Arquivo mensal: Setembro 2011

Vila Nova da Telha. Ruralidade.

Assim, pelo nome, ninguém sabe o que isto quer dizer. Pela lógica será uma vila qualquer deste nosso Portugal. Podia ser essa a resposta, mas não. É apenas o nome de uma junta de freguesia, que só mesmo as pessoas que lá moram é que conhecem. Não é conhecida por nada em especial e desconfio que nunca vai acontecer seja o que for. Acredito até que, nas próximas reestruturações do poder autárquico, deixe de existir pois é daquelas freguesias que existem porque sim. Ou seja, não faz nada de especial pelos seus moradores e, assim como assim, mais valia ficarem com o guito da vereação, que não é pouco, e juntavam ao da freguesia ao lado…

Visto assim, deste prisma, dá para questionar o porquê de ainda continuar a viver por estas bandas. É que já lá vão quase nove anos desde que para cá vim e, nesta zona (e muitas outras), continua a não existir um passeio para que possa sair da urbanização onde vivo. Ou seja, dentro da urbanização é tudo muito bem planeado (foi o construtor que foi obrigado a fazer estas largas avenidas com passeios decentes…) mas se quiser ir comprar pão, a mil metros, tenho de pegar na bela Scarabeo pois não existem passeios. É um bocadinho triste isto continuar exactamente como estava e, ainda por cima, saber que existem outras zonas da mesma freguesia que são privilegiadas em todos os aspectos. Pudera, é lá que estão os eleitores e, muito provavelmente, se deve situar a casa do presidente da junta, digo eu.

Esta treta é o raio de uma conversa que não devia vir aqui parar, mas como hoje tive de me desviar drasticamente de uma senhora de idade que ia pela estrada fora, coitada, dá-me vontade de pensar na asneira que cometi ao comprar a casa nesta zona. O que vale é que, apesar disto tudo, já fiz umas valentes amizades com o people daqui, da zona 🙂

Triste, muito triste.

Acabei de ler uma notícia sobre um tipo de cinquenta e dois anos, que pelos vistos é cirurgião vascular, mas que gosta de abusar sexualmente das suas pacientes. Foi constituído arguido e vai ser julgado. Foram quinze mulheres que foram abusadas. Quinze pessoas que deviam sofrer de problemas de varizes e que foram à consulta do tipo para depois serem molestadas. É muita gente a ser abusada e o mais incrível é que o tipo fazia o serviço em qualquer altura. Era quando estivessem mais à mão. Ele era antes das cirurgias, após as cirurgias, durantes os tratamentos e até durante as consultas na clínica privada. Foi um verdadeiro ver se te avias.

Não gosto muito de ser moralista, mas este tipo merece passar uns anitos enfiado numa prisão de alta segurança, apinhada de seres necessitados sexualmente, que lhe dediquem alguma atenção, mesmo que ele não queira…

Não é por ser médico, porque anormais deste gênero há-os em todas as profissões, o que choca (para além do acto em si) é o aproveitamento do estatuto, da debilidade das pessoas e da impossibilidade de se defenderem. Acho repugnante.

Já se acabava com isto, não?

Já passaram dez dias. Dez dias de febre, tosse, dores de garganta e muita porcaria a sair… Com isto tudo ando a meio gás e canso-me muito facilmente. Hoje comecei com um xarope para a tosse e estou convencido que agora vai-me sair tudo e a seguir vou ver a luz. Eu sei que esta não é uma boa conversa, mas tem sido assim porque esta porra não me passa. Se calhar, se eu fosse mais necessitado do apoio dos médicos, já lá tinha ido e a coisa tinha-se resolvido. Mas não sou carente e só lá vou quando a coisa está mesmo preta. Para já, tem andado esverdeada.

Tentando mudar de conversa, mas não conseguindo, esta debilidade física tem-me levado a pensar que a vida é isto mesmo. São dois dias, que têm de ser vividos com a melhor das mentalidades pois, de repente, a cortina fecha-se e depois … já não há volta a dar… o caminho será outro… mas isso é uma conversa para outro dia.

