Arquivo mensal: Agosto 2011

A escola.

Estou a ouvir Barry White porque ainda continuo em modo off e assim quero estar até sexta feira. Depois ligo as pilhas. Mesmo assim, fui ouvindo algumas coisas relacionadas com a Educação (sim, sou um fraco que nem em férias me esqueço do assunto…), muito poucas e nem sequer me dei ao trabalho de ler os blogues da especialidade… mas uma coisa eu já percebi: a avaliação vai continuar e ainda bem, só é pena que não seja para todos. Não consigo perceber porque é que os professores que estão no topo da carreira não vão ser avaliados! Ou melhor. Saber até sei. O senhor de bigode, parecido com a mãe, estará em que escalão? E o pessoal que o rodeia? Porque será que esta medida tão polémica e injusta não mereceu qualquer tipo de contestação por parte dos sindicatos? Sempre tão disponíveis para a luta… O ministro da Educação foi muito esperto e, com esta medida, calou as vozes daqueles que decidem fazer barulho quando a coisa não está virada para o lado deles. Mas ainda é cedo e muita coisa está para vir.

A bola.

Ainda meio atordoado com tantas novidades, começo a tomar consciência do mundo que me rodeia. Um dejá vú, portanto. Tenho de começar por algum lado. Começo pela bola.

Mais um início de época como tantos outros, com os coisinhos na fanfarronice de sempre e os calimeros com as queixinhas que nunca mais acabam. Pelo meio disto tudo, o fêcêpê lá ganhou mais uma supertaça portuguesa e perdeu a europeia e, em ambas, demonstraram o valor desta equipa, apesar das limitações normais de um início de época e das transferências que nunca mais acabam…

Ainda no que diz respeito à bola, fiquei espantado com a força física e a velocidade que a equipa brasileira dos sub 20 demonstrou em campo. Não fazia a mínima ideia que tinham evoluído tanto e, para mim, o futebol daquele país era um somatório de jogadores “brinca na areia” que eram capazes de resolver os desafios devido aos rasgos individuais. Puro engano. Deu-me gosto vê-los jogar e só não percebo como é que levamos apenas três daquela equipa…

O que se segue já não é bem da bola, é mais um caso de polícia. Fiquei de boca aberta quando vi num noticiário que os “adeptos” (deste tipo de adeptos… os clubes não precisam) dum clube de Guimarães entraram pelo campo de treinos e desataram à bofetada e aos empurrões aos jogadores só porque estes ainda não ganharam qualquer jogo. Os habitantes de Guimarães não precisam deste tipo de gente e podiam se juntar, agarrar neles todos e metê-los a trabalhar na recuperação urbanística que a cidade precisa, à borla, e assim dar uma ajuda ao projecto da Capital da Cultura que, pelos vistos, bem precisa…

Na borda da piscina.

Acabadinho de chegar, desta vez do Algarve. Momentos bons e bem passados apesar do tempo ter estado meio palerma. Completamente fora das notícias e do que se passa no mundo… mais ainda da realidade que me espera daqui por uma semana… Não sei o que me vai calhar no próximo ano lectivo. Também logo se verá. Para já vou tratar de organizar a minha secretária, que continua cheia de papeis, e descansar mais um pouco pois ainda tenho mais uma semana de férias e o fim de semana que se avizinha promete muita animação.

Stop HIV.

Há uma perguntinha para a qual eu gostava de ter resposta. Se alguém me puder informar, eu agradeço. Como todos sabemos, a par da visita do Papa a Espanha, realiza-se um mega-encontro de jovens católicos. Milhares de jovens de todo o mundo reúnem-se porque confessam todos a mesma fé. Contra isso, nada. A minha questão tem mais a ver com o que esses jovens fazem enquanto não estão a rezar. Como todos os jovens, devem sentir necessidade de conviver. E, como todos também sabemos, o convívio, na verdadeira comunhão da palavra, pode levar os jovens a perderem a cabeça. A envolverem-se. Portanto, uns com os outros. O que eu gostaria de saber é se anda alguma organização, de cariz não governamental, a fazer campanha para que esses jovens não cometam loucuras sem a devida protecção. Portanto, a distribuir preservativos e papelinhos a explicar a coisa. É que estes jovens, apesar de serem diferentes em algumas coisas, têm as mesmas necessidades, como os outros.

