Arquivo mensal: Fevereiro 2012

Este não sou eu! Até podia ser, mas não sou!

Já deu para perceber que, por vezes, me acho a raínha do Sabã, cheio de opiniões sobre tudo e mais alguma coisa. Tirando a parte das opiniões, que realmente pouco valor têm, a parte da raínha eu gosto. Quem não gostaria de ser uma raínha? Pelo menos os tais quinze minutos, já seria muito bom. No meu caso, a parte da raínha já é um dado adquirido… agora só falta mesmo ser do Sabã… Mas adiante, que a cumbersa ainda vai longe. O parágrafo de hoje tem que ver com a necessidade que as pessoas têm de se mostrar. Quem não conhece uma pessoa, e poderá ser um familiar, um amigo, um colega de trabalho ou mesmo alguém que se ama, que não sofra do mesmo mal? Quem? Resposta: todos nós já estivemos com pessoas que gostam de aparecer. Outra resposta: essa pessoa somos nós… mesmo. Pausa, para carregar, aqui. Se pensarmos um poucochinho, que seja, conseguimos perceber que é um exagero a quantidade de fotografias que colocamos nas redes sociais sobre a nossa pessoa. São fotografias escolhidas a dedo. Todas elas têm que nos favorecer, não podem mostrar, sequer, um bocadito de alface colada aos dentes. Uma tez brilhante, sem olheiras de preferência, devidamente penteado, as unhas aparadas, os sapatos ou as botas limpos e brilhantes (aliás, o brilho é nosso amigo), nada de aparecerem posições que denunciem qualquer tipo de má formação ou resíduos do último jantar com os amigos… tudo tem de estar perfeito, pelo menos aos nossos olhos, porque aquilo que não conseguimos ver… E depois pegamos naquela selecção cuidada, muito cuidada, e zás… redes sociais… e ficamos à espera… dos comentários… das pessoas educadas que conhecemos e comentam… comentam sempre de uma forma agradável, reforçando a nossa autoconfiança, fazendo com que nos sintamos melhores pessoas, mais capazes de tudo… principalmente das maiores loucuras. Sim, nas redes sociais, conseguimos ser uns loucos, sempre sexys, com muita vontade de fazer o amor descontroladamente e de uma forma selvagem. Porque ser selvagem é o que está a dar…

Os coisinhos andam a tremer…

Podia começar pelo Paulo Bento, sempre estava em sintonia com a Lola, mas não me apetece porque o homem tira-me do sério de tanto aborrecimento junto. Mas posso divagar sobre outras coisas da bola. Aliás, esta semana não se vai falar de outra coisa que não seja de bola, mais concretamente da visita do fêcêpê ao estádio da gaivota, para defrontar a equipa dos coisinhos. Sim, são uns coisinhos tão coisinhos que até provocam coisinhas más nas pessoas… mas adiante… lá andam os coisinhos todos atrapalhados com a visita do melhor clube português (um dia destes explico o que é isso do palmarés…) que, a jogar malzinho assusta e afugenta as gaivotas. Dá-me vontade de rir quando os do costume fazem crer aos portugueses que aquela equipa de coisinhos é a sétima maravilha do mundo… Não é, claro está, mas não conseguem perceber isso, como também não conseguem perceber que quando o fêcêpê está numa fase má e a jogar assim assim, o campeonato fica renhido… porque quando está bem e nas suas plenas capacidades, os campeonatos são resolvidos com quinze ou vinte pontos de avanço… temos pena, mas as coisas são mesmo assim.

Porque é terça feira…

O dia de hoje está meio parado. Não se está a passar nada de especial. Não consigo vislumbrar uma notícia idiota, cretina ou até mesmo inventada que valha a pena comentar. Um desconsolo, portanto. O que é pena porque gosto de destilar à volta de uma bela de uma notícia. Assim, vou fazer o quê? Trabalhar mais um bocado, depois de uma manhã em cheio? Humm, não me parece. Pegar na bela da Scarabeo e ir dar uma volta até à beira mar? Humm, também não me parece porque dormi pouco e vou ter frio. Pegar no telefone e começar a ligar para os amigos? Humm, isso seria o que de pior me podia acontecer pois detesto falar ao telefone. Pensando bem no assunto, ora aqui está uma boa oportunidade para ocupar o meu tempo. Tentar perceber o porquê de não gostar mesmo nada de telefones. Quero dizer. Eu gosto de telefones e do que sou são capaz de fazer com um belo de um telefone, só não gosto mesmo é quando eles emitem um sinal de chamada e tenho de atender. Aborrece-me ter de falar com alguém que não estou a ver ou melhor, alguém que não está à minha frente e da qual não vejo os olhos. Coisa de antigos e eu já sou dos antigos. A comunicação mais eficiente ainda é através dos olhos… o resto… são opiniões…

Allô, allô, Pedro, escuto?