A chanceler barbarela.

É muito curioso ler/ouvir algumas notícias sobre o mundo que nos rodeia. Nestes tempos conturbados, a Europa apresenta-se muito debilitada para enfrentar a crise financeira que todos nós já percebemos que existe. Tal como há 80 e tal anos atrás, em que os países da Europa estavam fracos e cada um deles tentava sobreviver, também agora começamos a assistir ao ressurgimento de uma Alemanha manhosa, que vai bloqueando e dificultando o fortalecimento das diversas economias europeias. Eu vejo a coisa da seguinte maneira: dividir para reinar. Já o nosso famigerado Adolfo fez a mesmíssima coisa e deu no que deu. Ainda consigo perceber que os ditos povos bárbaros, do norte, tenham alguma razão, que não gostem de ver o seu esforço desperdiçado pelos povos desgraçadinhos, mais do sul da Europa. Eles que conseguiram reerguer e reconstruir a velha Alemanha, depois da queda do muro de Berlim, sempre com as contas em dia… fazem-me pensar que as coisas podem ser de outra maneira. Lá isso fazem, mas daí até a uma ameaça de perda de soberania só porque os ranhosos/pés descalços/ analfabetos do sul não sabem somar, subtrair, dividir ou multiplicar, vai uma grande distância.

Foi bom, não foi?

Que belo fim de semana. Passado aqui, que é um sítio muito agradável e com uma companhia de se lhe tirar o chapéu. Éramos muitos, lelos, com muita miudagem e muita energia. Bem, energia não foi lá muito o meu forte, pois fiquei outra vez adoentado e tive de tomar mais umas pastilhas… mas o pessoal esteve imparável. Fomos excelentemente bem recebidos e ficamos fãs da Casa do Monte. A quem puder e quiser, aconselho vivamente a dar lá um salto, pois vão gostar de certeza.

Os dois estarolas.

JJ e JJ. Jorge Jesus e João Jardim. Há aqui qualquer coisita em comum. Ambos são boçais e ambos falam de uma forma esquisita. Quando abrem a bocarra, deitam cá para fora uma data de disparates, mas acham que estão a dizer coisas importantes. A pior coisinha que têm em comum, é que ambos são peritos em gastar o dinheirinho que é dos outros. E neste aspecto há diferenças. Se um gasta o dinheiro em jogadores que nunca jogam (e são às pazadas) o outro gasta em obras e mais não sei o quê. Se um dos JJ leva à falência um clube de futebol (o das gaivotas, mais conhecido pelos coisinhos) eu não quero nem saber pois sou do fêcêpê… e quem tem mesmo que se preocupar são os tais seis milhões de portugueses… Já o outro JJ, com os gastos descontrolados que sempre escondeu, pode levar  todo o país pelo cano abaixo. São, portanto, JJs diferentes. O dos coisinhos tem a importância que tem e nada mais, agora, o Bokassa da Madeira pia mais fino porque vamos todos ter de pagar pelas asneiras que fez e, pelos vistos, vai continuar a fazer.

Eu não sou muito bom a dominar as potencialidades do facebook, mas gostava de saber fazer um grupo/oulácomosechama a reclamar a imediata independência para a Madeira. Mas tinha de ser um referendo feito por todos os que não vivem lá… senão… está-se mesmo a ver o resultado. Até lá, vamos todos continuar a ficar sem subsídios de Natal e com os impostos a subirem e o senhor PPC a sacudir a água do capote e a assobiar para o lado, tal e qual o senhor Silva. Há mesmo quem diga que este é o nosso fado. Azar o meu, que detesto fado.

São palpitações.

