Arquivo mensal: Março 2012

Postezinho da treta e sem vontade de o terminar.

Quando chego perto da meia noite e ainda estou no computador… humm, algo não corre bem no reino dos céus. Geralmente dá-me para pensar na vida… e quando começo a pensar na vida, obviamente, não é coisa boa. Desta vez, começo a pensar no que seria a minha vida se tivesse ficado por Inglaterra, onde estive durante algum tempo. Seria muito diferente. Não é preciso ser muito inteligente para chegar a esta conclusão. A questão é saber se seria feliz num país tão diferente do nosso. Eu sempre tive presente no meu horizonte sair de Portugal. Quando era mais novo, queria ir para o Canadá ou para a Austrália. Na altura, não sabia fazer nada e teria que ir trabalhar numa profissão qualquer, a que estivesse mais à mão. Teria de me virar para o lado que me desse mais jeito mas depois… as pessoas pensam… e pensam que o trabalho deve ser compensador, enriquecedor e que faz parte da nossa felicidade, da nossa vida, para o bem e para o mal. Aquilo, e vou-lhe chamar aquilo, que queremos fazer durante a nossa vida não de ser estanque e fechado. Deve ser aquilo que nós queremos que seja e que nos dê gozo fazer.

Coisas de uma casa de família.

São mais ou menos onze da noite. Só agora parei para me sentar um pouco, em frente ao computador. Não sinto as mãos. As pernas já eram. Digamos que estou todo partidinho e que começo a sentir o peso da idade. Estive a montar quatro armários na cozinha. Bendito Ikea que tem soluções para tudo. Conseguimos montar a dispensa que nunca tivemos. Com estes quatro armários o espaço duplicou e vou conseguir enfiar a tralha toda lá dentro. Mudamos a posição do frigorífico, a posição da cama da Lola e parece que a cozinha ficou maior e mais funcional. Agora só lá faltava um LCD dos pequeninos para ficar um verdadeiro luxo mas não tem crise, continuaremos com a televisão quadradinha que tão bem tem funcionado e que me permite ver o telejornal enquanto faço o jantar. Agora, que estas coisas cansam… lá isso cansam… e só penso num belo de um banho para ver se relaxo um pouco…

Às vezes fico curioso…

Uma mulher com um telemóvel é imprevisível. É capaz das maiores barbaridades e das maiores proezas. Isto tudo, alternadamente, numa questão de segundos. Facilmente alterna entre o ser mãe de família ternurenta, com uma gata assanhada ou, muito simplesmente, ser gaja com tudo o que isso implica. A imagem que está mais acima é razoável mas foi escolhida a dedo para não ser oitenta de nada. O site onde a fui buscar é perfeitamente hilariante, com tanta diversidade mas sempre com um denominador comum: a bendita câmera fotográfica do telemóvel. Há ali uma necessidade esmagadora de registarem a imagem que se reflecte no espelho (sim, a maior parte das imagens são tiradas em frente ao espelho…), para se sentirem mais confiantes… ou qualquer coisa do género… eu sei lá menina…

Post caseirinho. Não é filme caseirinho…

Primeiro dia de descanso, sem papelada, sem idas à escola e com todos os problemas resolvidos. Vou aproveitar para meter o escritório em ordem, mais precisamente a minha secretária… que mete dó… e para eu dizer isto, acreditem que está uma salgalhada indescritível… Mais logo vou acabar a reformulação da cozinha cá de casa e muita coisa vai marchar, marchar para quem precisa pois temos montes de tralha boa que não é utilizada e que faz falta a muita gente. Basta pôr num saquito, direitinho, junto aos contentores da reciclagem e nem dez minutos lá fica. Ainda bem que é assim porque me custa muito deitar coisas boas para o lixo. Adiante. Isto tudo com a presença das minhocas, o que dificulta bastante, mas elas também vão ter a sua parte e o quarto delas vai ter barrela. Até parecem as limpezas da Páscoa, de que os católicos tanto gostam… mas não, é mesmo ter mais tempo disponível para pôr tudo em ordem…

Meio século depois, ainda a bater na mesma tecla…

Para além dos sonhos normais que toda a gente tem, eu tenho dois sonhos, que são meus e de mais ninguém, ou seja, ninguém os pode roubar ou dizer que são assim assim ou pior, que são sonhos idiotas. São meus, ponto. Já os fui referindo aqui, isoladamente, é certo, mas foram aparecendo por aqui, de uma forma ou de outra. Agora decidi juntar os dois, embora não tenha a certeza de que sejam compatíveis. É bom de ver. Um Fiat Panda com uma caravana Hymmer Touring. São dois objectos bonitos. São dois objectos que preenchem os meus sonhos. Não sei lá muito bem se serão compatíveis… pois, apesar da caravana ser das mais leves do mercado… e o Panda ser um musculado… não sei se conseguirão andar os dois juntos… feitios…

Eu sempre quis ter uma caravana e sei que nunca a hei-de ter, no entanto, sempre que posso e tenho a oportunidade gosto de as ver em exposição, gosto de entrar nelas, de ver tudo até ao mínimo detalhe. São gostos, que se há-de fazer. Quando entrei a primeira vez numa destas fiquei maravilhado, sim, é o termo mais apropriado porque o raio da caravana veio ao encontro com aquilo que eu sempre desejei para passar uns momentos sossegados, a ler, ouvir música, a fazer outras coisas igualmente importantes e isto tudo no meio da natureza. Infelizmente, cá por casa, as ideias são outras e não estou a ver a minha rica senhora a partilhar destes meus ideais… ainda por cima agora, que viu a luz…

