Arquivo mensal: Outubro 2011

Fim de semana valente.

Tirando as dez horas que passei em frente ao churrasco, o fim de semana correu muitíssimo bem. Bem, a parte de churrasco não foi seguida… foram três refeições para doze adultos e três crianças de cada vez. Foi virar muito frango, febras, barriguinhas e costelinhas mas também nos consolamos a comer. Foi um fim de semana passado em Cabeceiras de Basto numa habitação de turismo rural, gentilmente cedida pelo seu proprietário, num local muito bonito e com umas condições muito boas. Os nossos acompanhantes, alunos da minha escola, foram uma excelente companhia. Só tinham um grande problema: bebiam coca-cola, ice-tea e afins a um ritmo alucinante. Nunca julguei que fosse possível beber tanta porcaria em tão pouco tempo. Acabaram com as garrafas todas e ainda tiveram de ir comprar mais ao mini mercado da localidade. Uma coisa nunca vista. Tirando esse pequeno pormenor, lá fizeram o levantamento das características da habitação, para posterior tratamento, depois deixaram os cadernos de lado e fizeram o favor de se divertirem o mais possível. Até um mergulho na piscina eles tiveram coragem de dar… praticamente em Novembro e na região que é…

Fotografias sobre o assunto, ainda não há!

Antes do fim de semana!

Estou aqui e já não penso na escola. Já arrumei a pasta até domingo à noite. Cada vez mais acho que deve ser assim. O trabalho não é a minha vida. Faz parte dela mas não é, de forma alguma, a minha razão de existir. A minha carreira profissional lá vai, cantando e rindo, com o devido esforço e empenho mas só isso. Não tenho vontade de me sacrificar para além do que me é pedido. Salvo raras excepções, como vai ser o caso de hoje, não perco o meu tempo particular com assuntos da escola. Preparo as aulas e avalio os trabalhos em casa, é certo, mas sempre dentro de um horário que eu acho mais conveniente para mim. Pedir mais do que isso… é achar que vivemos num mundo perfeito e numa escola perfeita. A minha escola está muito longe de ser perfeita, aliás está cada vez mais longe da perfeição, mas desconfio que não é só a minha… por isso, faço aquilo que tenho de fazer e, literalmente, mainada!

Não se trata de ser mau profissional. Muito sincera e honestamente, acho que cumpro com as minhas obrigações profissionais e continuo a gostar de estar dentro de uma sala de aula, mas tenho tido tantas desilusões que me custa ir para além do que me é pedido. A maior parte das pessoas que não estão ligadas ao ensino acha que somos isto e aquilo, uns privilegiados, que ganhamos rios de dinheiro e que não fazemos nada para o merecermos. São geralmente aqueles que depositam os filhos nas escolas e que não querem saber mais deles. São quase sempre aqueles que acham que é mais importante fazer dinheiro, seja lá como for, do que proporcionar aos filhos um crescimento equilibrado e enriquecido por uma real vivência escolar. Não é pelo facto de cada vez mais me aparecerem alunos completamente ignorantes que eu vou deixar de gostar da profissão. Muito pelo contrário. É um estímulo que eu necessito e se o meu contributo for o suficiente para mudar a vida de um aluno, um só aluno que seja, então já valeu a pena todo o meu esforço.

E depois, falar em dinheiro e em privilégios, é uma coisa que me dá ouras. Eu não ganho nada de especial. Dou aulas há vinte anos. Tive uma formação específica de cinco anos mais dois de estágio e ganho menos de mil e quinhentos euros. Tudo bem se compararmos com o salário mínimo, que não chega aos quinhentos euros, mas estamos a falar de funções diferentes e responsabilidades diferentes. Todas as profissões têm a sua dignidade mas começo a ficar um pouco farto da treta de que os professores são um bando de calaceiros que recebem autênticas fortunas. E pronto, era isto. Amanhã vou mudar de vida, por isso, que se lixe!

A ver vamos!

Antes que dê o sono. O prometido é devido. Este fim de semana vai ser de mudanças. Quem não tem mudanças na sua vida? Pergunto eu e pergunta o bebé. Uma máxima dos reclames portugueses. Reclames à parte, o que eu queria mesmo sugerir é uma mudança radical nas vossas vidas. Mudem a hora. Aproveitem o facto de Portugal mudar a hora para mudarem também a vossa hora. Eu vou mudar a minha hora. Para os mais distraídos quero apenas relembrar que o destino marca a hora. O meu destino vai passar por um chá de mandrágora. Sim, essa planta mágica. Não será bem uma planta. É mais uma raiz. Dizem mesmo que é uma raiz milagrosa. Vou esperar para ver. E se soubessem como eu gosto de ver.

