Arquivo mensal: Dezembro 2011

Ou corta rente ou muda de namorada!

“Sempre achei que tinha uns testículos estranhos, mas só agora confirmei esses receios. A minha actual namorada diz que nunca viu uns tão grandes e tão feios, porque são demasiado escuros, a pele é áspera e grossa e, ainda por cima, têm pêlos. Existe alguma estratégia para eles ficarem com uma pele mais macia e menos desagradável?”

in Maria.

Mais um que se aproxima… a passos largos.

Tirando a cena das gajas, que já foi e não me apetece falar mais do assunto, a vida do ser humano é curiosa. Acontecem uma data de coisas mesmo curiosas. Uma delas é desatarmos a desejar um feliz ano novo uns aos outros, com muitos votos de felicidades e afins. Eu não tenho nada contra as pessoas que me desejam um feliz ano novo, até agradeço a gentileza de se lembrarem de mim, mas é estranho que só nos lembremos uns dos outros nestas alturas. E então durante o resto do ano? Bem sei que não tenho razão! As pessoas têm uma vida complicada, com muitos horários, com muitas tarefas, com filhos que não deixam respirar, enfim, é um sufoco. Mas que devíamos cultivar mais as amizades, lá isso devíamos! Por falar nisso, desejo a todos um Bom Ano Novo!

Post dado a comentários…

Há gajas para todos os feitios. Há gajas assim e outras assado. Há gajas que são milas (ò mila, o teu pai tem pila?). Há gajas que são chatas. Outras há que não se calam. Ainda  se conseguem encontrar algumas equilibradas, mas a maior parte são neuróticas, depressivas e completamente desequilibradas… Depois temos as queques, as tias e as possidônias e algumas conseguem misturar tudo. Pelo meio aparecem as freaks, as desportistas, as camionistas, as javardolas e as que mais valiam se estivessem caladas porque só dizem… asneiras. Por último, mas não em grau de prioridade, aparecem sempre umas bombas sexuais, mas que são só mesmo bombas sexuais, outras extravagantes ou excêntricas e ainda as taradas, com vontade de levarem tudo à frente. Se pegarmos nisto tudo e as distribuirmos pelas diversas faixas etárias… venha o diabo e escolha.

E que tal… homem-ereção?

“A minha mulher é muito criativa e, no outro dia, surpreendeu-me vestida de mulher-gato para fazermos amor. Adorei, mas não tivemos o mesmo sucesso quando ela quis ser a mulher-gelo e me fez estar em contacto com cubos de gelo que me impediam de ter ereção. Depois desse insucesso, ela diz que é a minha vez de encenar alguma coisa, mas eu estou sem ideias…”

in Maria

Passear contigo, amar-te e ser feliz, lálárá lálá…

“Namorei durante três anos com um rapaz muito atrevido, que adorava passear com o pénis sobre o meu corpo, colocar comida nos meus seios e chupá-los. Agora, tenho um namorado tímido, com quem me relaciono há um mês, e ele mantém-se sem qualquer tipo de ousadia. Mas eu amo-o e queria que a nossa sexualidade resultasse. Como dizer que podemos mudar sem o ofender?”

in Maria.

O tipo abusa e usa.

Estou velho de todo. Agora já escrevo de óculos. O raio do portátil obriga-me a este tipo de modernices, de maneira que estou aqui todo curvado a tentar escrever num teclado de bom toque, mas pequeno. Isto tudo porque o meu computador de secretária, com o meu monitor a fugir para o grandito, pifou. Pifar, pifar, tem muito que se lhe diga. Não pifou todo de uma só vez. Não. Foi o disco duro. Dito assim até parece mal. Mas foi mesmo esse componente que foi ao ar. Deu duas cambalhotas e caiu de perna aberta. Já fiz uma cópia de tudo o que tinha de importante. Ainda fui a tempo, mas podia não ter ido pois não sou lá muito metódico e gravar os dados de x em x tempo não é comigo. Ainda assim, consegui guardar as fotografias que vou colecionando e que, qualquer dia, me vão levar à prisão por usurpação de direitos. Eu tenho consciência de que os direitos de autor existem e tenho o cuidado de remeter muitos dos trabalhos, que acho de autor, para os respectivos sites mas, como a maior parte das fotografias são meio porcalhonas e circulam por tudo o que é site de pornografia, acabo por abusar e usar das fotografias. Até um dia!

Assim se passou o Natal.