Como dizia o meu mano, no facebook, a política não é para todos e eu também sou um daqueles que não percebe nada de política. Mas também eu, tal e qual o meu mano, me questiono sobre se será normal os comunistas votarem contra a adopção por parte de casais gays. Não era suposto os comunistas serem um pouco, só um pouquito, mais abertos, tolerantes e prá frentex de que aquela malta toda da sacristia? Eu achava que sim, mas já não digo nada…

Que dia… complicadinho…

Começaram ontem as queixas das minhocas. À Rita doía-lhe o corpo, tinha frio e o ranho era mais do que muito. À Renata doía-lhe a barriga e estava enjoada. Para uma foi a medicação do costume e para a outra foi o corte na comida para ver se a coisa ia ao sítio. Claro que a coisa não foi ao sítio e comecei a ficar preocupado porque a miúda não conseguia andar direita e esteve sempre dobrada. Com receio que fosse uma apendicite ou qualquer coisa do gênero, toca a ir ao médico. Felizmente não passou de uma gastro e  a minha Renatinha vai ter de fazer uma dieta. Nada que não se faça tranquilamente, finalmente.

Só espero que fique bom.

Orelha, pernil, pézinho, focinho sem ranho, chouriças, sangueiras e um pouco de presunto, mais o grão e a massita… vai ser lindo, vai, vai. O jantar começou a ser preparado à hora do almoço e está a acabar de apurar. Se calhar é um pouco pesado para a noite mas hoje fazemos questão de receber alguns amigos, para saborearem o rancho à transmontana, por isso vamos ter conversa até às tantas e a digestão vai-se fazendo…

Conclusões brilhantes…

Passados cinquenta anos, sim, tenho cinquenta e vou a caminho dos cinquenta e um, sem ter descascado uma laranja ou uma tangerina, eis que me dá a febre do descascanço da tangerina. Mas não é uma tangerina qualquer. A tangerina que me apraz descascar é colhida em minha casa, no meu quintal. Tem, portanto, um sabor especial pois tenho de me empoleirar em cima de uma cadeira, isto porque a escada está guardada e dá muito trabalho a ir buscar. As tangerinas que apanho têm um sabor muito próprio, não sabem a artificial e são um pouco a puxar para o amargoso mas não consigo deixar de as comer e, mais extraordinário, de as descascar para comer. Isto tudo para chegar à conclusão de que nunca é tarde para mudar.

Ai de quem a levar…

Esta fotografia que a minha rica senhora tirou à minhoca mais velha está um espanto. Sou um pai babado, é certo, mas tenho que saber dizer que a fotografia está boa, não há nada a fazer. Aquilo que eu tenho de fazer é tentar perceber o raio da miúda, que me está a deixar com os cabelos em pé e, não sendo eles muitos, têm de descansar o suficiente para poderem esvoaçar ao vento. A criança tem cá um feitio e uma teimosia como eu nunca tinha visto mas isso também é fácil pois nunca tinha tido filhos… logo só sabia de ouvir falar… A criatura é de ideias fixas, sabe muito bem o que quer e quando as coisas não são do agrado dela é capaz de fazer uma cena. Se a cena é dentro dos parâmetros normais de uma criança, o assunto não tem importância e a coisa resolve-se de uma maneira ou de outra. Agora, quando lhe sobe a mostarda ao nariz… tem azar… cá em casa as cenas não podem mesmo descambar para a má educação e, quando assim é, a coisa descamba mesmo para a discussão forte e para os castigos. Isto tudo num clima de berros e choro, como convém… mas, à noitinha, na hora de deitar, temos todos de dormir sossegadinhos e com a conversa em dia, apesar dos castigos se manterem.