E esta, heim? Com H!

Levo uma vida perfeitamente aceitável. Não estou a falar de cenas materiais. Essa é uma cena que não me assiste. Acho que vim a este mundo para ter aquilo que posso pagar com o esforço do meu trabalho. Não vou enriquecer à custa de terceiros ou do euromilhões. A parte do euromilhões eu ia adorar, confesso. Ia poder comprar uma data de caixas que não servem para nada, mas que eu gosto. Uma data de comboios em miniatura. Ia conseguir comprar resmas de livros e ia poder cheirá-los a todos. E as ferramentas? Ia comprar as melhores ferramentas para lhes passar as mãos e sentir o frio do aço. E os bonecos? Bem os bonecos iam criar um grande problema cá em casa. As minhocas também adoram bonecos. Não são bem os mesmo bonecos, mas eu acho que elas se iam deixar contagiar pelo meu gosto. E depois, depois, eu gostava de ter as paredes de minha casa forradas a bonecos, com comboios a passarem entre eles, com vários níveis, todos eles a saírem das paredes. Bem. Stop. O euromilhões não vai sair e eu tenho mesmo é de viver com a vida que tenho, que é muito boa. Não me posso queixar. Bem, queixar, queixar, até posso, mas não passam de minudências…

Outra das notícias, mas de ontem!

Mais vale não ouvir notícias. Quando paramos para ouvir os telejornais só deparamos com desgraças. Desgraças físicas e morais, que nos vão toldando a sensibilidade e deixando imunes para com os protagonistas. Infelizmente vão acontecendo a um ritmo muito frequente. Mas também vamos assistindo a outras situações que nos merecem reflexão, pelo menos eu acho que merecem. Pelo que sei, ontem, estava uma rica professora a dar a sua aula, como tem vindo a fazer desde que o ano lectivo se iniciou. Não se sabem os pormenores sobre a sua posição na sala de aula. Não se sabe, portanto, se a senhora estava sentada, de pé, de frente para a porta, de lado ou mesmo de costas. O que sabe é que a senhora foi apanhada desprevenida com a entrada do pai e da mãe de um dos seus alunos, pela sala adentro. Chegados lá dentro, estes dois adultos bateram na professora. Como não sabemos da posição da professora, torna-se difícil ajuizar. Se fosse eu que estivesse dentro da tal sala de aula e, vamos de um supor, estivesse de pé, sentava-me muito rapidamente pois não me parece que os adultos batam em pessoas sentadas. Pelos vistos, é perfeitamente normal que os adultos entrem pela sala de aula daquela escola, pelo menos é o que se vem a verificar desde há três anos, altura em que se deu o primeiro encontro imediato com os extra terrestres. Portanto, desde há três anos que a senhora professora é ameaçada e agredida e ninguém faz nada. A agressão, penso eu, é um crime público (pelo menos foi este o meu entendimento sobre os processos que o Ministério Público levantou aos jogadores do fêcêpê…), e se a justiça atuasse em Portugal já teríamos estes dois adultos extra terrestres presos há, pelo menos, três anos. Bastava haver uma condenação pesada neste tipo de casos (e quando digo pesada quero dizer dois a três anos de cadeia) que estes adultos extra terrestres nunca mais se armavam em heróis. Mas não há e desconfio que não vá haver por muito tempo.

Uma das notícias do dia.

Esta notícia está a passar em todos os telejornais e outros que tais. Não deve, portanto, ser uma grande novidade, só mesmo para os mais distraídos. A lei dos genéricos vai mudar. Ao que tudo indica, pois a lei vai ser votada brevemente, os medicamentos vão ser prescritos segundo o princípio activo. Para pessoas como eu, que estamos fora dos interesses da indústria farmacêutica, significa que iremos ter medicamentos mais baratos. Medicamentos mais baratos para os utentes implica que o Ministério da Saúde também vai pagar menos ao fim do ano. Também para pessoas como eu, parece lógico que os medicamentos cumpram a sua função e que, após o período legal da patente, os tais princípios activos possam ser produzidos, com o devido controle, por empresas que não tenham preocupações de marketing farmacêutico. Não será bem como as bolachas brancas pois nesse tipo de produtos entram outros factores, não cruciais mas não menos importantes, tais como o gosto do produto, o que, no caso de um medicamento… tanto faz. No meio disto tudo, continuo sem perceber o empenhado interesse dos médicos em oferecerem um folheto aos utentes a pedirem-lhes para não deixarem mudar a prescrição. Ou seja, o médico não prescreve só em função do princípio activo que é indicado para combater uma doença, mas também porque acha que determinada marca é a mais segura e a mais aconselhada… Baseado em quê? Dá-me a sensação que ninguém sabe, muito menos a classe médica que, na sua grande maioria, pouco percebe de medicamentos.