Não queria estar na pele dela…

Sábado à tarde. Todos enfiados em casa. Tem de ser mesmo. É por uma boa causa. Mas a agitação das crianças é perturbadora. Perturbadora para pessoas da minha idade. Porra já vou a caminho de ser sexagenário e ainda tenho crianças pequenas, para acabar de criar… Tenho mesmo de me manter sereno e calmo para não me passar para o outro lado, aquele lado divertido da vida, sem responsabilidades… e em que o mundo é cor de rosinha… Por falar em Rosinha, a minha rica senhora viu a luz, literalmente… e vai, finalmente perceber que está casada com uma pessoa que vai a caminho de ser sexagenária…

Morrissey.

Dado adquirido: ouvir Morrissey durante cinco dias. Consequência: danos mentais irreversíveis. Ponho-me a olhar para o senhor e só consigo pensar que somos muito parecidos. O Morrissey é igualzinho a mim (isto foi a minha rica senhora que me ensinou…) e só consigo ver uma vida idêntica à minha. Sim, idêntica à minha porque eu sou mais velho… e devo ter tido a mesma vivência do senhor, os mesmos litros disto e daquilo, as mesmas dissertações e a mesma forma de estar na vida. E isto sou eu a dizer, que estou em Portugal e ele em Inglaterra, logo, não me pode contradizer…

Há uma certa altura em que é… complicado…

Gosto de saber que são dez e cinquenta e qualquer coisa da noite. Faz-me parecer que a primavera está a chegar. ? Porquê? Porque a essa hora, há duas semanas atrás, estava esticadinho na cama, a sentir o meu corpo, os meus peitos e tudo aquilo que sai para fora, de uma forma tranquila e própria de um homem de cinquenta anos, casado com sua esposa e pai de duas filhas ranhosas, mas lindas. hoje estou por aqui a tentar saber  o que se passa no mundo. Bem, não é do mundo todo, isso é mesmo uma forma de expressão… é mais do meu mundo. Nestas alturas fico sempre mais pequenino, tal e qual o meu mundo, que é pequenino, mas com a certeza de que é redondinho e, porque não dizê-lo, bonito, texturado, irregular e mais uma data de sinónimos que deixam com vontade de continuar a procurar o meu caminho.

Gostava de jogar golf, mas dizem que cansa muito…

Sou rapaz para ser complicado. Sou rapaz para meter o bedelho em tudo. Sou rapaz para não gostar de meter o bedelho onde não sou chamado. Sou, portanto, um rapaz que tem dias. Dias de energia positiva e com a mania que devo ter opinião sobre tudo o que mexe, o que não mexe e afins. Claro que devem ser estes os dias que nos fazem mexer. Estou há cinco dias a ouvir Morrissey, o que não é fácil para uma pessoa como eu (e como eu gostava de ser assim, como o senhor… cantador do amor…), e continuo a achar que a vida deve ser vivida apesar de todas as contrariedades, de todas as tristezas, de todos os aborrecimentos e saturações. E depois, depois eu gostava de ter uma vida ao ar livre, despudorada e cheia de alegria que me fizesse sentir o prazer de existir. Era só isto.

Adoro chocolate.

Bem, o post não está propriamente relacionado com o chocolate. Digamos que está mais ligado à imagem do cabeçalho do blogue (não sei se é assim que se chama o local onde está a fotografia da cor do chocolate…). Gosto da cor. Como também gosto da cor da comida tostada, aquele douradinho bonito e saboroso, que tanto mal faz. E enquanto escrevo este rápido post, tenho a grelhar as peles do bacalhau que desfiei para fazer com umas natas. Eu sei que não se deve comer a pele do bacalhau. Dizem que é muito mau para o colesterol que eu não tenho… Já dizia a minha mãe, há umas décadas atrás, para eu não comer as peles do bacalhau senão iam-me crescer os peitos (ela dizia maminhas mas passados estes anos todos… eu cresci e fiquei mais virado para a cena sexual…). Não há nada a fazer, não consigo resistir a uma pelezinha de bacalhau, bem passada e molhadinha no azeite de trás os montes, já agora… e se me crescerem os peitos… paciência… lá terei de os partilhar!

A gerência agradece.

Hoje é um daqueles dias que me dá vontade de ser do contra. Estou a ouvir algumas músicas que já eram. Porque me apetece. Também me apetecia ter pegado com alguns alunos, mas hoje só tive trabalho burocrático. Foi uma pena. Também me apetece não gostar de poesia só porque hoje é o dia da poesia. Esta é fácil porque nunca gostei mesmo de poesia. Depois gostava de poder mudar o mundo, já que está toda a gente apostada em dar cabo dele. Gostava, mas não consigo. Por falar em coisas que podia fazer mas não consigo, gostava mesmo era de arranjar umas fotografias decentes para encaixar aqui no blogue, do género: umas gajas nuas com pilas, ou seja, duns travestis para ver se o pessoal deixava de vir aqui enfiar uns vírus para o blogue. E por falar em coisas que me fazem ranger os dentes (não, não são os travestis… são os outros…), eu continuo sem saber se os vírus se mantêm pois no meu não dá nada e estive a fazer umas limpezas no servidor… com ajax… está limpinho e brilhante… mas se alguém topar alguma poeirita… que me avise, please.