 

E lá se passou mais um Natal. Ao contrario dos dois anos anteriores, em que fomos para o conforto de um hotel, este ano retornamos a casa e ao trabalho de escravo das rabanadas, aletria, bacalhau, batatas, couves e tudo aquilo que se faz e come em exagero durante esta época. Bem, escravo, escravo, não fui porque não foi na minha casa e consegui escapar da trabalheira toda e só tive mesmo o trabalho de comer, o que no meu caso é uma verdadeira canseira. Mas correu bem. As minhocas adoraram. Como todas as crianças, só querem saber é dos presentes e este ano tiveram muitas prendinhas, baratinhas e muito bem escolhidas, para que não se apercebessem que o Pai Natal ainda estava mais em crise do que os seus pais. E correu muito bem. As prendas delas foram um sucesso e só pelo sorriso valeu o Natal. Decididamente, esta época vale pelas crianças e pela alegria que transmitem aos mais velhos. O resto são trivialidades. E exageros. E águas das Pedras. E chás. Desta vez só faltou a água das Caldas, para moer tudo de uma só vez.

São onze meia da noite.

Já é tarde. Pelo menos eu já não estou habituado a estar até estas horas na internet. Sim, porque esta coisa da internet é viciosa. Vicia o corpo… e a mente. Eu não consigo decidir qual deles me atrai mais. Se o corpo ou a mente. Fico mesmo baralhado quando tenho que fazer estas escolhas. Mas enfim, lá as vou fazendo. Tenho estado a ouvir umas grandes músicas, de um grupo fechado do facebook, que não sei como fui lá parar (o que é uma constante na minha vida) mas que me tem dado muita satisfação. Esta parte da satisfação encalha nas decisões. Será uma satisfação mental ou física?  Vou ver se vos consigo pôr uma musiquinha a seguir…

O dia chegou com a noite.

Hoje foi um dia difícil. Foi o primeiro dia de férias. É sempre assim. Custa estar de papo para o ar. Os hábitos são tramados. Agora, que as minhocas já estão deitadas e a dormir, estou finalmente a conseguir relaxar. Tenho a preciosa colaboração do meu amigo Glen, que me deixa muito, mas mesmo muito, relaxado e tranquilo, pronto para encarar as férias como estas devem ser encaradas. Amanhã começam os festejos e com os festejos chegam os demónios no corpo. E como eu adoro sentir os demónios no meu corpo.

Há coisas que nunca mudam.


Estou a apanhar uma grande seca na escola. Estou à espera de uma reunião que vai começar às sete e meia da tarde. Se tudo correr bem, deve terminar por volta das nove e meia. Depois irei para casa para comer qualquer coisa, dar uns beijinhos às minhocas e cair nos braços da minha rica senhora, que também merece a minha atenção. Aliás, eu gosto muito de lhe dar atenção porque ela merece. Nesta aventura de criar filhos, de os educar e de tentar que venham a ser boas pessoas, ela tem sido uma excelente companheira e o meu suporte para continuar equilibrado. Sim, porque eu ainda sou equilibrado. Pode não parecer, mas sou. Adiante. Amanhã vou acordar e vou estar de férias. Vou poder fazer outras coisas. Vou descansar a cabeça das coisas da escola. Não vou querer saber do estado do país. Não vou querer saber  das baboseiras que o primeiro ministro vai dizendo sobre as pessoas que não têm trabalho. não quero pensar se vou ter dinheiro para pagar as contas todas. Não vou perder o meu precioso tempo com tretas más. Vou antes pensar que vem aí o Natal e que as minhas minhocas adoram esta época. É natural, eu quando era pequeno também adorava o Pai Natal. 

Quinou.

Desejar a morte a alguém, não é lá muito boa onda, mas no caso do presidente da Coreia do Norte… não choca muito afirmar que ainda bem que ele se foi porque senão ainda por lá continuaria a esta hora. É mau dizer isto, eu sei, mas também é muito mau saber que a população daquele país sofre muito, passa muita fominha e todo o tipo de privações, por isso só espero que consigam encontrar o seu caminho, como povo, e não deixem ficar por lá, a governar, um qualquer filho deste, que agora morreu, pois geralmente ainda conseguem ser piores do que os pais.

Cesárea Évora. Nunca gostei.