The meaning of life.

Quatro. O quatro quase que podia ser um número do demo. Podia, mas não é. É uma questão formal. Para mim foi o número do demo. Quatro. Quatro copos. Largos. Cheios de gelo. Cheios de uma substância amarelada. Não se pode dizer que é amarela, sob pena da qualidade baixar.  Adiante. Foram trinta e cinco minutos de corrida. Trinta e cinco minutos de falta de ar. Trinta e cinco minutos cheios de ácido láctico nas pernas. Trinta e cinco minutos de dificuldades. Com uma dor de burro invasiva, que mal me deixava respirar. E isto tudo para quê? Para ficar em forma??? Não acredito que seja essa a resposta! Para ficar com um aspecto jovem e atraente??? Bahh! Nunca foi o meu gênero (se bem que gênero é um pouco abichanado). Não consigo encontrar a resposta. Aliás, não consigo encontrar uma data de respostas para a minha vida. Por vezes fico a achar que a minha vida não faz sentido. Não devo ser caso único.

Branquinha e redondinha.

De vez em quando traio a minha bela Scarabeo. Já o disse aqui uma vez. Achava eu que ia ser sol de pouca dura. Nada disso. Estou a ficar assíduo na traição. Ela é branquinha e seduziu-me. Também é redondinha e, sendo assim, não consigo resistir. Ainda por cima é poupadinha e sabe manter as contas do lar arrumadinhas. É certo que tem as suas limitações. Quando puxo por ela, a coisa não corre lá muito bem e acaba por se engasgar. Também não é lá muito famosa na posição em que me deixa… fico com dores de costas. Mas, no geral,  dão-se umas boas voltas. Claro que não tem comparação com a minha bela Scarabeo. Principalmente quando vou na auto-estrada, naquela velocidade que só esta branquinha consegue dar… e levo com uma camioneta qualquer, de caixa aberta ou fechada, que passa por mim praticamente a raspar. São os piores condutores que tenho apanhado. Os dos camiões dão sinal e passam por mim na outra faixa. Estes sacanas das camionetas devem sentir-se muito frustrados por não serem condutores de camiões e desatam a fazer asneiras, próprias de quem é mau profissional. Dou por mim a recear pela vida, vezes de mais para o meu gosto…

Ainda não pensei na falta do subsídio…

Dá-me a impressão que este governo, que mais parece um desgoverno, quer virar os funcionários públicos do avesso. Também os quer virar contra os funcionários do sector privado. Este corte dos subsídios, assim, de uma forma violenta vai deixar muita gente em maus lençóis que costuma contar com os ditos cujos para equilibrar as finanças… eu incluo-me nestes. Ainda não consegui perceber o porquê desta medida. O ministro das finanças veio à televisão afirmar que fez o corte dos subsídios para não ter de despedir entre cinquenta a cem mil funcionários públicos. O senhor é muito bem educado e acredito que se esteja a esforçar ao máximo, mas não deve menosprezar a inteligência dos outros. A minha não é muito dada a contas de somar e subtrair mas consigo perceber que vai uma grande disparidade entre cinquenta mil e cem mil. Será que o senhor sabe quanto iria poupar se despedisse cinquenta mil? E cem mil? E se eu baralhasse as contas e atirasse setenta e sete mil? Daria uma poupança de quanto, senhor ministro? Não me parece que saiba a resposta…

Antigamente é que era…

Ontem foi dia de almoço de antigos atletas. Estive a ver fotografias tiradas há trinta e oito anos! Caramba, trinta e oito anos! Como o tempo passa depressa e como a nossa passagem é tão efémera. Pensando brevemente no assunto, muito brevemente, voltamos ao mesmo de sempre, às mesmas interrogações, às certezas e às não certezas e, acima de tudo, à forma como vamos levar esta nossa vida. Bem, mas este assunto iria levar-me para outras zonas menos consensuais e mais dadas à especulação. Não foi por nada disso que me lembrei de vir aqui escrever, foi mesmo para relembrar aquela malta toda de há trinta e oito anos. Cada um com a sua vida, com as suas taras e manias, como já dizia o nosso Marco Paulo, mas todos com o espírito de há trinta e oito anos. Foi um belo almoço.