Papa – léguas.

Ouvi uma coisa e li outra coisa. Ambas no mesmo sentido. Vamos por partes. Na televisão ouvi uma reportagem (também vi… enquanto estava na cozinha a preparar uns pimentos…) sobre os tumultos em Espanha. Dizia um rapaz novo (são sempre rapazes novos) que esta visita do Papa ia ficar caríssima aos cofres do estado espanhol e que as dificuldades do povo são uma realidade, que não há dinheiro para nada e os cortes são mais que muitos. Perante isto, a solução que o tal rapaz adiantava seria a Igreja Católica pagar a despesa ou os fieis custearem a dita visita, já que são eles os principais interessados e a Espanha é um país laico, tal e qual o nosso… Se pensarmos bem no assunto, não será difícil dar razão ao rapaz novo.

A outra coisa, que li, foi uma entrevista que o antigo Bispo de Setúbal deu ao Expresso. A páginas tantas, e não serão as palavras exactas, defendia que a igreja deveria vender o ouro dos andores das procissões (e apetece-me dizer que esse seria uma parte ínfima do ouro que a igreja possui…)  para canalizar o lucro para acções de ajuda a quem necessita de ajuda, pois esse é que é o verdadeiro sentido da igreja.

Duas opiniões que se encaminham para o mesmo lado e que já me fazem “espécie” há muito tempo.

Barcelona contra os de Madrid.

Não há nada como acordar cedinho e ler as notícias… de futebol. As restantes são deprimentes, se bem que aquela que acabei de ler também é. É o seguinte. O Barcelona, que é o meu clube de futebol preferido, atrás do fêcêpê (não podia ser de outra forma…), ganhou mais uma vez ao Madrid, o dos portugueses, de forma concludente. Como não vi o jogo, tenho de acreditar no que vou lendo na imprensa portuguesa (fraquinha…) e na espanhola (menos fraquinha um bocadinho…). Deu para perceber que os de Madrid, o dos portugueses, continuam a cometer os mesmos erros na forma como abordam os jogos com o Barcelona. Não vai ser com atitudes violentas e com queixinhas que vão conseguir ganhar ao Barcelona. E depois há aquele vídeo em que Mourinho se atira à orelha do treinador adjunto do Barcelona (fez-me lembrar o bronco do Scolari…) e muito sinceramente não percebi o que é que o homem viu naquela orelha… se era para arrancar, arrancava. Dar um puxão de orelha? A um tipo da mesma idade? Não entendo. Mas são este tipo de atitudes que não dignificam nada, mesmo nada, a imagem do dito melhor treinador do mundo. Queriam que os jogadores dele fossem como quem?

Não devia ligar a televisão.

A vida em Portugal, e não só, está difícil. O dinheiro está ficar curto e vai ficar ainda mais curtinho, assim, tipo, rastilhinho que se queima num abrir e fechar de olhos. São cortes e mais cortes nos serviços a que estamos habituados. São mais impostos, de todos os géneros e feitios. Enfim, a coisa está a ficar preta. Ainda estou de férias (pelo menos ainda temos direito a férias…) mas, de vez em quando, lá vou assistindo a uns telejornais. Hoje acabei por ver um telejornal. Dizia o senhor jornalista (principescamente pago…) que não percebia porque é que a aplicação do iva tinha tantas disparidades. Como é possível que as piscinas para os miúdos aprenderem a nadar paguem iva à taxa máxima e os bilhetes do futebol paguem a taxa mais reduzida (e eu gosto de futebol e tenho as minhocas na piscina…)? Como é possível o golfe só pagar a taxa mínima? Como é possível as touradas (esse espetáculo hediondo e primitivo) ser taxado pelo mínimo? Há uma data de exemplos que  não fazem sentido e não se percebe a falta de coragem para os responsáveis pelo país alterarem as coisas. Eu percebo que existem muitas razões para não mexer nisto ou naquilo, mas numa altura em que o país está a atravessar uma grave crise, deveriam ser dados sinais claros de existe moralidade e, apesar da receita que estas atividades  geram ser pequena, seria muito moralizante saber que os interesses do país estão em primeiro lugar. Mas parece-me que vai ser mais do mesmo… a eletricidade e o gaz dão mais guito…

