, não?

Com estas coisas todas de FMI, bancarrota, dívida externa, défice, subsídio de férias em títulos de tesouro e o diabo a quatro, mais o vinte e cinco de Abril, os políticos, o presidente da República, os comentadores e toda a cambada de opinion makers, já começam a cansar e começa a chegar a altura de dizermos todos: já parávamos com esta merda toda, ou não? É que o país continua. As pessoas continuam a viver, a trabalhar e a serem pessoas. Uma coisa eu dou de barato ao nosso grande e querido líder pinóquio: já chega de estarmos constantemente a realçar o lado negativo do nosso povo. É que chega mesmo. O país tem um lado talentoso, empreendedor (que não passa pela geração à rasca…), capaz de muitas coisas boas. Querem um exemplo? Ainda há uns quinze dias, mais coisa menos coisa, vi uma pequena reportagem na RTP sobre a indústria portuguesa de calçado. Quem viu os industriais do calçado e quem os vê. A promoção do calçado português está muito bem entregue a profissionais competentes que, finalmente, projectaram esta indústria a nível mundial através de campanhas publicitárias arrojadas, onde realçam a qualidade e o design português. Fiquei de boca aberta. Por isso me pergunto. Será que é só no calçado que isto acontece? Não me parece mesmo nada que assim seja.  É por estas e por outras que já chega de tanta choraminguice.

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