Para terminar o dia em beleza, belezura, tive um belo de um jantar, bem comido, bem bebido e bem falado mas que me deixou de gatas… que isto da acumulação… de vapores… deixa as suas marcas… se ainda fosse há trinta e oito anos atrás…

O blogue da Lola.

Nem sequer vou perder tempo com a nossa seleção. Já se disse muita coisa má e eu estou de acordo com tudo o que se disse, por isso não vale a pena bater mais no ceguinho. Tenho mais que fazer. Tenho andado entretido a montar um blogue sobre a Lola, a nossa Westie linda e maravilhosa. Não é que seja muito difícil, mas gosto de ir organizando os materiais que vou utilizar e as informações que vou necessitar para que a coisa saia mais ou menos jeitosa, tal e qual a Lola. Portanto, quem tiver curiosidade, que passe por , e quem tiver informação disponível que faça o favor de ma enviar que eu agradeço muito.

Qual foi a parte que o rapaz não percebeu?

Cristiano Ronaldo é madeirense. Não quer dizer nada, mas é madeirense…

Chama anormais aos que o assobiam e aos que berram pelo outro, o pequenino Messi. Dizem os comentadores futeboleiros que lhe falta maturidade futebolística. Eu não acho nada disso. Acho que é mesmo falta de chá e pouca educação. Já custa ouvir o bacano dizer que é bonito, giro, boa pinta, rico e um excelente jogador. Depende dos gostos, mas até consigo aceitar que tudo isso possa ser verdade, mas havia necessidade de o afirmar a toda a hora? Não me parece que, se eu começar a repetir a toda a gente minha conhecida, que sou um ser humano lindo e maravilhoso, as consiga convencer disso mesmo. Muito pelo contrário, quando me virem ao longe já estão a dar meia volta ou então começam a arranjar defesas mentais para não ouvirem nadinha daquilo que eu tenha para lhes dizer. Passo a ser o verdadeiro cromo, do gênero do Cristiano Ronaldo. E não sou madeirense…

Eu devia estar a trabalhar, mas não estou. É sábado à noite e eu sou um cowboy!

Devo dizer que é useiro. Useiro e vezeiro. Pelo menos da minha parte é. Não gosto de falar para quem não me compreende, mas acabo sempre por o fazer, em todas e muitas circunstâncias. Daí o useiro e o vezeiro. Perguntam-me aqueles para os quais eu não gosto de falar, o que é isto de useiro e vezeiro? Digamos que seria uma boa pergunta mas, se nos debruçarmos sobre os peitos da pergunta, reparamos que também o raio da pergunta é useira, menos vezeira, mas useira. E fico-me por aqui. Porquê? Porque assim ninguém vai perceber nada daquilo que eu estou para aqui a dizer. O que é bom.

A Lola é uma fera.

Penso que faz amanhã um mês que fomos buscar a Lola. Tem sido uma adaptação muito fácil e a bichinha está perfeitamente integrada com a malta cá de casa. Claro que as minhocas abusam um bom bocado e passam a vida com ela ao colo… mas que se há-de fazer… Estamos a adorar as suas brincadeiras pois, apesar de ser terrier, consegue ser muito meiguinha, até a ferrar… Também não é de esperar que venha a ser uma cadela obediente… esta raça é um bocadinho teimosa, mas acompanha-me para todo o lado e estou mortinho que ela cresça mais um pouco para lhe tirar a trela de uma vez por todas. A ver vamos.

Uma de Plexus e outra de Quinta do Castro. Bem boas.

As coisas pequeninas da vida. Podem ser várias. E cada um tem as suas insignificâncias. Eu tenho as minhas. São as mais importantes do mundo. Um jantar de família. É tudo e é um todo. Depois de dez anos de casado com a minha rica senhora tive um jantar muito absorvente, muito de contacto. Não é o contacto que estão a pensar. Esse tem de ficar para mais tarde, bem mais tarde, que as minhocas estão a ficar noctívagas, mas um um contacto de emoções e bem estar. É bem simples, não é? Ah, e isto tudo sem fumar. O que torna a coisa bem mais fácil!