Ai, e tal, podia ser melhor…

Desde que cheguei de Chaves que ainda não fui à praia. Tem estado frio, como já não me lembrava, em Agosto… Portanto, tirando aqueles dois dias em que fui com o meu mano e as minhocas, estou como um nórdico. Branquinho, branquinho. Com esta falta de sol no corpo, e outras coisas que também não se passam, temo pela minha vida, pelo meu equilíbrio, pela falta de paciência e pela falta de boa disposição para recomeçar a trabalhar no início de Setembro. Não queria nada.

Um beijinho para a mami.

Qual futebol, qual caralho… (é muito raro eu escrever caralhadas…) o que é mais importante hoje é o facto da minha mami fazer setenta e seis anos de idade. Isso sim. É o mais importante para mim. Poder festejar mais um aniversário da minha mami, cheia de vida e em muito bom estado. Um grande beijinho para ti mami. Foi assim que começou e vai ser assim que termina.

Dedo do meio bem levantado.

Não sei muito bem porque carga de água é que me deparei a ver os penalties da selecção de futebol dos sub20. O que é certo é que acabei por assistir ao sofrimento que aquela treta foi. Bem, sofrimento é um pouco exagerado. Não interessa. Lá estive a assistir e gostei do resultado final. No meio daquilo tudo, deu para reparar na atitude do capitão da equipa portuguesa, com uma exagerada vontade de incentivar os colegas, dando pancadas no peito (suponho que no emblema das quinas…), levantando os braços e berrando para os colegas e para os adversários. O que é que o rapaz dizia, não deu para perceber… Até aqui tudo normal. É a tribo do futebol, com os seus códigos e as suas manias, por assim dizer. Depois de tudo acabar, ou seja, depois de terem ganho na marcação dos ditos penalties, deu para reparar nesse mesmo capitão. Estava completamente possuído de alegria e fartou-se de correr de um lado para o outro, a saltar e a berrar. Tudo normal, portanto. O que já não é muito normal é que o rapaz tenha feito isto tudo com os dois dedos do meio bem levantados e em direcção aos pobres dos argentinos (que também não são flor que se cheire…), provocando-os e mostrando-lhes o nível e a massa de que somos feitos. A emissão acabou logo a seguir mas pareceu-me que os argentinos não estavam a achar lá muita piada e alguns deles queriam andar à bofetada. Não sei como é que o assunto se resolveu, mas se o portuguesito levou dois pares de estalos… para a próxima que respeite os derrotados e pode ser que nada lhe aconteça. É a mentalidade desportiva que temos em Portugal.

Dez dias de férias, dez.

Acabadinho de chegar de umas merecidas férias, em Chaves. Foram dez dias, dez, em boa companhia e com descanso, apesar da chuva inicial e de algum vento. Como em tudo, quando nos viemos embora é que o tempo ficou au point… mas ainda deu para estar na piscina. Sempre à sombrinha, a ler. As minhocas andaram sempre enfiadas na água (para isso é que serviram as aulas de natação…) e os pais assim poderam descansar. Comecei a ler uma biografia sobre o Hitler, esse grande manganão… que está excelentemente escrita e que me está a revelar um lado do homem que eu desconhecia. Aconselho o livrinho… de quase mil páginas. Para além disto tudo, comemos bem, bebemos bem e conversamos melhor. Chegado a casa, depois de dez dias, dez, fora do computador deparo-me com uma eternidade de emails para ler e do facebook nem quero ver o que para lá vai. Portanto, se não responder a tudo ou não vir tudo… a culpa é das férias…