Arquivo mensal: Junho 2011

Isto já não é como antigamente.

Eu sei lá menina, só sei que depois de uns dias tão bons e tão bem passados, tinha de começar a semana da pior maneira. Logo a abrir, com uma avaria do nosso carrinho pequenino. Novamente para a oficina e nem quero ver o que por aí vem. Carros japoneses… já eram e são iguais aos outros… avariam na mesma e à mesma cadência. Palpita-me que será desta vez que vou ter de comprar outro carro, pequenino e baratinho, porque não dava jeitinho nenhum meter-me numa despesa assim. Azar do caraças!

Hoje foi um bom dia.

Este é um post a soletrar. Tal é o cansaço que nem forcinha tenho para teclar. Foi um dia excelente e muito preenchido. Fomos piquenicar para os escorregas de Amarante e foi super divertido. Com uma temperatura que convidava ao mergulho e muitas escorregadelas, foi um ver se te avias para as minhocas que não pararam até ao fecho do estaminé. Já caíram redondas na cama e eu vou fazer o mesmo. Fui.

Ah, amanhã vou ver se consigo fazer uma fotomontagem porque as fotografias que a minha rica senhora me tirou… parecem todas de uma coleção de arrumadores de carros… venha, venha…

Hoje é sexta e amanhã é sábado.

Depois do S. João, vai-se fazer o quê? No meu caso, para além de estar a preparar o piquenique que vamos fazer para as piscinas de Amarante, acabo por dar uma espreitadela nos sites do costume. E dou por mim a pensar. Porque raio de carga de água é que me ponho a espreitar em sites de fotografias de mulheres apanhadas na praia, mais ou menos em poses indiscretas. Não faz o meu gênero andar a espreitar seja o que for. A sério, não faz mesmo. Até podia fazer, mas não faz. Mas isto leva-me a pensar no porquê de existirem pessoas que gostam da coisa. Também não adianta nada porque não consigo chegar a uma conclusão racional. Gostam, porque gostam. Que é que eu posso fazer? Nada. Somos todos tão diferentes, que este tipo de afirmações acabam por se tornar lugares comuns. O que também me leva a pensar no porquê dos lugares comuns… and so on… Enfim, depois do S. João não se pode esperar muito…

Ah, já me esquecia. Eu só vou a este tipo de sites porque têm muitas fotografias engraçadas… e eu gosto de colecionar fotografias engraçadas… vá-se lá saber porquê!

O primeiro milho é para os pardais.

Caramba. Não se fala de outra coisa. Eu que até ia escrever um post sobre as pessoas que sabem as letras todas das canções do Paulo Gonzo… fiquei sem palavras. E olhem que as pessoas que sabem as letras das ditas canções também me deixam sem palavras… não são normais, é o que é. Mas como estas coisas da actualidade são devoradoras do espírito, lá se vai o comentário às pessoas que sabem as letras todas das canções do Paulo Gonzo. Um pouco repetitivo? Nã! Comparado com a profundidade das letras dos tais canções, isto não é nada. Mas voltando à actualidade, quero dizer que estou desmoralizado. Desmoralizado porque o nosso treinador conseguiu dar uma alegria aos adeptos do clube das gaivotas. Durante toda a tarde não ouvi outra coisa senão manifestações de contentamento dos adeptos daquela agremiação desportiva. Histéricos. Completamente histéricos com a possibilidade do nosso treinador se ir embora. E foi isto que me deixou desmoralizado. Não foi o facto do nosso menino (são os meus cinquenta anos a falar…) ir ganhar seiscentos euros à hora e o fêcêpê embolsar quinze milhões pela transferência de um treinador… nada disso me deixa desmoralizado, apenas fiquei surpreendido com a grandeza do medo que aquelas pessoas sentiam e, como não gosto de bater no ceguinho, achei que devia respeitar aquele sentimento de alívio colectivo. Foi só isso, porque a vida continua…

Uncle Berry Tom.

Pelos vistos, hoje está uma noite lobisomem. Todo o mundo está comentando o eclipse da lua. A mim, parece-me mal. Não gosto de eclipses, embora goste de lobisomem. Gosto mais de lua cheia. É muito mais romântico. Sempre dá para ouvir aquela música do Roberto Carlos, que se chama Baleia, que toda a gente conhece, menos eu. É um lapso da minha parte, pelo menos é essa a sensação com que fico quando todos cantam a Baleia e eu nem sequer conheço a melodia, quanto mais a letra. Mas sou romântico, à mesma. Só que gosto é de ver as primas do lobisomem.