Quando alguém parte, é sempre motivo para ficarmos mais tristes. A tristeza é proporcional ao grau de intimidade que desenvolvemos com a pessoa que parte. Sempre foi assim e sempre será desta forma que as coisas se irão desenrolar. Quando parte alguém que é considerado um vulto da cultura, as pessoas tendem a manifestar-se de uma forma estranha porque só sabem tecer elogios e, muitas delas, nem sequer sabem do que estão a falar. São assim, um bocadinho como eu… Que tenho a mania de botar faladura…

Isto tudo a propósito da morte de Cesárea Évora. A senhora era considerada uma figura da world music. Até aqui acho que é pacífico. Se foi considerada uma figura desse  “gênero” musical é porque o seu trabalho teria, obrigatoriamente, que ter qualidade para tal. Felizes dos que gostavam de ouvir as suas músicas. Como já deu para perceber, não era o meu caso. Aliás, acho mesmo que nunca consegui ouvir até ao fim uma música da senhora. Aquele gênero de música está, para mim, ao mesmo nível que o fado, ou seja, é para desligar ou mudar de estação quando aparece na rádio. Mas respeito quem gosta. Também não tenho outra alternativa que não seja a de respeitar os milhões de pessoas que, pelos vistos, gostam daquilo. 

Ainda podia achar piada à senhora, como acontecia com a portuguesa Amália Rodrigues que era muito engraçada, mas nem isso eu consigo encontrar na senhora. Também nunca prestei muita atenção à sua vida, mas sempre fui sabendo que detestava os portugueses e que tinha muitos motivos para isso pois, no tempo da outra senhora, esta senhora sofreu bastante às mãos dos portugueses. Será sempre uma personagem que ficará na memória das pessoas como uma cantora de Cabo Verde. E chega.

Palpita-me que este post possa vir a ser confundido com qualquer coisa menos com aquilo que me propus inicialmente. É assim a vidinha.

Podia ser que acontecesse.

Quase sem me aperceber, terminei a papelada… quase toda. Quer isto dizer que a minha mente fica de folga, sem preocupações e disponível para o prazer. Apesar de amanhã ainda ser dia de trabalho, sinto-me como se já estivesse em fim de semana. Também me apetecia que, num passe de verdadeira mágica, as minhocas fossem para o espaço e ficassem por lá três ou quatro dias. Depois regressavam direitinhas, mas até lá eu ia ter tempo para ler, enfiado na cama com a minha rica senhora, com bules e bules de chá, bolachinhas e bolo de chocolate. Claro que ao estar enfiado na cama, com a minha rica senhora, durante tanto tempo… outros valores se levantariam e a leitura teria que ter umas pausas… para descansar as vistinhas.

Se não for assim, não tem piada.

Todos nós somos seres individuais. Seres pensantes. Com as suas taras e manias, tal e qual o Paulo, Marco Paulo. Eu tenho várias. Já dei a conhecer algumas. Outras ainda não. Porque acho que ainda é cedo. Cedo para mim, que não estou preparado para acontecimentos revolucionários na minha vida. Não é que a revolução me assuste pois já tive várias revoluções na minha vida, mas não me apetece agora passar por mais uma. Contudo, posso sempre adiantar que gosto de ser conduzido por uma força maior. Uma força que me leve para onde ela quiser. Mas que me faça notar o caminho a percorrer.

Eu acho, mas sou só mesmo eu a achar…

Tirando aquele aspecto mais cerebral, de um certo peso cerebral mesmo, de um certo constrangimento intelectual, se as pessoas decidirem partir para a aldrabice pública ou para a manipulação da sua identidade pública, facilmente conseguem atingir os seus objectivos. Por vezes fico a pensar se será mania minha, embirração ou algum complexo de perseguição em achar que anda meio mundo a enganar o outro meio… mundo. Acabei de ver umas fotografias. Fotografias expostas no famoso facebook, sem rodeios e com vontade de serem vistas. E eu fui ver. E gostei do que vi, assim, à primeira vista. Depois, depois, comecei a pensar. Mas esta não é a pessoa que eu conheço. Eu conheço uma pessoa que é uma pirosa (no caso é pirosa, mas podia ser outra coisa qualquer), sem interesse algum e de uma falta de tudo que não é possível imaginar. E de repente, muito de repente (já não me lembrava desta há muito tempo…) aparece com umas fotografias que não lembram ao diabo. Super interessantes e que fazem o comum dos mortais acharem que se deve fazer um esforço para conhecer aquela pessoa, nem que mais não seja pelo chat. Por falar em chat…