Chaves não merece isto.

Chaves é uma cidade inovadora. Aqui há uns anos, talvez uns doze ou treze, a cidade adoptou um sistema de iluminação das passadeiras para peões bastante inovador, que ainda se encontra em funcionamento. É uma espécie de iluminação projectada para a passadeira, que tem aquelas tiras brancas fosforescentes, e que dão aos condutores uma real e efectiva visibilidade dos peões. Bem pensado e bem aplicado.

Passados tantos anos, com tantas estadias na cidade, descobri este fim de semana uma nova invenção. Há uma pequena rua, de comércio e bem no centro da cidade, com dois passeios que estão ao nível do piso central, que é por onde circulam os carros. Tem uns vasos a delinear o caminho para os carros. É um bocadito perigoso para as crianças que não têm a referência de um passeio bem definido, mas como os condutores em Chaves andam muuuuuuuuuito devagar, pode ser que nunca se venha a registar um acidente grave. Mas a invenção não é essa. A invenção está no meio dos ditos vasos, onde decidiram instalar uns bancos, de jardim, modernaços e virados para as montras. Estar ali sentado, com os carros a passarem rentinhos às nossas costas dá uma sensação de insegurança tremenda. Não percebo estas invenções nem o que vai na cabeça destes projectistas urbanos. Claro que os ditos senhores, ou senhoras, (eu sei lá menina, se foram os chineses…) quando se lembraram desta ideia brilhante, tinham em mente a possibilidade de se poder ver as montras sentado, essa sim, a verdadeira invenção!

 

E nessa altura ainda não pensava naquilo…

Há coisas fantásticas! Agora, de repente, lembrei-me dum episódio que se passou comigo há trinta e cinco anos! Nem sei muito bem como me fui lembrar do assunto. Se calhar é o senhor alemão que me está a bater à porta. Ainda por cima a cena de que me lembrei foi passada no colégio alemão do Porto. Andava eu a correr e a saltar, cheio de alegria e vontade, quando fui selecionado para representar a cidade do Porto numas provas de atletismo contra uns atletas alemães da cidade de Sarrebruken. Acho que é assim que se escreve e não me apetece ir confirmar. As provas decorreram com toda a normalidade e ainda tenho fotografias a saltar umas barreiras. Depois houve um encontro, com lanche e bebidas, com os atletas alemães, no tal colégio muito afamado cá pelo burgo. Eu não me lembro lá muito bem como é que conseguimos fazer aquilo, mas quando reparei estava a beber vinho do Porto à golada… apanhei uma tosga vergonhosa e teve de ser o meu pai a meter-me no carro e a trazer-me para casa…

No seguimento.

Queria começar o texto com uma palavra em francês, mas como estou muito enferrujado no francês… passei à frente. É uma pena porque a palavra tinha tudo para encaixar bem naquilo que eu queria dizer. É que eu gosto de conceitos… mas adiante. Diz-me a minha rica senhora: é dos rabos das gajas que o pessoal gosta. Dos rabos das gajas? Mas o que é isto? O pessoal só aqui vem espreitar por causa dos rabos das gajas? Só podem estar a gozar comigo! E as mamas, senhor? As mamas? E as coxas grossas? E aquelas coisas sem pêlos, senhor? Isto é um todo! Não podemos especificar! Conseguem imaginar o descontrole que seria se as pessoas decidissem especificar? Conseguem? Bem me parece que não!

Se alguém tiver uma resposta, eu agradeço!

O Porto já vai longo. E quando assim acontece, gosto de pensar na vida. Como a minha vida é muito variada, tenho muito por onde pensar. Desta vez fiz uma reflexão profunda sobre o movimento do meu blogue. De outra forma não poderia ser. É que o movimento anda esquisito. Diria que é um movimento intenso. Não sei se é do frio! Mas as pessoas têm andado para aqui viradas. Enquanto o Porto cumpre a sua obrigação, eu penso, penso nas razões desta procura. E quanto mais penso, menos me acredito que seja pelo valor das minhas palavras. Acho mesmo que não pode ser por causa disso. Serão as imagens das gajas  que eu conheço? Também não me acredito! Os amigos que me visitam também as conhecem… Então o que será que motiva as pessoas a visitarem este  espaço lúdico?