Falta generalizada de juízo.

Bem. Vou começar pelo princípio, para variar. Quando um aluno é apanhado a copiar, o que é que lhe acontece? Todos nós sabemos o que lhe acontece. Acho eu. Para os mais distraídos, eu relembro. O teste é anulado. Se for em exame, levanta-se um auto de ocorrência e a coisa fica por ali. Parece normal? A mim parece e talvez à maioria dos portugueses habituados à escola também pareça. Só que há uma raça de portugueses diferentes. Raça foi o nome que me veio à ideia. Podia ter pegado num adjectivo qualquer para os qualificar. Falamos de quê? De alunos candidatos a juízes. Sim, não passam de alunos que vão fazer um curso de magistrados. Futuros juízes? Pois é. Foram apanhados num copianço colectivo durante a realização do exame. A notícia está aqui. Independentemente dos resultados práticos (que são chocantes, por ter sido atribuído um dez em vez de um zero…) fica a ideia de um grupo de rapazolas batoteiros vir a ser o futuro da justiça portuguesa. Como diz o meu amigo Nuno: Medo, muito medo.

Já funciona.

Já andava a ficar desanimado. Sem apetite. Sem vontade sexual. Com náuseas. E muito abatido. Isto tudo porque não andava a conseguir publicar as imagens que queria. Dava-me erro e dizia-me o wordpress que me faltava uma pasta temporária. Nunca vou conseguir perceber estas alterações de humor que o wordpress vai tendo. São parecidas com as minhas só que as que eu vou tendo são originadas por factores externos e as do wordpress não sei lá muito bem quem as origina. Eu não sou, de certeza, porque já me deixei de inventar e recuso-me a tentar mexer naquilo, para não fazer asneira. Enfim, nada me ajuda nesta fase da minha vida, como se já não bastasse a falta de inspiração, ainda tenho de levar com estes tombos que me deixam mais desanimado, mas risonho.

Está bonito…

Não sei muito bem porquê, mas ultimamente tenho estado mais ligado ao atletismo. Ligado, ligado, só no discurso, porque aquilo dá muita canseira. E no discurso, porque foram uma data de circunstâncias que me empurraram para o tal de atletismo. Quase que me parece que estou a falar de uma entidade. No meu caso até foi uma entidade, já que pratiquei atletismo durante catorze anos, ininterruptamente, e eu já me confundia com as pernas, os sapatos de bicos, os fatos de treino, os alteres, os treinos de duas horas e meia, o cansaço, as alegrias, os medos, as derrotas e as vitórias que fui vivendo ao longo desses anos. Moldaram-me o espírito. Fiz muitos sacrifícios, tive muito prazer, fui determinado e gostei mesmo daquilo. Depois o interruptor mudou de direcção e nunca mais peguei numas sapatilhas. Nunca mais mexi uma palha e tive outro tipo de vivências. Mais exageradas e menos saudáveis mas também gostei mesmo daquilo. Agora, passados mais de vinte anos, vem a minha rica senhora com a mania da corrida, e corre, tenho um aluno tutorando que pratica atletismo, e acabo por falar no assunto, venho ao facebook, e vejo fotografias do pessoal do meu tempo, e para cúmulo dos cúmulos vou correr às quintas feiras com o meu vizinho Filipe. O que se passa comigo? Alguém me sabe responder?

Foi um rico fim de semana comprido.

Este foi o primeiro fim de semana do ano a acampar. As minhocas adoram. A mãe das minhocas faz o sacrifício. A mim tanto se me dá dormir numa tenda como numa cama de hotel. Mais ou menos. Mas o que me interessa mesmo é poder ver as minhocas a correrem de um lado para o outro, a brincarem e a falarem com as amiguinhas. Sim, porque mais uma vez fomos muitos e bons. Uma alegre confusão, portanto. Comemos e bebemos em demasia e na vinda ainda paramos num restaurantezinho italiano, em Seixas, e pela primeira vez na minha vida deixei comida no prato. Não porque a comida estivesse má, muito pelo contrário, mas era muita coisa boa e saí de lá com uma barriga de rei.