Este não sou eu! Até podia ser, mas não sou!

Já deu para perceber que, por vezes, me acho a raínha do Sabã, cheio de opiniões sobre tudo e mais alguma coisa. Tirando a parte das opiniões, que realmente pouco valor têm, a parte da raínha eu gosto. Quem não gostaria de ser uma raínha? Pelo menos os tais quinze minutos, já seria muito bom. No meu caso, a parte da raínha já é um dado adquirido… agora só falta mesmo ser do Sabã… Mas adiante, que a cumbersa ainda vai longe. O parágrafo de hoje tem que ver com a necessidade que as pessoas têm de se mostrar. Quem não conhece uma pessoa, e poderá ser um familiar, um amigo, um colega de trabalho ou mesmo alguém que se ama, que não sofra do mesmo mal? Quem? Resposta: todos nós já estivemos com pessoas que gostam de aparecer. Outra resposta: essa pessoa somos nós… mesmo. Pausa, para carregar, aqui. Se pensarmos um poucochinho, que seja, conseguimos perceber que é um exagero a quantidade de fotografias que colocamos nas redes sociais sobre a nossa pessoa. São fotografias escolhidas a dedo. Todas elas têm que nos favorecer, não podem mostrar, sequer, um bocadito de alface colada aos dentes. Uma tez brilhante, sem olheiras de preferência, devidamente penteado, as unhas aparadas, os sapatos ou as botas limpos e brilhantes (aliás, o brilho é nosso amigo), nada de aparecerem posições que denunciem qualquer tipo de má formação ou resíduos do último jantar com os amigos… tudo tem de estar perfeito, pelo menos aos nossos olhos, porque aquilo que não conseguimos ver… E depois pegamos naquela selecção cuidada, muito cuidada, e zás… redes sociais… e ficamos à espera… dos comentários… das pessoas educadas que conhecemos e comentam… comentam sempre de uma forma agradável, reforçando a nossa autoconfiança, fazendo com que nos sintamos melhores pessoas, mais capazes de tudo… principalmente das maiores loucuras. Sim, nas redes sociais, conseguimos ser uns loucos, sempre sexys, com muita vontade de fazer o amor descontroladamente e de uma forma selvagem. Porque ser selvagem é o que está a dar…

Os coisinhos andam a tremer…

Podia começar pelo Paulo Bento, sempre estava em sintonia com a Lola, mas não me apetece porque o homem tira-me do sério de tanto aborrecimento junto. Mas posso divagar sobre outras coisas da bola. Aliás, esta semana não se vai falar de outra coisa que não seja de bola, mais concretamente da visita do fêcêpê ao estádio da gaivota, para defrontar a equipa dos coisinhos. Sim, são uns coisinhos tão coisinhos que até provocam coisinhas más nas pessoas… mas adiante… lá andam os coisinhos todos atrapalhados com a visita do melhor clube português (um dia destes explico o que é isso do palmarés…) que, a jogar malzinho assusta e afugenta as gaivotas. Dá-me vontade de rir quando os do costume fazem crer aos portugueses que aquela equipa de coisinhos é a sétima maravilha do mundo… Não é, claro está, mas não conseguem perceber isso, como também não conseguem perceber que quando o fêcêpê está numa fase má e a jogar assim assim, o campeonato fica renhido… porque quando está bem e nas suas plenas capacidades, os campeonatos são resolvidos com quinze ou vinte pontos de avanço… temos pena, mas as coisas são mesmo assim.

Porque é terça feira…

O dia de hoje está meio parado. Não se está a passar nada de especial. Não consigo vislumbrar uma notícia idiota, cretina ou até mesmo inventada que valha a pena comentar. Um desconsolo, portanto. O que é pena porque gosto de destilar à volta de uma bela de uma notícia. Assim, vou fazer o quê? Trabalhar mais um bocado, depois de uma manhã em cheio? Humm, não me parece. Pegar na bela da Scarabeo e ir dar uma volta até à beira mar? Humm, também não me parece porque dormi pouco e vou ter frio. Pegar no telefone e começar a ligar para os amigos? Humm, isso seria o que de pior me podia acontecer pois detesto falar ao telefone. Pensando bem no assunto, ora aqui está uma boa oportunidade para ocupar o meu tempo. Tentar perceber o porquê de não gostar mesmo nada de telefones. Quero dizer. Eu gosto de telefones e do que sou são capaz de fazer com um belo de um telefone, só não gosto mesmo é quando eles emitem um sinal de chamada e tenho de atender. Aborrece-me ter de falar com alguém que não estou a ver ou melhor, alguém que não está à minha frente e da qual não vejo os olhos. Coisa de antigos e eu já sou dos antigos. A comunicação mais eficiente ainda é através dos olhos… o resto… são opiniões…

Allô, allô, Pedro, escuto?

Como dizia o meu mano, no facebook, a política não é para todos e eu também sou um daqueles que não percebe nada de política. Mas também eu, tal e qual o meu mano, me questiono sobre se será normal os comunistas votarem contra a adopção por parte de casais gays. Não era suposto os comunistas serem um pouco, só um pouquito, mais abertos, tolerantes e prá frentex de que aquela malta toda da sacristia? Eu achava que sim, mas já não digo nada…

Que dia… complicadinho…

Começaram ontem as queixas das minhocas. À Rita doía-lhe o corpo, tinha frio e o ranho era mais do que muito. À Renata doía-lhe a barriga e estava enjoada. Para uma foi a medicação do costume e para a outra foi o corte na comida para ver se a coisa ia ao sítio. Claro que a coisa não foi ao sítio e comecei a ficar preocupado porque a miúda não conseguia andar direita e esteve sempre dobrada. Com receio que fosse uma apendicite ou qualquer coisa do gênero, toca a ir ao médico. Felizmente não passou de uma gastro e  a minha Renatinha vai ter de fazer uma dieta. Nada que não se faça tranquilamente, finalmente.

Só espero que fique bom.

Orelha, pernil, pézinho, focinho sem ranho, chouriças, sangueiras e um pouco de presunto, mais o grão e a massita… vai ser lindo, vai, vai. O jantar começou a ser preparado à hora do almoço e está a acabar de apurar. Se calhar é um pouco pesado para a noite mas hoje fazemos questão de receber alguns amigos, para saborearem o rancho à transmontana, por isso vamos ter conversa até às tantas e a digestão vai-se fazendo…

Conclusões brilhantes…

Passados cinquenta anos, sim, tenho cinquenta e vou a caminho dos cinquenta e um, sem ter descascado uma laranja ou uma tangerina, eis que me dá a febre do descascanço da tangerina. Mas não é uma tangerina qualquer. A tangerina que me apraz descascar é colhida em minha casa, no meu quintal. Tem, portanto, um sabor especial pois tenho de me empoleirar em cima de uma cadeira, isto porque a escada está guardada e dá muito trabalho a ir buscar. As tangerinas que apanho têm um sabor muito próprio, não sabem a artificial e são um pouco a puxar para o amargoso mas não consigo deixar de as comer e, mais extraordinário, de as descascar para comer. Isto tudo para chegar à conclusão de que nunca é tarde para mudar.