Já ando nisto há três dias, aliás, hoje já é o quarto dia. E ao quarto dia fico ranhoso de todo. Ontem estive todo o dia enfiado na cama, com uma tosse tenebrosa, que me deu cabo dos pulmões e das costas. Continuo encharcado em benuron e brufen e mesmo assim está a custar a matar o bichinho. Como se já não bastasse o champix, são oito comprimidos por dia. O que não sendo muito, para mim são os suficientes para me deixarem de rastos. Por falar em champix, o que é certo é que no passado sábado comecei a enjoar o tabaco e desde aí que não fumei mais. Agora só estou à espera que estes pulmões retornem à normalidade para tirar a prova dos nove, mas palpita-me que desta é de vez.

Não. Não tem mesmo nada que ver com o toque rectal.

Sou um rapaz de toque. Tirando a parte do rapaz, o toque mantém-se. Gosto de tocar. E tocar, como todos sabem, não tem obrigatoriamente de ser um toque físico. É mais abrangente. Mas eu gosto do toque. É uma forma de comunicação. E não consigo viver sem a parte do toque. Podia abdicar de outras coisas, podia, mas isso seria entrar em campanhas publicitárias e tudo isto é mais importante do que uma mera campanha. Quando não tenho o toque, logo ali, à mão de semear, não me sinto o mesmo. Ando meio acabrunhado, sem brilho nos olhos e com urticária. Não é uma urticária localizada… como ousa dizer-se, mas antes uma urticária generalizada. Que mexe com o corpo todo, portanto. E depois, depois, não há um unguento que se possa passar pelo belo do corpinho que me faça esquecer a falta do toque. Ou outras soluções. E ainda por cima eu não sou nada do gênero de vir para a rua todo nu, esbracejar, à espera que me caia do céu um toque qualquer. Nada disso. Gosto de escolher o toque. É uma coisa que me arrelia, mas gosto mesmo de ser eu a escolher o toque.

Faço ponto final, paragem, porque queria mesmo esclarecer as dúvidas. Eu sou mesmo uma pessoa conversadora. Não parece, eu sei. Parece mais que a minha vida anda toda à volta daquilo. Também anda. Não o posso negar, mas não é o caso presente. Esta conversa toda não anda à volta daquilo. É mesmo sobre a minha necessidade absoluta de conversar. De toque espiritual. Está bem assim?

Champix. Medo. Muito medo.

Pois é chegada a hora. A hora de deixar de fumar. Depois de sete anos sem fumar, recomecei há um ano e meio. Sim, eu tenho consciência da idiotice que cometi… más a vidinha é mesmo assim… até os seres humanos maravilhosos… cometem autênticas barbaridades. Isto tudo para dizer que ando a tomar Champix para deixar de fumar. A acupunctura costuma resultar mas desta vez decidi inovar… porque sou inovador… e vamos lá ver como a coisa corre. Decidi não ler as contra-indicações, aliás, comecei por ler as primeiras mas, como nunca mais acabavam, desisti. Resumindo, e por aquilo tenho ouvido dizer, só posso encarar todo este processo de duas maneiras: ou fico deprimidíssimo ou vou andar aceleradíssimo. Ouvi dizer que não há meio termo. Posto isto, se alguém reparar em algum destes sintomas, na minha pessoa, que me avise que eu fico muito agradecido.

Rita penica, batata frita. 2011.

Há nove anos atrás a minha vida mudou radicalmente. Por diversas razões. Para além de outras recordações, foi o nascimento da minhoca mais velha que me trouxe uma nova dimensão para a minha vida. Cresci muito e aprendi muito, errei muitas vezes e vou continuar a errar, mas também amei muito e vou continuar a amar, e isso, ninguém me tira. Parabéns à minhoca Rita.

Douro.

Pegando numa fotografia roubada à minha rica senhora, quero render a minha homenagem à Casa da Koltura, às manas anfitriãs e a todos os intervenientes nas belas actividades que por lá se desenrolaram. Com uma vista fantástica sobre o rio Douro, fomos degustando belos manjares, sempre regados com preciosos néctares, criteriosamente seleccionados, e desfrutando as vistas maravilhosas. Confesso que não tenho palavras para descrever este fim de semana magnífico.